“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Matemática nas Séries Iniciais: situações da vida diária ajudam na compreensão!

Por que alguns alunos  não avançam na compreensão da matemática?

clip_image001 Imagem (http://matematticanapedagogia.wordpress.com/2012/10/03/mat_7/)
            Quando se analisa o conceito de “número”, da forma mais simples, como “os números são símbolos utilizados pra expressar a ideia de quantidade”, se percebe a complexidade e alto grau de abstração em que estes símbolos estão inseridos. E o aluno para compreender precisa decodificar para entender.
“As palavras, por exemplo, são signos linguísticos, os números são signos matemáticos; a linguagem, falada e escrita, e a matemática são sistemas de signos”. (MOREIRA, 1999, p.111).
Para o professor que vai iniciar junto com o aluno a decodificação dos números que simbolizam ideias de quantidades, ou para o professor que tem alunos que não avançam na compreensão da matemática,
é um bom começo, ou recomeço, trabalhar a ideia de símbolo (signos). Por exemplo: uma bandeira é um símbolo, representa um país, um clube de futebol (bem significativo para o aluno); expressões gestuais, como o polegar apontando para cima: tudo bem, legal, ok; o indicador sobre os lábios: silêncio (muito usado em impressos de hospitais); os símbolos do trânsito, as cores do farol do semáforo; os símbolos que indicam “proibido” estacionar, fumar, pisar na grama; sanitários masculino, feminino,  dentre milhares de símbolos que dispensam palavras e fazem parte do dia a dia de todos.
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Decodificando os números, símbolos matemáticos:

terça-feira, 10 de setembro de 2013

“Viagem Imaginária” - atividade de estimulação da oralidade e da escrita

au        O processamento auditivo está intimamente relacionado a dificuldades na linguagem oral e escrita, pois a audição é a principal via de entrada para a aquisição da linguagem oral, e, embora a linguagem escrita tenha suas peculiaridades, é baseada na linguagem oral, na escrita alfabética, sendo que ambos (sistema escrito e oral) se interpenetram. Portanto, a discriminação auditiva caracterizada pela capacidade para perceber as diferenças entre os sons da fala e para sequencia-los em palavras escritas. É uma componente essencial no que respeita ao uso correto da linguagem e à descodificação da leitura.

     Essa atividade, que os alunos curtem muito, pode ser realizada em duas etapas. Na primeira a professora vai explicar o passo a passo, familiariza-los com os objetos e os sons, e com eles,  sentados em círculo ( em suas cadeiras) realizar a viagem imaginária. Em seguida trocar impressões de tudo que aconteceu, fazendo um reconto oral, anotando palavras-chaves ou frases, que serão usadas para o reconto escrito, confecção de um mural.

Objetivos:

  • Estimular a percepção, a imaginação, a observação e o raciocínio.
  • Promover o desenvolvimento da audição e linguagem através da estimulação da discriminação e memória auditiva.
  • Desenvolvimento da oralidade e escrita.
  • Viagem Imaginária

    Antes, veja neste vídeo, realizado no Colégio Marista de Maringá, uma oficina de audio que mostra como sonorizar  uma história, usando objetos que imitam os sons:

  •    Viagem Imaginária  Hoje vamos fazer uma viagem muito interessante, é uma viagem imaginária. Vamos conhecer tudo o

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O autista na sala de aula: socialização e aprendizagem

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Imagem:http://www.abcdamedicina.com.br

É bom ter em mente que, normalmente, as crianças à medida que vão se desenvolvendo vão aprendendo a estruturar seu ambiente enquanto que as crianças autistas e com Distúrbios Difusos necessitam de uma estrutura externa para otimizar uma situação de aprendizagem.” (in Gauderer, 1993).

      Professor de psiquiatria e psicologia na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill por mais de 40 anos,  o alemão Éric Schopler foi um dos primeiros a estabelecer que o autismo é uma desordem neurológica tratável e desenvolveu o TEACCH (Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits relacionados com a Comunicação) no início da década de 1970.clip_image002

Método TEACCH

(Este programa usado nas escolas tem apresentado excelentes resultados na socialização e na aprendizagem de crianças autistas).

     O método TEACCH fundamenta-se em pressupostos da teoria comportamental e da psicolinguística:

* Na área da psicolinguística, fundamenta-se nessa teoria a partir da afirmação de que a imagem visual é geradora de comunicação.

* Na Terapia comportamental é imprescindível que o professor manipule o ambiente do autista de maneira que comportamentos indesejáveis desapareçam ou, pelo menos, sejam amenizados, e condutas adequadas recebam reforço positivo.
* Na terapêutica psicopedagógica, trabalha-se concomitantemente a linguagem receptiva e a expressiva.

clip_image003  (leia sobre os estímulos visuais, no link: http://silylandia.blogspot.com.br/)

       São utilizados estímulos visuais (fotos, figuras, cartões), estímulos corporais (apontar, gestos, movimentos corporais) e estímulos audiocinestesicovisuais (som, palavra, movimentos associados às fotos) para buscar a linguagem oral ou uma comunicação alternativa. Por meio de cartões com fotos, desenhos, símbolos, palavra escrita ou objetos concretos em sequência (potes, legos etc.), indicam-se visualmente as atividades que serão desenvolvidas naquele dia na escola.       clip_image004

  (imagem:http://williansamueloautista.blogspot.com.br)

    Os sistemas de trabalho são programados individualmente e ensinados um a um pelo professor. As crianças autistas são mais responsivas às situações dirigidas que às livres e também respondem mais consistentemente aos estímulos visuais que aos estímulos auditivos.(http://teofilootoni.apaebrasil.org.br/noticia.phtml/35955).

     De acordo com o TEACCH as crianças recebem um atendimento especializado nas escolas a partir do momento em que chegam, obedecendo a uma rotina diária e repetida, veja:

Recepção do Aluno

Na escola - o aluno é acolhido por um profissional com qual já tenha vínculo estabelecido que se torna um sinalizador do dia escolar, conduzindo-o ao professor.