“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Alunos Pré-Silábicos no 3º Ano: Aulas Interventivas –Alfabetização–SEAA

     Professores das turmas de 3º Ano – séries iniciais – encontram um número significativo de alunos pré-silábicos e silábicos, e os encaminham à Equipe Multidisciplinar - SEAA - para avaliação e investigação das dificuldades que estes alunos encontram para desenvolver os conteúdos do 3º Ano. Antes de iniciar uma investigação mais avançada a Equipe se dispôs a mediar uma série de 4 (quatro) aulas interventivas de alfabetização, construção da escrita e avanço na hipótese da psicogenética da escrita, para constar ou não, uma dificuldade acentuada de aprendizagem.

       Considerando a alfabetização dentro de perspectiva significativa para o aluno, foi escolhido o tema e desenvolvido as aulas interventivas e os resultados apresentados no final. (Publicados no blog “Só Atividades para Sala de Aula"). Veja a fundamentação deste trabalho.

“Quando o ensino das primeiras letras é dissociado dos usos da leitura na vida social, muitas vezes o aluno conclui que se aprender a ler e a escrever para passar de ano é para copiar os exercícios dado pela professora. No entanto se a alfabetização for conduzida de forma a demonstrar que a leitura e a escrita tem função aqui e agora, e não apenas num futuro distante, é provável que o indivíduo sinta-se motivado para o esforço que a aprendizagem exige.”

     A alfabetização como um processo que pode acontecer de forma natural quando é mediada, pelo professor, dentro das vivências do aluno, quando percebe que ler e escrever são ações que estão associadas às atividades do seu dia a dia. Por exemplo: ler a letra de uma música, o título do desenho animado, da novela infantil da TV, que são de sua preferência: endereço de sua casa, a linha de ônibus que usa para se transportar para escola e outros locais, dentro da própria escola: murais, cartazes, número nas portas da sala de aula, o nome da escola na fachada, dentre outros. De onde se conclui que ler e escrever precisa ter significado para o aluno.

carr  monica

ben 10  DSC07217eixo   DSC07290

      Identificar as atividades do cotidiano dos alunos, seja realizando um passeio pela comunidade ou provocando a expressão de suas preferências, para que eles sinalizem onde estão seus interesses em aprender a ler e escrever:

Das informações escolhidas para leitura e escrita, do cotidiano dos alunos pode-se:

  • Tirar palavras, frases e textos, usando o alfabeto móvel;
  • Desenvolver a construção da escrita e da leitura, com as letras e sua sonorização (fonemas e grafemas);
  • Quantidades de letras, de sílabas (usando o jogo da boquinha) para formar o pensamento silábico;
  • Avançar nas hipóteses do pré-silábico ao silábico, do silábico ao alfabético, ao ortográfico, gradativamente.

     Trabalhando em grupos e individualmente, provocando descobertas e construções. Usando muito material impresso, imagens, com produções coletivas de textos, os mais diversos, mostrando a organização do texto: relatos de acontecimentos, recontos, receitas culinárias e etc..

      Sempre deixando para o aluno as descobertas através de provocações e conflitos, através das mais diversas formas de gêneros textuais: letras, palavras, frases, textos, raciocínio lógico matemático… favorecendo meios da discriminação entre letras e números, quando as letras representam nomes e os números quantidades, são as inúmeras formas de promover uma alfabetização em que os alunos vão sentir a importância e o prazer de se estar na escola e não uma obrigatoriedade imposta ora pelos pais, ora pelos professores quando fazem leitura diária, passam atividades no quadro giz ou no caderno. Assim acontece a alfabetização.

      As aulas interventivas propostas pela Equipe – SEAA – voltadas para um tema significativo para todos os alunos pré-silábicos de três turmas de 3º Ano - a novela Carrossel. Veja as aulas (clicando > aqui) que podem ser adaptadas para temas que sejam do interesse dos alunos estando já automotivados para a construção da escrita.

Por: Júlia Virginia de Moura – Pedagoga – SEAA (Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem)

6 comentários:

  1. Respostas
    1. Obrigada pelo comentário e sucesso no seu trabalho!
      Abraços
      Júlia

      Excluir
  2. Gostei muito do seu blog.Estou aprendendo a fazer um blog e quero futuramante fazer um para minha turma.Parabens!

    ResponderExcluir
  3. Professora Júlia Virginia de Moura, sou professor do terceiro ano do ensino fundamental; e na minha sala existem dois grupos de alunos os que sabem ler, e os que não sabem. E estou tendo que preparar duas aulas por dia para suprir as necessidades desses dois grupos, mas não tem sido tarefa fácil.
    Sou professor de primeira viajem e acho não estou conseguindo fazer esse balanceamento entre esses grupos de alunos, peço que se você tiver alguma diga pra que eu possa melhorar minhas aulas ficarei muito grato. Desde já agradeço! Denilson Ferreira

    ResponderExcluir
  4. Professor, realmente é difícil e não tem outra forma que não seja dois planejamentos. O ideal é que seja um tema motivador, assuntos que sejam do interesse dos alunos, como letra de músicas, novelas infantis da tv, gibis... em que os conteúdos são, à princípio direcionadas para o grupo que lê, com as flebilizações para o grupo que está sendo alabetizado como um planejamento para 3º ano - educação inclusiva neste link: http://soatividadesparasaladeaula.blogspot.com.br/2013/05/plano-de-aula-quadrinhos-do-chico.html,http://soatividadesparasaladeaula.blogspot.com.br/2013/06/sugestoes-de-atividades-leitura-escrita.html, visite estes links para ter idéias. Boa sorte no seu trabalho!
    Abraços
    Júlia

    ResponderExcluir
  5. Gostei muito das sugestões do projeto sobre autoestima. Parabéns!
    Elizabeth Mendes
    Franca (SP)

    ResponderExcluir

. Não seja apenas um visitante. Deixe seu comentário. Este é um espaço de intercâmbio de conhecimentos Entre educadores, e não apenas de divulgação de informações e conteúdos PARA educadores