“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Construção de Texto: “Construindo Pipas”- 4º e 5º Anos - Séries Iniciais

      Muitos professores se queixam de alunos que não aprendem porque estão desinteressados em sala de aula. Alunos que estão em contato, na vida diária com atividades muito estimulantes e prazerosas como vídeo-games, computador, celular e internet, por exemplo, vão se sentir entediados em sala de aula com atividades comuns e menos motivadoras.       

       O professor vai levar desvantagem, mesmo quando usa tecnologia em sala de aula, porque ler e escrever não podem ser somente de forma virtual, é também uma atividade psicomotora.

       Criança é sempre criança e fazer descobertas brincando ainda é a forma mais eficaz e garantida de aprender. O domínio da tecnologia é maior prova, todos sabem como as crianças a domina com maior facilidade que muitos adultos. Porém, o professor não deve pensar que a competição é desleal quando os recurso didáticos de que dispõe não se igualam á motivação de games, por exemplo. Experimente usar o que todas as crianças de todos os tempos gostam e sempre irão gostar: o lúdico, tradicional, concreto, que está no foco do seu dia a dia, e que pode ser levado para sala de aula.

“ As crianças aprendem a fazer e a soltar pipas levando-as à voar bem alto… e isso causam uma prazer e uma sensação de dominar todos os obstáculos, vencer as reviravoltas do vento, dos fios da rede elétrica… mesmo se for preciso tentar e tentar… até vê-lãs livres, leves e soltas, como as aves do céu! O que se aprende com prazer nunca se esquece.”

Em muitas regiões, o tempo é propício para “empinar papagaios” ou “soltar pipas”. Muitas crianças estão fazendo isso e só falam nisso, Outras ficam imaginando como seria isso: não dispõem de espaços, de hábito… Veja esta atividade em sala de aula e o que você vai resgatar nas dificuldades de sua turma: a construção de palavras? frases? produção de textos ?

Aspectos textuais como:

  • construção de frases e períodos,
  • coesão e coerência,
  • vocabulário,
  • parágrafo,
  • gênero

Os aspectos gramaticais

  • ortografia,
  • acentuação,
  • pontuação, concordância,
  • forma, legibilidade e estética.

     No blog Só Atividades para Sala de Aula – você vai encontrar o passo a passo “como confeccionar uma pipa” –Projeto “Crianças e Pipas”-

http://soatividadesparasaladeaula.blogspot.com.br/2012/09/projeto-criancas-e-pipas-artes-e-lingua.html

SUGESTÕES DE ATIVIDADES

      Estas atividades podem ser planejadas e adaptadas á realidade de sua turma: do 1º ano a0 5º ano e para Educação Inclusiva, e Escolas Rurais- Classes Multisseriadas ou não.


     Após uma aula de artes em que serão confeccionadas as pipas (não se pode esquecer do alerta contra o uso do cerol), durante a recreação, leve as crianças para a quadra de esportes da escola, onde não há perigos de cair ou tropeçar em nada, para solta as pipas. Este é o segundo momento mágico da motivação. Retornando á sala de aula, em conversa informal, faça com as crianças os comentários sobre a atividade: se gostaram, o que deu certo, o que deu errado, qual foi a sensação… explore bastante, use palavras que você que trabalhar nos conteúdos de língua portuguesa.

(Esse projeto foi aplicado com uma turma do 4º Ano – Professora Nice – na Escola Classe 02 do Arapoanga – Veja abaixo o link do blog – escola em que atuo como Pedagoga – ) veja imagens:

    Em seguida, de acordo com as necessidades e o nível de sua turma, você pode usar:

1- Banco de palavras exposto na lousa – impresso em cartaz grande e pequenos para uso individual :

palavras que podem ser usadas para teste da psicogênese- neste caso não pode ser exposto e nem impresso individual;

  1. palavras que os alunos ainda não construíram de forma correta – já foram citadas na lista de material para confeccionar a pipa, ou são usadas por eles para nomear ações e coisas (verbos e substantivos), por exemplo: empinar, bambu (M e N antes de P e B) – soltar, céu, papel,cerol ( uso do U e ou do L) – papagaio, pipa, papel… (palavras iniciadas com a letra P); linha (palavras com nh ), sons nasais (vento, branca,ponta,redonda,enrolar…) e assim por diante.

  2. Verbos: empinar, voar, soltar, cortar, colar, pregar,fazer, amarrar, ajudar, decorar, ensinar (ações que vão surgir nas atividades:nas solicitações dos alunos, na confecção das pipas, na recreação…)

  3. Vocabulário- sinônimos: varetas, horizontais,vertical, talho, contorno, estirante(cabestro)… todas as palavras que vão surgir no momento de confeccionar a pipa e que não são do conhecimento dos alunos.

  4. Use palavras, no seu banco de palavras,  que vão surgir da atividade e que a turma está precisando construir, escrever corretamente, usar em frases ou na produção do texto.

  5. Faça uso do Dicionário;

Com todos esses recursos você vai solicitar:

  • Palavras Cruzadas e Caça Palavras – 1º e 2º anos – nível fácil – 3º ano – nível médio

  • Frases – em atividades ilustradas para turmas de 2º ano; Educação Inclusiva

  • Ditados de palavras ou frases – com uso de apoio (banco de palavras e dicionários ou não) – 1º e 2º anos e até 3º anos com defasagem em ortografia – Educação Inclusiva

  • Produção de textos – descritivo das atividades realizadas – 3º, 4º e 5º anos – com Correção: autocorreção com uso do Banco de Palavras e Dicionários – e Correção Individual com a professora.

  • Estas são sugestões mas o professor pode usar de formas diferenciadas ou usar suas próprias atividades.

  • Sem esquecer que os dados (números) que surgirem nas atividades podem ser coletados e usados em situações- problemas, algorítmos, numeração, de acordo com o nível da turma e suas necessidades.

    Esse projeto foi aplicado com uma turma do 4º Ano – Professora Nice – na Escola Classe 02 do Arapoanga

Clicar na imagem para ver em tamanho maior.

Atividade de Produção de texto da aluna do 4º Ano “E” – matutino- professora Nice – Escola Classe 02 do Arapoanga – Planaltina – DF

Veja abaixo o link do blog da escola em que atuo como Pedagoga

http://ec02doarapoanga.blogspot.com.br/2012/09/projeto-criancas-poemas-soltam-pipas-no.html

E veja como trabalhar esta atividade: construção da pipa e sugestões no blog: SÓ ATIVIDADES PARA SALA DE AULA

http://soatividadesparasaladeaula.blogspot.com.br/2012/09/projeto-criancas-e-pipas-artes-e-lingua.html

Por: Júlia Virginia de Moura – Pedagoga

“Meus alunos escrevem os números do jeito que falam” – Matemática -4º e 5º Anos

num

 

 

 

 

 

       Quando o professor realiza um ditado de números percebe que seus alunos escrevem um mesmo número de maneiras diferentes. E dependendo da forma como foi escrito, leva  o professor a pensar que o registro do número está  de forma errada, como por exemplo, quando dita o número 158 o aluno escreve: 100508. Isso significa que este aluno está construindo hipóteses na construção dos números.  

No livro Didática da Matemática: Reflexões Psicopedagógicas (258 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444), em que é descrita a pesquisa didática realizada pelas educadoras argentinas Delia Lerner e Patrícia Sadovsky, com a colaboração da também educadora Susana Wolman há um relato sobre trabalho  O Sistema de Numeração: Um Problema Didático.

A pesquisadora Délia Lerner faz um relato sobre as hipóteses que as crianças levantam a cerca da construção  do número. Essas hipóteses não tem uma ordem ou uma idade para que aconteça. Elas dependem do contato que as crianças têm com os números e como elas interagem com eles. Essas hipóteses estão brevemente resumidas a seguir:

100205 - 125

806       -    86

100010040- 1.140

· Escreve como se fala. Por exemplo, para 125 escreve 100205

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Alunos Pré-Silábicos no 3º Ano: Aulas Interventivas –Alfabetização–SEAA

     Professores das turmas de 3º Ano – séries iniciais – encontram um número significativo de alunos pré-silábicos e silábicos, e os encaminham à Equipe Multidisciplinar - SEAA - para avaliação e investigação das dificuldades que estes alunos encontram para desenvolver os conteúdos do 3º Ano. Antes de iniciar uma investigação mais avançada a Equipe se dispôs a mediar uma série de 4 (quatro) aulas interventivas de alfabetização, construção da escrita e avanço na hipótese da psicogenética da escrita, para constar ou não, uma dificuldade acentuada de aprendizagem.

       Considerando a alfabetização dentro de perspectiva significativa para o aluno, foi escolhido o tema e desenvolvido as aulas interventivas e os resultados apresentados no final. (Publicados no blog “Só Atividades para Sala de Aula"). Veja a fundamentação deste trabalho.

“Quando o ensino das primeiras letras é dissociado dos usos da leitura na vida social, muitas vezes o aluno conclui que se aprender a ler e a escrever para passar de ano é para copiar os exercícios dado pela professora. No entanto se a alfabetização for conduzida de forma a demonstrar que a leitura e a escrita tem função aqui e agora, e não apenas num futuro distante, é provável que o indivíduo sinta-se motivado para o esforço que a aprendizagem exige.”

     A alfabetização como um processo que pode acontecer de forma natural quando é mediada, pelo professor, dentro das vivências do aluno, quando percebe que ler e escrever são ações que estão associadas às atividades do seu dia a dia. Por exemplo: ler a letra de uma música, o título do desenho animado, da novela infantil da TV, que são de sua preferência: endereço de sua casa, a linha de ônibus que usa para se transportar para escola e outros locais, dentro da própria escola: murais, cartazes, número nas portas da sala de aula, o nome da escola na fachada, dentre outros. De onde se conclui que ler e escrever precisa ter significado para o aluno.

carr  monica

ben 10  DSC07217eixo   DSC07290

      Identificar as atividades do cotidiano dos alunos, seja realizando um passeio pela comunidade ou provocando a expressão de suas preferências, para que eles sinalizem onde estão seus interesses em aprender a ler e escrever:

Das informações escolhidas para leitura e escrita, do cotidiano dos alunos pode-se:

  • Tirar palavras, frases e textos, usando o alfabeto móvel;
  • Desenvolver a construção da escrita e da leitura, com as letras e sua sonorização (fonemas e grafemas);
  • Quantidades de letras, de sílabas (usando o jogo da boquinha) para formar o pensamento silábico;
  • Avançar nas hipóteses do pré-silábico ao silábico, do silábico ao alfabético, ao ortográfico, gradativamente.

     Trabalhando em grupos e individualmente, provocando descobertas e construções. Usando muito material impresso, imagens, com produções coletivas de textos, os mais diversos, mostrando a organização do texto: relatos de acontecimentos, recontos, receitas culinárias e etc..

      Sempre deixando para o aluno as descobertas através de provocações e conflitos, através das mais diversas formas de gêneros textuais: letras, palavras, frases, textos, raciocínio lógico matemático… favorecendo meios da discriminação entre letras e números, quando as letras representam nomes e os números quantidades, são as inúmeras formas de promover uma alfabetização em que os alunos vão sentir a importância e o prazer de se estar na escola e não uma obrigatoriedade imposta ora pelos pais, ora pelos professores quando fazem leitura diária, passam atividades no quadro giz ou no caderno. Assim acontece a alfabetização.

      As aulas interventivas propostas pela Equipe – SEAA – voltadas para um tema significativo para todos os alunos pré-silábicos de três turmas de 3º Ano - a novela Carrossel. Veja as aulas (clicando > aqui) que podem ser adaptadas para temas que sejam do interesse dos alunos estando já automotivados para a construção da escrita.

Por: Júlia Virginia de Moura – Pedagoga – SEAA (Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Recesso de 30 dias em 2014– Calendário Escolar /2014

Foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta segunda-feira (05) a aprovação do Calendário Escolar que será utilizado no ano letivo de 2014. No D.O o professor não encontrará o calendário, mas apenas o processo que aprova o documento. Para visualiza-lo clique aqui. É importante lembrar que o calendário contemplará os 200 dias letivos, mas devido à Lei Geral da Copa (nº 12.663/2012), o documento de 2014 terá algumas adaptações em função dos jogos da Copa do Mundo.

Veja no link da Secretaria de Estado de Educação / DF

http://www.cre.se.df.gov.br/ascom/documentos/calendario_novo.pdf