“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


sábado, 25 de maio de 2013

Dificuldades de Aprendizagem -Transtornos das Habilidades Escolares – Fracasso Escolar: uma relaçã0 saúde/educação, patologia e medicalização?

 

      fra   Estamos vivendo um momento atípico em toda a história da educação e do processo de ensino e aprendizagem em que a sociedade atual, profissionais da saúde, família e escola, situam os diversos comportamentos da criança ligados á patologias e medicalização, gerando controvérsias e dividindo opiniões.

   jv     O estudo "Saúde & Educação"- Desenvolvimento e Aprendizagem do Aluno - da obra de Jairo Werner - Doutor em Ciências Médicas e Saúde Mental pela Unicamp, mestre em Educação pela UFF, professor da UERJ e UFF - em que o tema das diferenças entre dificuldade de aprendizagem, dos transtornos das habilidades escolares e do fracasso escolar é abordado a partir da relação da saúde com a educação, à luz de uma visão crítica. Não se trata, contudo, de se conceber o problema do ponto de vista da “medicalização” ou da patologia.

      As novas formas de avaliar o desempenho da criança levam em conta sua interação com outros alunos e adultos. Através da inter-humanidade, da interrelação pode-se compreender melhor o nível de necessidade do aluno e oferecer respostas adequadas.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Atividades com Quadrinhos do Chico Bento - Correção de Erros Ortográficos –3º Ano - Séries Iniciais

      DSC05794  É comum o professor encontrar em sua turma de 3º Ano, alunos que estão desde o nível pré-silábico ao ortográfico. O professor fica confuso diante da diversidade de níveis da psicogênese da escrita, em relação aos conteúdos que devem ser trabalhados com toda a turma, quando alguns não escrevem e leem e os que já leem e escrevem cometem muitos erros ortográficos.

       Alguns professores tem como ações pedagógicas, nestes casos, usar atividades diversificadas, porém, o recomendável é que o mesmo conteúdo seja dado para todos, pois se sabe que o aluno que está aquém ao nível do ano em curso, também o aluno especial, não querem outra atividade e sim a atividade que a maioria da turma está realizando. Isso é inquestionável e um prejuízo para o “acreditar-se” capaz como os outros.

     A sugestão é que no momento da mediação do conhecimento seja o mesmo conteúdo, e a diversificação vai acontecer nas atividades que os alunos vão realizar, preferencialmente, em grupos heterogêneos compostos por: pré-silábicos, silábicos, alfabéticos e ortográficos no mesmo grupo, para que todos possam interagir dentro de suas habilidades adquiridas, o que faz com todos avancem mais dentro das mesmas.

sábado, 4 de maio de 2013

Meus alunos estão desatentos e desinteressados. O que posso fazer?


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        O que o professor observa em suas aulas é uma grande falta de atenção e concentração dos seus alunos, que o leva a pensar que todas as suas ações pedagógicas, toda motivação, todos os recursos, por mais diversificados que possa usar resulta em quase em nada. Grande parte dos professores não sabe mais o que fazer em sala de aula para que seus alunos prestem atenção e demonstrem melhores desempenhos. Por que os alunos andam tão dispersos e não conseguem manter a atenção por um tempo mais significativo que seja o bastante para avance nos conteúdos sem configurar uma suposta dificuldade de aprendizagem? A resposta é bastante simples: as crianças e os adolescentes das gerações atuais estão em contato constante com um acúmulo de estímulos ofertados principalmente pela mídia (que alcança todas as classes sociais), pelas músicas, danças, games, brinquedos, internet… que os deixam cada vez mais saturados e ao mesmo tempo exigentes em relações a novos estímulos, principalmente na escola que não consegue acompanhar a diversidade intensa das estimulações à que estão acostumados. Veja como o professor percebe a dificuldade que os seus alunos têm em estar interessados nas aulas.
“Por mais que a gente faça, essas crianças de hoje são difíceis: são muito dispersivas, desorganizadas. Não param quietas na carteira, não prestam atenção. Parece que têm ouvidos e olhos para tudo, menos para a lição. Na verdade, estão sempre alertas, mas enxergam e ouvem as coisas pela metade, logo se distraem, a coisa mais difícil é se concentrarem.”
(Fragmento do estudo “a Escola no Mundo Moderno”)
       Quando chega à escola todo o contexto de comportamento muda: os alunos devem fica, geralmente, ficar sentados, quietos e “atentos” à formalização de conhecimentos novos e dos já adquiridos anteriormente, fora da escola. Toda aquela curiosidade natural das crianças se desfaz e a impressão que se tem é que eles estão achando “tudo muito chato”. Ir à escola, ou aprender, parece que é entendido como sinônimo de “deixar de brincar”, deixar de “se divertir” e aí se dispersam e partem para “os passeios pela escola”, “ir ao banheiro”, “tomar água” e quando retornam à sala de aula

não participam dela: conversam, brincam, brigam, atrapalham os que estão quietos e sugerem “ser hiperativos”, quando na verdade não possuem o hábito da atenção e concentração nem mesmo quando estão nas atividades de lazer fora da escola. Por exemplo, um adolescente no “chat”, “tecla” com vários amigos, com o twitter, e ainda vistam páginas diversas… ao mesmo tempo. Como ele vai conseguir ficar quieto, atento, e realizar uma atividade do professor?
E o professor sai, então, atrás de “novos métodos” educacionais, desesperado por manter a motivação e o interesse do aluno, novos métodos que, muitas vezes, prometem “revoluções” na educação. Mas parece que os resultados são mínimos. Como é possível reverter essa situação? A sugestão é que o professor desenvolva um projeto interventivo que tem a duração de todo o ano letivo com atividades lúdicas de psicomotricidade com objetivo claro e definido: desenvolver a memória, atenção, concentração; estimular o raciocínio lógico; suporte para solução de situações-problemas, raciocínio construtivo e crítico.
Veja as sugestões para este projeto:
1- O professor escolhe um dia na semana e por uma hora vai realizar atividades lúdicas, competitivas, desafiadoras, prazerosas, que podem ser realizadas em sala de aula, no pátio ou na quadra de esportes. São atividades conhecidas por todos “como tradicionais” porque não estão envolvidas com tecnologias modernas, mas que se o professor observar bem, só são “tradicionais” ou “antigas” para os adultos, porque as crianças e adolescentes não as conhecem ( na sua maioria) e acabam por achar muito interessantes, diferentes e divertidas. Lembrando que essas crianças e adolescente, no momento em que realizam estas atividades, demonstram saturadas de atividades virtuais e isso é que torna o projeto um sucesso. O velho que para eles é novo.
2-Use atividades com movimentos do corpo e objetos – jogos lúdicos e competitivos e use também atividades escritas, e nunca repita a mesma atividade. (estabeleça premiações, com medalhas, troféus etc.) é recomendado é que estas atividades envolvam outras turmas que esteja no mesmo nível de desenvolvimento. E podem ser desenvolvidas entre grupos, duplas ou individualmente, de acordo com o grau de dificuldade.
3- Sugestões de atividades: escolha as que mais se adéquam ao nível de sua turma: clique aqui:  GINCANA PSICOMOTORA
4- Recomendações às famílias menos entretenimentos com tecnologias e mais ludicidade convívio social: escolinha de futebol, participar de projetos sociais da comunidade, brincadeiras com amigos e colegas, jogos de tabuleiros... que só acrescentam em melhor desempenho escolar e interação social mais saudável.
Por: Júlia Virginia de Moura - Pedagoga
Referência:
http://www.labor.org.br/pt-br/jogos-de-fasciculos/F%2004%20MIOLO%20050308.pdf













“Linguagem Corporal” e “Uma boa Cantoria” – de Ana Maria Machado–na culminância da IV Parada Literária/2013

clip_image001A supervisora pedagógica Franci Barros apresenta a “contadora de histórias” Aline – Estudante de Pedagogia da UEG – Formosa-Go, aos alunos.

       As histórias podem ser: fábulas, os contos, as lendas  organizados de acordo com as lendas. Quando estas narrativas são lidas ou contadas abre-se uma oportunidade para que estes mitos, tão importantes para a construção de sua identidade social e cultural, possam ser descobertas pelos alunos.

       Estimulando o desenvolvimento de funções cognitivas importantes para o pensamento, tais como a comparação (entre as figuras e o texto lido ou narrado) o pensamento imaginário, o raciocínio lógico, pensamento divergente ou convergente, as relações espaciais e temporais (toda história tem princípio, meio e fim).

   Pedagogicamente a história abre espaço para a alegria e o prazer de ler, compreender, interpretar a si próprio e à realidade mostram as crianças, jovens e adultos, que a contação de histórias é um mecanismo de estímulo à leitura e aprendizagem de quem conta à sua história ou quem conta as histórias de outros.

     Na culminância da IV Parada Literária, as professoras das turmas de 5º Ano Convidaram a “contadora de histórias”, Aline estudante de Pedagogia na UEG em Formosa-Go, apresentou “Uma boa Cantoria” – de Ana Maria Machado e Linguagem Corporal.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Produção de Texto–Reconto Através de Cenas–Organização do Pensamento– 2º Anos–Séries Iniciais

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           Estas atividades de leitura e escrita foram desenvolvidas na escola em que trabalho durante o projeto “Parada Literária”. Para ler mais sobre o projeto e outras atividades visite o blog da Escola Classe 02 do Arapoanga clicando > Aqui.

           As professoras das turmas de 2º Anos – Vespertino -  fizeram uma adaptação do conto “Chapeuzinho Vermelho”  para “Chapeuzinho no Mundo da Leitura”,  em que o personagem principal “Chapeuzinho Vermelho” precisava levar para a vovozinha muitos livros… uma cestinha cheia de livros para que ela pudesse ler enquanto estava se recuperando. O Lobo queria matar a menina, pois não gostava de crianças que sabiam ler, pois ficavam muito inteligentes e espertas. E fez tudo, tentou matar a vovó e tudo que pode fazer  para destruir esse mundo da leitura. No final da trama  Chapeuzinho faz um convencimento ao lobo de que “ler é uma das coisas mais importantes que alguém pode aprender”. As crianças compreenderam  “que ler era muito importante para ter uma vida mais feliz”. E todos viveram felizes para sempre…

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      Após a dramatização as professoras desenvolveram diversas atividades de leitura e escrita, conto e reconto produção de textos… cada turma dentro das necessidades de conteúdos a serem inseridos ou reforçados.

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      O livro “O Grande Rabanete” de Tatiana Belinky, foi outro conto trabalhado na sala de aula.   A história, de enredo simples, tem como atrativo principal a forma: é narrada como um conto cumulativo — forma que encanta e diverte a garotada, além de representar um excelente treino de memória. As frases — simples — são bastante adequadas aos que se iniciam na leitura, o que não quer dizer que sejam pobres; serve-se de recursos originais, como a repetição: “o rabanete cresceu-cresceu e ficou grande-grande”. Além do aspecto linguístico, é possível explorar, por meio da narrativa, o lado humano: a questão da solidariedade, da cooperação, da divisão de bens e até da autoestima exacerbada, aspecto representado pelo ratinho, no bem-humorado e imprevisto final.

clip_image009         O 2º Ano “G –  a professora Lorena trabalhou a estrutura do texto, organização sequencial, estimulando a organização do pensamento lógico. Dividiu o texto-base da da historinha (O  Grande Rabanete), em partes principais,  cenas, que foram distribuídas para que todos pudessem interpretar e colorir. Em seguida  separou a turma em grupos que tivessem colorido a mesma cena.

      Após o agrupamento, a professora solicitando realizassem  a reconstrução da história de acordo com as imagens representando as cenas principais, organizando-as pela sequencia: como tudo começou? O grupo apresentava a cena e a turma toda discutia se realmente foi à primeira cena e assim até o fim da história. As cenas iam sendo colocadas em uma folha branca  (escolhidas pelos os alunos) até o final  da história.clip_image010

                                         Reconto através de  Cenas  

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       Os objetivos planejados com essa atividade  foram:

  • organizar o pensamento lógico,
  •  
  • identificar a sequência e coerência,
  • os aspectos estruturais de um texto,
  • vocabulário,
  • reconto através de imagens para alunos pré-silábicos e silábicos,
  • palavras-chave para avanço nas hipóteses,
  • frases e pequenos textos para os ortográficos.
  • Valores para vida: discriminar o bem do mal, a importância da leitura,solidariedade, da cooperação.
  • habilidades motoras: dobraduras.
  • expressão artística.

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                                           Dobradura- expressão artística

      A turma da professora Adriana Martins, o 2º Ano “I”,  que representou o personagem principal na dramatização do “Chapeuzinho no Mundo da Leitura”.

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além das atividades leu outros contos, como a Casa Sonolenta, mas desenvolveu atividades dos conteúdos programáticos, muito divertidas e dinâmicas escolhendo o   conto que mais gostaram: “O Chapeuzinho Amarelo” de Chico Buarque. A professora Adriana decidiu provocar descobertas em torno de um conto clássico: “Chapeuzinho Vermelho” que foi lido em sala de aula, depois associaram com a dramatização “Chapeuzinho no Mundo da Leitura”   estabelecendo diferenças e semelhanças e intenções e  analogias das duas maneiras de se escrever uma mesma história e a releitura do conto de Chico Buarque “Chapeuzinho Amarelo”. Dessa provocação as crianças descobriram que havia pontos em comum importantes, como:

  • a presença do bem e do mal,
  • o sentimento de medo
  • e duas maneiras de enfrentar o medo.
  • e o ponto principal objetivado pela professora: “ler e escrever é a coisa mais fantástica que se pode fazer: transmitir, através da escrita, grandes ideias de diversas formas sérias e divertidas, com sentimentos diversos, e até brincando com as palavras e com os personagens que falam com quem lê”. Essa foi a conclusão dos alunos, maravilhados com as três versões do conto; o original e as outras duas versões que serviram para falar de outras coisas).
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       Após toda esta atividade oral sobre a leitura e os contos, a professora aproveitou que a turma estava bastante motivada, para desenvolver as atividades pedagógicas, aproveitando as interpretações para produzirem coletivamente um texto sobre “Chapeuzinho Amarelo”.

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com ilustrações  individuais.

     Trabalhou as palavras que mais se destacaram no texto, com o objetivo de desenvolver os níveis da psicogênese da escrita: vocabulário, formação das palavras, letras inicias e finais (sons das letras), estruturação de frases e pequenos recontos individuais, finalizando com um ditado para posteriormente avaliar as necessidades dos alunos nos avanços na aquisição da escrita, para novos planejamentos. Além de todos os conteúdos programáticos, a professora Adriana achou muito importante o trabalho realizado sobre como enfrentar os medos: valores para vida.

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Parabéns às professoras e aos alunos!

IV Parada Literária/2013

Escola Classe 02 do Arapoanga