“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Estruturação dos Ciclos de Aprendizagem no DF/2013-Tirando Dúvidas…

Perguntas e Respostas

Tirando dúvidas...

1) Como fica a dependência dos alunos dos anos finais com a implantação do Bloco III (11 a 14 anos)?

R.: A aprovação do estudante com dependência tem respaldo legal (Regimento Interno e LDB 9.394/96) na lógica seriada, porém na lógica do ciclo, sua continuidade será analisada.

2) Como ficarão as turmas de Correção da Distorção Idade Série?

R.: As turmas de correção da distorção idade série continuarão existindo. A expectativa é que com a implantação do ciclo e a reorganização do trabalho pedagógico e revisão das concepções e práticas avaliativas essas turmas sejam finalizadas gradativamente.

3) Como proceder a transferência de alunos oriundo da organização seriada para escolas que implantarão ciclo em 2013?

R.: No caso de transferência de estudantes oriundos de escolas com organização seriada, deve-se fazer uma análise do histórico escolar do estudante para fazer a correspondência por idade/ano, lembrando que o estudante nunca pode retroceder na sua formação e sempre poderá avançar, princípio legal LDB 9.394/96.

4) Como será o acompanhamento da implantação dos ciclos?

R.: Será feito pela CRE/GREB de forma orientada, planejada e avaliada pelos coordenadores intermediários. O coordenador regional de ensino será o articulador maior desse acompanhamento.

5) Quais ações pedagógicas serão desenvolvidas junto às escolas de ensino fundamental anos finais que não implantarem o ciclo em 2013?

R.: As Coordenações Regionais de Ensino por meio das Gerências de Educação Básica planejarão ações pedagógicas de acordo com as necessidades dos professores e, em atendimento às demandas de formação continuada ao longo do ano de 2013, procurando ampliar o debate sobre organização escolar ciclada e orientando a elaboração coletiva do projeto político-pedagógico numa perspectiva de educação emancipatória.

6) Como ficarão os estudantes com deficiências atendidos em classes especiais?

R.: Esses estudantes serão atendidos dentro da mesma sistemática, a organização escolar em ciclo vem corroborar a inclusão dos mesmos. A avaliação formativa articulada ao ciclo favorecerá uma análise mais real e apropriada do desempenho dos estudantes das classes especiais que só ganham com essa nova organização.

7) Como enturmar os alunos ANEE nas turmas de ensino regular com a implantação do ciclo?

R.: Utilizando os critérios definidos na estratégia de matrícula/2013. A Educação Especial é garantida aos estudantes do ensino fundamental a partir da faixa etária de 6 anos completos ou a completar até 31/03/2013 até os dezesseis anos, devidamente diagnosticados por meio de laudo/relatório conclusivo por profissional habilitado, sendo obrigatório sua identificação no Sistema de Gestão Escolar – SGE.

8) Como fica a integração inversa com a implantação do ciclo?

R.: O estudante permanecerá em turma de integração inversa pelo período em que dela necessitar, conforme previsto no estudo de caso/adequação curricular por não se tratar de necessidade transitória.

9) Serão destinados professores para o desenvolvimento do Projeto Interventivo?

R.: Não. O projeto interventivo é uma estratégia didático-pedagógica que deve ser planejado, desenvolvido, acompanhado e avaliado pelos profissionais da escola.

10) Nas escolas onde não há espaços para a realização do Projeto Interventivo, como fica?

R.: A escola pensará atividades para o Projeto Interventivo considerando as condições reais para o seu desenvolvimento. A SEDF criará as estruturas necessárias para a implantação do ciclo a partir de um planejamento a médio e longo prazo.

11) Como registrar os reagrupamentos intra e interclasse?

R.: Os reagrupamentos intraclasse dentro da própria turma serão registrados pelo professor em campo específico de registro de atividades no diário de classe. Os reagrupamentos interclasse serão registrados no diário do professor referência do estudante, mesmo que ele tenha participado de atividades em outra turma. A realização dos reagrupamentos pressupõe planejamento coletivo e diálogo entre os professores envolvidos.

12) Onde matricular o estudante que nunca frequentou a escola?

R.: A equipe pedagógica da escola realizará uma avaliação diagnóstica do estudante, identificando seu nível de desenvolvimento cognitivo, à luz do Currículo de Educação Básica. Após análise dos resultados procederá a sua enturmação.

13) Como serão utilizadas as redes de apoio: Sala de Recursos, SOE, SEAA, etc?

R.: Serão articuladas a partir das orientações da SEDF e das orientações pedagógicas, procurando sempre participar do planejamento e desenvolvimento das atividades de forma coletiva e em consonância com o projeto político-pedagógico da escola.

14) Com ficará a reprovação no Bloco Inicial de Alfabetização?

R.: Não haverá mais reprovação ao final do BlA. A reprovação será admitida ao final Bloco II (9, 10 e 11 anos) em situações excepcionais e justificadas pela escola com a realização de Conselho de Classe. Este colegiado deve envolver professores, coordenadores pedagógicos, equipes de apoio, gestores que farão análise dos registros sistematizados ao longo do processo de desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes e que evidenciem as estratégias adotadas pelo professor e equipe pedagógica para atender às necessidades específicas de aprendizagens do estudante em análise.

15) A estratégias do Bloco Inicial de Alfabetização serão estendidas ao Bloco II (9 e 10 anos) e Bloco III (11 a 14 anos finais do ensino fundamental)?

R.: Sim. A escola se organizará coletivamente para desenvolver: avaliação diagnóstica, projetos, reagrupamentos e repensar concepções e práticas avaliativas, entre outras ações pensadas pelo grupo de profissionais da escola.

16) Como proceder a enturmação do estudante que apresente defasagem da idade em relação à série?

R.: Caso o aluno não possa ser inserido na turma de correção de distorção idade série, a equipe pedagógica realizará uma avaliação diagnóstica para identificar o nível de desenvolvimento de aprendizagem do estudante e enturmá-lo. É recomendável que as características da idade do estudante sejam respeitadas.

17) As escolas que hoje contam com apenas um supervisor terá direito a mais um?

R.: O SAE questionou a legalidade do Decreto que regulamenta a destinação de supervisores pedagógicos e administrativos. O Processo encontra-se na Procuradoria do DF e a SEDF não pode deliberar sobre a destinação de outro supervisor para as escolas que têm a partir de 300 estudantes, enquanto não houver a decisão judicial sobre o pleito do sindicato.

18) O estudante não alcançou os objetivos de aprendizagem definidos para o Bloco, como será a recuperação?

R.: Conforme a LDB 9.394/96 a recuperação ocorrerá no processo, para isso a equipe pedagógica da escola deve se organizar para criar estratégias que favoreçam a recuperação como: projetos, reagrupamentos, reforço escolar, etc..

19) Como ficará o diário escolar para o Bloco II e III?

R.: A SEDF estuda a possibilidade de providenciar o registro das estratégias previstas para o ciclo em um anexo.

SEDF -Coordenação Regional de Ensino de Planaltina – DF

Um comentário:

  1. Confesso que sinto saudades dos movimentos da EDUCAÇÃO! Afastada das salas eu não tenho acompanhado com tanta assiduidade esses acontecimentos...
    Um abraço

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