“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Problemas Matemáticos– “A maioria dos alunos não entendem os enunciados"!

qA queixa de muitos professores sobre o desempenho dos alunos em matemática é que “eles não entendem os enunciados e não sabem quais operações vai utilizar para encontrar a resposta certa”. “Eles tem preguiça em ler e pensar!”

Os problemas já vem nos livros formatados (o texto pronto) que obedecem a certo padrão de colocação de dados e perguntas e muitas vezes são questões completamente fora da realidade dos alunos, ou dos seus interesses na vida diária.

“Uma situação-problema, analisando o seu conceito (deveria ser conceituado com os alunos), é uma história que contém dados (quantidades) que ainda não se sabe como termina (resultado)”.

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Especificando: toda atividade do ser humano está envolvida com quantidades, números. Se vamos fazer compras no mercado e até mesmo quando vamos á panificadora comprar alimentos para o café da manhã, comprar roupas, guardar os produtos de uma compra: nos armários, gavetas… Quando assistimos a uma partida de futebol; quantos jogadores, quantas pessoas assistindo, quantos gols, quem ganhou? quando colocamos pratos e talheres na mesa, contamos quantas crianças foram à festa de aniversário do colega… números e quantidades estão em todas as atividades do dia a dia. Então é simples: uma situação problema é uma história, um acontecimento, em que não sabemos o final. Por isso termina com uma pergunta. Dessa forma pode-se conceituar situação-problema aos alunos e a partir dessa compreensão vivenciar uma experiência com a turma e dela criar textos formatados em situações-problemas.

Uma situação vivenciada nunca se esquece.

De uma situação-problema vivenciada pelos alunos com a construção do texto, a princípio, coletiva desde o 1º Ano (séries iniciais), na forma de um problema matemático (simples ou complexo) vai fazer com que eles aprendam não só como entender e resolver um problema, com ou sem operações, como, os alunos, estarão diversificando a produção de textos. A partir desta estratégia os alunos vão estruturando o conceito de situação-problema, identificando as estratégias matemáticas (operações) que são usadas para encontrar a resposta certa e quando encontrarem outras formatações (padrões, como as dos livros didáticos) não terão dificuldades para entender e resolver.

Há várias atividades prazerosas, lúdicas que o professor usa em sala de aula ou em datas especiais, recreação… que podem ser usadas para a construção da história matemática ou situação-problema. Por exemplo:

o sp2lanche coletivo, quando o professor pede que os alunos levem frutas (para uma salada de frutas), quando prepara uma dramatização para apresentação nas datas comemorativas: uma peça, um coral, um jogral (em que cada aluno apresenta) um texto, uma frase (representando personagens); na recreação – quantos alunos vão para a quadra jogar futebol, quantas meninas pediram a corda, quantos alunos preferiram brincar “o cabo de guerra”,sp6 quantos jogadores são necessários para se jogar “queimada”, pique-esconde; o próprio lanche servido pela escola: tudo isso envolve quantidades e pode-se ser usado para construir uma história – texto simples, usando os dados (quantidades) contendo no final uma pergunta (o que se quer saber?).

A matemática Faraco Ramos acentua: “Quando o professor possibilitar aos seus alunos estas experiências de viver uma situação-problema deve, inclusive, torná-la lúdica dando-lhe apelidos, ao invés de problemas: “Você é o Detetive”, “Descubra a Resposta Certa”, “Adivinhe se Puder”, “Histórias Matemáticas”, “Brincando com Números”, “Quem for Esperto Descobre Primeiro”: porque as crianças gostam e se interessam mais por desafios, competições”.

Antes, porém, de adotar estas estratégias para desenvolvimento do pensamento matemático é preciso iniciar pela ordem, de uma estrutura mais simples para a mais complexa, pois as situações-problemas são classificadas em 3 tipos:

Simples.

Complexas.

Com dados a serem selecionados.

Situações-problemas que envolvem somente estratégias sem algoritmos.

Experimente usar esta estratégia para a compreensão e resolução de situações-problemas e sua turma não terá mais problemas com os problemas matemáticos.

Sugestões de como construir uma situação-problema (história matemática a partir de atividades cotidianas em sala de aula – veja no blog SÓ ATIVIDADES PARA SALA DE AULA  clicando >Aqui

Fonte de pesquisa:

Ramos, Luzia Faraco – Conversas sobre Números, Ações e Operações – Editora Ática-2009

6 comentários:

  1. Seja bem vindo ao nosso grupo!
    Um abraço.
    Valdete Cantú.
    http://profvaldetecantu.blogspot.com.br/

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  2. Olá, gostei mesmo do seu blog, Julia!
    Um abraço desde Argentina.
    HD

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  3. Olá, passando para lhe dizer que tem selinho pra você lá em nosso blog. Um abraço!

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  4. Oi Julia!Que bom estar por aqui contemplando e aprendendo comsuas belas postagens.
    Dedico a você um prêmio/selo muito especial.Passe no blog e confira no link
    http://rosangelaprendizagem.blogspot.com.br/2012/10/premio-selo-dardos.html
    Um abraço e até mais!

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  5. Devemos acabar com o trauma da matemáticas nas crianças, já colocamos na cabecinha delas que matemática é dificil que quando a nota de matemática é baixa é aceitavel porque foi só na prova de matemmática... Devemos mudar esta questão de que matemática é dificil e incentivar a nova geração a pensar matemática como uma forma divertida e interessante como qualquer outra matéria.

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  6. Olá
    Vim lhe oferecer o selo The Versatile Blogger Award. Pode pegá-lo em : http://www.educasempre.com/2012/10/oba-premio-e-selo-de-presente.html
    Grande abraço!

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