“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


domingo, 30 de setembro de 2012

Imitações, brincadeiras ou descobertas? sexualidade na escola – abordagem através de Varal de Histórias

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“A primeira escola da criança é o seu lar e a primeira professora é sua mãe, onde começam a serem construídas as bases da educação, em todos os seus aspectos, em um período em que seu desenvolvimento é maior e mais rápido. Quando, então, ela recebe a primeira oportunidade de moldar seu caráter para o bem ou para o mal”. Ellen G. White (2010, p.275)

“... _ professora! ( grita “A” (6 anos), tapando a boca com a mão, olhos arregalados) o “E” (também 6 anos) quer me beijar na boca”...”.

A professora do 1º ano, turma de alunos de 6 anos, séries iniciais, assustada, procura a Equipe Multidisciplinar (SEAA), porque não sabe como abordar a questão com sua turma, e sabe que não pode deixar passar em branco, como se nada estivesse acontecendo em sua sala, e em outros espaços da escola, com seus alunos.

Desta solicitação da professora surge um projeto de orientação sexual para turmas de 1º Ano e Educação Inclusiva, através de um Varal de Histórias: “A Princesa Yasmin viaja pelo Mundo Moderno” em que os alunos vão identificar os papeis sociais dos indivíduos em suas várias fases de vida, com o foco enfatizando - crianças versus adultos;

 

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Explorando o varal de histórias - Tema transversal: sexualidade e senso crítico , também os conteúdos:

· Ciências/ Psicomotricidade: partes do corpo, domínio do esquema corporal.

· Língua Portuguesa: escrita e leitura - teste da psicogênese, avanço nas hipóteses, palavras (ortografia), frases e produção de texto coletivo;

· Raciocínio lógico – situação problemas e cálculo – operações de adição e subtração simples (com e sem registro de acordo com o nível de cada aluno);DSC03695

Expressão Artística – representação da trajetória de aprendizagem

Para que este projeto fosse estruturado foram consideradas questões importantíssimas para que a abordagem alcançasse os seus objetivos: redirecionar comportamentos inadequados em relação à sexualidade precoce, e/ou reprodução de comportamentos aprendidos.

1. O comportamento do aluno configura manifestação de sexualidade precoce, descobertas ou apenas imitação, brincadeira?

2. Toda a turma foi envolvida neste episódio? A grande maioria já está manifestando comportamentos precoces de sexualidade/ou imitações e brincadeiras?

3. Qual a melhor abordagem: individual direta ou coletiva indireta?

4. Como abordar manifestações precoces de sexualidade sem leva-las às proporções maiores que o necessário?

5. Quando a participação da família será necessária nesta intervenção?

Além das bases estabelecidas a partir da análise destas questões é necessário entender as vivências que estas crianças estão trazendo para o ambiente social da escola.

São grandes os desafios que a condição social da infância traz, na atual sociedade moderna, de onde os extremos vão, desde o protecionismo exagerado à negligência absoluta, permeados de permissividade mal direcionada, ausência de regras e limites, acesso irrestrito ao uso da mídia onde o apelo sexual e a erotização estão presentes.

A socialização e educação das crianças, baseadas em valores específicos dos grupos familiares agora são delegadas à revelia de diversos seguimentos públicos, onde a diversidade de influências acaba produzindo “crianças- miniaturas–de- adultos”, gerando comportamentos incompatíveis com o desenvolvimento físico, mental e emocional.

Assim as crianças chegam à escola: sinalizando a necessidade de um redirecionamento educativo para o qual os professores não estão preparados, pois as situações de aprendizagem que necessitam estão fora do ambiente da escola, principalmente alunos das séries iniciais, que passam por momentos do desenvolvimento básicos no âmbito familiar.

O SEAA – Equipe Multidisciplinar da escola elaborou um projeto com a duração de 3 aulas e desenvolveu a primeira aula do tema transversal, em que as atividades aplicadas terão continuidade com a professora. Veja o projeto, passo a passo, com todas as atividades pedagógicas no blog SÓ ATIVIDADES PARA A SALA DE AULA, clicando > AQUI.

Por: Júlia Virginia de Moura – Pedagoga

Fonte de Pesquisa:

WHITE, Ellen G. Educação. 9ª ed. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2010.

NASCIMENTO, Maria Letícia. Contextos de Educação da Infância: Parceria entre famílias e as instituições de Educação Infantil. http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//arquivos/secretarias/educacao/caderno/caderno_tematico_II.doc

Educação moral hoje: cenários, perspectivas e perplexidades

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-73302007000300006&script=sci_arttext

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Projeto Interventivo: “SOS 3º Ano”


            ga Grupos Áulicos-
Formando os grupos: A proposta é que cada aluno vote em 3 colegas:
1. aquele com quem gostaria de aprender algo;
2. aquele com quem mais se identifica;
3. aquele para o qual acha que pode e/ou gostaria de ensinar algo. Leia mais no blog:http://esmapocart.blogspot.com/2010/06/grupos-aulicos.html
         Antes de falar sobre o projeto interventivo pós-construtivista - “SOS 3ºAno” – é preciso entender suas bases teóricas para entender uma metodologia e didáticas muito específicas e cujos resultados podem ser observados em curto espaço de tempo. Há,por exemplo na metodologia pós-construtivista, a alfabetização de adultos em apenas 3 meses. Vamos, então compreender a teoria para entender as práticas.

sábado, 8 de setembro de 2012

“É de Mais ou de Menos?”Por onde começar: situações-problemas ou operações?

clip_image001As maiores dificuldades no ensino da matemática surgem quando o professor ensinou o aluno a contar relacionando com quantidades e passa para as operações de adição e subtração. Até aí tudo parece dar certo, mas quando chega à solução de problemas, que envolvem estas operações já dominadas pelos alunos, surge o “verdadeiro problema” o aluno não consegue interpretar a história e pergunta “é de mais ou de menos?”. O que o professor pode concluir neste momento é que o aluno não “quer se dar ao trabalho de pensar”, “tem preguiça de ler para entender o problema…” e esta história caminha com o aluno pelos anos afora. O que significa, na verdade é que ele não dominou o processo de numerização, quando o número tem um significado no contexto do problema.
clip_image002Faraco Ramos (Matemática, Psicopedagoga e Escritora) faz uma analogia para definir numerização:
“Alfabetização é o processo pelo qual se adquire o domínio de um código (alfabeto) e a habilidade de utilizá-lo para ler e escrever. Numerização é processo pelo qual se adquire o domínio de um código numérico (algarismos) e a habilidade de associar esses números a quantidades, assim como de lê-los, escrevê-los, compará-los, fazer operações com eles e posicioná-los numa sequência.”
Em seu livro “Conversas sobre números, ações e operações” Faraco

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Convocados professores concursados–SEDF

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Convocados professores concursados

Foram convocados nesta terça-feira, 4, professoras/es de 18 disciplinas, como havíamos anunciado ontem após a reunião de negociação. No total foram chamados 121 professoras/es, que deverão se apresentar nesta quarta-feira, 5,  a partir das 9h. Foram convocados ainda vários profissionais da área administrativa da Secretaria de Educação, com destaque para sete fonoaudiólogos e 18 monitores.

Essas vacâncias foram abertas por aposentadorias, morte, exonerações e demissões. Desde o início do ano foram convocados 921 professores, mas nem todos os convocados tomaram posse. A Comissão de Negociação está cobrando do GDF que as convocações sejam tornadas sem efeito para que novas vagas sejam abertas. E continua a nossa luta para que sejam chamados todas/os os concursados, e a realização de novos concursos para suprir todas as carências da rede.

Clique aqui e leia o aviso nº 3/12, que faz as convocações.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Curso (gratuito)para carreiras de assistência e Magistrados da Rede Pública

Fundação Athos Bulcão oferece curso gratuito para carreiras de assistência e MAGISTRADOS DA REDE PÚBLICA DE ENSINO

Os encontros semanais terão início dia 6 de setembro

A Fundação Athos Bulcão convida os profissionais

domingo, 2 de setembro de 2012

Palavras, frases, textos? intervenções lúdicas - 1º ao 5º Ano - Educação Inclusiva e Rural



Muitos professores se queixam de alunos que não aprendem porque estão desinteressados em sala de aula. Alunos que estão em contanto, na vida diária com atividades muito estimulantes e prazerosas como vídeo-games, computador, celular e internet, por exemplo, vão se sentir entediados em sala de aula com atividades comuns e menos motivadoras. O professor vai levar desvantagem, mesmo quando usa tecnologia em sala de aula, porque ler e escrever não podem ser somente de forma virtual, é também uma atividade psicomotora.
Criança é sempre criança e fazer descobertas brincando ainda é a forma mais eficaz e garantida de aprender. O domínio da tecnologia é a maior prova. Porém, o professor não deve pensar que a competição é desleal quando os recurso didáticos de que dispõe não se igualam á motivação de ganes, por exemplo. Experimente usar o que todas as crianças de todos os tempos gostam e sempre irão gostar. O lúdico tradicional, concreto, que está no foco do dia a dia, e que pode ser levado para sala de aula.
“ As crianças aprendem a fazer e a soltar pipas levando-as à voar bem alto… e isso causam uma prazer e uma sensação de dominar todos os obstáculos, vencer as reviravoltas do vento, dos fios da rede elétrica… mesmo se for preciso tentar e tentar… até vê-lãs livres, leves e soltas, como as aves do céu! O que se aprende com prazer nunca se esquece”
Em muitas regiões, o tempo é propício para “empinar papagaios” ou “soltar pipas”. Muitas crianças estão fazendo isso e só falam nisso, Outras ficam imaginando como seria isso: não dispõem de espaços, de hábito… Veja esta atividade em sala de aula e o que você vai resgatar nas dificuldades de sua turma: a construção de palavras? frases? produção de textos ?
aspectos textuais como:
  • construção de frases e períodos,
  • coesão e coerência,
  • vocabulário,
  • parágrafo,
  • gênero
os aspectos gramaticais
  • ortografia,
  • acentuação,
  • pontuação, concordância,
  • forma, legibilidade e estética.
No blog Só Atividades para Sala de Aula – você vai encontrar o passo a passo “como confeccionar uma pipa” –Projeto “Crianças e Pipas”-
http://soatividadesparasaladeaula.blogspot.com.br/2012/09/projeto-criancas-e-pipas-artes-e-lingua.html
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
Esta atividades podem ser planejadas e adaptadas á realidade de sua turma: do 1º ano a0 5º ano e para Educação Inclusiva, e Escolas Rurais- Classes Multisseriadas ou não.

sábado, 1 de setembro de 2012

Atividades de Autoestima–Projeto " Casulos e Borboletas"


     O Projeto “Borboletas” foi criado especificamente para  um grupo de alunas encaminhadas à Equipe Multidisciplinar – SEAA, com queixa de baixo rendimento escolar e falta de interação social.
    Esta alunas tem em comum: faixa etária de 10 a 12 anos, provenientes de famílias desestruturadas, baixa autoestima, sofrimento emocional, retraímento, timidez excessiva,  pouca comunicação verbal, (algumas a professora nunca tinha ouvido o som da voz)…
    Foram encaminhadas às oficinas de atoestima. Passaram pelo Projeto “Contos de Fadas”, “Como me sinto Hoje” e finalmente pelo projeto “Borboletas”.
      Partindo de estudos realizados com crianças com baixa autoestima com reflexos na aprendizagem e na interação social, e do resultado de várias pesquisas que concluem que: “O resgate da autoestima e a autoconfiança resgatam também a capacidade de aprender através do compartilhar momentos de reflexões e encontrar soluções possíveis para situações de conflitos da vida diária, em sala de aula, na família, na comunidade, que possam estar refletindo em seus processos de aprendizagem e comportamentos inadequados. O autoconceito positivo e o autoconhecimento de suas habilidades vão gerar ganhos cognitivos e através dos quais poderão estabelecer uma relação positiva com o conhecimento, com as pessoas e consigo mesmo.”
     O Projeto “Borboletas”que foi realizado com este grupos de alunas