“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Escola Classe 02 do Arapoanga promove IV Coordenação Coletiva Especial



IV Coordenação Coletiva Especial
A Coordenação Especial Coletiva que a Escola promove a cada bimestre já faz parte do calendário de atividades pedagógicas voltadas aos professores com o objetivo de  apresentar práticas pedagógicas de sucesso e despertar novas ideias para suas práticas pedagógicas.
É um evento que se repete pelo sucesso que alcança e pelo prazer com que os professores recebem, durante todo um dia, que mais do que estar participando de um curso com objetivos de formação continuada, é um dia festivo e prazeroso.
Todos os professores começam esta jornada bem cedo e já sabem que surpresas virão, pois toda a programação vem sido trabalhada, já há algum tempo pela Equipe Gestora e seus Coordenadores Pedagógicos, sempre voltados para as reais funções da escola, colocadas acima de todas as outras que vão surgindo naturalmente, mas que não deixam de ser para esta Escola e esta Equipe a função maior: favorecer as melhores e agradáveis maneiras de mediar à construção do conhecimento de seus alunos, afim que obtenho sucesso em suas vidas acadêmicas.
E neste novo ano letivo, ano de 2012,  foi bem diferente porque foi bem melhor . A Escola desde os primeiros contatos com alunos e professores tem a preocupação de observar as necessidades que vão surgindo de um lado e de outro e vão formando um quadro, delineando as intervenções que são necessárias e desejadas por todos: como fazer acontecer à aprendizagem em turmas tão diversificadas e muitas vezes difíceis não só para o professor que assume a responsabilidade de suas funções como as dos alunos que sempre assinalam quando precisam de ajuda.
E desta forma foi que a Escola percebeu um dia, há dois anos, a necessidade de buscar novos caminhos dentro de uma pedagogia com vínculos afetivos e efetivos, entre os que favorecem caminhos para a aprendizagem, os professores e as crianças, que vão do seu jeito construindo o conhecimento, numa relação harmoniosa mostrando resultados de sucesso. Surgindo assim a já tradicional “Coordenação Coletiva Especial” que de “Especial” tem tudo mesmo, como pode ser visto nas atividades que serão mostradas e descritas, com seus objetivos bem definidos, executadas pelos coordenadores pedagógicos, orientados pela Equipe de Direção, apoiando e participando incondicionalmente junto a Supervisora Pedagógica, a promoção deste evento, que quando chega ao final do dia, os professores perguntam: “Vai haver outro?”
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A Coordenação Coletiva Especial se organiza assim:


Todos reunidos para o café da manhã recebem as boas vindas da Diretora Georgina Lopes, e que deseja a todos que se sintam verdadeiramente acolhidos com muito carinho, e um excelente aproveitamento de tudo que foi preparado, por uma equipe de grande potencial e muita competência, de que dispõe em sua equipe pedagógica, e principalmente um desejo imenso de que cada um ali presente, de alguma forma faça suas preciosas descobertas e levem para suas salas de aula o novo, o" significativo", o que pode promover um processo de  ensino/aprendizagem com mais sucesso, alcançando  tudo o que todo professor mais deseja, “que seu aluno aprenda”.



Após o café da manhã, os professores se dividem em dois grandes grupos: os professores  dos 1º. 2º e 3º Anos (Bia) e o grupo dos professores de 4º e 5º Anos que vão participar de    Oficinas específicas ás atividades pedagógicas de suas turmas.
supervisora Pedagógica Franci Barros participa das atividades dos dois grupos, e dá início ao Grupo do Bia com as Coordenadoras Vanessa, Adriana e Thaís.

O Grupo dos professores de 4º e 5º Anos – com a supervisão de Franci tem suas atividades executadas pela vice-diretora Gisele Costa, e os Coordenadores Ronaldo, Karine e Vanessa.

   Grupo do Bia


Após a 
leitura, reflexão e comentários sobre a mensagem "A Escola dos Bichos" da autora Rozana Rizzutti, que a Equipe Coordenadora do Evento objetivou deixar a mensagem 
"Respeitar as Diferenças é Amar as Pessoas como Elas São"




A programação prosseguiu com o filme "Patrik", um documentário realizado por um grupo de pesquisadores no Rio Grande do Sul, sobre uma criança de uma escola pública, de classe sociocultural  em situação de pobreza, muito semelhantes à muitos alunos de escolas públicas de todas as regiões brasileiras. Patrik é um garoto que desde o primeiro ano de sua vida escolar, teve dificuldades de aprendizagem. O documentário mostra a visão da história de vida de "Patrik" dos diversos atores que permearam sua existência desde os 7 ou 8 anos de idade, durante os 3 anos que passou na escola, sem avançar no processo de ensino/aprendizagem. O documentário apresenta  entrevistas com os pais ao longo destes 3 anos, com dois professores com visões diferentes sobre as dificuldades da criança e o que a própria criança sentia sobre si mesmo. No intercurso do documentário Esther Pillar Grossi, pesquisadora e defensora das teorias pós-construtivistas -  GEEMPA - passa a    conhecer a hsitória de Patrik e o leva para um processo de ensino  aprendizagem  diferente do que tivera até então e a partir de então, dentro de uma turma de alunos com as  mesmas dificuldades, de origens e histórias de vida semelhantes, passam pelo trabalho de uma professora que adota as teorias e práticas do pós-construtivismo, acompanhada e orientada por Esther Pillar Grossi, desenvolve um trabalho que está voltado para a construção do conhecimento dentro da realidade de vida daquelas crianças e finalmente "Patrik" desenvolve seu processo de construção da aprendizagem e passa a dominar a escrita e a leitura, que antes parecia impossível.

       
 Esther Pillar Grossi, uma das mais importantes pesquisadoras sobre a educação no Brasil. Mestre em Matemática pela Universidade de Sorbonne, em Paris

GEEMPA

A paixão pela educação fez com que Esther Grossi, juntamente com outros 49 professores de Porto Alegre, fundasse o Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação. O principal objetivo do grupo é colaborar na resolução dos grandes problemas da escola pública brasileira, buscando métodos e padrões que ajudem a melhorar o nosso ensino.
Dentro do grupo, Esther atua nas pesquisas sobre questões de Ensino e de Aprendizagem, principalmente relacionadas às atividades e recursos didáticos implantados na sala de aula. Grande parte de suas pesquisas ajudaram a construir mudanças significativas na educação brasileira e algumas das técnicas propostas por ela surtiram efeito sobre o rendimento escolar de alunos vindo de famílias carentes.

Após o Documentário "Patrik" os professores fizeram considerações e reflexões sobre as práticas pedagógicas que um aluno de uma escola publica, de família pobre social, cultural e financeiramente passa e quais as alternativas possíveis de ajudar estes alunos ter sucesso na aprendizagem: foi um momento muito importante e rico.

A Escola tem um grupo de professores que estão atuando atualmente em turmas de 3º Ano, com diversos alunos com dificuldades de aprendizagem, defasagem e repetências. Alguns com suspeita de Déficit Cognitivo que estão superando suas dificuldades, que como "Patrik", são de longa data. Parabéns às professoras e o excelente trabalho que estão realizando colocando em prática as teoria do GEEMPA.

Após o fechamento da apresentação do tema "Aprendizagem/Alfabetização" ilustrado pelo considerações de Esther Pillar Grossi que no final do documentário deixou uma mensagem sobre os resultados obtidos com o aluno "Patrik": "Não são os alunos que se evadem das escolas, são os professores que expulsam e marginalizam quando desistem deles". Uma mensagem bem reflexiva!

Esta postagem se encontra no link do blog da Escola Classe 02 do Arapoanga, onde trabalho na Equipe disciplinar (SEAA)
http://ec02doarapoanga.blogspot.com







Por Julia Virginia de Moura - Pedagoga



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