“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


domingo, 15 de abril de 2012

Atenção e Concentração: é tudo que o professor quer do seu aluno.


O que o professor observa em suas aulas é uma grande falta de atenção e concentração dos seus alunos, que o leva a pensar que todas as suas ações pedagógicas, toda motivação, todos os recursos, por mais diversificados que possa usar resulta em quase em nada. Grande parte dos professores não sabe mais o que fazer em sala de aula para que seus alunos prestem atenção e demonstrem melhores desempenhos. Por que os alunos andam tão dispersos e não conseguem manter a atenção por um tempo mais significativo que seja o bastante para avance nos conteúdos sem configurar uma suposta dificuldade de aprendizagem? A resposta é bastante simples: as crianças e os adolescentes das gerações atuais estão em contato constante com um acúmulo de estímulos ofertados principalmente pela mídia (que alcança todas as classes sociais), pelas músicas, danças, games, brinquedos, internet… que os deixam cada vez mais saturados e ao mesmo tempo exigentes em relações a novos estímulos, principalmente na escola que não consegue acompanhar a diversidade intensa das estimulações à que estão acostumados. Veja como o professor percebe a dificuldade que os seus alunos têm em estar interessados nas aulas.
“Por mais que a gente faça, essas 

crianças de hoje são difíceis: são muito dispersivas, 
desorganizadas. Não param quietas na carteira, não 
prestam atenção. Parece que têm ouvidos e olhos para 
tudo, menos para a lição. Na verdade, estão sempre 
alertas, mas enxergam e ouvem as coisas pela metade, 
logo se distraem, a coisa mais difícil é se concentrarem.”

                                 (Fragmento do estudo “a Escola no Mundo Moderno”)

Quando chega à escola todo o contexto de comportamento muda: os alunos devem fica, geralmente, ficar sentados, quietos e “atentos” à formalização de conhecimentos novos e dos já adquiridos anteriormente, fora da escola. Toda aquela curiosidade natural das crianças se desfaz e a impressão que se tem é que eles estão achando “tudo muito chato”. Ir à escola, ou aprender, parece que é entendido como sinônimo de “deixar de brincar”, deixar de “se divertir” e aí se dispersam e partem para “os passeios pela escola”, “ir ao banheiro”, “tomar água” e quando retornam à sala de aula
não participam dela: conversam, brincam, brigam, atrapalham os que estão quietos e sugerem “ser hiperativos”, quando na verdade não possuem o hábito da atenção e concentração nem mesmo quando estão nas atividades de lazer fora da escola. Por exemplo, um adolescente no “chat”, “tecla” com vários amigos, com o twitter, e ainda vistam páginas diversas… ao mesmo tempo. Como ele vai conseguir ficar quieto, atento, e realizar uma atividade do professor?
E o professor sai, então, atrás de “novos métodos” educacionais, desesperado por manter a motivação e o interesse do aluno, novos métodos que, muitas vezes, prometem “revoluções” na educação. Mas parece que os resultados são mínimos. Como é possível reverter essa situação? A sugestão é que o professor desenvolva um projeto interventivo que tem a duração de todo o ano letivo com atividades lúdicas de psicomotricidade com objetivo claro e definido: desenvolver a memória, atenção, concentração; estimular o raciocínio lógico; suporte para solução de situações-problemas, raciocínio construtivo e crítico.
Veja as sugestões para este projeto:
1- O professor escolhe um dia na semana e por uma hora vai realizar atividades lúdicas, competitivas, desafiadoras, prazerosas, que podem ser realizadas em sala de aula, no pátio ou na quadra de esportes. São atividades conhecidas por todos “como tradicionais” porque não estão envolvidas com tecnologias modernas, mas que se o professor observar bem, só são “tradicionais” ou “antigas” para os adultos, porque as crianças e adolescentes não as conhecem ( na sua maioria) e acabam por achar muito interessantes, diferentes e divertidas. Lembrando que essas crianças e adolescente, no momento em que realizam estas atividades, demonstram saturadas de atividades virtuais e isso é que torna o projeto um sucesso. O velho que para eles é novo.
2-Use atividades com movimentos do corpo e objetos – jogos lúdicos e competitivos e use também atividades escritas, e nunca repita a mesma atividade. (estabeleça premiações, com medalhas, troféus etc.) é recomendado é que estas atividades envolvam outras turmas que esteja no mesmo nível de desenvolvimento. E podem ser desenvolvidas entre grupos, duplas ou individualmente, de acordo com o grau de dificuldade.
3- Sugestões de atividades: escolha as que mais se adéquam ao nível de sua turma: clique aqui:  GINCANA PSICOMOTORA
4- Recomendações às famílias menos entretenimentos com tecnologias e mais ludicidade: escolinha de futebol, participar de projetos sociais da comunidade, brincadeiras com amigos e colegas, jogos de tabuleiros... que só acrescentam em melhor desempenho escolar e interação social mais saudável.

Por: Júlia Virginia de Moura - Pedagoga
 
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