“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Alunos com dificuldades? seja flexível use outras práticas pedagógicas

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Antes de bater o martelo sobre a dificuldades de aprendizagem do aluno e encaminhá-lo ao psicodiagnóstico o educador precisa estar aberto para usar novas ferramentas como voltar ás práticas do passado, desde que elas possam dar mais suporte ao seu trabalho. Albert Einstein diz “que não se pode provar uma definição, o que se pode é mostrar que ela faz sentido.” E quanto ás mudanças que o professor precisa realizar em suas ações pedagógicas visando resgatar a dificuldade de aprendizagem, mostrando que elas são necessárias porque fazem sentido, é preciso que ele entenda os mecanismos que fundamentam essas ações.
Para se usar um método misto que vai englobar também como suporte o método fônico o professor precisa entender a face linguística fonética e fonológica, além do sistema convencional de uma escrita alfabética e ortográfica.


Na língua portuguesa, ( uma das línguas neolatinas, alfabética) uma letra representa um fonema, na maioria dos casos. Como a língua não é perfeitamente unívoca – exatamente por ser social, construída historicamente pala comunidade linguística -  sons como /sê/ ou /gê/ poderão terão várias representações gráficas, transformando esses casos isolados em contextos equívocos.

         O método fônico, como o próprio nome sugere, favorece o princípio alfabético, a relação grafema-fonema e seu inverso, isto é, a relação fonema-grafema. Se o educador partir do texto escrito, no método fônico, estará, assim, enfatizando a relação grafema-fonema. Se partir do texto oral , focalizará, desde logo, a relação fonema-grafema.
É necessário que o professor ou o pedagogos tenha conhecimento de Linguística e Alfabetização, para levar os alunos a entenderem, ao longo do processo de alfabetização, as noções de fonema e grafema. Entenderem, por exemplo, que fonema é o som da fala ( consciência fonológica, (link ?) ou fonêmica).
Os pesquisadores das dificuldades de leitura mostram que o método fônico também é mais eficiente para as camadas populares ( com vocabulários pobres), com acesso precário aos bens culturais do letramento. Porque através do fonema podemos distinguir  morfemas, ou palavras com significados diferentes, todavia o próprio fonema  não possui significado. Em português,  as palavras faca e vaca distinguem-se apenas pelos primeiros fonemas/f/ e/v/.

Os fonemas não  devem ser confundidos, todavia, com as letras dos alfabeto porque as letras do alfabeto são signos ou sinais gráficos que representam, na transcrição de uma língua, um fonema ou grupo de fonemas.
Como as letras não dão  conta de todo o sistema de escrita, os linguistas falam em grafemas no campo da escrita. Os grafemas, bastante variados, estão presentes no sistema da escrita da língua portuguesa.
Para a compreensão da escrita alfabética ou ortografia da língua portuguesa, a noção de grafema se faz necessária uma vez ser uma unidade de um sistema de escrita que, na escrita alfabética, corresponde às letras e também a outros sinais distintivos, como o hífen, o til, sinais de pontuação e os números.
Quando surgem as dificuldades de leitura ou de acesso ao código escrito, é perceptível e que um dos melhores caminhos, no caso da leitura, é o entendimento linguístico, do fenômeno lingua  correlata com a escrita. Entendo a teoria e concretizando na prática: ler é soletrar, de decodificar fonemas representados nas letras.
O primeiro passo, nessa direção, o de ensinar o aluno a  aprender a ler antes para praticar estratégias de leitura, é ensinar o aluno a  aprender mais sobre os sons da língua, como a língua se organiza no âmbito da fala ou da escrita.
Quando se refere à fala, refere-se, aos sons da fala, aos fonemas da língua: consoantes, vogais e semivogais. A leitura, em particular, tem sua problemática agravada por conta de dificuldades de sistematização dos sons da fala por parte da pedagogia em foco.
A escrita não é superior a fala nem a fala superior a escrita. Ambas são interdependentes. O pensamento e a linguagem, a fala e a memória, todos esses componentes têm um papel extraordinário na aquisição da leitura.
Entendo os fundamentos do método fônico, vamos ver como pode ser utilizado no dia-a-dia em sala de aula.
Essas ações pedagógicas são as recomendadas pela Asssociação de Dislexia para obter melhor desempenho na escrita e leitura dos aluno disléxico.
Esse artigo tem com fonte
pesquisa o estudo do Professor Vicente Martins
http://dislexia.spaceblog.com.br/79346/O-metodo-fonico-na-alfabetizacao-de-criancas/

Simaia Sampaio: Apostila do Método Fônico
Clique aqui para baixar a apostila completa do Método Fônico ... passo a passo, como implementá-lo na sala de aula para a alfabetização ...
simaia.blogspot.com/.../apostila-do-metodo-fonico.html
Sobre dislexia:
http://impactodapedagogiamoderna.blogspot.com/2011/03/ensinar-do-jeito-que-ele-aprende.html

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