“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Psicodiagnóstico:passo a passo

Uma investigação pedagógica com fins de psicodiagnóstico se inicia a partir da "queixa do professor" encaminhada à Equipe Multidisciplinar, em que o aluno se encontra em situação de dificuldades acentuadas de aprendizagem, com "suspeita" de déficit cognitivo, após, este aluno ter passado por várias intervenções pedagógicas e de autoestima, tanto pelo próprio professor como pela Equipe, os próximos passos são: avaliação pedagógica- veja postagens anteriores com pontos a serem avaliados(teste da psicogênese, inclusive) e sugestões de atividades avaliativas (com o objetivo de constatar os conhecimentos adquiridos, os em desenvolvimentos e os não adquiridos, em relação à sua idade e série cursada, assim como as dificuldades específicas, já descartadas as possibilidades de limitações causadas pela saúde física e por momentos de conflitos emocionais. O segundo passo muito importante e necessário é a anamnese (também já postada) - que se constitui de uma entrevista com a mãe (de preferência), por ser o familiar que melhor conhece a história do aluno em questão, completando o processo, nas próximas postagens, veja o resultado da avaliação e como ficará formatado o relatório de avaliação pedagógica, em último estágio, com todas as informações que nortearão a avaliação psicológica, neurológica, com o diagnóstico final, e orientações de atendimento pela escola.

Por Júlia Virginia de Moura - Pedagoga

Em que consiste uma Avaliação Psicopedagógica?

Quando um aluno é encaminhados à Equipe Multidisciplinar – Serviço Especializado Equipe de apoio à Aprendizagem (SEAA) – com queixa de dificuldades de aprendizagem e suspeita de déficit cognitivo, antes de se proceder o processo de investigação diagnóstica, há pontos importantes que a Equipe não pode desconsiderar:
1- O aluno passou por projetos interventivos da professora? Houve tentativas diversificadas de eliminar a possiblidade de uma deficiência intelectual?
2- A história de vida do aluno foi investigada?

terça-feira, 24 de abril de 2012

Modelo de Anamnese: Investigação Psicopedagógica

A Anamnese, ou entrevista com o familiar mais próximo do aluno que se encontra sobre investigação psicopedagógica, é uma das ferramentas mais importantes, durante o processo de avaliação. Quase sempre, quando o informante, de preferência, a mãe do aluno, quando se mantém fiel às informações, sem omitir fatos importantes, assinala o caminho dos próximos passos que vão direcionar o fechamento de um diagnóstico.


1- Dados de Identificação

sábado, 21 de abril de 2012

Sugestões de recursos pedagógicos para Avaliação Diagnóstica

Este material pode ser usado pelo pedagogo e de acordo com o desempenho poderá ser alternado em graus maiores ou menores de dificuldades; para alunos com dificuldades de aprendizagem ou suspeita de NEE, o material avaliativo deve ser um material que pode ser manuseado pelo aluno, mas alguns, para avaliar escrita e leitura, motricidade da escrita por exemplo, deverá ser de forma escrita, usando lápis e papel.

Pontos a serem avaliados:
Atenção e Concentração(quebra-cabeça, jogo da memória, dominó,
Estruturação Espacial (quebra – cabeça)
Percepção Visual (quebra-cabeça)
Memória (jogo da memória, quebra -cabeça)
Raciocínio Lógico Matemático(

quarta-feira, 18 de abril de 2012

SEAA–Sugestões de uma Avaliação Pedagógica Diagnóstica

Quando um aluno é encaminhados à Equipe Multidisciplinar – Serviço Especializado Equipe de apoio à Aprendizagem (SEAA) – com queixa de dificuldades de aprendizagem e suspeita de déficit cognitivo, antes de se proceder o processo de investigação diagnóstica, há pontos importantes que a Equipe não pode desconsiderar:
1- O aluno passou por projetos interventivos da professora? Houve tentativas diversificadas de eliminar a possiblidade de uma deficiência intelectual?
2- A história de vida do aluno foi investigada? O  aluno, em questão, não está passando por momentos de conflitos emocionais,  apresentando baixa autoestima, apatia ou hiperatividade?
3- Foram descartados problemas de saúde como  comprometimento da fala ou audição, DEPAC (transtorno do processamento auditivo), acuidade visual?
4- Falhas no desenvolvimento da psicomotricidade?
5- O aluno passou pelo processo de alfabetização? Ou foi promovido de série/ano, em série/ano, sem o domínio do código, do raciocínio lógico, de acordo com a proposta pedagógica do BIA?(Sistema de Alfabetização no Brasil)
6- O aluno pelo motivo acima possui várias repetências e se encontra “estigmatizado”?
São inúmeros fatores que faz com que o aluno apresente baixo rendimento mascarando

domingo, 15 de abril de 2012

Atenção e Concentração: é tudo que o professor quer do seu aluno.


O que o professor observa em suas aulas é uma grande falta de atenção e concentração dos seus alunos, que o leva a pensar que todas as suas ações pedagógicas, toda motivação, todos os recursos, por mais diversificados que possa usar resulta em quase em nada. Grande parte dos professores não sabe mais o que fazer em sala de aula para que seus alunos prestem atenção e demonstrem melhores desempenhos. Por que os alunos andam tão dispersos e não conseguem manter a atenção por um tempo mais significativo que seja o bastante para avance nos conteúdos sem configurar uma suposta dificuldade de aprendizagem? A resposta é bastante simples: as crianças e os adolescentes das gerações atuais estão em contato constante com um acúmulo de estímulos ofertados principalmente pela mídia (que alcança todas as classes sociais), pelas músicas, danças, games, brinquedos, internet… que os deixam cada vez mais saturados e ao mesmo tempo exigentes em relações a novos estímulos, principalmente na escola que não consegue acompanhar a diversidade intensa das estimulações à que estão acostumados. Veja como o professor percebe a dificuldade que os seus alunos têm em estar interessados nas aulas.
“Por mais que a gente faça, essas 

crianças de hoje são difíceis: são muito dispersivas, 
desorganizadas. Não param quietas na carteira, não 
prestam atenção. Parece que têm ouvidos e olhos para 
tudo, menos para a lição. Na verdade, estão sempre 
alertas, mas enxergam e ouvem as coisas pela metade, 
logo se distraem, a coisa mais difícil é se concentrarem.”

                                 (Fragmento do estudo “a Escola no Mundo Moderno”)

Quando chega à escola todo o contexto de comportamento muda: os alunos devem fica, geralmente, ficar sentados, quietos e “atentos” à formalização de conhecimentos novos e dos já adquiridos anteriormente, fora da escola. Toda aquela curiosidade natural das crianças se desfaz e a impressão que se tem é que eles estão achando “tudo muito chato”. Ir à escola, ou aprender, parece que é entendido como sinônimo de “deixar de brincar”, deixar de “se divertir” e aí se dispersam e partem para “os passeios pela escola”, “ir ao banheiro”, “tomar água” e quando retornam à sala de aula

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Equipe de Apoio Pedagógico : histórias do cotidiano–“sexualidade precoce”–um estudo de caso



Este trabalho, Estudo de Caso, realizado numa escola pública da periferia de Brasília, resultou de “uma escuta” à duas crianças e às “brincadeiras”, relativas à sexualidade, desprovidas de malícia, ou outras intenções; essas “brincadeiras”  estavam  sendo realizadas na sala de aula

terça-feira, 10 de abril de 2012

Alunos de séries iniciais com dificuldades de aprendizagem? Atividades de psicomotricidade(SEAA)

currículo
Os alunos de 1º e 2º ano – séries iniciais, e mesmo alunos de outras séries/anos, que apresentam dificuldades na escrita/leitura e cálculo, encaminhados ao Serviço Especializado Equipe de Apoio à Aprendizagem, passam por um projeto interventivo de desenvolvimento da Psicomotricidade, de acordo com as queixas dos professores.
A psicomotricidade: é uma representação mental da expressão motora. Em outras palavras, psicomotricidade é a relação entre o pensamento e a ação. Portanto as atividades de psicomotricidade desenvolvem o movimento ao mesmo tempo em que a ação mental para produzir esse movimento. Transportando as habilidades desenvolvidas, pela psicomotricidade, para os processos da escrita, leitura e cálculo mental

domingo, 8 de abril de 2012

Não basta dispor de recurso adaptados: o aluno precisa estar pronto para usá-los–Deficiência Visual

O aluno com deficiência visual ou baixa visão necessita passar por um desenvolvimento cognitivo e sensorial através de atividades psicomotoras que o capacite a usar os recursos adaptados que o professor vai usar durante o processo de alfabetização (Ensino Fundamental) ou no seu letramento. Partindo do princípio de que este aluno já chega na escola com habilidades já adquiridas no campo da sensorial, no seu dia a dia. Já domina e usa os seus diferentes sentidos. Caso o aluno durante os  primeiros anos em família não obteve o hábito de  manusear  diferentes formas e relevos, e se percebe uma falha na memória e organização “visual”, que a maioria dos DVs já adquiriradtmm, como  forma de “ver e identificar objetos, pessoas…”, o professor necessita desenvolver atividades específicas através de contatos físicos com objetos de diversas formas e texturas que fazem parte  do ambiente físico da escola e do lar, aqui a família entra com sua participação, para que haja uma prontidão

sábado, 7 de abril de 2012

A linguagem de crianças e adolescentes na internet impede a aprendizagem do uso correto?



Refletindo sobre novas práticas pedagógicas, a Pedagogia Moderna  para alcançar seus objetivos  necessita acompanhar a nova forma em que vive a sociedade atual e as novas linguagens usadas pelos alunos, procedentes do mundo globalizado e da tecnologia de rede. Essa nova forma de comunicação tem promovido um desenvolvimento acelerado na vida das pessoas e  também no aprendizado do aluno. Isso é bom para a educação. Todas as formas de comunicação, principalmente a escrita, que é o foco da escola é válida e importantíssima para mediar a formalização da linguagem. Veja sobre isso fragmento do artigo:
Leitura e Internet: Desafios no Processo de Aprendizagem no século XXI
No mundo web, surge uma nova linguagem visando facilitar e agilizar o diálogo, caracterizada pela utilização de palavras de forma reduzida, como por exemplo, „vc (você), pq (porque)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Leitura e Escrita de Números–Sugestão de Atividades

nu
Saber ler e escrever números no sistema decimal (sistema de numeração adotado no Brasil), desenvolve a compreensão de conteúdos matemáticos mais complexos.
Para qualquer conteúdo de matemática que se quer trabalhar é necessário que os alunos saibam ler e escrever números. Portanto é importante deixar os alunos afiados nas capacidades de leitura e escrita de números que estão por toda parte: nos livros, nos jornais, em anúncios, noticiários, games, na mídia de maneira geral, e  se percebe a dificuldade que os alunos do Ensino Fundamental apresentam. E se o aluno não sabe ler e/ou escrever números ele vai apresentar dificuldades nos conteúdos matemáticos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Alunos com dificuldades? seja flexível use outras práticas pedagógicas

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Antes de bater o martelo sobre a dificuldades de aprendizagem do aluno e encaminhá-lo ao psicodiagnóstico o educador precisa estar aberto para usar novas ferramentas como voltar ás práticas do passado, desde que elas possam dar mais suporte ao seu trabalho. Albert Einstein diz “que não se pode provar uma definição, o que se pode é mostrar que ela faz sentido.” E quanto ás mudanças que o professor precisa realizar em suas ações pedagógicas visando resgatar a dificuldade de aprendizagem, mostrando que elas são necessárias porque fazem sentido, é preciso que ele entenda os mecanismos que fundamentam essas ações.
Para se usar um método misto que vai englobar também como suporte o método fônico o professor precisa entender a face linguística fonética e fonológica, além do sistema convencional de uma escrita alfabética e ortográfica.