“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quinta-feira, 15 de março de 2012

Veja sugestões de atividades:Ler muito, ler tudo: ajuda a desenvolver a escrita

Pesquisa revela: 56,1% dos estudantes aprenderam o que era esperado em leitura, e 42,8% em matemática(alunos que concluíram o 3º ano – 2ª série)
Imagem: novotempocolegio.com.br
A Pesquisa feita recentemente feita em parceria - Todos Pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro/Ibope, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), realizada através de provas aplicadas no primeiro semestre de 2011 a cerca de 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais do País evidenciou  resultados da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização), exame inédito que verifica a qualidade da alfabetização das crianças que concluíram o 3º ano (2ª série),
revelando  que 56,1% dos estudantes aprenderam o que era esperado em leitura, e 42,8% em matemática, com grande variação entre as regiões do País e as redes de ensino pública e privada.
Foram resultados surpreendentes e importantes para os especialistas em educação básica que,identificando os pontos cruciais que determinaram os resultados, puderam  apontar   caminhos   para mudar este quadro nada promissor.

Estas pesquisas são de grande importância para  os educadores que percebendo resultados necessitam orientações para reverterem os mesmos quando se apresentam dentro do “não esperado”. Orientações para todos os professores das séries iniciais, não somente aos professores de 3º ano. Uma vez que a situação é um resultado de três anos de alfabetização em sequência.
Vejamos os resultados considerados “esperados” para o final do 3º anos, em leitura aluno deve por exemplo:   identificar temas de uma narrativa, localizar informações explícitas, identificar características de personagens em textos como lendas, contos, fábulas e histórias em quadrinhos e perceber relações de causa e efeito contidas nestas narrativas.
Em matemática o aluno deve dominar, por exemplo: domínio da adição e da subtração e resolver problemas envolvendo, por exemplo, notas e moedas.
Esses resultados de desempenho em leitura e matemática estão inseridos nos valores da média  da tabela de pontos do método de pesquisa.

Os dados resultantes da pesquisa  apontam que o baixo desempenho em matemática apresentado pelos alunos brasileiros ao final do Ensino Fundamental, e posteriormente do Ensino Médio, começam já a serem traçados nos primeiros anos da vida escolar. Fato que nos coloca diante da necessidade de promover políticas públicas de incentivo a aprendizagem de matemática desde a alfabetização”, afirma Ruben Klein, consultor da Cesgranrio.
Trocando em miúdos: os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental não sabem o mínimo que deveriam em leitura. Com relação à escrita, 47% não conseguem produzir textos simples, como uma carta, (cita a Revista Nova Escola).

Imagem: cantinhodatiadivina.blogspot.com.br
Partindo das orientações  comuns à grande maioria dos especialistas em educação quanto a leitura e escrita – os professores devem ter em mente que nas séries iniciais os alunos estão sedimentando a compreensão de que a escrita é mais uma forma de se comunicar qualquer coisa que se queira: um fato, um acontecimentos,  uma comunicação  virtual ou não   (bilhete, carta, email, msm, mensagens por celular, (sms), além das que já conhece e usa, como por exemplo: falar, cantar, ver e mostrar imagens, linguagem corporal, expressão facial… Dentro dessa perspectiva de levar a escrita e a leitura como forma de se comunicar, o professor deve registrar ( desde o primeiro ano das séries iniciais tudo que for importante, significativo ( acontecimentos, projetos, regras de conduta… na lousa, em cartazes, em impressos e tudo que for escrito deve ser lido.De  forma normal, natural e espontânea até que a escrita e a leitura faça parte das atividades escolares cotidianas. Quando esses alunos que vivenciaram essa prática desde o primeiro ano, no terceiro ano já estarão formalizando a escrita e a leitura estará dentro do seu processo normal de desenvolvimento, e não como conhecimentos que não foram aprendidos total ou parcialmente.

Sugestões de atividades para desenvolvimento da leitura e escrita
a partir do do 1º ano - séries iniciais( veja imagens no slide abaixo)


O que vai  acontecer após estas práticas:  ensinar as turmas a interpretar e elaborar textos nas respectivas áreas (ciências, geografia, história…), a identificar o tema principal de uma história em diferentes gêneros, a reconhecer recursos de linguagem e outros conteúdos imprescindíveis para prosseguir os estudos. Já os  conteúdos  de Matemática, Ciências e Geografia terão de trabalhar sistema de numeração decimal, sistema monetário,  resolução de problemas, leitura de gráficos e tabelas, orientação e localização espacial e outros.

A leitura: ler tudo que está escrito: placas, rótulos, identificação de espaços escolares (sala de leitura, laboratório de informática, secretária, a identificação da própria sala de aula ( número, letra, ala…), a sala anterior, a posterior,e assim o hábito de ler com os alunos vão se graduando a medida que ele vão avançando no domínio da leitura até aos conteúdos programáticos em que vão identificar os vários gêneros literários, as formas ( dissertativa, narrativa, descritiva), é o percurso do desenvolvimento da leitura que vai consequentemente ajudar na escrita. Ler ajuda a escrever.
Veja no vídeo, atividades sugeridas neste artigo, usadas na Escola Classe 02 do Arapoanga em Planaltina-DF - Escola da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, desenvolvidas pelas professoras de 1º ao 3º Ano - Séries Iniciais.

Pesquisa revela: 56,1% dos estudantes aprenderam o que era esperado em leitura, e 42,8% em matemática(alunos que concluíram o 3º ano – 2ª série) A Pesquisa feita recentemente feita em parceria - Todos Pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro/Ibope, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), realizada através de provas aplicadas no primeiro semestre de 2011 a cerca de 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais do País evidenciou resultados da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização), exame inédito que verifica a qualidade da alfabetização das crianças que concluíram o 3º ano (2ª série), revelando que 56,1% dos estudantes aprenderam o que era esperado em leitura, e 42,8% em matemática, com grande variação entre as regiões do País e as redes de ensino pública e privada. Foram resultados surpreendentes e importantes para os especialistas em educação básica que,identificando os pontos cruciais que determinaram os resultados puderam apontar caminhos para mudar este quadro nada promissor.

 Estas pesquisas são de grande importância para os educadores que percebendo resultados necessitam orientações para reverterem os mesmos quando se apresentam dentro do “não esperado”. Orientações para todos os professores das séries iniciais, não somente aos professores de 3º ano. Uma vez que a situação é um resultado de três anos de alfabetização em sequência. Vejamos os resultados considerados “esperados” para o final do 3º anos, em leitura aluno deve por exemplo: identificar temas de uma narrativa, localizar informações explícitas, identificar características de personagens em textos como lendas, contos, fábulas e histórias em quadrinhos e perceber relações de causa e efeito contidas nestas narrativas. Em matemática o aluno deve dominar, por exemplo: domínio da adição e da subtração e resolver problemas envolvendo, por exemplo, notas e moedas. Esses resultados de desempenho em leitura e matemática estão inseridos nos valores da média da tabela de pontos do método de pesquisa. Os dados resultantes da pesquisa apontam que o baixo desempenho em matemática apresentado pelos alunos brasileiros ao final do Ensino Fundamental, e posteriormente do Ensino Médio, começam já a serem traçados nos primeiros anos da vida escolar. Fato que nos coloca diante da necessidade de promover políticas públicas de incentivo a aprendizagem de matemática desde a alfabetização”, afirma Ruben Klein, consultor da Cesgranrio. Trocando em miúdos: os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental não sabem o mínimo que deveriam em leitura. Com relação à escrita, 47% não conseguem produzir textos simples, como uma carta, (cita a Revista Nova Escola).

 Partindo das orientações comuns à grande maioria dos especialistas em educação quanto a leitura e escrita – os professores devem ter em mente que nas séries iniciais os alunos estão sedimentando a compreensão de que a escrita é mais uma forma de se comunicar qualquer coisa que se queira: um fato, um acontecimentos, uma comunicação virtual ou não (bilhete, carta, email, msm, mensagens por celular, (sms), além das que já conhece e usa, como por exemplo: falar, cantar, ver e mostrar imagens, linguagem corporal, expressão facial… Dentro dessa perspectiva de levar a escrita e a leitura como forma de se comunicar, o professor deve registrar ( desde o primeiro ano das séries iniciais tudo que for importante, significativo ( acontecimentos, projetos, regras de conduta… na lousa, em cartazes, em impressos e tudo que for escrito deve ser lido.De forma normal, natural e espontânea até que a escrita e a leitura faça parte das atividades escolares cotidianas. Quando esses alunos que vivenciaram essa prática desde o primeiro ano, no terceiro ano já estarão formalizando a escrita e a leitura estará dentro do seu processo normal de desenvolvimento, e não como conhecimentos que não foram aprendidos total ou parcialmente. Sugestões de atividades para desenvolvimento da leitura e escrita a partir do do 1º ano - séries iniciais O que vai acontecer após estas práticas: ensinar as turmas a interpretar e elaborar textos nas respectivas áreas (ciências, geografia, história…), a identificar o tema principal de uma história em diferentes gêneros, a reconhecer recursos de linguagem e outros conteúdos imprescindíveis para prosseguir os estudos. Já os conteúdos de Matemática, Ciências e Geografia terão de trabalhar sistema de numeração decimal, sistema monetário, resolução de problemas, leitura de gráficos e tabelas, orientação e localização espacial e outros. A leitura: ler tudo que está escrito: placas, rótulos, identificação de espaços escolares (sala de leitura, laboratório de informática, secretária, a identificação da própria sala de aula ( número, letra, ala…), a sala anterior, a posterior,e assim o hábito de ler com os alunos vão se graduando a medida que ele vão avançando no domínio da leitura até aos conteúdos programáticos em que vão identificar os vários gêneros literários, as formas ( dissertativa, narrativa, descritiva), é o percurso do desenvolvimento da leitura que vai consequentemente ajudar na escrita. Ler ajuda a escrever.

 Veja no vídeo, atividades sugeridas neste artigo, usadas na Escola Classe 02 do Arapoanga em Planaltina-DF - Escola da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, desenvolvidas pelas professoras de 1º ao 3º Ano - Séries Iniciais


Por Júlia Virginia de Moura - pedagoga



(clicar no slide para ver em tamanho maior)


Referências:


Todos pela Educação
todospelaeducacao.org.br/

Prova ABC
http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/18375/prova-abc-traz-dados-ineditos-sobre-a-alfabetizacao-das-criancas-no-brasil/

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