“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Piso salarial e Enem – dois grandes desafios para o Ministro Aloisio Mercadante



23/01/2012. Crédito: Monique Renne/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante (e), durante cerimônia alusiva à concessão de 1 milhão de bolsas do Programa Universidade para Todos - ProUni.
Aloizio Mercadante tomou posse hoje como ministro da Educação em substituíção á Fernado Haddad.
A maior preocupação do atual Ministro é a substituíção de quatro funcionários que ocupam cargos de confiança:  o Presidente do Instituto Nacional de de Estudos e Pesquisas Educacionais, Anisio Teixeira (Inep),  Malvina Tuttman, e os secretários Eliezer Pacheco, Carlos Abicalil ( Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e Articulação dos Sistemas de Ensino, e Maria Pilar Lacerda, (Secretaria de Educação Básica (SEB), que ocupam uma área do Ministério responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que já vem há tempos  “mal das pernas”. Substituíções que não são bem-vistas pelos funcionários do Inep, que em manisfestação ao atual ministro, “julgam que as substituíções só dificultam o aprimoramento do orgão.

Permancem José Carlos W.Dias de Freitas no FNDE, o secretário executivo do MEC, José Henrique Paim Fernandes; e os secretários Luís Fernando Massonetto, de Regulação e Supervisão da Educação Superior, e Claudia Pereira Dutra, de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi).

O maior desafio do atual ministro será a erradicação do analfabetismo, melhor qualidade no Ensino Médio e melhoria na carreira dos docentes, onde o ex-minsitro pouco investiu.

E de acordo com especialistas e educadores em  relação ao Fernando Haddad, este “não pressionou como deveria pela aprovação de um pacto federativo que garantisse o cumprimento do piso nacional dos professores em todos os estados e municípios. “Não houve esforço para a adesão nacional pela valorização do magistério. A lei foi criada, mas não está em vigor”, afirma o professor da Universidade Federal de Pernambuco e membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) Mozart Neves Ramos.

E quanto ao ENM o atual “calcanhar de Aquiles” do MEC   segundo a diretora do Todos Pela Educação, a prova precisa sofrer ajustes na próxima gestão. “A comunicação tem que ser mais transparente. O mistério gera um clima de insegurança entre os alunos, professores e pais. É preciso estruturar melhor a logística do exame. Talvez o erro tenha sido a ambição com que se transformou o Enem”, destaca Priscila. Já o professor do Centro de Educação da Universidade de Santa Maria (UFSM) Eduardo Terrazzan acredita que o Enem representa um retrocesso, já que deixou de ser um indicador de qualidade do ensino médio.

Agora é preciso aguardar o que o novo Ministro fará com as situações mais delicadas  do Ministério .

Sala dos Professores - Notícias

Referências:
Folha de São Paulo – Edição de hoje, terça-feira,24/01/2012
Correio Brasiliense - Edição de hoje, terça-feira,24/01/2012
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2012/01/24/interna_politica,287360/mercadante-assume-o-ministerio-da-educacao-sob-pressao-interna.shtml

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