“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Avaliação: o que os alunos ainda não aprenderam?

 
   aval
Avaliação: o grande desafio na retal final do ano letivo é um instrumento para evidenciar não somente os alunos que aprenderem e serão promovidos, como “o que” alguns alunos ainda não aprenderam.
Sabe-se que a avaliação está intrinsecamente ligada a realização do trabalho pedagógico.
É “um trabalho de acompanhamento e ação com base na reflexão” (Hoffmann), em que as ações pedagógicas do professor e da escola, durante o processo de ensino/aprendizagem, são também avaliadas, pelos resultados gradativamente obtidos ou não.
Essa forma avaliativa torna possível o “repensar” das estratégias do professor, principalmente quando surgem, desde o início, os alunos com baixo rendimento.
As mudanças nas formas de mediar os conhecimentos curriculares, análise dos resultados apresentados por estes alunos não somente pelo professor, mas com a direção da escola, coordenação pedagógica, equipe multidisciplinar, a família, enfim um trabalho que envolva toda a comunidade escolar são suportes para a aprendizagem acontecer.
Uma avaliação não visa colocar os alunos, de uma única turma, em níveis, como por exemplo, os que estão no nível da série, os que estão em defasagem de conteúdos, os repetentes e os suspeitos de deficiência cognitiva; uma avaliação formativa e processual tem por objetivo tornar a turma mais homogênea possível, em meio a diversidade, aos ganhos pedagógicos; e quando se tem avanços neste processo, no decorrer do ano letivo, ao final, a promoção ou retenção será claramente delineada dentro de suas peculiaridades.
Espera-se portanto, que o processo de avaliação desvele ao aluno que ele aprende e como ele aprende, para que o mesmo desenvolva a confiança em sua forma de pensar, de analisar e de enfrentar novas situações”(Currículo da Educação Básica – Ensino Fundamental).
Na prática, a partir da avaliação inicial ( quando o professor recebe a turma), observações de atividades realizadas em sala de aula, atividades escritas, leitura, situações-problema, trabalhos em grupo, tarefas de casa, provas, esses e outros instrumentos quando analisados ajudam o professor perceber os níveis de conhecimentos de cada um.
Aqui, cabe um alerta, observar somente o resultado das provas, prática de avaliação que já foi muito usada, não é o bastante para saber o que o aluno aprendeu, principalmente, se estas provas são padronizadas, de acordo com a prática de várias escolas, em que é elaborada uma só prova para todas as turmas da mesma série.
Analisando a questão das provas padronizadas: nenhum professor dá uma aula, trabalha um mesmo conteúdo curricular da mesma forma. Como pode ser esta prova elaborada da mesma forma para todas as turmas? E como o aluno vai apresentar resultados satisfatórios num contexto  de ensino/aprendizagem diferente?
O professor vai avaliar os conteúdos da forma que o aluno aprendeu, considerando ainda as formas diversificadas que foram trabalhadas com os alunos que tiveram dificuldades em assimilar os mesmos conteúdos.
È preciso que o professor se desprenda da ideia de que a prova ainda é o principal e melhor instrumento avaliativo. Aquelas atividades aplicadas após cada etapa do conteúdo trabalhado, em comparação ,são muito mais importante, pois enquanto os alunos as realizam. o professor, passando de um a outro tem mais oportunidades de observar os desempenhos, os resultados, além de não trazerem a conotação da avaliação que aprova ou reprova. Antigo conceito que permanece arraigado e que tem influência negativa sobre o aluno e o seu desempenho.
A avaliação, para o professor, é um instrumento que ele usa para obter os bons resultados do seu trabalho: pois nenhum professor fica feliz quando constata que um ou mais alunos não estão aprendendo, “não tem condições de passar”. Portanto não façam das provas um instrumento definitivo de avaliação sabendo que não é o bastante para tal.
E o que fazer com os alunos que ainda não aprenderam?
Nunca determinar quem será reprovado antes do fim do ano letivo., não desista ainda dos "improváveis". 
 
Veja na próxima postagem algumas dicas sobre o que fazer com os “fracos”, os “improváveis de passar”, os que tem “maiores dificuldades”, os que já se “tentou tudo”...
 
Referências
Currículo da Educação Básica – Ensino Fundamental - Séries iniciais – GDF- SEDF
Bibliografia Recomendada
Avaliação da Aprendizagem na Escola: Reelaborando Conceitos e Recriando a Prática
, Cipriano Luckesi, Ed. Malabares,
Avaliar para Promover - As Setas do Caminho, Jussara Hoffmann, Ed. Mediação,

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