“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Autonomia e aprendizagem – o que pode fazer o professor?

Na abordagem feita, na postagem anterior, sobre a falta de autonomia e independência observadas em alunos dos 1º e 2º anos, sabendo que estas crianças não estão recebendo dos pais atitudes educativas como exemplificar, ensinar repetidamente habilidades e competências nas atividades da vida diária (AVDs), controle dos esfíncteres, se vestir, se despir se lavar, ingerir alimentos, dormir, pentear os cabelos, escovar os dentes... com supervisão, mas sem ajuda, pode gerar comportamentos “imaturos”, causando dificuldades de aprendizagem nas séries iniciais.
Estudiosos como Alvarenga, P., & Piccinini, Barros, L- Feldman, referindo ao comportamento autônomo assinalam que “há uma grande diversidade de domínios comportamentais e emocionais que influenciam o rendimento escolar e não apenas á capacidades intelectuais; comportamentos como má tolerância ás frustração e dificuldades de interação social, no relacionamento com os pares que causam um grande desajuste á vivência escolar”, fato observado com alunos, os que não conseguem estar socialmente com os pares, que relatam preferir estar em casa brincando a na escola.
A autonomia na criança é observada quando progressivamente ela começa a tomar iniciativa e a ter o controle sobre as rotinas diárias de higiene e conforto, sem ser mais por imitação ou por imposição de regras e limites. E o resultado é o desenvolvimento das habilidades motoras, da autoconfiança e da autoestima que vão facilitar seus processos de socialização e aprendizagem.


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Os comportamentos imaturos e a presença de perturbação emocional e comportamental poderá indicar que os pais destas crianças não apresentam práticas educativas adequadas, cuidados parentais positivos e não as mantém sob vigilância, por medo, insegurança ou por comodismo e até mesmo por negligência.
Essa análise, ainda que superficial, tem por fim dar uma visão geral sobre as dificuldades que grande parte dos alunos das séries iniciais está apresentando um nível muito alto de dificuldades de aprendizagem e o impacto causado nos aspectos comportamentais que vão desde a apatia á hiperatividade devido á ausência do desenvolvimento da autonomia.
E o que o professor pode fazer, além do trabalho da Orientadora Educacional junto á família?

Veja nesta página:

A importância do jogo simbólico na formação da identidade.  Clicando aqui



Fonte de Pesquisa:
Autonomia Comportamental das Crianças antes de Ingressarem na Escola Primária:
Comportamentos de Autonomia e Perturbação Emocional e Comportamental
Filipa Sofia Gonçalves Silva
Mestrado Integrado em Psicologia - Universidade de Lisboa – Portugal-2008
http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/709/1/17508_dissertacao_de_mestrado.pdf

A importância do jogo simbólico na formação da identidade. 

Referências Bibliográficas

Alvarenga, P., & Piccinini, C. (2001). Praticas Educativas Maternas e Problemas de
Comportamento em Pré-Escolares. Psicologia: Reflexão e Crítica
Barros, L. (2004). Perturbação de Eliminação na Infância e Adolescência. Lisboa: Climepsi Editores.
Feldman. As 7 Idades do Homem. Um Estudo do Desenvolvimento Humano: Corpo,
Personalidade e Capacidades (A. Cabral). Rio de Janeiro: Zahar Editores.

2 comentários:

  1. Olá Julia, parabéns pelo seu lindo trabalho sobre autonomia e aprendizagem, quero pedir permissão de criar um link do seu blog no meu, me de a resposta.
    abs, Edson Santos
    http://eadofuturohoje.blogspot.com.br/

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  2. Edson
    Obrigada pela visita e pelo comentário. Pode usar o link do blog.
    Abraços
    Júlia

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