“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


sábado, 22 de outubro de 2011

Alunos de 3º ano - Séries Iniciais - com 3 repetências - que fazer?



Identificar e nomear causas e culpados é muito fácil e evidente. Mas parar para pensar e tentar encontrar soluções no âmbito pessoal como educador, um dos atores dessa peça não construtora da sua função de educar, nem uma palavra. Como se cruzar os braços, como se nada pudesse fazer diante de uma total impotência fosse possível e compreensível.

Em pesquisas pela web, procurando estudos de especialistas foi encontrada uma longa, extensa, completa e necessária análise do fracasso da educação pública brasileira, deixando vislumbrar mudanças de âmbito pessoal e geral, que bem conscientizadas, sabe- se que pode dirimir este quadro de forma significativa.



Dessa excelente análise, realizada por


Graduado em Pedagogia, com Pòs-graduação em Inglês e Gestão Educacional: Administração, Supervisão e Orientação Educacional; Mestrado em Educação Pela Universidade Politécnica e Artistíca do Paraguai, cursa doutorado na mesma área.
Fragmentos  desta pesquisa “Motivação do aluno e professora” colhidos á título de reflexões ficam aqui colocados : recomenda-se ler todo o artigo:

 (...) A situação do fracasso escolar que atinge grande parte da população brasileira encontra na desmotivação, uma de suas principais causas, contradizendo afirmações de que os mecanismos de avaliações eram o grande responsável pela expulsão dos alunos da escola.

Os motivos ativam o organismo na tentativa de satisfazer e dirigem o comportamento para um objetivo que suprirá uma ou mais necessidades. Através da motivação, o aluno escolhe, procuram dispara sua energia, capacidade, competência, inteligência, instiga, planeja metas, concretiza objetivos. É, portanto, essencial à aprendizagem e ao crescimento, mas por que não se mantém, que elementos a desmoronam?


(...) Ora, se há reprovação é porque não houve interesse pelos conteúdos planejados pelo professor, se não há interesse, não há motivação para aprender, logo não há porque dizer que o sistema de avaliação é o responsável pela evasão do aluno. Não queremos dizer com isso que aceitamos essa atual forma de avaliar o aluno, isso é outra questão que precisa ser, com certeza, repensada. Mas também queremos deixar claro que afetividade no sentido de "simpatia, afeição" é importante no processo do ensino-aprendizagem, pois se o aluno não se envolve de forma afetiva com o professor, dificilmente se envolverá em um projeto, por exemplo, em que o professor seja o coordenador, pois nesse processo, o decente não é mero facilitador, mas tem um papel crucial do conhecimento pelos aluno.


(...) Observa-se nas salas de aula, que professores que interagem com os alunos de uma forma mais próxima e afetiva, são os que mais contribuem para a construção de conhecimentos dos alunos, portanto isto nos fornece um indicio de que a relação afetiva tem importância relevante para a construção do conhecimento e o gosto por aprender.


(...)O que mais se ouve nas escolas são professores reclamando de alunos " que não querem nada", "que só querem mesmo é saber de conversar e de passar de ano, não interessa como". Existeuma verdadeira aversão pelo estudo, um conformismo, uma dificuldade de refletir sobre um texto e de elaborar questionamentos. Os alunos, parece, que se negam totalmente a aprender. Por que isso acontece ?


(...) A preocupação maior do professor está em cumprir o conteúdo programático e não com a aprendizagem do aluno, Isso acontece por que grande parte dos educadores ainda não têm consciência de que seu agir pedagógico deve estar subordinado ao aluno, ou seja, que as situações propostas em sala de aula devem depender do nível de desenvolvimento cognitivo do aluno partindo das necessidades do próprio aluno.

(...) De nada adianta estufar o peito e proclamar que cumprir todo o programa, se na realidade, o mais importante, que é a aprendizagem, ele não atingiu. O ajuste entre as propostas de atividades e as características evolutivas do desenvolvimento do aluno, viria, pelo menos amenizar esse problema.

(...) Por outro lado, o aluno não consegue aprender porque, além de haver um verdadeiro descompasso entre os conteúdos escolares e as suas estruturas cognitivas, há também a questão da imposição desses conteúdos, ou seja, a escola pensa pelo aluno, antecipa tudo para ele, essa prática acaba por tirar dele a oportunidade de planejar a busca de seus próprios conhecimentos, e também o prazer de aprender, pois sabemos, por várias situações em classe, que o conteúdo apresentado pelo professor pode não vir ao encontro dos interesses dos alunos.

(...) Mas descobrir as causas da desmotivação e como recuperar esse fator imprescindível para que ocorra a aprendizagem é a nossa meta. Para analisar tais questões, partimos do pressuposto de que a desmotivação do aluno tem origem numa prática de escola tradicional, centrada apenas na transmissão de conteúdos escolares, sem nenhuma significação para ele e, por esse motivo, não ativam seus sistemas cognitivos para atribuírem significados às informações recebidas


Fragmentos colhidos á título de reflexões ficam aqui colocados : recomenda-se ler todo o artigo:

MOTIVAÇÃO DO ALUNO E DO PROFESSOR


http://www.artigonal.com/educacao-online-artigos/o-papel-do-gestor-escolar-na-motivacao-do-aluno-e-do-professor-3351283.html






















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