“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


sábado, 29 de outubro de 2011

Uma Escola Pública que faz a "Diferença"!

Com "Açúçar e com Afeto"- culminâcia do Mês das Crianças - foi só alegria!


(PROJETOS INTERVENTIVOS , SUPERVISÃO PEDAGÓGICA ATUANTE, SALA DE RECURSOS, SEAA, PROFESSORES COMPROMETIDOS COM O DESENVOLVIMENTO DE SEUS ALUNOS: A ESCOLA PÚBLICA PODE DAR CERTO!)

"O nascimento do pensamento
é igual ao nascimento de uma criança:
tudo começa com um ato de amor.
Uma semente há de ser depositada no ventre vazio.
E a semente do pensamento é o sonho.
Por isso os educadores [e educadoras],
antes de serem especialistas em ferramentas do saber,
deviam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos."


Rubem Alves




A vida em sociedade tem sido a preocupação de muitos estudiosos que entendem as grandes transformações que todo o mundo vem sofrendo, e que se amplia com fenômenos sociais que revestem a humanidade de sentimentos de incertezas, temores, e impotência frente aos novos paradigmas que ora se apresentam no contexto social.
O século XX foi marcado por várias invenções, onde a informática, as ....


Visite esta pagina, leia mais, veja os projetos, as intervenções de um grupo de educadores comprometidos não somente com  conteúdos mas com o desenvolvimento pleno dos alunos...
Clique aqui

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Circuito Telinha na Escola - DRE do Guará sai na frente, no Distrito Federal

Professores do Distrito Federal Participam do Circuito Telinha na Escola
<><><><><>

           Circuito Telinha na Escola, que tem como objetivo incentivar o uso consciente de novas tecnologias em sala de aula, integra a programação do Seminário do Núcleo de Tecnologia do Guará
Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal participaram na última semana, do Circuito Telinha na Escola – um circuito de capacitação para o uso de novas tecnologias oferecido por uma parceria da Secretaria de Educação do Distrito Federal, por meio do NTE (Núcleo de Tecnologia Educacional) do Guará, com a Vivo e a ONG Casa da Árvore (TO). O objetivo é incentivar o uso consciente de novas tecnologias em sala de aula e permitir que o professor desenvolva, por meio delas, práticas pedagógicas envolvendo o uso do celular e das redes sociais.
O Circuito Telinha na Escola vai capacitou  24 professores, que vão experimentar técnicas básicas de produção de vídeo de bolso (técnicas de concepção e apropriação pedagógica do roteiro, técnicas de captação de imagem e som com o celular e outros dispositivos móveis, técnicas e linguagens de edição de vídeo), além da criação de mapas multimídia. A proposta é estimular os professores a utilizarem estas e outras ferramentas em sala de aula, aproveitando o interesse e as habilidades de seus alunos no desenvolvimento de conteúdos curriculares.
 A oficina  realizada no NTE do Guará, localizado na QE 7, Área Especial M, e contou com 16 horas-aula. Nesse período, além das técnicas básicas de todo o processo de produção audiovisual, os participantes também experimentaram como transformar ferramentas gratuitas existentes no celular, como a conexão via Bluetooth e o bloco de notas, em aplicações pedagógicas.

Os quatro dias de oficina estão inseridos na programação do Seminário de Tecnologia, promovido pela Diretoria Regional de Ensino do Guará, Núcleo de Monitoramento Pedagógico e Núcleo de Tecnologia, com o objetivo de fomentar o uso das TIC’s – Tecnologias da Informação e Comunicação – nas escolas que utilizam computadores na educação. O evento de abertura aconteceu no Auditório ICESP-Guará I, em dois turnos (das 8h às 11h e das 14h às 17h). Os temas das palestras: o Programa Nacional de Informática – Proinfo-MEC, ministrada por Marcelo Pinto de Assis (SEEDF/GTEC – Gerência de Multimídia), o ProUca – Um Computador por Aluno, por Alexandre Matias, o Uso Seguro de Redes Sociais, por Ana Maria Albuquerque (Psicóloga Escolar), Mediação Pedagógica com Tecnologias – Circuito Telinha na Escola, uma reflexão sobre aprendizagem e mobilidade, por Leila Dias da ONG Casa da Árvore, e Tecnologia nas Escolas do Guará, por José Antônio Messias da Silva (DRE do Guará).
, professores da rede pública de ensino do Distrito Federal participam do Circuito Telinha na Escola, evento de capacitação para o uso de novas tecnologias realizado por meio de parceria entre a Secretaria de Educação do Distrito Federal, o Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) do Guará, a Vivo e a ONG Casa da Árvore (TO).
Os detalhes do evento podem ser obtidos no site http://www.dreguara2011.com.

Programação do Evento
Mini Cursos
Público alvo: coordenadores de laboratório de informática, educadores interessados em tecnologia nas escolas.
Local: Laboratório de Informática do CED 02 (GG)
Temas: Linux, Joomla, Fotografia, Blog, Web Quest, Sistemas para WEB, Relato de Experiências com o uso de computadores na educação.
Oficina Vivo

Local: Laboratório NTE Guará – CED 02 –GG
Público alvo: professores

Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural - UNB/Planaltina


Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural<ppgmader@unb.br>
Data: 21 de outubro de 2011 02:20
Assunto: [InfoUnB] EDITAL DE SELEÇÃO 1/2011 - Mestrado Acadêmico em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural
Para: 



EDITAL DE SELEÇÃO 1/2012

Continuam abertas as inscrições para o Processo Seletivo de candidato(a)s ao curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural (PPG-MADER) da Faculdade UnB Planaltina, para o primeiro período letivo de 2012, as quais deverão ser efetuadas na secretaria do programa nos dias úteis até sexta-feira dia 11/11/2011, no horário das 08h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h30. Para maiores detalhes favor consultar edital na Seção Interdisciplinar na página web do Decanato de Pesquisa e Pós-Graduação (DPP) no seguinte endereço:

http://www.unb.br/posgraduacao/stricto_sensu/editais.php

As inscrições poderão também ser efetuadas por via postal, recomendando-se neste caso a utilização de serviço de entrega rápida, apresentando data da postagem não posterior ao último dia de inscrição.

Atenciosamente

Secretaria da Pós-Graduação
Faculdade UnB Planaltina
Email: ppgmader@unb.br
<!--[if !supportLineBreakNewLine]-->
<!--[endif]-->

sábado, 22 de outubro de 2011

Alunos de 3º ano - Séries Iniciais - com 3 repetências - que fazer?



Identificar e nomear causas e culpados é muito fácil e evidente. Mas parar para pensar e tentar encontrar soluções no âmbito pessoal como educador, um dos atores dessa peça não construtora da sua função de educar, nem uma palavra. Como se cruzar os braços, como se nada pudesse fazer diante de uma total impotência fosse possível e compreensível.

Em pesquisas pela web, procurando estudos de especialistas foi encontrada uma longa, extensa, completa e necessária análise do fracasso da educação pública brasileira, deixando vislumbrar mudanças de âmbito pessoal e geral, que bem conscientizadas, sabe- se que pode dirimir este quadro de forma significativa.



Dessa excelente análise, realizada por


Graduado em Pedagogia, com Pòs-graduação em Inglês e Gestão Educacional: Administração, Supervisão e Orientação Educacional; Mestrado em Educação Pela Universidade Politécnica e Artistíca do Paraguai, cursa doutorado na mesma área.
Fragmentos  desta pesquisa “Motivação do aluno e professora” colhidos á título de reflexões ficam aqui colocados : recomenda-se ler todo o artigo:

 (...) A situação do fracasso escolar que atinge grande parte da população brasileira encontra na desmotivação, uma de suas principais causas, contradizendo afirmações de que os mecanismos de avaliações eram o grande responsável pela expulsão dos alunos da escola.

Os motivos ativam o organismo na tentativa de satisfazer e dirigem o comportamento para um objetivo que suprirá uma ou mais necessidades. Através da motivação, o aluno escolhe, procuram dispara sua energia, capacidade, competência, inteligência, instiga, planeja metas, concretiza objetivos. É, portanto, essencial à aprendizagem e ao crescimento, mas por que não se mantém, que elementos a desmoronam?


(...) Ora, se há reprovação é porque não houve interesse pelos conteúdos planejados pelo professor, se não há interesse, não há motivação para aprender, logo não há porque dizer que o sistema de avaliação é o responsável pela evasão do aluno. Não queremos dizer com isso que aceitamos essa atual forma de avaliar o aluno, isso é outra questão que precisa ser, com certeza, repensada. Mas também queremos deixar claro que afetividade no sentido de "simpatia, afeição" é importante no processo do ensino-aprendizagem, pois se o aluno não se envolve de forma afetiva com o professor, dificilmente se envolverá em um projeto, por exemplo, em que o professor seja o coordenador, pois nesse processo, o decente não é mero facilitador, mas tem um papel crucial do conhecimento pelos aluno.


(...) Observa-se nas salas de aula, que professores que interagem com os alunos de uma forma mais próxima e afetiva, são os que mais contribuem para a construção de conhecimentos dos alunos, portanto isto nos fornece um indicio de que a relação afetiva tem importância relevante para a construção do conhecimento e o gosto por aprender.


(...)O que mais se ouve nas escolas são professores reclamando de alunos " que não querem nada", "que só querem mesmo é saber de conversar e de passar de ano, não interessa como". Existeuma verdadeira aversão pelo estudo, um conformismo, uma dificuldade de refletir sobre um texto e de elaborar questionamentos. Os alunos, parece, que se negam totalmente a aprender. Por que isso acontece ?


(...) A preocupação maior do professor está em cumprir o conteúdo programático e não com a aprendizagem do aluno, Isso acontece por que grande parte dos educadores ainda não têm consciência de que seu agir pedagógico deve estar subordinado ao aluno, ou seja, que as situações propostas em sala de aula devem depender do nível de desenvolvimento cognitivo do aluno partindo das necessidades do próprio aluno.

(...) De nada adianta estufar o peito e proclamar que cumprir todo o programa, se na realidade, o mais importante, que é a aprendizagem, ele não atingiu. O ajuste entre as propostas de atividades e as características evolutivas do desenvolvimento do aluno, viria, pelo menos amenizar esse problema.

(...) Por outro lado, o aluno não consegue aprender porque, além de haver um verdadeiro descompasso entre os conteúdos escolares e as suas estruturas cognitivas, há também a questão da imposição desses conteúdos, ou seja, a escola pensa pelo aluno, antecipa tudo para ele, essa prática acaba por tirar dele a oportunidade de planejar a busca de seus próprios conhecimentos, e também o prazer de aprender, pois sabemos, por várias situações em classe, que o conteúdo apresentado pelo professor pode não vir ao encontro dos interesses dos alunos.

(...) Mas descobrir as causas da desmotivação e como recuperar esse fator imprescindível para que ocorra a aprendizagem é a nossa meta. Para analisar tais questões, partimos do pressuposto de que a desmotivação do aluno tem origem numa prática de escola tradicional, centrada apenas na transmissão de conteúdos escolares, sem nenhuma significação para ele e, por esse motivo, não ativam seus sistemas cognitivos para atribuírem significados às informações recebidas


Fragmentos colhidos á título de reflexões ficam aqui colocados : recomenda-se ler todo o artigo:

MOTIVAÇÃO DO ALUNO E DO PROFESSOR


http://www.artigonal.com/educacao-online-artigos/o-papel-do-gestor-escolar-na-motivacao-do-aluno-e-do-professor-3351283.html






















quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Taxa de repetência no Distrito Federal é assustadora - Veja a pesquisa do Correio Brasiliense


Recente notícia no jornal local, sobre  os índices de repetência em Brasília- DF, não surpreende os educadores das escolas públicas do DF. Mas quando se vê estampada numa reportagem, a realidade parece ganhar mais vida e consistência, que o dia a dia na escola, nas salas de aula, não deixam perceber a  verdeira dimensão.  Um grande problema que vem avançando ano após ano e quando se volta para os comentários sobre a questão se percebe a verdade em cada um deles,formando um quadro como uma colcha de retalhos. O que se vê em todas as análises da situação são as causas: 
  • alunos desinteressados
  • ausência da família no acompanhamento da vida acadêmica do aluno;
  • o sistema educacional;
  • o salário e a formação do professor... são alguns das diversas razões para um quadro desolador, que queira ou não vai recair sobre o professor;
Mas não se vê sugestões para reverter este quadro. Vejam a notícia:
Pesquisa revela que a taxa de repetência no Distrito Federal é de 18,6%
A agonia de perder um ano de escola e ter de rever todas as matérias se tornou rotina na vida de boa parte dos estudantes do ensino médio do Distrito Federal. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no censo escolar do Ministério da Educação de 2010, mostram que o DF está entre as três unidades da Federação com maior número de repetentes do país. Entre os matriculados no ensino médio das escolas públicas e privadas, 18,6% não atingem médias para concluir a série. Número inferior foi constatado somente nos estados do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro (veja quadro). O índice brasileiro é de 12,5%. 


No ensino fundamental, esses índices caem consideravelmente. Ao contrário dos vestibulandos, somente 10,1% dos estudantes do 1º ao 9º não conseguem passar de uma série para outra. A média nacional é de 10,3%, o que deixa o DF em 16º lugar no ranking nacional. 


O desempenho das crianças e dos adolescentes matriculados nas escolas públicas contribui para o aumento da média da capital. No ensino médio, são 13,7% de reprovados, e, no fundamental, 12,4%. Nas unidades particulares, esses índices são reduzidos a 4,3% e 3%, respectivamente, índices encontrados em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, a França e a Inglaterra. Embora em muitos casos os pais associem a repetência à falta de esforço dos filhos, especialistas ouvidos pelo Correio afirmam que o problema pode ter outras explicações. A metodologia de ensino, a qualidade das instituições e a formação dos professores são algumas das hipóteses apontadas. 


De acordo com o consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) Célio da Cunha, a discrepância entre os primeiros anos de estudo e os da conclusão da educação básica deve-se aos diferentes graus de investimento e aos métodos de ensino utilizados nos dois níveis. “Dos anos 1990 até os dias de hoje, o Brasil iniciou uma política de melhoria do ensino fundamental com maior assistência pedagógica aos estudantes e verbas, como as oriundas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Enquanto isso, o ensino médio deixou de evoluir ”, lamenta. 


Para Cunha, o currículo não atende as necessidades dos jovens que vivem cercados pelas ferramentas virtuais e recebem, em tempo real, informações sobre os mais variados temas. “As aulas não têm sido atraentes para os alunos. É um método arcaico. Estamos lidando com novas mentes, sem alterar as formas de ensinar”, complementou. Para que o número de repetências caia, o especialista sugere a criação de um método de ensino específico para a juventude, com disciplinas interligadas e capazes de dar ao estudante uma ideia do todo, e não somente da fragmentação explicada por cada professor. 
Magali (C), que cursa o 1º ano pela segunda vez, Ludmylla (E) e Bruna dizem que é preciso tempo para se adaptar (Kleber Lima/CB/D.A Press )
Magali (C), que cursa o 1º ano pela segunda vez, Ludmylla (E) e Bruna dizem que é preciso tempo para se adaptar




Continuidade 
O programa dos últimos anos de estudo deveria dar continuidade ao volume de conteúdo exigido no ensino fundamental. Os dados do IBGE mostram que 25,5% das reprovações acontecem justamente na fase de transição, ou seja, no 1º ano do ensino médio. “Já existe a pressão do vestibular, além das mudanças de fase de vida. E, logo nesse início, o volume de matérias é muito extenso. Isso deveria mudar”, acredita o professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Augusto de Medeiros. 


A estudante Magali Cristina Sousa, 17 anos, sentiu o aumento de exigência de um período para o outro. Matriculada no Centro Educacional Setor Leste, na 611 Sul, ela cursa, pela segunda vez, o 1º ano do ensino médio e ainda não sabe se será aprovada. A jovem tem dificuldades, principalmente, em matemática e história. “Quando passamos do ensino fundamental para o médio, tudo muda muito, e de uma vez: a quantidade de matérias, o ritmo dos professores e as responsabilidades dos alunos. Fica difícil acompanhar e entender os assuntos. Eu me esforço”, diz. Ela admite trabalhar os pontos fracos, mas acredita que a situação seria diferente se o currículo escolar fosse readaptado. “O ensino poderia ser melhor se tivéssemos mais tempo para nos adaptar às mudanças que ocorrem”, avalia.


Colegas de sala de Magali, Bruna Carolina Ribeiro e Ludmylla Florencio de Santana, ambas com 16 anos, também enfrentam dificuldades às vésperas do término do ano letivo. Bruna diz que ainda se sente um pouco perdida. A justificativa é a mesma da amiga. “Não estava acostumada com o ritmo e a quantidade de matérias. É muito puxado. Devia ser mais devagar. Tenho medo de não conseguir”, desabafa. Já Ludmylla tem mais facilidade, mas, mesmo assim, se queixa do “tranco” que sentiu ao entrar no 1º ano. “Na oitava série, eles chegam a falar sobre os assuntos que veremos. Mas é muito pouco. Não chegamos preparados. Acho que um período de adaptação seria muito importante”, reflete.

Sala dos Professsores - Pesquisas


Correio Braziliense - Cidades DF - Pesquisa revela que a taxa de repetência no Distrito Federal é de 18,6%

   

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sugestões de Atividades – Desenvolvendo a autonomia e a independência- séries iniciais

 
A autonomia e a independência são fundamentais na aprendizagem, pois significam maturidade. Se a criança chega no 1º e 2º ano sem ter passado por esta etapa de desenvolvimento no lar, há recursos que o professor pode usar, pedagogicamente, que promovem não somente o desenvolvimento da autonomia como de tantas outras habilidades psicomotoras, também importantíssimas para que tenha uma aprendizagem de forma mais otimizada.
Os jogos simbólicos são parte destes recursos, que são nada mais nada menos que os jogos do “faz de conta”.
Um professor diante de um aluno no 2º ano das séries iniciais, por exemplo, lendo este artigo vai querer mudar de página, achando que não é isso que está procurando para resolver o problema de mais de um aluno na sua sala que “deve ter algum transtorno de aprendizagem”, porque ele não se interessa pelas aulas ou só quer brincar e demonstra que não está aprendendo nada, em pleno mês de outubro.
Na maioria dos casos, como já foi analisados nas postagens anteriores, estes alunos estão na escola quando queriam ainda estar em casa brincando.
Mas se a palavra mágica é “brincar”, não seja por isso. E nem imagine que não é isso que está no currículo, porque é isso que estes alunos precisam, agora, para que você professor (ª), que não é o professor (ª) da Educação Infantil, facilite o avanço deles para “o querer aprender a ler, escrever e calcular”. Caso contrário quando eles chegarem no 3º ano, quando poderão ser retidos, de acordo com o sistema educacional do Bia, serão encaminhados á investigação psicopedagógica, para um diagnóstico que para muitos não é a real necessidade. E o professor não quer diagnosticar um aluno como deficiente intelectual, ele quer que seu aluno seja alfabetizado.
Um brinquedo, um jogo usado nas ações pedagógicas é um objeto ou uma atividade lúdica, através dos quais o aluno vai, não somente, se divertir como ter uma ferramenta que facilitará sua autonomia, formação da sua identidade assim como seus processos de desenvolvimento cognitivo e relações interpessoais.
Para esses objetivos, os jogos mais indicados são:
Jogos de construção – manipulando e ordenando objetos há um desenvolvimento motor e cognitivo: classificação, seriação, equilíbrio, noções de quantidade, tamanho, peso, discriminação de cores e formas.
Jogos simbólicos - chamados “faz de conta”, em que os alunos vão utilizar os objetos dos jogos de construção para desenvolver a capacidade de representar papeis sociais. Imaginando realizar tarefas, a criança apreende o conhecimento “agindo”, como se fosse verdade.
O papel do professor – observar e fazer pequenas intervenções para que os papeis representados sejam corretos. Por exemplo: quando elas constroem uma casa e divide o espaço: “as crianças dormem com os adultos?”, “a cozinha pode ficar mais organizada”?”“, onde vai ser colocado o lixo
Papeis sociais (do “faz de conta”)
· Médico na sua clínica;
· Professor na escola;
· Mãe com seus filhos;
· Pai ajudando nas tarefas de casa;
· Dono do mercadinho;
· Construa uma comunidade, com duplas, grupos de crianças representando papeis sociais, e aproveite para trabalhar habilidades, competências: hábitos de higiene, valores, socialização...
Outras atividades que envolvem iniciativa, ação, responsabilidade:
(atividades que motivem os alunos á atenção e disciplina, o contrário do que está acontecendo; apatia ou hiperatividade)
· Buscar material pedagógico na sala de coordenação;
· Representante da turma ou o que vai cuidar da turma enquanto o professor se ausenta.
· Cada um organizar seu espaço: lixo no lixo;
· Organizar o material escolar que vai ser trabalhado na aula.
· Guardar os brinquedos das recreações, e etc.
· Duplas responsáveis por cuidar: distribuição de lanche (se for servido na sala), limpeza da sala: colocando os colegas para manter seu espaço limpo: lixo no lixo...
· Ir ao banheiro sozinho, sair para tomar água (idas e vindas monitorizadas, pelo professor e/ou pelo representante da sala)
Torne seus alunos independentes, dê autonomia á eles.
Resultados:
A criança quando ganha responsabilidades ou se imagina desempenhando tarefas (jogos simbólicos) desenvolvem a identidade, a independência, autonomia e habilidades motoras, organização do pensamento lógico, para sua aprendizagem acadêmica.
Exemplo de objetos e jogos simbólicos desenvolvidos com alunos de 1º e 2º anos com queixa de dificuldades de aprendizagem, desinteresse, apatia ou hiperatividade.
Construindo uma casa – objetos variados – desde sucata á brinquedos (miniaturas)
 

Sites de referência:
O Desenvolvimento da Criança
http://


caminhandopsicologia.no.comunidades.net/index.php?pagina=1318164082
Jogos e Brinquedos – Monografias Brasil/Escola
A Construção de hábitos e valores...
Atividades com Jogos Simbólico – vídeo
Julia Virginia de Moura – moura.juliavirginia@gamil.com

Sala dos Professores  - Sugestões de Atividades

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Autonomia e aprendizagem – o que pode fazer o professor?

Na abordagem feita, na postagem anterior, sobre a falta de autonomia e independência observadas em alunos dos 1º e 2º anos, sabendo que estas crianças não estão recebendo dos pais atitudes educativas como exemplificar, ensinar repetidamente habilidades e competências nas atividades da vida diária (AVDs), controle dos esfíncteres, se vestir, se despir se lavar, ingerir alimentos, dormir, pentear os cabelos, escovar os dentes... com supervisão, mas sem ajuda, pode gerar comportamentos “imaturos”, causando dificuldades de aprendizagem nas séries iniciais.
Estudiosos como Alvarenga, P., & Piccinini, Barros, L- Feldman, referindo ao comportamento autônomo assinalam que “há uma grande diversidade de domínios comportamentais e emocionais que influenciam o rendimento escolar e não apenas á capacidades intelectuais; comportamentos como má tolerância ás frustração e dificuldades de interação social, no relacionamento com os pares que causam um grande desajuste á vivência escolar”, fato observado com alunos, os que não conseguem estar socialmente com os pares, que relatam preferir estar em casa brincando a na escola.
A autonomia na criança é observada quando progressivamente ela começa a tomar iniciativa e a ter o controle sobre as rotinas diárias de higiene e conforto, sem ser mais por imitação ou por imposição de regras e limites. E o resultado é o desenvolvimento das habilidades motoras, da autoconfiança e da autoestima que vão facilitar seus processos de socialização e aprendizagem.


image


Os comportamentos imaturos e a presença de perturbação emocional e comportamental poderá indicar que os pais destas crianças não apresentam práticas educativas adequadas, cuidados parentais positivos e não as mantém sob vigilância, por medo, insegurança ou por comodismo e até mesmo por negligência.
Essa análise, ainda que superficial, tem por fim dar uma visão geral sobre as dificuldades que grande parte dos alunos das séries iniciais está apresentando um nível muito alto de dificuldades de aprendizagem e o impacto causado nos aspectos comportamentais que vão desde a apatia á hiperatividade devido á ausência do desenvolvimento da autonomia.
E o que o professor pode fazer, além do trabalho da Orientadora Educacional junto á família?

Veja nesta página:

A importância do jogo simbólico na formação da identidade.  Clicando aqui



Fonte de Pesquisa:
Autonomia Comportamental das Crianças antes de Ingressarem na Escola Primária:
Comportamentos de Autonomia e Perturbação Emocional e Comportamental
Filipa Sofia Gonçalves Silva
Mestrado Integrado em Psicologia - Universidade de Lisboa – Portugal-2008
http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/709/1/17508_dissertacao_de_mestrado.pdf

A importância do jogo simbólico na formação da identidade. 

Referências Bibliográficas

Alvarenga, P., & Piccinini, C. (2001). Praticas Educativas Maternas e Problemas de
Comportamento em Pré-Escolares. Psicologia: Reflexão e Crítica
Barros, L. (2004). Perturbação de Eliminação na Infância e Adolescência. Lisboa: Climepsi Editores.
Feldman. As 7 Idades do Homem. Um Estudo do Desenvolvimento Humano: Corpo,
Personalidade e Capacidades (A. Cabral). Rio de Janeiro: Zahar Editores.