“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Intervenção Pedagógica–Equipe de Apoio Pedagógico – SEAA- Avaliação dos Professores


Professores avaliam os resultados da intervenção pedagógica da Equipe de apoio Pedagógico - Oficinas de Autoestima

Foi publicado o Projeto Interventivo da Pedagoga da Equipe de Apoio á Aprendizagem (SEAA) – Escola Classe 02 do Arapoanga – Planaltina – DF – Oficinas de Autoestima “Resgatando a Autoestima – A Criança e a Aprendizagem”, os resultados em três patamares: satisfatórios (com terminalidade) – Permanência no Atendimento e Investigação Psicopedagógica (veja a postagem anterior).
Analisando os resultados, que se apresentam sob todos os aspectos como “resultados de sucesso”, pois se a dificuldade do aluno não estiver na baixa autoestima, o projeto interventivo vai levar á Equipe á investigação da história de vida do aluno com fins de diagnóstico psicopedagógico, torna-se parte do processo  as avaliações dos professores dos alunos atendidos nas Oficinas( e dos próprios alunos).

professora KATIA_thumb[2]

 O aluno “H”, 9 anos cursando o 3º ano, da Prof.ª Kátia, encaminhado, pela professora, ao SEAA, por apresentar baixo rendimento, falta de concentração, dificuldades de aprendizagem, retraimento e introspeção.
“H” participou do projeto quando este já´havia começado. A professora, paralelamente, á intervenção da Equipe, realizou com o aluno uma intervenção individualizada de alfabetização, houve a presença da família acompanhando o processo, e o resultado: o aluno está comunicativo, participando das aulas, e “iniciando seu processo de alfabetização”, descartando qualquer outro obstáculo á sua aprendizagem. É um aluno com defasagem, que está se recuperando e vai permanecer nas Oficinas de Autoestima.


  
A professora Sandra do 4 º Ano C, encaminhou 3 (três) alunos:
Professora Sandra Brunetto - 4º Ano_thumb[2]-uma aluna, sem dificuldades cognitivas, constrói e reconstrói, interpreta, realiza abstração, bom desenvolvimento do raciocínio lógico, de acordo com os conteúdos da série cursada, foi reprovada no ano anterior, pelas dificuldades da escrita/leitura, com suspeita de dislexia, aguardando laudo médico, após as Oficinas de Autoestima obteve um desempenho considerável, pois a aluna ainda apresenta as dificuldades características do disléxico, com as dificuldades na escrita e leitura, agora menos acentuadas. Está sendo avaliada pelas orientações pedagógicas específicas para pessoas disléxicas.

-Um aluno com diagnóstico de TDA, fazendo uso de medicação, apresentando baixo desempenho em sala de aula, retraimento, falta de interação social e um “mutismo deliberado”. O aluno foi avaliado pedagogicamente. com fins de investigação, no início, através de perguntas e respostas escritas, pois se recusava a usar a comunicação oral. Antes do término da avaliação, foi integrado ao projeto de Autoestima, e o primeiro resultado apresentou quando o término  da avaliação pedagógica pode ser concluída verbalmente. Hoje o aluno está comunicando, ainda um pouco retraído, mas com interação social, participou de apresentação nos eventos da “Semana Celebrando as Diferenças”, e nas avaliações em sala de aula, tem apresentado um dos melhores resultados da classe. O aluno recebeu terminalidade no atendimento da Equipe.

- uma aluna que ainda permanece nas Oficinas de Autoestima, apesar de ter participado assiduamente de todos os encontros.,por ter apenas iniciado o processo de desenvolvimento, pois provem de uma família de poucas condições sócio-econômica, onde há falta de estimulação e motivação,  e hábitos de higiene.

professora RINA_thumb[6]

 “JA”, tem 12(doze) anos, cursando o 4º Ano, foi encaminhado pela Profª Rina, por apresentar baixo rendimento, com dificuldades com a leitura, história de repetência e defasagem idade/série. De acordo com o relato da professora o aluno se sente “deslocado” na sala de aula pela idade . Demonstra interesse em aprender (melhorar o desenvolvimento, principalmente na leitura), ao mesmo tempo demonstra resistência em demonstrar suas limitações,  dificultando as intervenções da professora. Nas Oficinas Pedagógicas não foi diferente. O aluno encontra-se “estigmatizado”, evita, “esconde” as suas dificuldades e mostra-se resistente nas participações das Oficinas. O aluno não apresentou avanços, mas ele quer continuar a participar do atendimento. Se o quadro de dificuldades não apresentar nenhum resultado, será encaminhado ao psicólogo para ser beneficiado pelo acompanhamento psicoterápico, uma vez que não apresenta suspeita de aluno portador de necessidade educacional especial.



Prof. Karine_thumb[3]“D, por apresentar baixo rendimento, dificuldade nas participações orais, timidez excessiva, pouca autonomia, lentidão,
falta de interesse em assimilar conteúdos, dispersão, dificuldades na leitura e escrita, troca de fonemas, foi encaminhado ás Oficinas de Autoestima pela Prof.ª Karine, 4ª Série. No início dos encontros o aluno mostrou-se retraído, sentava-se de costas ou de lado, não mantinha contato visual, apertando os dedos das mãos, sem emitir uma palavra, demonstrando ansiedade, nervosismo…
Foi frequente á todos os encontros, e  aos poucos no decorrer do tempo, começando a falar, embora por monossílabos;  se descontraindo... e no final já apresentava maior comunicação oral nas Oficinas e na sala de aula. A professora realizou um trabalho interventivo, em horário contrário, embora não obtivesse acompanhamento da família, o aluno está saindo do quadro de dificuldades que apresentava no início, com resultados evidenciados também na aprendizagem.


Apesar das dificuldades do aluno e da ausência do acompanhamento familiar, o aluno está em desenvolvimento, e vai permanecer nas Oficinas de Autoestima, para que tenha um suporte maior para superar seus limites

Conclusão: considerando que mesmo o encaminhamento do aluno á avaliação psicológica, ou ao acompanhamento através de uma terapia, ou á outros atendimentos médicos, esse projeto interventivo, pelos seus resultados, é uma intervenção de sucesso do Apoio Pedagógico – Serviço Especializado Equipes de Apoio Pedagógico(SEAA) – pois vai redirecionar o atendimento ao aluno de acordo com suas necessidades reais, sem o risco de estar levando-o ao diagnóstico psicopedagógico antes que passe por intervenções. E é preciso observar que em todos os casos, a intervenção individualizada do professor foi fundamental. Se se pode contar com a família intervindo de forma positiva, melhor ainda, mas a família pode ser a causa da baixa autoestima, e por experiência, em muitos casos, em vez de ajudar, atrapalha. Nas Oficinas de Autoestima, sempre é trabalhado a autonomia, a independência emocional… a importância de ser criança independente dos adultos. Em relação aos adultos com quem convivem, respeito, perdão e ser criança e ser feliz, acima de tudo!
Veja mais avaliações na próxima postagem, e o que dizem essas crianças (autoavaliação) que participaram deste 2º Grupo de Oficinas de Autoestima, numa escola pública da periferia de uma cidade satélite de Brasília – DF – Escola Classe 02 do Arapoanga.
por:
Júlia Virginia de Moura – moura.juliavirginia@gmail.com
Pedagoga do SEAA –Escola Classe 02 do Arapoanga
Núcleo de Monitoramento Pedagógico- Diretoria Regional de Ensino de Planaltina – DF
Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal

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