“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


sábado, 3 de setembro de 2011

Atividades pedagógicas fora da sala de aula – clima de deserto no Centro-Oeste

 
Dia mais quente do ano no DF: temperatura chega a 31,6°C
O Distrito Federal registrou a mais alta temperatura do ano nesta terça-feira. Os termômetros no dia mais quente de 2011 na Capital Federal chegaram a marcar 31,6°C entre as 15h e às 16h. A umidade relativa do ar se manteve baixa, com mínima de 17% às 17h, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
"Essa temperatura está dentro do esperado para a época", explica a meteorologista Maria das Dores de Azevedo, do Inmet.  O calor sentido pelos brasilienses se dá devido a uma massa de ar quente e seco parada na região Centro-Oeste.
O Inmet prevê mais calor para amanhã. A temperatura máxima prevista é de 31°C, e a mínima, de 16°C. A umidade relativa do ar deve ficar mais alta, entre 65% e 20%. Não há previsão de chuva para os próximos dias. Dez estados e o Distrito Federal estão em alerta por conta dos registros de baixa umidade do ar. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de que a baixa umidade continue, na região Centro-Oeste. A baixa umidade tem chegado a níveis semelhantes aos de deserto, que possui uma média entre 10% e 15% de umidade.
Em Cuiabá, a umidade do ar caiu para 12% e, em Brasília, a umidade chegou a 10%.

 Baixa umidade
Segundo a escala usada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a umidade relativa do ar ideal é de 60%. A umidade entre 60% e 30% é considerada aceitável. Abaixo de 30% e acima de 20% já representa 'estado de atenção'. Abaixo de 20% representa 'estado de alerta'. Quando o nível de umidade relativa do ar fica abaixo de 12%, entra em 'estado de emergência'.
A baixa umidade pode causar problemas à saúde. Nesta condição, as pessoas ficam mais sujeitas a complicações alérgicas e doenças respiratórias, além de sofrer com sangramento de nariz, ressecamento da pele e irritação nos olhos.
A Secretaria de Defesa Civil do Distrito Federal divulgou, uma série de orientações relacionadas à possibilidade de queda da umidade do ar no Distrito Federal, que segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), chegou a 12% no DF e a 10% em algumas regiões – a mais baixa do ano. A Defesa Civil ainda informa, caso o tempo permaneça nessas condições. Ainda sim, alguns cuidados devem ser tomados pela população, especialmente crianças e idosos e para evitar queimadas por conta da vegetação seca.
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO
·         Evitar atividades ao ar livre e exposição ao sol entre as 10 e 17 horas, especialmente entre as 14 e 16 horas, período do dia em que a umidade do ar fica mais baixa.
·         Umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água e outros;
·         Permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas;
·         Consumir bastante água e outros líquidos;
·         Fazer refeições leves, incluindo frutas e verduras sempre que possível;
·         Evitar ligar aparelhos de ar condicionado, que retiram ainda mais a umidade do ambiente;
·         Evitar banhos prolongados com água quente, bem como o uso excessivo de sabonete para não eliminar totalmente a oleosidade natural da pele;
·         Usar roupas leves.
MEDIDAS PARA ESCOLAS:
Em geral no horário crítico de estiagem (10h às 17h), devem ser adotados os seguintes procedimentos:
· Manter bebedouros, inclusive de emergência (potes e garrafas) em número acima dos já existentes, com boas condições de higiene e qualidade da água;
· Perguntar com frequência (a cada 20 minutos) se algum aluno está com vontade de beber água;
· Estar atento aos alunos com ânimo abatido ou queda rápida de rendimento e comunicar a direção da escola;
· Estar atento para detectar crianças enfermas, principalmente naqueles quadros com perda de líquidos (febril, diarreia, gripe, tosse, etc.);
· Manter as salas de aula com a máxima ventilação possível;
· Suspender exercícios físicos exaustivos sob o sol ou sob o teto metálico, de cimento ou amianto sem isolamento térmico, ou ainda em locais pouco arejados. Planejar outras atividades afins. Nestes casos, é muito importante possibilitar a administração de água mais frequentemente, independente da vontade dos alunos;
· Nas salas de aulas muito aquecidas pelo sol e com pouca aeração, planejar atividades externas intercaladas e sugerir o rodízio de salas para que os mesmos alunos e professores não permaneçam muito tempo naquelas condições;
· Recomendar a merenda com alimentos mais úmidos e leves, de fácil digestão;
· Recomendar aos alunos menores que tragam copos à escola;
· Criar oportunidade para que as crianças umedeçam as narinas e a face, pelo menos uma vez no período;
· Promover reuniões com os pais ou responsáveis, se possível com apoio de um médico ou agente de saúde dos organismos locais da Secretaria de Estado de Saúde, orientando-os sobre procedimentos domiciliares para prevenção da desidratação;
· No caso de desmaios, tonturas, câimbras e mal estar, paralisar de imediato a atividade do aluno, umedecer as têmporas, face e narinas e providenciar atenção urgente do médico ou agente de saúde. Comunicar aos pais do aluno e recomendar providências;
· Manter elevada vigilância de higiene no ambiente escolar, pátios, sanitários e salas de aula;
· Umedecer diariamente, se possível, o piso das salas de aula e pátios cimentados ou cerâmicos, esparramando 02 (dois) baldes de água em cada sala, aproximadamente;
· Acompanhar com maior atenção às crianças com aspectos de aparente desnutrição;
· Observar e recomendar às crianças que usem vestimentas adequadas à temperatura do dia ou da hora da aula. Note que a temperatura deverá elevar-se a partir deste período do ano e que nas últimas aulas do turno da manhã e primeiras do turno da tarde estará mais quente;
· Promover atividades educativas com alunos em torno do assunto DESIDRATAÇÃO, relevando a higiene pessoal do ambiente e dos alimentos. E dando uma maior atenção aos procedimentos para amenizar os efeitos da baixa umidade do ar.
 
  Estas são as “recomendações” não apresentam melhores resultados para as escolas públicas, principalmente no Distrito Federal, (que não tem permissão para outras iniciativas, como redução de horário), onde grande parte das crianças volta para casa (os pais são chamados), por não haver condições de se manterem em salas de aula. Febre, tontura, dores de cabeçass, problemas respiratórios...
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Não há sequer redução de tempo no horário durante os períodos de maior baixa de umidade e alta de temperatura, que acontece no turno vespertino. Os professores levam as crianças para fora das salas de aulas, para a sombra das paredes, pois muitas escolas não possuem áreas sombreadas.
 
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Fica uma pergunta no ar: dessa forma há como atingir a proposta pedagógica da educação, da escola?

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