“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Vídeo e TV na Sala de Aula - uso pedagógico



Quando a TV e o vídeo entraram para a sala de aula, a primeira idéia foi associar este recurso tecnológico aos momentos de lazer; um lazer apreciado pelos alunos, que tranqüiliza a turma e deixa o professor “respirar”, idéia perfeitamente compreensível, principalmente em escolas públicas com salas de aula superlotadas, como existem muitas... E há professores mais criativos usam o vídeo como uma ferramenta excelente para os temas transversais.

J.M.Moran lembra que esse caráter que o vídeo tem para o aluno pode ser usado como um instrumento pedagógico, que facilita a aprendizagem: “Vídeo, na cabeça dos alunos, significa descanso e não "aula", o que modifica a postura, as expectativas em relação ao seu uso. Precisamos aproveitar essa expectativa positiva para atrair o aluno para os assuntos do nosso planejamento pedagógico. Mas ao mesmo tempo, saber que necessitamos prestar atenção para estabelecer novas pontes entre o vídeo e as outras dinâmicas da aula.”

O impacto que os áudios-visuais causam é muito grande, é atrativo ás crianças, jovens e adultos, que de forma dinâmica os envolve em todos os seus mecanismos sensoriais e atingem muito a sensibilidade, provoca a imaginação, á abstração, correlacionando novos conhecimentos aos conhecimentos adquiridos anteriormente, de forma dinâmica e lúdica.

A linguagem da TV e do vídeo, os efeitos especiais, sonoros, as cores... desenvolvem inúmeros fatores perceptivos no indivíduo, sem a necessidade de serem explicados ou narrados: O vídeo é sensorial, visual, linguagem falada, linguagem musical e escrita. além de despertar o imaginário desenvolve a abstração.

Usar o Vídeo com objetivos pedagógicos vai fazer com que aquele conteúdo, seja na linguagem oral ou escrita seja “inesquecível”, da mesma forma como o é um vídeo de aventura ou romance, usados no entretenimento.

“Um grande exemplo das inúmeras possibilidades de estimular um desenvolvimento abrangente está previsto em um projeto de música através de vídeo – videokê e atividades correlacionadas”

Desenvolvimento cognitivo/ linguístico
– através das da riqueza de estímulos áudios-visuais, uma participação ativa (vendo, ouvindo, cantando, lendo ou realizando pseudoleitura de letras de músicas conhecidas (videokê), ou tocando; desenvolvimento da acuidade auditiva, atenção, concentração, estabelecendo relações com o ambiente em que vive (tanto no videokê quanto na atividade “qual é a música?”, por exemplo);

Desenvolvimento psicomotor: as atividades musicais agem sobre a mente favorecendo a reação motora e qualquer movimento adaptado a um ritmo é o resultado de um conjunto completo de atividades coordenadas.

Desenvolvimento socioafetivo: o aluno desenvolve e identifica sua identidade, percebe suas diferenças ao mesmo tempo em que interage com os outros. Através da autoestima, aprende a aceitar-se com suas capacidades e limitações. As atividades musicais coletivas (meninos contra meninas, por exemplo) favorecem o desenvolvimento da socialização.

Desenvolvimento da linguagem: através de jogos que envolvem a estrutura musical onde são exigidas a socialização e organização, a criança vai escutar a si mesma e aos outros, esperando sua vez, respeitando a vez do outro, com atenção para apreciar ou não, tem aí as ferramentas do desenvolvimento da linguagem escrita e oral.


Referências

Integração das Tecnologias na Escolas
http://tvescola.mec.gov.br/images/stories/publicacoes/salto_para_o_futuro/livro_salto_tecnologias.pdf

Este é apenas um dos muitos exemplo.

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