“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Professores resistem ao uso das TICs

Dentro desta série de publicações- as TICs na sala de Aula – falou-se da disponibilidade e acesso que as escolas públicas tem ás mídias, através dos programas do MEC. A teleducação viabilizada pela TV Escola, EaD e ProInfo, principalmente.
A tecnologia é um instrumento para garantir que todos tenham acesso à informação- seja por meio da educação à distância, seja presencialmente, na sala de aula. A escola precisa ter acesso a essas tecnologias no cotidiano podendo explorá-las experimentando as inúmeras possibilidades.
O aluno, fora da escola, está fazendo uso das tecnologias: o SMS, o Orkut, o MSN, os games... e chega á escola auto motivado á aprendizagem através de mídias. Se a escola, o gestor e o professor não se apossarem desta oportunidade de educar o aluno dentro do que ele já está usando na escrita, leitura e no pensamento abstrato, vão ficar fora da realidade de vida de seu aluno, e, este, vai continuar usando a tecnologia de forma correta ou não.


Uso das TICs será em sala de aula, pedagogicamente, como ferramenta de alfabetização e letramento e não como mais um recurso de apoio em sala de aula, de forma aleatória e para que haja sucesso é necessário que faça parte da proposta pedagógica da escola visando um projeto específico: quais tecnologias a escola dispõe e como vão ser usadas dentro do currículo e da ação pedagógica.

Maria da Graça Moreira, professora de mídias digitais da PUC-SP, ressalta que a tecnologia é um dos componentes para uma educação de qualidade, mas não é a única decisiva para que a qualidade aconteça. A formação dos professores o trabalho da escola, o trabalho colaborativo é o que contribui para um projeto pedagógico de qualidade na qual o uso da tecnologia fará parte.

E o professor está preparado? Quais programas de formação continuada estão sendo propiciados aos professores?
De acordo com Prado (1999), não existe sentido em se inserir o computador na escola se a mesma estiver orientada por um paradigma tradicional, pois isso somente traria a ilusão de um processo de transformação, não provocando as reflexões necessárias acerca do processo de ensino e de aprendizagem, exigidas para uma utilização de abordagem construcionista. O papel do professor nesse cenário é fundamental, sendo a partir dele que as ações construcionistas ou tradicionais se materializam, revestindo de extrema importância a sua formação. A esse respeito afirma:
[...] é preciso investir na formação do professor, propiciando o desenvolvimento de sua capacidade crítica, reflexiva e criativa. Dessa forma, não basta o professor aprender a operacionalizar o computador, isto é, saber ligar e colocar um software para o aluno usar. O professor precisa vivenciar e compreender as implicações educacionais envolvidas nas diferentes formas de utilizar o computador, a fim de poder propiciar um ambiente de aprendizagem criativo e reflexivo para o aluno
(p.4)




Professores da rede pública não se sentem seguros para aplicar a tecnologia na sala de aula. Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com 253 docentes de escolas estaduais paulistas mostra que 85% deles não sabem usar o computador e seus recursos como ferramenta pedagógica. E perdem, assim, uma boa chance de capturar a atenção de seus alunos, naturalmente interessados pelas novidades tecnológicas.
Em plena era da tecnologia, com escolas se informatizando, ainda há muitos professores resistindo ao uso dos multimeios, por diferentes motivos, ou
usando-os inadequadamente, enquanto os alunos têm, cada vez mais, facilidade de acesso à Internet e aos meios tecnológicos, por não saberem bem como usá-los.
Saber fazer uso do computador, e outras mídias como o vídeo/DVD, o computador, o data-show e a internet não é o bastante, para fazer delas ferramentas pedagógicas. A formação específica do professor para isso é fundamental.

Veja o que o MEC oferece ao professor das escolas públicas;
Para auxiliar nesse processo, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza aos docentes o 


curso Linux Educacional. Integrado ao programa de formação continuada de professores da rede pública, o curso tem o intuito de fazer com que o professor, a partir do uso das tecnologias digitais como ferramenta pedagógica, tenha suas ações otimizadas e valorizadas no contexto escolar.
O curso busca favorecer a pesquisa, o planejamento e a prática apoiada por critérios de análise, além de proporcionar a socialização e o debate acerca de propostas pedagógicas.
A ideia é preparar o professor para que ele seja um mediador entre o conhecimento acadêmico e o aluno, propondo ações que estimulem o senso crítico e criativo dos alunos, atividades vinculadas às TICs e o uso adequado do laboratório de informática.
Conteúdo programático
O curso, com 140 horas de duração, é estruturado por módulos, os quais apresentam diferentes temáticas. Dessa maneira, o módulo I apresenta conteúdos introdutórios aos módulos posteriores. Nos módulos II e III são trabalhados assuntos relacionados diretamente aos aplicativos do Linux Educacional. Já nos últimos dois módulos (IV e V) os conteúdos se referem aos diferentes recursos digitais disponíveis na web.
Confira abaixo as temáticas previstas para cada módulo:
Módulo I – Introdução a Informática
1.1 Inclusão Digital
1.2 Informática na Educação
1.3 Práticas Pedagógicas
1.4 Laboratório de Informática
1.5 Conhecendo o Computador
Módulo II – Aplicativos Linux Educacional
2.1 Aplicativos funcionais do Linux educacional 3.0
2.2 Edubar
2.3 Como instalar
Módulo III – Aplicativos BrOffice
3.1 Writer (Processador de Texto)
3.2 Calc (Planilha Eletrônica)
3.3 Impress (Apresentação Eletrônica)
3.4 Draw (Desenho Vetorial)
3.5 Match (Fórmula)
Módulo IV – Objetos de Aprendizagem                                
4.1 Compreendendo OAs
4.2 Repositórios
4.3 Práticas Pedagógicas
Módulo V – Ferramentas de autoria
5.1 Ferramentas Áudio-Visual
5.2 Ferramentas Colaborativas
5.3 ferramentas de Construção de Atividades
O Linux Educacional (LE) é o sistema operacional, baseado na distribuição Debian, desenvolvido pelo CETE, do Ministério da Educação e distribuído às escolas e NTEs por meio dos computadores adquiridos pelo MEC. O LE está disponível para download no site: http://www.webeduc.mec.gov.br/linuxeducacional/index.php É um sistema livre, qualquer pessoa pode baixar e usar em casa, em seu notebook, nas escolas públicas ou privadas. Há uma lista de discussão para suporte às escolas e NTEs que tem sido amplamente usada por todos os envolvidos. Agora estamos colocando também este espaço aqui no Portal para os que desejam saber ou possuem dúvidas sobre o LE. Todos os participantes da lista de discussão estão convidados para colaborarem aqui também. Sabemos das dificuldades encontradas quanto ao seu uso e queremos minimizar estas dificuldades compartilhando experiências. Tire suas dúvidas!!!

Visitem os sites do Proinfo/Webeduc/MEC e fique bem informado, sobre esse curso. Há também vários cursos Linux Básico para iniciantes – com vídeo-aula. Faça uma boa pesquisa e invista na sua formação.

Visitem estes Sites 
 Linux Educacional/Proinfo/Webeduc/MEC
Webeduc / Portal de Conteúdos Educacionais do MEC
Suporte ao LINUX Educacional - Portal do Professor

Um comentário:

  1. Concordo que muitos professores ainda não estão integrados ao avanço das TICS. Primeiro temos que considerar o seu alto custo e os baixos salários que a classe abtem. Além de que as escolas não estão estruturadas para dispor estes recursos, talvez seja esse o motivo do pequeno avanço das Novas tecnologias na prática pedagógica.

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