“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


domingo, 3 de julho de 2011

Aprender eleva a autoestima. E aumentar a autoestima ajuda superar dificuldades de aprendizagem?




Pela experiência de trabalho (Equipe Multidisciplinar) com alunos com queixas de dificuldades de aprendizagem, em vários contextos de história de vida, conhecidos ou desconhecidos, tais como: desinteresse, apatia, conflitos emocionais, agressividade... o aluno num primeiro momento é levado á intervenção, através de oficinas de autoestima, o que tem apresentado inúmeros casos de sucessos. 
Numa estimativa de 80% dos alunos encaminhados, após, aproximadamente, por um bimestre, com 2(dois) encontros semanais, alguma forma de resultado positivo é alcançado, com reflexos no desempenho em sala de aula. E a melhora no desempenho contribui para elevar ainda  mais a autoestima e muitas vezes, por experiência, o aluno sai de algum tipo de bloqueio interno que estava impedindo-o de obter avanços no seu processo de letramento.
São oficinas planejadas com objetivos específicos através  das "queixas" apresentadas pelos professores.

As Oficinas são realizadas partindo do princípio: vai haver uma ação da  Equipe, uma ação do professor,  dando continuidade ao trabalho durante o processo de atendimento, e uma reação, natural ou "provocada" do aluno.
Em outras palavras,  após algumas oficinas, de forma prazerosa e motivadora, há o início da elevação da autoestima, e o "sentir-se bem" faz com que o aluno queria  prosseguir, mas para que ela permaneça no "Grupo de Vivências e Autoestima" do Apoio á Aprendizagem, ele precisa descobrir o que não vai bem com ele, em sala de aula, e procurar seus caminhos de melhor desempenho, essa é a provocação. A partir do momento em que descobre que "ele pode aprender, superar dificuldades", com o auxílio do professor (que precisa estar disposto á intervenção de acordo com a necessidade), o quadro começa a mudar. 
Este trabalho da Equipe Disciplinar - Apoio Pedagógico - é uma ferramenta que abre o caminho para resgatar o processo de alfabetização, do letramento, não só nas séries iniciais, como em qualquer situação de dificuldades. Inclusive é um trabalho que tem se mostrado de grande sucesso na melhora do desempenho de alunos com transtornos funcionais como TDAH, Dislexia... e alunos ANEEs, pois não só estes, como todos que estão em situações de dificuldades de aprendizagem  sejam de origem física, emocional...  eles tem consciência das limitações que possuem ou que temporariamente estão vivendo  e esse conhecimento gera a baixa autoestima.

Além de objetivar a superação da dificuldade através de uma autoestima elevada, estas oficinas tem um segundo objetivo àqueles que não alcançaram melhores desempenhos: é também um instrumento de sondagem e leva a Equipe de Apoio Pedagógico á aprofundar a investigação da situação de dificuldades, buscando a história de vida do aluno, com a participação da família e pode se chegar, em última instância, ao diagnóstico psicopedagógico.

Abordar este tema desta forma sucinta é o início para que posteriormente, possa ser apresentado com detalhes, essa forma de intervenção, não esquecendo que muitos educadores pensam ao contrário, segundo pesquisas, que, "não é elevando a autoestima do aluno que o leva á aprendizagem, mas "o aprender" que eleva sua autoestima". Não há discórdia de idéias, há diversidade e há experiências. O que importa é que o aluno aprenda e que tenha sua autoestima elevada. 



Julia Virginia de Moura - Pedagoga


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