“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


domingo, 31 de julho de 2011

ProInfo Integrado - Linux Educacional - familiarizando com o sistema




A sociedade atual frente ao impacto do domínio da tecnologia, de uma maneira geral, se autodenomina “leiga” e demonstra, além de um conservadorismo ás técnicas tradicionais, principalmente na educação,a falta de confiança no uso das TICs, um desinteresse em conhecer, e se familiarizar com as nomenclaturas e termos técnicos tais como citados no artigo anterior: SOFTWARE, KERNEL GPL, GNU, UNIX, ROOT e entender suas funções…. Porém não é tão mais complicado que o uso que centenas de usuários ditos “leigos” realizam em seus computadores, em casa, como, baixar músicas, vídeos e jogos com os mais diversos programas, conectam no ir, msn, icq, colocavam luzinhas e bichinhos animados para acompanhar o cursor do mouse, trocavam as fontes e os temas, procuram jogos, encontravam vídeos extremamente incomuns.
Recente pesquisa demonstra que as novas gerações estão mais abertas para investir no conhecimento e uso das TICs, sem que isso seja uma prerrogativa de uma geração ou de pessoas jovens, inclusive entre professores/usuários, mas é uma questão de se ter uma visão inovadora perceber as transformações reais de uma nova sociedade, que acontecem de forma irreversível, e que avançam em todos os setores, não deixando alternativas como escolher entre acompanhar ou ficar á margem destas transformações, que dominam a vida do homem em sociedade.
Essa série de artigos busca alcançar o professor, o educador, principalmente o que se encontra em transição ideológica, sem visar outros fatores que afetam e dificultando o processo de apropriação das TICs pelos professores.

Na exposição da história do Linux, falou-se do Kernel como sendo o próprio Linux. Com a intenção de mostrar que a compreensão do sistema pode acontecer de forma simples, citamos a experiência de Jorge Alberto Corso que faz o relato de sua experiência:

Como explicar o que é kernel para um leigo

“... Comecei a ministrar curso de introdução à administração Linux para uma turma que nunca havia tido contato com o mesmo e então deparei com uma complicada tarefa: explicar o que era o kernel.

Relato aqui a experiência que tive e que achei muito positiva.
Para explicar o que é o kernel, fiz uma analogia com outra máquina: um carro.
Trata-se de duas máquinas, uma mecânica, outra eletrônica.
1) Para o carro movimentar-se ele precisa de um motor;
1) Para o microcomputador funcionar, ele precisa se um programa básico - um software chamado sistema operacional;
2) Existem vários tipos de motores, motores para carro de corrida, para carro de passeio, etc.;
2) Existem vários tipos de sistemas operacionais, Linux, Windows, UNIX, etc.;
3) Mesmo para um mesmo fabricante de motor, existem vários modelos para o mesmo fim, por exemplo: motor 1.0, motor 1.6;
3) Existe um Linux para cada tipo de computador, main-frame, PC, Macintosh;
4) Quando aprendemos a dirigir um carro de passeio, aprendemos o funcionamento básico: direção, pedais para acelerar, trocar de marcha, frear. Ou seja, não atuamos diretamente no motor, mas através de comandos para fazê-lo funcionar;
4) Quando usamos Linux, temos outro software que faz a mediação (interface) entre o kernel e o usuário, chama-se shell. Existem vários shells (csh, ksh, bsh, bash, etc). Mas o importante é que são os mesmos, independente do kernel (motor) em uso, afinal os pedais e direção são sempre iguais seja em um motor 1.0 ou 1.6!
(5) Para alguns acessórios funcionarem em um carro, devemos adequar o motor ou algum componente dele para que isto aconteça, por exemplo, um ar-condicionado exigirá uma bateria com maior amperagem;
5) Para que o Linux funcione perfeitamente, em alguns casos é necessário instalarmos algum módulo específico, entenda módulo com um programa (software) preparado para uma finalidade específica e que não é comum a todos os equipamentos, por exemplo, um módulo para a placa de rede de nosso microcomputador.
Com essas 5 afirmações desta analogia, os alunos entenderam e ainda citaram mais alguns exemplos seguindo esta mesma analogia.
Espero com este artigo facilitar os colegas quando forem explicar o que é kernel para pessoas não técnicas.
Por: Jorge Alberto Corso – disponível em:

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A TV e a Educação - o que tem á ver?

A Revista da TV Escola está de volta inteiramente reformulada.Nesta edição. A reportagem de capa faz um apanhado histórico da mídia televisiva, contextualizando-a no Brasil e no mundo, e mostra a sua face de aliada ao ofício de educar.De carona nos aparatos tecnológicos, apresentamos em detalhes um espaço na internet que espera pela sua conexão: o Portal do Professor. E como o professor é prioridade absoluta nesta publicação, criamos uma seção na qual você é o repórter e outra na qual, por suas ações, seu perfil merece distinção.

Acesse a revista completa clicando aqui

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Uso das TICs no Brasil – Como os professores vencem os desafios


“...a maioria dos professores acredita “que o computador é ferramenta que pode mudar conceitos sobre as matérias e as habilidades, transformando-as ou substituindo-as”.Apoiados na motivação do aluno, podem conseguir mudanças como “desenvolver estratégias de aprendizado e habilidade de solução de problemas”. Irenice de Fátima Carboni

Considerando a necessidade que a globalização impõe e os programas do governo incentivando a utilização de computadores e o acesso à Internet nas escolas surge o grande conflito para alguns professores, tais como a falta de computadores, horário disponível no laboratório de informática, necessidade de nova metodologia, disciplina, e principalmente a falta de conhecimento do uso das TICs, assim como integrá-las e utilizá-las em suas atividades com os alunos.

No Brasil tem se levado um tempo absurdo para que as inovações educacionais cheguem à ponta do processo: a sala de aula, e conhecer o que o professores pensam, suas necessidades, seus receios e capacidade é necessário para que se alcance esse objetivo.

Irenice de Fátima Carboni- Professora de Informática do Centro Universitário Ibero-Americano (UNIBERO), graduada em Processamento de Dados pelo UNIBERO, pós-graduada em Análise de Sistemas pela Fecap, realizou um trabalho de pesquisa que não deixa de ser uma amostra da realidade do uso de TICs na educação no Brasil, intitulado “Um Estudo Sobre a Concepção dos Professores quanto ao uso da Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs) no Ensino”.
Dentro da abordagem que o Impacto da Pedagogia Moderna faz sobre o uso das TICs na Educação, este estudo que se propôs a fazer um levantamento sobre a opinião dos professores e a utilização da tecnologia de informação e comunicação, apresentando os resultados desta pesquisa realizada em outros países e principalmente em instituições de ensino no Brasil, vem mostrar a forma como tudo pode acontecer e como os professores de uma região de São Paulo conseguiu vencer os desafios e fazer uma pedagogia realmente moderna.

Seja o ensino dado na forma presencial ou à distância, de forma construtivista ou tradicionalista o que não muda na educação com o uso das modernas TIC é a necessidade de se contar com professores bem preparados e motivados.

Alguns quesitos importantes da pesquisa, no foco deste artigo foram: investimento, horário e adequação à disciplina. Para investimento, 57% dos professores afirmaram que o investimento foi pessoal, e 43%, das instituições. Para o horário do treinamento, 86% tiveram o treinamento fora do horário de trabalho e 14% no horário de trabalho. Além disso, 57% dos professores afirmam que o treinamento foi adequado às necessidades de sua disciplina.

Justificou-se o treinamento em informática para “integração do software nos tópicos do currículo” para 57% dos professores sujeitos; já 43% afirmam que foi para a “familiarização com o software”.

Conhecimentos sobre informática e acesso a computadores. Dos professores entrevistados, 100% afirmaram ter conhecimento básico em informática. O acesso a computadores, em sua maioria, acontece com 86% dos professoresem sua residência, 14% somente na instituição de ensino.

Em resumo, a maioria dos professores acredita “que o computador é ferramenta que pode mudar conceitos sobre as matérias e as habilidades, transformando-as ou substituindo-as”. Apoiados na motivação do aluno, podem conseguir mudanças como “desenvolver estratégias de aprendizado e habilidade de solução de problemas”.

A maioria dos professores também consegue integrar suas atividades com as atividades de informática, utilizando jogos educativos e a Internet, em uma frequência quinzenal. Admitem ter conhecimento básico de computadores, tendo seu treinamento em informática adequado, basicamente, fora do horário do trabalho, com seu próprio investimento. Admitem ainda que tem acesso a computadores em sua residência.

Os professores confirmam os problemas em laboratório comentados pela direção das instituições, com a falta de equipamentos para o número de alunos e problemas técnicos.

Os resultados mostram uma face da realidade da educação no Brasil e como os professores conseguem vencer os entraves e fazer do seu trabalho um trabalho nos moldes atuais da educação na sociedade globalizada .

Referências:

CARBONI-Irenice de Fátima-
-Um Estudo Sobre a Concepção dos Professores quanto ao Uso da Tecnologia da Informação e Comunicação (Tic) No Ensino
http://www.unibero.edu.br/download/revistaeletronica/Mar06_Artigos/UM%20ESTUDO_INFORMATICA_REV.pdf
BARRETO, Raquel Goulart. Tecnologias na formação de professores: o discurso do
MEC. In: Educação e Pesquisa, v.29, n.2, 2003, p.271-86.
DAWES, Lyn. First Connections: Teachers and the National Grid for Learning. In:.
Computers & Education 33, 1999, p. 235-52.
DRENOYIANNI, Helen; SELWOOD, Ian D. Conceptions or Misconception

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Professores resistem ao uso das TICs

Dentro desta série de publicações- as TICs na sala de Aula – falou-se da disponibilidade e acesso que as escolas públicas tem ás mídias, através dos programas do MEC. A teleducação viabilizada pela TV Escola, EaD e ProInfo, principalmente.
A tecnologia é um instrumento para garantir que todos tenham acesso à informação- seja por meio da educação à distância, seja presencialmente, na sala de aula. A escola precisa ter acesso a essas tecnologias no cotidiano podendo explorá-las experimentando as inúmeras possibilidades.
O aluno, fora da escola, está fazendo uso das tecnologias: o SMS, o Orkut, o MSN, os games... e chega á escola auto motivado á aprendizagem através de mídias. Se a escola, o gestor e o professor não se apossarem desta oportunidade de educar o aluno dentro do que ele já está usando na escrita, leitura e no pensamento abstrato, vão ficar fora da realidade de vida de seu aluno, e, este, vai continuar usando a tecnologia de forma correta ou não.


Uso das TICs será em sala de aula, pedagogicamente, como ferramenta de alfabetização e letramento e não como mais um recurso de apoio em sala de aula, de forma aleatória e para que haja sucesso é necessário que faça parte da proposta pedagógica da escola visando um projeto específico: quais tecnologias a escola dispõe e como vão ser usadas dentro do currículo e da ação pedagógica.

Maria da Graça Moreira, professora de mídias digitais da PUC-SP, ressalta que a tecnologia é um dos componentes para uma educação de qualidade, mas não é a única decisiva para que a qualidade aconteça. A formação dos professores o trabalho da escola, o trabalho colaborativo é o que contribui para um projeto pedagógico de qualidade na qual o uso da tecnologia fará parte.

E o professor está preparado? Quais programas de formação continuada estão sendo propiciados aos professores?
De acordo com Prado (1999), não existe sentido em se inserir o computador na escola se a mesma estiver orientada por um paradigma tradicional, pois isso somente traria a ilusão de um processo de transformação, não provocando as reflexões necessárias acerca do processo de ensino e de aprendizagem, exigidas para uma utilização de abordagem construcionista. O papel do professor nesse cenário é fundamental, sendo a partir dele que as ações construcionistas ou tradicionais se materializam, revestindo de extrema importância a sua formação. A esse respeito afirma:
[...] é preciso investir na formação do professor, propiciando o desenvolvimento de sua capacidade crítica, reflexiva e criativa. Dessa forma, não basta o professor aprender a operacionalizar o computador, isto é, saber ligar e colocar um software para o aluno usar. O professor precisa vivenciar e compreender as implicações educacionais envolvidas nas diferentes formas de utilizar o computador, a fim de poder propiciar um ambiente de aprendizagem criativo e reflexivo para o aluno
(p.4)




Professores da rede pública não se sentem seguros para aplicar a tecnologia na sala de aula. Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com 253 docentes de escolas estaduais paulistas mostra que 85% deles não sabem usar o computador e seus recursos como ferramenta pedagógica. E perdem, assim, uma boa chance de capturar a atenção de seus alunos, naturalmente interessados pelas novidades tecnológicas.
Em plena era da tecnologia, com escolas se informatizando, ainda há muitos professores resistindo ao uso dos multimeios, por diferentes motivos, ou
usando-os inadequadamente, enquanto os alunos têm, cada vez mais, facilidade de acesso à Internet e aos meios tecnológicos, por não saberem bem como usá-los.
Saber fazer uso do computador, e outras mídias como o vídeo/DVD, o computador, o data-show e a internet não é o bastante, para fazer delas ferramentas pedagógicas. A formação específica do professor para isso é fundamental.

Veja o que o MEC oferece ao professor das escolas públicas;
Para auxiliar nesse processo, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza aos docentes o 


curso Linux Educacional. Integrado ao programa de formação continuada de professores da rede pública, o curso tem o intuito de fazer com que o professor, a partir do uso das tecnologias digitais como ferramenta pedagógica, tenha suas ações otimizadas e valorizadas no contexto escolar.
O curso busca favorecer a pesquisa, o planejamento e a prática apoiada por critérios de análise, além de proporcionar a socialização e o debate acerca de propostas pedagógicas.
A ideia é preparar o professor para que ele seja um mediador entre o conhecimento acadêmico e o aluno, propondo ações que estimulem o senso crítico e criativo dos alunos, atividades vinculadas às TICs e o uso adequado do laboratório de informática.
Conteúdo programático
O curso, com 140 horas de duração, é estruturado por módulos, os quais apresentam diferentes temáticas. Dessa maneira, o módulo I apresenta conteúdos introdutórios aos módulos posteriores. Nos módulos II e III são trabalhados assuntos relacionados diretamente aos aplicativos do Linux Educacional. Já nos últimos dois módulos (IV e V) os conteúdos se referem aos diferentes recursos digitais disponíveis na web.
Confira abaixo as temáticas previstas para cada módulo:
Módulo I – Introdução a Informática
1.1 Inclusão Digital
1.2 Informática na Educação
1.3 Práticas Pedagógicas
1.4 Laboratório de Informática
1.5 Conhecendo o Computador
Módulo II – Aplicativos Linux Educacional
2.1 Aplicativos funcionais do Linux educacional 3.0
2.2 Edubar
2.3 Como instalar
Módulo III – Aplicativos BrOffice
3.1 Writer (Processador de Texto)
3.2 Calc (Planilha Eletrônica)
3.3 Impress (Apresentação Eletrônica)
3.4 Draw (Desenho Vetorial)
3.5 Match (Fórmula)
Módulo IV – Objetos de Aprendizagem                                
4.1 Compreendendo OAs
4.2 Repositórios
4.3 Práticas Pedagógicas
Módulo V – Ferramentas de autoria
5.1 Ferramentas Áudio-Visual
5.2 Ferramentas Colaborativas
5.3 ferramentas de Construção de Atividades
O Linux Educacional (LE) é o sistema operacional, baseado na distribuição Debian, desenvolvido pelo CETE, do Ministério da Educação e distribuído às escolas e NTEs por meio dos computadores adquiridos pelo MEC. O LE está disponível para download no site: http://www.webeduc.mec.gov.br/linuxeducacional/index.php É um sistema livre, qualquer pessoa pode baixar e usar em casa, em seu notebook, nas escolas públicas ou privadas. Há uma lista de discussão para suporte às escolas e NTEs que tem sido amplamente usada por todos os envolvidos. Agora estamos colocando também este espaço aqui no Portal para os que desejam saber ou possuem dúvidas sobre o LE. Todos os participantes da lista de discussão estão convidados para colaborarem aqui também. Sabemos das dificuldades encontradas quanto ao seu uso e queremos minimizar estas dificuldades compartilhando experiências. Tire suas dúvidas!!!

Visitem os sites do Proinfo/Webeduc/MEC e fique bem informado, sobre esse curso. Há também vários cursos Linux Básico para iniciantes – com vídeo-aula. Faça uma boa pesquisa e invista na sua formação.

Visitem estes Sites 
 Linux Educacional/Proinfo/Webeduc/MEC
Webeduc / Portal de Conteúdos Educacionais do MEC
Suporte ao LINUX Educacional - Portal do Professor

domingo, 17 de julho de 2011

A dimensão do uso das TICs na Educação Brasileira

O espaço Impacto da Pedagógica Moderna faz deste, o segundo artigo de uma série, sobre as TICs na Educação. Antes, porém de expor essas ferramentas, como usá-las e a eficácia no processo de ensino/aprendizagem, é muito importante conhecer a realidade brasileira, as legislações, ás políticas públicas e a acessibilidade que os indivíduos, as escolas, principalmente as escolas públicas, tem ás tecnologias de comunicação e informação.

Rodiney Marcelo, Colunista do Brasil Escola, inicia suas colocações sobre  o uso das TICs na educação abordando a Educação á Distância, o que é se torna um bom ponto de partida.
“As mídias surgem como mediatizadoras, assumindo papel de informação e comunicação. O uso das mídias educacionais trabalhadas de forma integrada vem nortear a inserção dos sujeitos envolvidos no cenário atual, sociedade tecnológica, além de que viabiliza o processo de formação na modalidade à distância. O acesso aos meios disponibilizados no espaço de EAD (Ensino á Distância) deve ter como princípio à atuação efetiva do sujeito envolvido no processo de ensino-aprendizagem considerando os recursos tecnológicos utilizados como meio de formação para a construção do conhecimento de um sujeito social, comprometido com o processo, ou seja, protagonista de sua própria caminhada em busca da aprendizagem, dando significado ao conhecimento construído



Educação à distância (EaD), também chamada de teleducação, como modalidade de ensino que permite que o aluno não esteja fisicamente presente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem, assim como, permite também que faça seu autoestudo em tempo distinto.
A interligação (conexão) entre professor e aluno se dá por meio de tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet, em especial as hipermídias, mas também pode ser utilizado o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, CD-ROM, o telefone, o fax, o celular, o iPoid, o notebook, entre outras tecnologias semelhantes.
Na expressão ensino à distância a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). O termo educação é preferido por ser mais abrangente, embora nenhuma das expressões, segundo o professor, seja plenamente completa.

No Brasil a Educação á Distancia teve seu início a partir de 1939 através do Rádio várias iniciativas em São Paulo e o Rio de Janeiro. Um dos primeiros modelos de teleducação para ensino fundamental e ensino médio (educação supletiva á distância), aconteceu na década de 1970, com a Fundação Roberto Marinho, com aula via satélite e complementadas por kits de materiais impressos. Ficando marcada, assim a segunda geração de EAD no Brasil. Grande parte das Instituições de Ensino Superior brasileiras fez uso de novas tecnologias da comunicação e informação somente a partir de 1990.

Em 1994 começa a expansão da internet no nível universitário, e dois anos depois surge a legislação específica: A Secretaria de Educação a Distância – SEED – Decreto nº 1.917, de 27 de maio de 1996, e neste mesmo ano estreou do canal TV Escola e a apresentação do documento-base do “programa Informática na Educação”, na III Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Educação (CONSED), lançado oficialmente, em 1997, o Proinfo – Programa Nacional de Informática na Educação – com laboratórios de computadores para as escolas públicas urbanas e rurais de ensino básico de todo o Brasil. Há ainda Telecurso 2000, o programa de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina, o Unirede, que envolve mais de 60 universidades públicas, entre outras iniciativas. TV escola, Telecurso 2000, o programa de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina, o Unirede, que envolve mais de 60 universidades, além dos programas do Ministério da Cultura para interligação das bibliotecas públicas municipais e do grande projeto de informatização do acervo da Biblioteca Nacional, que até agora atingiu cerca de 700 mil registros, para um total de 8,5 milhões de peças.


                                                                                                   

A TV Escola é um canal de televisão brasileiro via satélite, por antena parabólica, com o intuito de promover a capacitação e atualização permanente dos professores do Brasil. Criado em 1995, foi ao ar no ano seguinte. Em 2003 a TV Escola realizou uma das primeiras transmissões de TV digital por IP, através de um projeto experimental denominado TV Escola Digital Interativa (TVEDI).
A TV Escola exibe 24 horas diárias de séries e programas educativos, que estão divididos em cinco faixas temáticas, que recebem os nomes: Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Salto para o Futuro e Escola Aberta; bem como três programas de cursos de língua estrangeira: inglês, espanhol, e francês. Todos os programas produzidos pela TV Escola são distribuídos gratuitamente pela internet, mas o mesmo não ocorre com as premiadas séries internacionais que também são exibidas pelo canal, como por exemplo, La Legende des Sciences, de Michel Serres e Robert Pansard-Besson. Dentre elas, pode-se a série Cosmos, de Carl Sagan, a produção francesa Espaçonave Terra, bem como as séries.

A legislação da EaD, no Brasil, em resumo, trata do ensino fundamental e médio, educação para jovens e adultos, educação profissional de nível técnico e superior dispõe que: as bases legais para a modalidade de educação a distância foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996). A.  EDUCAÇÃO BÁSICA na modalidade de Educação a Distância- De acordo com o Art. 30º do Decreto n.º 5.622/05, "As instituições credenciadas para a oferta de educação a distância poderão solicitar autorização, junto aos órgãos normativos dos respectivos sistemas de ensino, para oferecer os ensinos fundamentais e médios a distância, conforme § 4o do art. 32 da Lei no 9.394, de 1996, exclusivamente para:
        I - a complementação de aprendizagem; ou
        II - em situações emergenciais.
.
Á educação fundamental de jovens e adultos, ensino médio e educação profissional de nível técnico, o Decreto n.º 5.622/05 delegou competência às autoridades integrantes dos sistemas de ensino de que trata o artigo 8º da LDB, para promover os atos de credenciamento de instituições localizadas no âmbito de suas respectivas atribuições Assim, as propostas de cursos nesses níveis deverão ser encaminhadas ao órgão do sistema municipal ou estadual responsável pelo credenciamento de instituições e autorização de cursos (de nível Conselhos Estaduais de Educação) - a menos que se trate de instituição vinculada ao sistema federal de ensino, quando, então, o credenciamento deverá ser feito pelo Ministério da Educação.
Educação Superior e Educação Profissional  na modalidade de Educação a Distância: a oferta de cursos de graduação e educação profissional em nível tecnológico, a instituição interessada deve credenciar-se junto ao Ministério da Educação, solicitando, para isto, a autorização de funcionamento para cada curso que pretenda oferecer. O processo será analisado na Secretaria de Educação Superior, por uma Comissão de Especialistas na área do curso em questão e por especialistas em educação a distância. O Parecer dessa Comissão será encaminhado ao Conselho Nacional de Educação. O trâmite, portanto, é o mesmo aplicável aos cursos presenciais. A qualidade do projeto da instituição será o foco principal da análise. Para orientar a elaboração de um projeto de curso de graduação a distância, a Secretaria de Educação a Distância elaborou o documento Indicadores de qualidade para cursos de graduação a distância, disponível no site do Ministério para consulta. As bases legais são as indicadas no primeiro parágrafo deste texto.
Pós-graduação a distância: a possibilidade de cursos de mestrado, doutorado e especialização a distância foi disciplinada pelo Capítulo V  do Decreto n.º 5.622/05 e pela Resolução nº 01, da Câmara de Ensino Superior-CES, do Conselho Nacional de Educação-CNE, em 3 de abril de 2001. os cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) a distância serão oferecidos exclusivamente por instituições credenciadas para tal fim pela União e obedecem às exigências de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento estabelecido no referido Decreto.
No artigo 11, a Resolução nº 1, de 2001, também conforme o disposto no § 1º do art. 80 da Lei nº 9.394/96, de 1996, estabelece que os cursos de pós-graduação lato sensu a distância só poderão ser oferecidos por instituições credenciadas pela União.
Os cursos de pós-graduação lato sensu oferecidos a distância deverão incluir, necessariamente, provas presenciais e defesa presencial de monografia ou trabalho de conclusão de curso.
No próximo seguimento se propõe tratar de um Programa do MEC que ganha destaque por sua abrangência, por seus objetivos e pelos resultados, que já foram constados e que estão mais próximo e acessível ás escolas públicas brasileiras: o PROINFO.




PROINFO



Sendo imperativa a criação de políticas públicas para o desenvolvimento tecnológico, da educação e para promover a inclusão digital o Ministério da Educação tem criado vários projetos, dentre eles o PROINFO (1977) (Programa nacional de Informática na educação) idealizado com a finalidade de disseminar as novas tecnologias de Informação e Comunicação nas escolas públicas nacionais, tanto de ensino médio quanto de fundamental, como ferramenta de apoio ao processo ensino-aprendizagem.

O projeto funciona através da articulação da Secretaria de Educação a Distância (SEED) do MEC, juntamente com o Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica (DITEC), em parceria com as Secretarias de Educação Estaduais e Municipais.
Tem como objetivos:
· Melhorar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem;
· Possibilitar a criação de uma nova ecologia cognitiva nos ambientes escolares mediante incorporação adequada das novas tecnologias de informação pelas escolas;
· Propiciar uma educação voltada para o desenvolvimento científico e tecnológico;
· Educar para uma cidadania global numa sociedade tecnologicamente desenvolvida.
Como diretrizes para a efetivação da implementação do projeto temos:
· Subordinar a introdução da informática nas escolas e objetivos educacionais estabelecidos pelos setores competentes;
· Promover o desenvolvimento de infra-estrutura de suporte técnico de informática no sistema de ensino público;
· Estimular a interligação de computadores nas escolas públicas para possibilitar a formação de uma ampla rede de comunicações vinculada à educação;
· Fomentar a mudança de cultura no sistema público de ensino fundamental e médio de forma torná-lo apto a preparar cidadãos capazes de interagir numa sociedade cada vez mais desenvolvida tecnologicamente.

O programa proporcionou a distribuição desde 1998, de computadores para diversas escolas públicas e formou professores para que se tornassem multiplicadores do uso de tecnologia nas escolas juntamente com os Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE), que são unidades descentralizadas que apóiam a informatização das escolas participantes do PROINFO auxiliando na implantação de novas tecnologias, além de fornecer suporte técnico. O projeto também conta com a colaboração técnica do Centro Experimental de Tecnologia Educacional (CETE), que está vinculado ao Ministério da Educação e que tem como objetivo de apoiar o processo de incorporação de novas tecnologias pelas escolas e difundir experiências nesse campo, além de ser o intermediário entre o governo brasileiro e as instituições internacionais que financiam as iniciativas e experimentos relacionados com a tecnologia educacional e a educação à distância.

Além disso, criou um curso de especialização em Informática na Educação para a formação dos multiplicadores para que estes atuem nos NTEs de todo país. Foram selecionados professores com capacitação em informática e educação, que receberam treinamentos para se tornarem professores multiplicadores. Estes professores serão o elo entre o projeto e os professores das escolas envolvidas capacitando-os a atuarem nas salas de aula e buscando novas soluções para o uso das novas tecnologias.

Como metas o PROINFO pretende:
· Atender 7,5 milhões de alunos em 6 mil escolas;
· Implantar 200 Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE);
· Capacitar 1 mil professores multiplicadores formados em cursos de pós-graduação lato sensu, realizados em parceria com universidades;
· Capacitar 25 mil professores das escolas para trabalhar com recursos de telemática em sala de aula;
· Formar 6,6 mil técnicos de suporte às escolas e NTEs, especializados em hardware e software;
· Instalar 105 mil computadores: 100 mil destinados às escolas públicas selecionadas e 5 mil nos NTEs.
Algumas metas já foram atingidas e até superadas. Até este ano já foram capacitados cerca de 80 mil profissionais.
Vários projetos educacionais dos Governos foram fracassados por isso cabe pensarmos como o PROINFO terá sucesso.
As diretrizes do PROINFO pautam a avaliação permanente do Programa através da Secretaria de Avaliação e Informação Educacional do MEC – SEDAIE, que analisa os seguintes fatores:
· Repetência e evasão;
· Habilidades de leitura e escrita
· Compreensão de conceitos abstratos
· Facilidade na solução de problemas
· Utilização intensiva de informação de diversas fontes
· Desenvolvimento de habilidades para trabalho em equipe
· Implementação de educação personalizada
· Acesso à tecnologia por alunos de classes sócio-econômicas menos favorecidas
· Desenvolvimento profissional e valorização do professor.
Este Program em se trantando de TICs nas escolas é o que está mais próximo da realidade, principalmente das escolas públicas, e o que poderá ser realizado dentro dos seus objetivos é  a meta das próximas pesquisas.

Dizer que o Brasil é um país diversificado devido a sua formação ter recebido influências de várias culturas diferentes, pela sua imensidão cada região brasileira acaba por possuir culturas distintas. Esta diversidade social cultural e econômica, e consequentemente o fato da  integração da sociedade brasileira se tornar difícil e cada vez mais acentuada desigualdade, é bater na mesma tecla, e se não depende de cada um de nós educadores resolver o que parece um impasse, que então se faça o melhor com o que se pode fazer na educação  com a realidade e peculiaridade de cada região, de cada escola. Permanecer no âmbito das análises e críticas é deixar um tempo precioso passar sem ter feito nada.

Dessa forma a proposta de abordar o uso das TICs na educação será amplo e irrestrito com o propósito de abrir caminhos diversos para que a educação em qualquer canto deste país não fique tão marginalizada e alheia ao que há de mais moderno na pedagogia. E que cada escola, cada educador faça o que sempre fez: o melhor para seu aluno com os recursos de que dispõe, uma vez que o propósito deste espaço não é ser um espaço apenas político, mas um canal de alternativas para o sucesso da educação: educadores e educandos.


Sites Recomendados
Brasil Escola
brasilescola.com/computacao/sociedade-informacao-no-brasil-inclusao-digital-a.htm
Secretaria de Educação a Distância
Tudo em Foco
MEC-E-Proinfo – Tudo sobre MEC e Proinfo
EaD – Ensino Superior –Cursos e Faculdades com estudo á distância
MEC-E-PROINFO
EaD – SENASP
http://www.tudoemfoco.com.br/ead-senasp.html
EaD – UFMS
e outros sites relacionados

segunda-feira, 11 de julho de 2011

TICs - Tecnologia da Informação e Comunicação– principalmente nas escolas

 






As definições das TICs são diversas: “TICs podem ser definidas como tecnologias e instrumentos usados para compartilhar, distribuir e reunir informação, bem como para que as pessoas possam comunicar-se umas com as outras, individualmente ou em grupo, mediante o uso de computadores e redes de computadores interconectados”. (Vera Vieira – Rede Mulher de Educação) ou “as TICs funcionam interferindo na forma como as informações fluem nos meios físico, social e psíquico de um ambiente humano, abrangendo portanto o contexto dos equipamentos, eletrônicos, sonoro, visual, sensitivo e o contexto humano dos relacionamentos”. Ricardo Filipo- PSL-Empresas de Software Livre.


As Tecnologias da Informação e Comunicação - TICs correspondem a todas as tecnologias que interferem e medeiam os processos informacionais e comunicativos. Ainda, podem ser entendidas como um conjunto de recursos tecnológicos integrados entre si, que proporcionam, por meio das funções de hardware, software e telecomunicações, a automação e comunicação dos processos de negócios, da pesquisa científica e de ensino e aprendizagem.
Resumindo as TICs são tecnologias e métodos para comunicação e informação que além de agilizar e fazer com que estes conteúdos se tornem mais facilmente (fisicamente) manipuláveis, ocupando menos espaço físico, por meio da digitalização e da comunicação em redes (mediada ou não por computadores) para a captação, transmissão e distribuição em forma de texto, imagem estática, vídeo e som… com a finalidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas  podem ser agrupadas em três categorias:
- Tecnologias de informação utilizam computadores, que se tornaram indispensáveis nas sociedades modernas para processar dados e economizar tempo e esforço.
-As tecnologias de telecomunicações, que também incluem telefone (com fax) e transmissão de rádio e televisão, freqüentemente através de satélites.
- As redes de tecnologias, das quais a mais conhecida é a internet, também incluem a tecnologia de telefone celular, telefonia de voz sobre IP (VoIP), comunicação por satélite.
As TICs na sua função social são responsáveis pela construção da atual sociedade, convencionada aqui como a sociedade da informação, com um formato capitalista que permeia todos os setores da sociedade. Hoje, tudo pode ser expresso por meio digital: palavra, som, foto, música, filme... em que o computador é ferramenta essencial, não somente por ter mudado a vida das pessoas, mas por ter alterado a forma como a sociedade se organiza e se comunica, estabelecendo relações entre si e com o conhecimento.
Estamos vivendo a era digital, era em que a tecnologia se faz presente e necessária a vida de qualquer cidadão. Basta olhar em volta, por toda parte ela está lá: ao assistir à televisão, falar ao telefone, ao passar num caixa de supermercado, ao acessar a Internet, utilizar um terminal bancário, verificar multas de trânsito, fazer o imposto de renda, agendar consulta para contar o tempo de serviço no INSS, trocar mensagens com o outro lado do planeta, pesquisar, estudar, etc..


A Sociedade da Informação no Brasil, sociedade em que a desigualdade social é acentuada, encontra-se em processo de formação e expansão, o mercado de trabalho formal e informal exige que o trabalhador tenha o mínimo de conhecimento na área da informática, caso contrário o desemprego tende a ser maior, já que única máquina pode substituir muitos trabalhadores, daí a necessidade do domínio dos conhecimentos das TICs.
Na verdade a inclusão digital, no Brasil, é que ainda está restrita ás classes sociais que podem ter e fazer uso de da tecnologia digital, inclusive porque necessitam acessar informações como multas de trânsito, contas e pagamentos bancários entre outros. Mas, há ainda as classes sociais que não necessitam desses serviços digitais, mas são obrigados a ter um endereço eletrônico, porque todos os serviços públicos foram informatizados, e mesmo sem ter condições de ter um computador e uma rede de internet e saber fazer uso das TICs, na maioria dos casos, são obrigados á pagar por esses serviços ou fazer uso de lan-houses.
O Brasil tem discutido de várias formas a inclusão digital. Uma prova deste fato, além da criação do portal de inclusão digital pelo Governo Federal e dos vários projetos desenvolvidos por Governos estaduais e municipais.
Dentre as estratégias que o Governo vem adotando, estão os projetos e as ações que facilitam o acesso de pessoas de baixa renda às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).
Mas será que a inclusão tem sido feita de forma correta?
Cabe afirmar que incluir digitalmente não é apenas ensinar uma pessoa a usar um computador para acessar a Internet, pesquisar ou elaborar um texto. Mas também, ensinar como melhorar os quadros sociais, utilizando-se dos recursos que um computador oferece permitindo a melhoria de vida, a qualificação profissional entre outros benefícios que a tecnologia traz.
O Ministério da Educação já deu os primeiros passos no sentido de levas as TICs para os processos educativos no Brasil. Sabe se que o Brasil é o país das diversidades sociais e culturais em que o distanciamento das camadas sociais populares representa a maioria da população, tornado o processo da inclusão digital bem mais complexo.
Um dos primeiros passos do MEC foi através da Secretaria de Educação a Distância – SEED – foi oficialmente criada pelo Decreto nº 1.917, de 27 de maio de 1996. Entre as suas primeiras ações, nesse mesmo ano, estão a estreia do canal TV Escola e a apresentação do documento-base do “programa Informática na Educação”, na III Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Educação (CONSED). E após uma série de encontros realizados pelo País para discutir suas diretrizes iniciais, foi lançado oficialmente, em 1997, o Proinfo – Programa Nacional de Informática na Educação –, cujo objetivo é a instalação de laboratórios de computadores para as escolas públicas urbanas e rurais de ensino básico de todo o Brasil.
Dessa forma, o Ministério da Educação, por meio da SEED, atua como um agente de inovação tecnológica nos processos de ensino e aprendizagem, fomentando a incorporação das tecnologias de informação e comunicação (TICs) e das técnicas de educação à distância aos métodos didático-pedagógicos. Além disso, promove a pesquisa e o desenvolvimento voltados para a introdução de novos conceitos e práticas nas escolas públicas brasileiras

Na busca de soluções a essas questões, a UNESCO coopera com o governo brasileiro na promoção de ações de disseminação de TICs nas escolas com o objetivo de melhorar a qualidade do processo ensino-aprendizagem, entendendo que o letramento digital é uma decorrência natural da utilização frequente dessas tecnologias. O Ministério da Educação tem viabilizado a meta de universalizar os laboratórios de informática em todas as escolas públicas, incluindo as rurais. A UNESCO também coopera com o Programa TV Escola, para explorar a convergência das mídias digitais na ampliação da interatividade dos conteúdos televisivos utilizados no ensino presencial e a distância.


 
A UNESCO no Brasil conta com a permanente parceria das Cátedras UNESCO em Educação a Distância em várias universidades brasileiras, que utilizam as TICs para promover a democratização do acesso ao conhecimento no país.
Em 4 de agosto de 2009, a UNESCO no Brasil e seus parceiros lançaram no país o projeto internacional “
Padrões de Competência em TICs para Professores”, por meio das versões em português das brochuras sobre a proposta do projeto. O projeto tem o objetivo de fornecer diretrizes sobre como melhorar as capacidades dos professores nas práticas de ensino por meio de TICs. Autoridades, especialistas e tomadores de decisão analisam a viabilidade da implementação das diretrizes deste projeto adaptadas à realidade brasileira. 
O Impacto da Pedagogia Moderna a partir da pesquisa deste contexto em que se encontra a inclusão digital no Brasil, principalmente, como as TICs estão sendo usadas na Educação, nas escolas, pretende abrir uma série de pesquisas, sobre a importância, de como  usar de maneira muito mais otimizada, em todo seu potencial, neste momento em que a maioria das escolas públicas já possuem seus laboratórios de informática… e não só do uso dos laboratórios, mas de toda a diversidade tecnológica que podem ser usada em sala de aula  não como um instrumento de auxílio ao processo educativo, mas incorporar ao projeto pedagógico introduzir as tecnologias nas práticas de sala de aula, como ferramentas pedagógicas, enfim  uma série de outros desafios… 


 
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 Referências:

BORGES, Márciade Freitas Vieira. Diálogos com o futuro e respostas ao presente: políticas públicas para utilização da informática no contexto escolar. In: Workshop sobre Informática na Escola, 2008, Belém-do-Pará. Anais do Workshop sobre Informática na Escola,2008. Disponível em: http://www.prodepa.gov.br/sbc2008/anais/pdf/arq0138.pdf. Acesso em: setembro de 2008.

BORGES, Maria Alice Guimarães. A compreensão da sociedade da informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 3, p. 25-32, set./dez. 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n3/a03v29n3.pdf. Acesso em: agosto de 2008.
BRASIL. “Inclusão Digital”. http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/Governo Federal. Acesso em: agosto de 2008.
_______________. Ministério da Ciência e Tecnologia. Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia. Livro Branco: ciência, tecnologia e inovação. Brasília: MCT, 2002.
_______________. Ministério da Educação e do Desporto (MEC)/ Secretaria de Educação à Distância (SEED).Diretrizes do programa nacional de informática na educação (PROINFO). Brasília, DF, 1997.17 p.
_______________Programa Nacional de Informática na Educação. Brasília, Ministério da Educação, Secretaria de Educação a distância, 1997. Disponível em: http://www.proinfo.mec.gov.br. Acesso em: julho de 2008.
_______________Decreto nº 5.296 de 2 de dezembro de 2004.http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/_Ato2004-2006/2004/Decreto/D5296.htm. Acesso em: julho de 2008.Regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Disponível em:
BRENDLER, Adriana; CRAIDE, Sabrina. Parceria levará internet banda larga a 56 mil escolas públicas até 2010. Agência Brasil, Brasília, 8 de abril de 2008. Disponível em : http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/04/07/materia.2008-04-07.3055799025/view. Acesso em: junho de 2008.

Sites consultados


TICs na Educação do Brasi


http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/communication-and-information/ict-in-education/

l


]Rodiney Marcelo
Colunista Brasil Escola - As Tic’s no contexto da ead: limites e possibilidades=
http://www.brasilescola.com/educacao/as-tics-no-contexto-ead-limites-possibilidades.htm

educação, ciência e tecnologia
http://www.ipv.pt/millenium/Millenium32/16.pdf



terça-feira, 5 de julho de 2011

Sugestão para trabalhar a autoestima–a Criança e a Aprendizagem


 
“A Autoestima, a Criança e a Aprendizagem”
]
"A opinião que o indivíduo tem de si mesmo está
ligada ao seu desenvolvimento e aprendizagem. O autoconceito se desenvolve desde muito cedo na relação da criança consigo mesma e com os outros. No trabalho de autoestima com o aluno, o relaxamento e a automassagem são fundamentais, para que o princípio do "se sentir bem consigo  mesmo", aconteça.. "
 
 
Este é um dos atendimentos da Equipe de Apoio a Aprendizagem - SEAA -
Alunos que apresentam baixo rendimento escolar, repetências, defasagem de conteúdos, problemas emocionais, comportamentos inadequados (agressividade ou apatia), inadaptação á escola, e/ou á turma... situações de dificuldades refletindo em baixo rendimento escolar.



  
- Encaminhados pelo professor ou por solicitação da família ou do serviço médico.
-Com o acompanhamento do professor e participação da família.

Caso as dificuldades apresentadas em sala de aula estiverem ligadas apenas á baixa autoestima, vai haver uma diferença significativa. Se, porém, o problema persistir, as oficinas de autoestima atuam, também, como instrumento de investigação psicopedagógica sugerindo uma investigação completa da história de vida do aluno.

Julia Virginia de Moura - Pedagoga


“Projeto Resgatando a Autoestima – a Criança e a Aprendizagem"









Justificativa

A importância das relações interpessoais, da integração dos grupos, descoberta do seu próprio fazer, autovalorização, da autoestima, e o quanto tudo isso influencia na capacidade do ser humano de aprender, principalmente no período escolar, estas oficinas se destinam aos alunos que estão sendo encaminhados á Equipe de Apoio Pedagógico com queixas de agressividade ou apatia, repetências, defasagem, dificuldades acentuadas de aprendizagem, resultando em suspeitas de ANEEs.

Partilhar momentos de reflexões e encontrar soluções possíveis para situações de conflitos da vida diária, em sala de aula, na família, na comunidade, que possam estar refletindo em seus processos de aprendizagem e comportamentos inadequados.

Alunos provenientes de famílias desestruturadas em que os conflitos emocionais, sentimentos depressivos, gerados através de 
vários fatores como: separação dos pais e novo casamento, negligência, ou abuso sexual, criança enlutada por morte, natural ou violenta, de alguém querido, situações que tem o caráter de perda.
Tais comportamentos podem mascarar a realidade, como uma dificuldade de aprendizagem acentuada, aluno com necessidades educacionais especiais, um transtorno funcional (hiperatividade, dislexia, disgrafia... entre outros). Em todos os casos há uma queda na autoestima.

Dessa forma uma série de Oficinas de Autoestima vai dar um norte para cada um e uma melhora na qualidade de vida da criança.
Se persistirem em situações de dificuldades, observadas no inicio pelo professor, estas oficinas passam a um ser instrumento de investigação psicopedagógica, com acompanhamento da família, do professor e um parecer médico, caso seja necessário, para adequar o atendimento educacional destes alunos de acordo com suas necessidades.

Objetivo Geral

Trabalhar a afetividade, socialização, relações emocionais e os aspectos psicomotores, de uma maneira lúdica, visando resgatar autoestima e despertar o interesse do educando em aprender e proporcionar condições para que todos os alunos sejam capazes de possuir autonomia, independência frente ao conhecimento construído socialmente, em sala de aula, e seu sucesso no seu processo de letramento.


Objetivos Específicos

A partir das observações e informações dos professores, foi definido o seguinte objetivo para a realização destas oficinas de autoestima: oportunizar ao aluno atividades que possibilitem o conhecimento de si mesmo e dos demais participantes do grupo, a fim de elevar sua autoestima, para que desenvolva um convívio melhor , aprendizagem dentro de atividades de inclusão social, melhorando suas relações com o mundo, a família, a escola, a comunidade e consigo mesmo.

Público Alvo

Alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental que se encontram em situação de dificuldades de aprendizagem e/ou disciplina.Turmas de alunos, no máximo, 12 (doze) alunos.

Metodologia

As Oficinas serão desenvolvidas com base em dinâmicas de trabalho na Sala de Oficinas Pedagógicas/Equipe de Apoio á Aprendizagem, pela pedagoga, semanalmente, sob a responsabilidade da Equipe de Apoio á aprendizagem.
-O aluno, em um momento apropriado será "escutado” (sobre seu desempenho na sala de aula, o motivo pelo qual vai participar das Oficinas, e no final fará uma autoavaliação.
- Deverá participar de atividades de Relaxamento, Auto Massagem e Sensibilização.
-Ler e interpretar textos (textos reflexivos, músicas, poesias, contos, histórias...), alunos de 3º Ano, 3ª e 4ª Série/ 4º e 5º Ano.
- Interpretar gravuras músicas, poesias e contos oralmente (alunos de 1ºe 2ºAnos e 2ª Série.
* De acordo com a capacidade de cada um dos participantes que se constituirão, muitas vezes de séries/anos diferente.
-Participar de dinâmicas de grupos
-Participar de atividades psicomotoras de recreação...
-Valorizar a afetividade e as regras de convivências;

Duração

Dois encontros semanais, no horário contrario ao horário de aula. Cada Oficina terá a duração de 1 hora divida em três tempos: 20 minutos: Auto massagem - Dinâmica- Sensibilização - 20 minutos: Explosão de Ideias - 20 minutos - Atividades pedagógicas, oralidade, expressão corporal, expressão artística produção/interpretação de gravuras, textos e dramatizações (de acordo com a dinâmica aplicada). Encerramento com uma mensagem e uma lembrancinha.

Cronograma

O Projeto Oficinas Pedagógicas Grupos de Vivência e Autoestima será executado no decorrer do ano letivo.

Avaliação

A avaliação será qualitativa e processual á cada bimestre, junto com o professor e o aluno também fará periodicamente uma autoavaliação.

Automassagem e seus efeitos, como realizar nas oficinas de autoestima


A massagem relaxante é realizada aplicando movimentos firmes e suaves sobre os tecidos do corpo proporcionando relaxamento muscular, melhoria da circulação sanguínea, alívio das tensões no pescoço e ombros entre outros benefícios.
O movimento da massagem relaxante proporciona benefícios físicos e psicológicos, aliviando o estresse, dores musculares, diminuição da ansiedade, irritabilidade, aumenta a flexibilidade, elasticidade.
É feita no corpo todo e pode ser aplicada em homens, em mulheres, e crianças em situação de stress. 



Posições que podem ser usadas na automassagem


                                        
                                                                              
  A massagem relaxante é uma técnica para eliminar o stress e a dor física, desfrutar de uma sensação de bem-estar e relaxamento e até mesmo dissolver as preocupações e melhorar o humor.
Foi cientificamente provado que o corpo faz contato com algumas alterações, tanto físicas como psicológicas. isto permite que libere os hormônios que criam uma sensação de bem-estar e felicidade. O contato, ou toque, transmite ao sistema nervoso impulsos que permitem afrouxar os nervos e dissolver os nódulos de tensão.
A massagem trabalha na pessoa com profundidade e modifica o estado físico e mental. Se repetidas, podemos dizer que é curativa. 
Quando estamos trabalhando com crianças em situações de stress, temos efeitos significativos como: relaxamento, bem estar e elevação da autoestima, uma vez que além dos efeitos terapêuticos, a criança está sendo trabalhada no seu esquema corporal (localização espacial) motricidade, e inclusão social.





-Automassagem – em Oficinas de Autoestima








Introdução

“Sentados em círculo “olhinhos fechados”,” respirando pelo nariz soltando lentamente e devagarzinho pela boca... " vamos aquecer as mãos , esfregando uma na outra, fechar mãozinhas em concha e colocar várias vezes em determinados pontos do corpo.
Cada um fazer vai em si mesmo, por isso chama -se  automassagem.

Passo a passo

1-música bem suave, relaxante (de fundo);












3-colocar as mãozinhas no local que vou indicando, fazendo a respiração por três vezes em cada local: na cabeça, nos ouvidos, na garganta, nas costas... abaixo do peito, no rosto, no coração.
Estes são alguns pontos de tensão muscular e sede das emoções . 

Sempre no início de todas as oficinas realizar o relaxamento e automassagem.












1ª OFICINA - Acolhimento -

Um lanche e uma conversa informal explicando o que vamos fazer nos nossos encontros, a rotina das oficinas: automassagem, dinâmica, e expressão oral ou artística.
Falar sobre os vínculos do grupo: “somos um grupo de amigos que vamos fazer uma série de atividades, jogos, brincadeiras e principalmente, estamos aqui pra sermos amigos e "ouvir um ao outro". aqui não é a sala do castigo... é a sala do bate-papo. hoje as pessoas não querem escutar umas ás outras, ninguém quer ouvir o outro, e as crianças então... não são ouvidas. Aqui é o espaço da “escuta”.
-falar sobre a automassagem, o relaxamento, que faz a gente se sentir bem...



Roteiro de uma Oficina de Autoestima

1- Ambiente acolhedor musica suave, e balas com mensagens de motivação, para o final.
2_ Auto Massagem - Relaxamento - Respiração
3 - Aplicar uma dinâmica, ler um conto de fadas(por exemplo) que fala muito de sentimentos, para estimular a criança a falar como se sente. E nos outros encontros dinâmicas de autovalorização.
4_ Explosão de Ideias - quando as crianças falam de seus sentimentos, dificuldades emocionais, através da escrita, ou escolha de gravuras, os participantes são convidados a "dar ideias" sobre como o colega que vai lidar com aquela situação...
O efeito das ideias colocadas pelos seus pelos pares tem mais efeito (poderá haver provocação ou intervenção “espontânea” da articuladora, que também é uma participante).

5- Atividades
- Expressão dos sentimentos através da ESCRITA ou do DESENHO. 
Exposição no mural.

6- Finalização –

Reafirmando a confiança da criança no grupo e na coordenadora da Oficina “a gente, aqui, não chama pai, mãe, professora... somos amigos, estamos aqui, para um escutar o outro, e tudo que for dito aqui fica entre a gente."
Entrega de balas ou doces com uma mensagem.


                               MODELO DE OFICINA DE AUTOESTIMA
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OFICINA “COMO ESTOU ME SENTINDO”

Usar Carinhas que sentimentos diversos, positivos e negativos:




COM MEDO

               
CHATEADO
                                                                                                                                                                                                                                                
TRANQUILA(o)
   
TRISTE

PREOCUPADO
                                                                                        
FELIZ
                                                     ...

e pedir que cada participante  escreva seu nome (numa ficha) e cole embaixo da carinha com a qual ele identifica a forma como está se sentindo hoje.



      


Em seguida, "Quem Que Falar Sobre o que está acontecendo que faz com que e se sinta dessa forma (a escolhida pelo aluno)”?
A dinâmica da dinâmica - Neste momento em que há uma “Explosão de Ideias"
Participantes vão apontar possíveis soluções, que se forem corretas serão reforçadas pela articuladora.
E, finalizando, uma bala e uma mensagem afetiva de otimismo são distribuídas.

*Usar em outras oficinas dinâmicas de autoestima e interação social, e sempre voltar á Oficina "Como estou me Sentindo Hoje" - pois quando o aluno fala, e ouve os seus pares - parte de seus conflitos emocionais minimizam e os reflexos apresentam-se na sala de aula, na sua aprendizagem e comportamento.

Júlia Virginia de Moura