“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


domingo, 29 de maio de 2011

Feira para Jovens Cientistas no Distrito Federal - FEBRATEC /2011






A FEBRATEC – Feira Brasiliense de Tecnologia e Ciências é um projeto de execução pedagógica, que está sendo progredido pelo colégio CEMI, a associação APAM do CEMI, como o apoio SEDF e CNPq neste ano de 2011, para adotar como prática pedagógica a pesquisa cientifica e tecnológica, com o objetivo de oportunizar a divulgação de pesquisas cientificas e tecnológicas.
O evento não pretende que sejam apresentados projetos grandiosos, construções excepcionais, senão estimular o emprego do método científico, o exercício da criatividade e o desenvolvimento da iniciativa, da responsabilidade, da expressão oral e escrita. Queremos ver o estudante lendo, analisando, trabalhando em grupo, e tirando as suas próprias conclusões.
O foco de interesse desta FEIRA é o pesquisador, ou seja, a sua organização, a sua capacidade em utilizar conceitos e selecionar materiais, as ferramentas e componentes que possibilitem descobrir novos enfoques e aplicações.
Para avaliar o resultado desse trabalho, há o processo de avaliação, cuja forma de premiação resulta, principalmente, na possível participação em outras feiras e bolsas de iniciação cientifica Junior oferecido pelo CNPq. O evento tende a proporciona a integração de interdisciplinaridade entre diversos meios, tais como: instituições de ensino, de pesquisa, do meio empresarial e de profissionais liberais, possi
bilitando o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias.

INCRIÇÕES: 01/06 a 08/07/2011

Para participar deste evento, entre no site e
-preencher os formulários disponíveis;
-enviar um relátório sintético no ato da inscrição;
-apresentar o relatório geral, diário de bordo e banner no dia 06/out
maiores informações:
http://www.febratec.org.br/portal/index.php



terça-feira, 24 de maio de 2011

Até onde a Lei 11.738 do Piso Salarial atingiu seus objetivos?

Até que ponto o piso salarial, fixado em 1.187 reais para uma jornada de 40 horas beneficiando 800 mil professores em todo o Brasil, de acordo com o Ministério da Educação, pode influenciar em melhores índices de desenvolvimento da Educação?

Um dos fatores dos baixos índices que o Brasil alcança nas avaliações em relação á outros países do mundo, como OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico),  e os países do MERCOSUL é o salário do professor. Agora os educadores brasileiros tem um piso salarial, com um índice de reajuste de 15,9%, valor que supera a inflação do ano passado que alcançou 5,9%. Representa um grande avanço em direção ao respeito ao trabalho dos educadores, que em toda a história da educação no Brasil, nunca obteve dos investimentos governamentais a atenção merecida.

O MEC ao estimar que 40% da categoria dos educadores brasileiros serão beneficiados pela lei do piso salarial, cujos salários anteriores recebiam menos que o valor-base, coloca a questão sob um ponto de vista positivo, mas quando se compara com outras profissões que exigem o mesmo nível de formação, no setor público, com melhores condições de trabalho, fica claro que o piso foi positivo, mas que os salários médios dos professores ainda ficaram abaixo, inclusive levando em consideração que a responsabilidade destes trabalhadores, na função de ensinar,  em relação á outras  similares, é incomparavelmente maior no setor público.
Uma profissão que envolve uma responsabilidade maior, formação e condições ideais de ser exercida, deve ser atendida nesses requisitos e na questão salarial, sem a menor dúvida.
As condições precárias de trabalho assim como a formação, vista por muitos como deficiente, ainda são um grande entrave para preencher a lacuna que se abriu na carreira docente, quando a demanda de alunos assumiu uma proporção maior que os investimentos governamentais.
Clicar na  imagem para conferir dados Pnad/IBG

A categoria não está satisfeita com os salários, mesmo após a Lei do Piso Salarial, Lei 11.738, e luta por um avanço maior nos salários e nas condições de trabalho.
È uma luta justa do educadores que assumiram esta profissão e não pretendem migrar para outras áreas do setor público ou privado, mas antes desta luta, há que haver outras em relação ao cumprimento da Lei 11.738, que, de acordo com várias denúncias não está sendo cumprida por vários municípios. Vários estados como o Ceará, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, levaram a questão da constitucionalidade da Lei, ao Supremo Tribunal Federal.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) está atento ás especificações da Lei, que deixaram dúvidas sobre o salário, que não está bem clara em relação ao valor estabelecido sendo como vencimento básico, sem as gratificações, ou se trata da remuneração mínima, incluindo as gratificações.

O que é melhor para o professor? Um piso sem as gratificações, pois é do conhecimento de todos que as gratificações, são artifícios, sujeitos a serem excluídos, desde que não estejam incorporados ao vencimento. Janelas que se fecham, por exemplo, nas aposentadorias, e que constituem, na verdade, os pseudos ganhos dos movimentos da categoria por melhores salários, que não se incorporam ao vencimento, que é intocável.
Segundo a análise da CNTE, da forma que os professores reconhecem como ideal, apenas os estados do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo estariam dentro da Lei.

É preciso que a categoria busque assegurar o cumprimento da Lei e que não parem por aí, pois somente um salário melhor, não vai levar os educadores a exercer bem sua profissão. Somente o conjunto: jornada de trabalho adequada, formação, a condições da escola e salários dignos é que traduzem uma educação de qualidade.

Referências:
www.abr.io/campanha,
Educação Pública de Qualidade: Quanto Custa Esse  Direito?
www.abri.io/salário
A Remuneração do Professor é Baixa ou Alta?
www.novaescola.org.br






http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=149637&id_secao=1

Piso salarial dos professores: STF julga ação


 


domingo, 22 de maio de 2011

Por que o Ensino Médio está perdendo seus alunos?

O Ensino Médio está perdendo seus alunos? 


Pesquisadores em busca de um diagnóstico para as causas da evasão no Ensino Médio, no Brasil, chegaram à conclusão de que o saldo de baixa competência, defasagem idade/série levando os alunos á evasão, é o resultado de vários fatores tais como: condição socioeconômica, nível cultural familiar, gravidez precoce e a defasagem idade/série. 



As estatísticas (Pnad - ) mostram que de cada 100 (cem) alunos que ingressam no Ensino Médio, logo no primeiro ano, uma média de 30 (trinta) alunos abandonarão a escola. Estes alunos, pelos históricos escolares, se agruparam e formam um perfil: a maioria pertence ao sexo masculino; dois ou mais anos de repetência; vindos de famílias com pouca escolaridade, sendo que o fator preponderante que leva á evasão, é o atraso escolar.
 
Sabe-se que a defasagem idade/série resulta da ausência de domínio de conteúdos das séries anteriores á cursada, da mesma forma que a impossibilidade de permanecer no Ensino médio tem sua causa na qualidade do desempenho escolar anterior, o Ensino Fundamental.
No entanto a crise do Ensino Médio não se resume no fato de uma grande porcentagem de alunos ingressarem com uma história de baixo rendimento no Ensino Fundamental, mas, também, está na própria estrutura do Ensino Médio, que de acordo com a expressão usada por Mozart Neves Ramos, Conselheiro Nacional de Educação, “para manter esses alunos, o Ensino Médio  precisa “se reinventar”, como adotar o uso de tecnologia, da informática, recursos áudio visuais...” 

Nestas pesquisas, alunos que abandonaram a escola foram entrevistados e apontaram os mesmos fatores indicadores da evasão e acrescentaram duas razões primordiais para eles, sob o ponto de vista pessoal: a dificuldade de acompanhar as disciplinas e a falta de aulas mais práticas com conteúdos significativos



Os alunos alegam não entender a utilidade do excesso de conteúdos curriculares para suas necessidades cotidianas e, se estes conteúdos são importantes, os professores precisam demonstrar á eles. Sentem a necessidade de disciplinas direcionadas á qualificação profissional e pessoal, com parcerias entre instituições como o SESC, SENAI e empresas; de inovações como laboratórios de ciências, de informática, uso da internet, o uso de recursos áudio visuais, bibliotecas informatizadas, atividades esportivas competitivas, e até mesmo, um auxílio de renda, como já acontece no Ensino Fundamental. 

 Neste momento ficou evidente que ouvir o aluno é tão importante quanto o aluno ouvir o professor. Um espaço de diálogo entre a Escola e o aluno, onde as ideias possam ser discutidas,  e de onde pode surgir um denominador comum, que com certeza é bom para a escola, bom para o aluno e bom para a sociedade. 

Em resumo, se obtem como  resultado desta pesquisa: _ o aluno que vem de um Ensino Fundamental ruim; _ a necessidade de abandonar a escola para trabalhar; _a falta de atratividade do Ensino Médio para o aluno. Para que haja uma solução, de fato, é preciso haver um enfrentamento em conjunto. “Não basta que a escola seja atrativa e que o aluno a valorize se ele não consegue aprender o que o professor ensina, ou precise trabalhar pelo próprio sustento ou da família.”(M.Soares, 2009) 

Numa abordagem ao principal indicador da evasão no Ensino Médio, o impacto do baixo nível de aprendizagem durante o Ensino Fundamental, em que as repetências, a defasagem que vai se acumulando, causando uma baixa autoestima, o desinteresse e por fim a desistência da escola, exige um enfrentamento da escola aliada á família no sentido de ajudar e acompanhar estes alunos, com dificuldade de aprendizagem, tanto dentro de sala de aula, como em casa. A defasagem idade/série significa que há uma diferença cognitiva e emocional de grande proporção que agrava cada vez mais o atraso do aluno.
Esse fator impacta de tal forma que o aluno que consegue ingressar no Ensino Médio, que tendo dificuldade de acompanhar os conteúdos das disciplinas tende a migrar para o supletivo e deste para a evasão é o próximo passo. 

Aulas de reforço, atividades extraclasse, projetos interventivos, atividades pedagógicas significativas, trabalho de autoestima, uso de tecnologias como a internet, vídeos... com funções pedagógicas, são algumas ferramentas que podem ser usadas como estratégias para resgatar a defasagem e evitar a repetência. 

A necessidade do aluno abandonar a escola para ingressar no mercado de trabalho nem sempre constitui uma necessidade real. E este fato acaba desencadeando uma mão de obra desqualificada. Uma conscientização por parte da escola aos jovens sobre a importância financeira de quem vai mais além na escola, com exemplos reais de pessoas do mesmo nível social que tiveram melhores condições de trabalho e salários, por terem concluído o Ensino Médio e até por terem chegado á Universidade; através de estatísticas, como as elaboradas pela Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD), mostrando que estudar hoje, muda o futuro prá melhor. 

Diante desta análise conclue-se, que é preciso conhecer a realidade brasileira, as desigualdades sociais que influenciam a problemática da educação, para planejar e traçar estratégias para aproximar as famílias dos alunos á escola, com fins de melhorar o desempenho dos estudantes  e acompanhar os resultados. A escola por sua vez mais comprometida com os resultados e com mais autonomia em suas estratégias contando com recursos técnicos, formativos...  
Enfim, o conhecimento da realidade é que vai gerar as transformações necessárias para mudar de forma mais efetiva o quadro da evasão escolar.

Referências:
http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/01/defasagem-idade-serie-atinge-metade-dos-alunos-provoca-abandono-situacao-no-ensino-medio-pior-924359691.asp
http://www.infoescola.com/educacao/evasao-escolar/
http://educarparacrescer.abril.com.br/
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/17/brasil-tem-maior-taxa-de-abandono-escolar-do-mercosul.jhtm

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Aluno distraído, dificuldades para entender, audição normal? Pode ser DEPAC x Dificuldades de Aprendizagem


Aluno distraído, dificuldades para entender, audição normal? Pode ser  DEPAC x Dificuldades de Aprendizagem

 Se um aluno que apresenta um dificuldades de entender, não apresenta participatividade em sala de aula, quando questionado ou chamado atenção aparenta não ter ouvido, mas apresenta um exame de audição normal, é preciso ficar  mais atento com este aluno, pois ele pode ter uma “DISFUNÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITVO CENTRAL – DEPAC”.

Alguns alunos  com esse comportamento, que  resultando  em dificuldades de aprendizagem, preocupam os professores. Os pais pensam ter um filho que não tem vontade de aprender, desinteressado e preguiçoso, desde que nenhum exame detectou uma falha na  audição.


O DEPAC, uma disfunção do processamento auditivo, consiste numa dificuldade em lidar com as informações que chegam pela audição. O indivíduo detecta os sons normalmente, que pode ser avaliado pela audiometria tonal liminar, no entanto, há dificuldades em atribuir significado ao conjunto de sons detectados. Essa medida das habilidades auditivas na análise e interpretação dos sons é realizada por avaliações auditivas comportamentais, e o DEPAC indica a dificuldade em analisar e/ou interpretar sons.





Como os pais e  os professores podem ajudar?



- Fale pausadamente, articulando bem;

-Fale alto, mas não grite;

-Fale uma coisa de cada vez;

-Repita uma ordem, várias vezes;

-Use frases curtas;

-Quando a criança fizer uma pergunta, sempre dê uma resposta;

Adicione informações á fala da criança, para que ela possa aprender novas palavras;

-No início diminua os barulhos da casa (desligar o rádio e televisão) ou da sala de aula (pedir silêncio), quando estiver falando com as crianças;

-Antes de começar a falar , chame a criança pelo nome, olhe ou toque a criança e garanta que ela esteja  a olhar par si;

-É importante ter um tempo para a criança, diariamente, pelo menos 15 minutos, para contar histórias, cantar músicas, descrever as atividades do dia-a-dia;

-Procure não rotular a criança de desinteressada, preguiçosa, desinteressada e tagarela,..., mas sim compreender que a criança com DEPAC cansa mais facilmente que as outras , de prestar a devida atenção, perde pistas acústicas do sinal  da fala e como isto deixa de entender o que lhe está ensinando, o mais importante: a criança que tem DEPAC não tem problema cognitivo ou emocional, para aprender, apenas perdeu a informação que foi dada via sentido de audição.







DPAC (Distúrbio do Processamento Auditivo Central
                                            X
TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM




Para conseguirmos ouvir necessitamos da integridade de todas as estruturas do no sistema auditivo. As estruturas envolvidas no processo da audição são didaticamente divididas em três grupos, o ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno

1- O ouvido externo é composto pelo pavilhão auricular e o canal auditivo

2- O ouvido médio é formado pela membrana timpânica e, a cadeia ossicular ( martelo, bigorna e estribo)

3- O ouvido interno é composto pela cóclea e os canais semicirculares.

Como ouvimos os sons? O pavilhão auricular é responsável por captar os sons provenientes do ambiente, que são conduzidos pelo canal auditivo até chegar à membrana timpânica. O tímpano recebe então esta vibração vinda das ondas sonoras e, a transmite aos ossículos, movendo o martelo que faz vibrar a bigorna e por sua vez vibra o estribo. O estribo está anatomicamente ligado à cóclea pela janela oval (pequeno orifício), que lhe transmite o sinal elétrico. A cóclea está conectada ao nervo vestíbulo-coclear, VIII par craniano, que envia a este o impulso nervoso. O impulso nervoso é conduzido ao centro de audição do córtex cerebral, que é responsável por interpretar estes sinais nervosos.

O que é Processamento Auditivo Central (PAC)? “Processamento auditivo se refere aos processos envolvidos na detecção, na análise e na interpretação de eventos sonoros. Estes processos acontecem no sistema auditivo periférico e no sistema auditivo central. É desenvolvido nos primeiros anos de vida, portanto é a partir da experienciação do mundo sonoro que aprendemos a ouvir.” É o processo de decodificação das ondas sonoras desde a orelha externa até o córtex cerebral, ou seja, a capacidade de analisar, associar e interpretar as informações sonoras que nos chegam pelo sentido da audição. Quais são as habilidades auditivas centrais testadas?Como ainda não conseguimos identificar com detalhes como o sistema auditivo realiza o processamento auditivo, identificamos algumas habilidades que devem ser testadas:


Atenção seletiva: é a capacidade de selecionar estímulos, é avaliado através de estímulos verbais de escrita dicótica.
Detecção do som: é a capacidade de perceber, identificar a presença de um som, é avaliado através de audiometria, discriminação vocal, timpanometria e pesquisa de reflexo.
Sensação sonora: é quando um estímulo é recebido pelo sentido da audição, é quando o indivíduo tem a sensação se o som é alto ou baixo, forte ou fraco, longo ou curto.
Discriminação: é o processo de detectar diferenças entre os estímulos sonoros.
Localização: é saber local da origem do som, é avaliado através da localização sonora em cinco direções.
Reconhecimento: requer aprendizado, é avaliado através de logoaudiometria pediátrica, para o reconhecimento de frases na presença de mensagem.
Compreensão: dar significado ao som escutado.
Memória: arquivar informações e recuperá-las quando houver necessidade, é avaliado através de memória seqüencial para sons verbais (pa, ta, Ca) e não verbais (guizo, coco, sino, agogô).

DPAC X TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM

O que é um distúrbio do processamento Auditivo Central (DPAC)? “É uma falha no desenvolvimento das habilidades perceptivas auditivas”; mesmo com audição normal, é totalmente diferente de perda auditiva. Em geral encontra-se associado a dificuldades de aprendizagem. Crianças portadoras de distúrbio de aprendizagem tem dificuldades em vários aspectos do processamento auditivo lingüístico e apresentam falhas cognitivas .É possível que comprometimentos lingüísticos ou cognitivos possam ser resultantes de problemas perceptuais.

Sintomas do Distúrbio do processamento Central Auditivo (DPAC):


- Apresenta dificuldade em manter atenção aos sons;
- Dificuldade em escutar em ambientes ruidosos;
- Dificuldade na aprendizagem da leitura e escrita;
- Dificuldade em compreender o que lê;
- Necessidade de ser chamado várias vezes ("parece" não escutar);
- Não entende o que foi dito;
- Solicita com freqüência a repetição das informações: Ah? O quê? Pode repetir?
- Dificuldade em entender expressões com duplo sentido ou piadas ou idéias abstratas;
- Dificuldade ao dar um recado ou contar uma história;
- Problemas de memória para nomes, datas, números...
- Dificuldade em acompanhar uma conversa, aula ou palestra com outras pessoas falando ao mesmo tempo;
- Problemas de fala (troca /L/R/S/E/CH/), principalmente os sons /R/ e /L;
- Alterações de pronúncia;
- Dificuldade em localizar a origem dos sons.
- Dificuldades com o significado das palavras;
- Inversões de letras;
- Dificuldade em associar letras do alfabeto com seus respectivos sons;
- Rendimento escolar Inferior em leitura, gramática, ortografia, matemática;
- Dificuldade em aprender uma língua estrangeira.

O que pode causar o DPAC?


- Genética, um grande número de casos é hereditário, pais e filhos apresentam características semelhantes;
- Otites freqüentes durante os 3 (três) primeiros anos de vida (Processos alérgicos respiratórios, tais como sinusites, rinites e até mesmo refluxo gastro-faríngeo estão comumente associados);
- Permanência em UTI - Neonatal por mais de 48 horas;
- Experiências auditivas insuficientes durante a 1ª infância.

Os sintomas comportamentais de crianças encaminhadas para a avaliação do PAC:


- Crianças com alteração de comportamento, de atenção e dificuldades auditivas não orgânicas.
- Crianças com suspeita de distúrbio de aprendizagem, cuja queixa é apresentada pelos pais ou professores.
- Crianças encaminhadas por apresentarem distúrbio de comportamento social.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 CIASCA, S. M. (org.) Distúrbios de aprendizagem: proposta de avaliação interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003, 220p.

2 MÖOJEN, S. M. P. Caracterizando os Transtornos de Aprendizagem. In: BASSOLS, A. M. S. e col. Saúde mental na escola: uma abordagem multidisciplinar. Porto Alegre: Editora Mediação, 2003.

3 AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 4ª edição. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.

Sites Recomendados









domingo, 8 de maio de 2011

Para todas as MULHERES: Mães, filhas… todos os homens: companheiros, filhos–Fernando Veríssimo

Crônicas de Luis Fernando Verissimo

 
Mulheres

"Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.
Pare para refletir sobre o sexto-sentido.
Alguém duvida de que ele exista?
E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você?
E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?
E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco? Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia-hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque "vai fazer frio". Você não leva. O que acontece?
O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!
"Leve um sapato extra na mala, querido.
Vai que você pisa numa poça..."
Se você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida, molhado...
O sexto-sentido não faz sentido!
É a comunicação direta com Deus!
Assim é muito fácil...
As mulheres são mães!
E preparam, literalmente, gente dentro de si.
Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal?
E não satisfeitas em ensinar a vida elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.
Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"...
Tudo isso é meio mágico...
Talvez Ele tenha instalado o dispositivo "coração de mãe" nos "anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança).
As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravazam?
Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens...
É choro feminino. É choro de mulher...
Já viram como as mulheres conversam com os olhos?
Elas conseguem pedir uma à outra para mudar de assunto com apenas um olhar.
Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar.
E apontam uma terceira pessoa com outro olhar.
Quantos tipos de olhar existem?
Elas conhecem todos...
Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens!
E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens.
EN-FEI-TI-ÇAM !
E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas áreas de Humanas?
Para estudar os homens, é claro!
Embora algumas disfarcem e estudem Exatas...
Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era "um continente obscuro".
Quer evidência maior do que essa?
Qualquer um que ama se aproxima de Deus.
E com as mulheres também é assim.
O amor as leva para perto dEle, já que Ele é o próprio amor. Por isso dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas.
É sabido que as mulheres confundem sexo e amor.
E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida.
Pena que eles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado.
Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo.
Mas elas são anjos depois do sexo-amor.
É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos.
E levitam.
Algumas até voam.
Mas os homens não sabem disso.
E nem poderiam.
Porque são tomados por um encantamento
que os faz dormir nessa hora."

Luís Fernando Veríssimo

sábado, 7 de maio de 2011

Escola Classe 02 do Arapoanga promove - I COORDENAÇÃO COLETIVA ESPECIAL–formação continuada aos professores e troca de experiências e ações pedagógicas de sucesso, em sala de aula.

“Vida de grupo dá muito e muito prazer porque eu não construo nada sozinho, tropeço a cada instante com os limites do outro e os meus próprios, na construção de vida, do conhecimento, da nossa história!”


O evento promovido pela equipe Gestora e Coordenação Pedagógica teve como objetivo a "formação continuada dos professores" através de várias oficinas, e troca de experiências e ações pedagógicas de sucesso em sala de aula, pelos professores.
A Escola Classe 02 do Arapoanga é uma escola de Ensino Fundamental, com 1350 aluno, da rede pública do Distrito Federal.
O evento foi um sucesso. Oficinas de atualizações pedagógicas aplicadas no dia-a-dia em sala de aula, promovidas pela supervisora pedagógica e equipe de coordenadores, seguida de atividades, projetos e experiências muito ricas de práticas pedagógicas dos professores.


Abertura do evento - Diretora Georgina Lopes e Equipe de coordenadores
Pedagógicos.






















OFICINA DE PSICOGÊNESE - SUPERVISORA PEDAGÓGICA FRANCES BARROS








OFICINA DE PRODUÇÃO E REPRODUÇÃO DE TEXTOS - CONTO E RECONTO
COORDENADORA GISELE










REPRODUÇÃO DE TEXTOS - COORDENADORA VANESSSA





MOMENTO DOS PROFESSORES - 4ª SÉRIE E 4º ANO


PROJETO DE LEITURA











                                         






CONSTRUÇÃO DE TEXTOS




PROJETO "A ÁRVORE"



1º 2º  e 3º ANOS - ALGUNS MELHORES MOMENTOS

"JOÃO ALFABETO" - ALFABETIZAÇÃO







"CANTANDO, DOBRANDO E APRENDENDO"





"BONECOS MÁGICOS"- ESCRITA E LEITURA







HISTÓRIAS CANTADAS

I COORDENAÇÃO COLETIVA ESPECIAL–OFICINA DE INCLUSÃO–LIBRAS




Oficina de Inclusão - I coordenação Coletiva Especial/2011
Escola Classe 02 do Arapoanga - Distrito Federal

O Coordenador pedagógico Jardel, com formação especializada em atendimento aos alunos com deficiência auditiva, passa orientações aos professores e ensina cantar em libras "Como Vai Você" (Roberto Carlos)

Sugestões de Atividades pedagógicas para um Projeto Interventivo–Escrita e Leitura



Sugestões de Atividades


PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NA ALFABETIZAÇÃO/ALUNO DEFASAGEM IDADE/SÉRIE


(AS IMAGENS ILUSTRATIVAS E SUGESTIVAS DESTE ARTIGO ESTÃO RELACIONADAS COM A REALIDADE DE VIDA DOS ALUNOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL)

 Recomendo ver o site da escola - http://www.ec02doarapoanga.blogspot.com/

No processo de aprendizagem da língua escrita, o trabalho com objetos significativos para o aluno, com certeza, contribuirá muito para o desenvolvimento da alfabetização. Quando o aluno percebe que portadores de textos estão ligados a assuntos do seu cotidiano, seu interesse é estimulado, pois entende que a língua escrita tem significado na sua realidade imediata, independente do método adotado.
Tudo o que é necessário se resume em dedicar um tempo para um bate-papo, com os alunos sobre entretenimento – como os alunos se divertem? O que eles estão curtindo quando não estão na escola? Esporte, TV, passeios, brincadeiras...? O que fazem no fim-de-semana? (o que eles mais gostam? Provocar a conversação envolvendo todos os alunos, descobrindo a atividade significativa e prazerosa á maioria, usar o tema, de forma que a própria turma desperte, entre eles, o interesse dos que não compartilham o mesmo interesse, para que possa ser trabalhada como atividades que visam obter -Expectativas de Aprendizagem Priorizadas – que vão compor o seu projeto.

A partir daí vem as PROCEDIMENTOS: AÇÕES PEDAGÓGICAS
as ações pedagógicas a serem desenvolvidas durante a realização do Projeto Interventivo (isto é, as atividades propostas especificamente para os alunos das classes de 3ª/4ª séries ou 4º/5º anos em defasagem idade/série).Podem ser organizadas oficinas (de matemática, artes, linguagem, etc.), atividades extraclasse (visitas ao museu, exposições, teatros), reforço escolar, dentre outros.
É necessário observar que as ações e procedimentos devem estar relacionados aos objetivos específicos.

SUGESTÕES                                            

Na codificação:
as especificidades da língua escrita, como a escrita da esquerda


<><><><><> <><><><><> <><><><><>
marcha - esquerda/direita

comercio local

para a direita, de cima para baixo, as diferenças entre letras e números, os espaços entre as palavras, são fundamentais e a psicomotricidade é uma das ferramentas seguras, aqui entra o lúdico de forma organizada e com o foco nestes objetivos, através de jogos competitivos (com a
conceitualização e organização espaço/temporal, esquema corporal, de esquerda/direita,

marcha nos desfiles - esquerda/direita


 discriminação entre formas
e cores...);



Como Iniciar na prática, a Compreensão da Língua Escrita


trabalhar com Placas de carros - diferença entre núméros e letras
- levar os alunos a descobrirem um mundo cheio de coisas escritas,(no próprio ambiente da escola) onde há muitas dessas coisas escritas que eles já conhecem.
Os alunos poderão tentar ler o que está escrito em placas, cartazes, o nome da escola na fachada, avisos, número das salas e do prédio da escola.










Discriminando letras de números – nos escritos encontrados


Escola Classe 02 do Arapoanga - Planaltina-DF




No lado de fora da escola, o professor poderá pedir aos alunos que observem alguma coisa escrita e depois questioná-los sobre o que estava escrito, se eram letras ou números, onde estavam escritos,se são capazes de imaginar o sentido das palavras escritas encontradas na rua: “o que pode estar escrito na frente do ônibus? E numa lata de óleo de cozinha?” Também podem servir de incentivo a
leitura.
ônibus escolares e coletivos - trabalhando com letras e números

 
Com a ajuda dos alunos, exemplos poderão ser buscados nas escritas dos endereços das casas, letreiros de ônibus, placas de veículos, casas de comércio, rótulos de uso comum, incluindo alimentos, produtos de limpeza e remédios...
Os alunos também poderão trazer de casa, coisas diferentes para serem trabalhadas em sala de aula: gibis, rótulos, embalagens, latas vazias, jornais
velhos. Colocando o material a vista de todos, facilitará a observação e comparação dos produtos que trouxeram. Os comentários dos alunos também são úteis.


Algumas perguntas exploratórias a respeito do material (o que será que está escrito aqui? Alguém conhece este rótulo ou este produto?) poderão ser trabalhadas.
Estas atividades sugeridas exploram os conhecimentos que os alunos já traziam antes de entrar para a escola e irão ajudá-los a analisar os diversos usos da escrita no dia-a-dia.
Os alunos também estarão descobrindo que letras e números são diferentes e que existe
Uma grande variedade de letras (cursiva, de 


<><><><><> <><><><><> <><><><><>
embalagens de salgadinhos
imprensa, maiúscula e minúscula, etc.). A
Descoberta de que mesmo sem saber, os alunos compreendem algumas coisas pode provocar o desejo de saber mais.


Após cada atividade, na sala de aula, fazer o registro, leitura e interpretações, com ilustrações, com produções coletivas, em grupo, individuais. Através das formas convencionais e com uso de tecnologia- computadores com editores de textos;



Explorando e Estimulando a Leitura e a Escrita

Cartas, listas, histórias, poesias, músicas, vídeos, filmes, bilhetes (fazer uso dos bilhetes enviados pela escola nas agendas ou nos cadernos, aos pais), avisos muito comuns de: abonos, assembleias, paralisações, compactação de horários (isso é significativo e faz parte do cotidiano da escola/professor/aluno);


msm




E-mails, recados no Orkut, bate-papo no msm, mensagens no celular, sms; mensagens para data comemorativas (confecção de cartões) poderão mostrar aos alunos a amplitude do mundo letrado e despertar a curiosidade para explorar cada vez mais a importância do uso da escrita e leitura na era da comunicação em que estamos vivendo.
O trabalho com contas de água, luz e telefone, dinheiro (notas e moedas) e
Via Sacra- morro da capelinha - Planaltina-DF
Documentos pessoais são instrumentos utilizados no dia-a-dia das pessoas próximas e nas brincadeiras de faz-de-conta das próprias crianças.


Diferentes escrita dos textos (escritos à mão, à máquina ou impressos)
nome de games
- tipos de letras
- com figuras, fotos, ilustrações (reconhecer o que é figura e o que é escrita); -
- letras e números, ou apenas letras?
- a distinção entre letras e números.
- trabalhar as diferenças entre números e letras em diferentes contextos.
-trabalhar com o nome dos alunos (pode-se elaborar um projeto só com os nomes, pré-nomes dos alunos), toda criança atribui estima especial ao próprio nome e se interessa por aprendê-lo.
imagem - escolaangeloguerraei.blogspot.com

Há uma diversidade de atividades com o nome:
_comparações como: existem nomes com poucas e com muitas letras;
_ nomes que começam ou que acabam com a mesma letra;
_ os nomes mais extensos nem sempre são aqueles das pessoas mais altas;
_ o tamanho das pessoas não tem relação com o tamanho do nome;
_ classificar os nomes em vários grupos ou conjuntos: nomes que iniciem com a mesma letra, nomes que terminem com a mesma letra, nomes iguais, nomes que contém o mesmo número de letras.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Atividades significativas são fundamentais para que o aluno esteja motivado (auto-motivação). O aluno defasado comumente já entendeu a necessidade de domínio do código, se encontra na fase de querer fazer uso da escrita e da leitura, quer se comunicar com o grupo de amigos seja pelos correios eletrônicos, msm, sms, bilhetes... e a recuperação das lacunas no seu processo de alfabetização estão no momento propício de serem preenchidas, com maiores chances de sucesso.
O mais importante para esses alunos, nesse momento, é a alfabetização de fato, o letramento virá consequentemente, e o professor deve usar as ferramentas que vão favorecer esta conquista: usar o código de forma lúdica, mesmo que aparentemente  parece estar fora do convencionalismo, pois a formalização vai acontecer em seguida.

Veja o exemplo: “K”, aluna do 4º ano, com 12 anos de idades, completamente defasada em relação à idade/série, repetências... quando retorna de viagem de férias em outro estado, sente a necessidade de se comunicar com amigos e primos com quem conviveu e passou momentos divertidos, através do Orkut. volta ás aulas auto–motivada á aprender a ler e escrever. A professora está desenvolvendo atividades significativas e “K” está tendo um avanço extraordinário no seu desempenho escolar”.

Lembrando que “todo professor quer, é que seu aluno aprenda”.
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
 
CARVALHO, Marlene. Guia prático do alfabetizador. São Paulo, SP: Ática, 2002, Alfabetizar e letrar: um diálogo entre a teoria e a prática. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005
LEMLE, Miriam. Guia teórico do alfabetizador. São Paulo, SP: Ática, 2003
VYGOTSKY, Lev Semenovitch. A formação social da mente: o desenvolvimento dos
processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1998
VYGOTSKY, Lev Semenovitch. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1987


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LINGUAGEM DA WEB DESENVOLVE A CRIATIVIDADE - ALUNO MAIS ABERTO Á APRENDIZAGEM

ORIENTAÇÕES PARA SE CRIAR UM PROJETO INTERVENTIVO

 
1. INTRODUÇÃO
Neste tópico, é preciso apresentar o Projeto Interventivo. Para isso, são necessários que sejam comentados, brevemente, os assuntos abordados em cada item que consta nesse documento.
2. JUSTIFICATIVA
A justificativa abrange os argumentos educativos que conduziram ao desenvolvimento do referido Projeto. É relevante indicar dados estatísticos que corroboram com a realização das ações pedagógicas específicas para os alunos que serão atendidos.
3. OBJETIVOS
3.1. Objetivo geral
Aborda a finalidade do Projeto Interventivo e o público alvo.
3.2. Objetivos específicos
Advêm do objetivo geral e se configuram como meios para a concretização do mesmo. É sugerido que sejam de três a quatro objetivos específicos e que abordem as metas educacionais, os resultados esperados a serem alcançados.
4. PÚBLICO-ALVO
Especificar, conforme modelo abaixo, os alunos que serão atendidos no Projeto Interventivo e identificar, resumidamente, as principais dificuldades observadas no processo de aprendizagem do aluno que justifiquem sua inclusão neste Projeto.


5. EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PRIORIZADAS
Nesta parte do Projeto, é preciso especificar os conteúdos e as expectativas de aprendizagem que serão priorizados no Projeto Interventivo, de preferência abordando diferentes componentes curriculares. Essa seleção deverá ser pautada nos documentos Orientações Curricular do Ensino Fundamental Séries e Anos Iniciais.
6. PROCEDIMENTOS: AÇÕES PEDAGÓGICAS
Neste tópico, são descritas as ações pedagógicas a serem desenvolvidas durante a realização do Projeto Interventivo (isto é, as atividades propostas especificamente para os alunos das classes de 3ª/4ª séries ou 4º/5º anos em defasagem idade/série) e os executores destas ações (coordenador local equipe de apoio a aprendizagem, supervisor pedagógico, orientador educacional, diretor da Instituição e equipe gestora, comunidade escolar, profissionais de assistência a educação, etc.). É necessário especificar a atividade que cada um destes executores realizará durante todo o Projeto.
Podem ser organizadas oficinas (de matemática, artes, linguagem, etc.), atividades extraclasse (visitas à museu, exposições, teatros), reforço escolar, dentre outros.
É necessário observar que as ações e procedimentos devem estar relacionados aos objetivos específicos.
7. CRONOGRAMA
São especificados os períodos de desenvolvimento das ações pedagógicas definidas nos procedimentos, que podem conter: o período de atendimento em oficinas, data programada para atividade extraclasse, desenvolvimento de atividades, dentre outros.
8. AVALIAÇÃO
8.1 Avaliação da aprendizagem
Especificar os instrumentos a serem utilizados durante o processo avaliativo, para aferir a aprendizagem dos alunos envolvidos no Projeto Interventivo. Esses instrumentos serão elaborados pela própria Instituição Educacional a fim de atender as especificidades do Projeto elaborado e deverão se pautar pelas orientações constantes no documento Diretrizes de Avaliação do Processo de Ensino e de Aprendizagem, para a Educação Básica.
Como procedimentos podem ser utilizados: atividades interdisciplinares a serem recolhidas e observadas, seminários temáticos, desenvolvimento de pesquisas em grupo e/ ou individuais, dentre outros pertinentes.
8.2 Avaliação do Projeto interventivo
Este tópico se refere especificamente a como os participantes da execução do Projeto Interventivo pretendem avaliar a eficácia deste projeto ao longo de sua execução. Assim, serão descritas as ações a serem desenvolvidas cuja finalidade se refere a avaliar o percurso do Projeto, analisando se as atividades e ações propostas estão atingindo os objetivos estabelecidos e se há necessidade de reelaboração destas ações.
Neste processo de avaliar o percurso do Projeto Interventivo é necessário que abordem questões como: evolução dos alunos atendidos, envolvimento da comunidade escolar, atividades diversificadas desenvolvidas, freqüência e desempenho dos alunos atendidos no Projeto, dentre outros aspectos.
Ao final da realização do Projeto Interventivo, faz-se necessário o registro dos resultados finais alcançados pelos alunos, tendo em vista: diagnóstico inicial, objetivos e metas educacionais e resultados atingidos.
9. RECURSOS DISPONÍVEIS NA INSTITUIÇÃO
Nessa parte do Projeto serão especificados os recursos físicos e materiais disponíveis na instituição educativa que integrarão o Projeto, bem como os profissionais que participarão (coordenador local equipe de apoio a aprendizagem, supervisor pedagógico, orientador educacional, diretor da Instituição e equipe gestora, comunidade escolar, profissionais de assistência a educação, etc.).
Os professores precisarão listar os principais materiais que irão compor as ações pedagógicas. Nos recursos físicos, podem ser citados locais de realização das atividades, como sala de vídeo, de informática, quadra poliesportiva. Nos recursos materiais, poderão ser utilizados: livros paradidáticos, livros de literatura, jogos, vídeos educativos, etc.
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REFERÊNCIA:

Proposta Pedagógica do Bia - Séries Iniciais
Secretária de Estado de Educação do Distrito Federal

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A queixa dos professores dos 3º e 4º anos, séries iniciais–“alunos com história de repetências e defasagem idade/série”




 
Baixo rendimento, repetências e baixa autoestima caracterizam uma grande porcentagem de alunos que se encontram, principalmente, nos 3º e 4º anos das séries iniciais do Ensino Fundamental. Os professores não conseguem entender situação e apelam ás equipes multidisciplinares das escolas, solicitando apoio pedagógico, apresentando um grande número de alunos que suspeitam serem portadores de déficit cognitivo.
O mau desempenho escolar é o resultado de vários fatores que vão desde questões pessoais, como agressividade, desatenção e isolamento, á dificuldades de aprendizagem, déficit cognitivo (deficiência intelectual) e promoção de uma série á outra, sem que o aluno tenha dominado os conteúdos da série cursada.



Para ajudar esses alunos, os especialistas sugerem o acolhimento, a escuta ao aluno, a disponibilidade, não somente por parte do professor quanto da equipe multidisciplinar/equipe de apoio pedagógico, com o propósito de elevar a autoestima e detectar a origem do baixo desempenho escolar que dificulta o acompanhamento dos conteúdos.

Quando o problema se encontra na falta de domínio de conteúdos anteriores, como a aquisição do processo de escrita/leitura, os projetos interventivos são, atualmente, as ferramentas que possibilitam melhores resultados. Os projetos são usados para organizar e planejar os conteúdos específicos de uma situação-problema, dentro de um tempo previsto e flexível que vão envolver toda a turma, atingindo os alunos que se encontram com necessidades específicas.


Um projeto enfocando necessidades dos alunos com defasagem, nas séries iniciais, que na maioria das vezes apenas iniciaram o processo de alfabetização, alguns com repetências no 3º ano, outros que escrevem, mas não leem (será que “escrevem” ou “copiam”?) – necessidades configuradas no processo de codificação e decodificação.


“Um projeto com o foco em necessidades específicas de alguns, não vai prejudicar o resto da turma?”, pergunta o professor.

A angústia do professor é muito grande, ele tem conteúdos de 3º ano nos seus planejamentos e não de 2º ou 1º ano... Aí é que vai estar a funcionalidade do projeto, que envolve várias habilidades, que embora tenha o objetivo de melhorar o desempenho de alguns vai se estender á todos.

Á partir do diagnóstico, envolvendo a Equipe de Apoio Pedagógico, “o professor vai conhecer melhor o aluno e o que ele sabe; sua história de vida, sua cultura, seu universo linguístico, bem como seu processo de socialização. Uma vez identificadas às necessidades, propor-se-ão as intervenções pedagógicas: o eixo orientador da organização do Projeto. serão elaborados os objetivos, as expectativas, definidas as habilidades e ações, bem como o seu processo de avaliação”, segundo as orientações da proposta pedagógica do BIA, séries iniciais.




Os conhecimentos que o aluno já adquiriu vão direcionar a continuidade e os conteúdos que serão selecionados para compor o projeto. Um projeto de Língua Portuguesa para séries iniciais, com uma situação-problema que envolve necessidades de domínio do código, por exemplo, deve ter estratégias específicas, que vão se desenvolver dentro de quatro práticas, segundo Lígia Klein, em Prática Pedagógica na Perspectiva Histórica (2003): Leitura e Interpretação, Produção de Texto, Análise Linguística e Sistematização para o domínio do Código. Estas quatro práticas vão fundamentar a alfabetização e o letramento.
imagem- http://soraia-oliveira.blogspot.com/2011/04/metodos-de-alfabetizacao-quais-sao-e.html
A leitura e interpretação de palavras, frases, períodos e textos é o percurso que o aluno vai percorrer na construção das hipóteses sobre o conhecimento que podem ser identificadas nos níveis psicogenéticos de Emília Ferreiro.

Análise Linguística vai estar presente em todo o processo de alfabetização, observada nas produções dos alunos: palavras, frases, textos – coesão e coerência, vocabulário, parágrafo, gênero, ortografia, acentuação, pontuação, concordância, legibilidade, estética...

Na sistematização para o domínio do código, o nível da psicogênese vai determinar o nível de conhecimento que o aluno já domina na codificação, evidenciando o desenvolvimento das suas capacidades no campo da escrita e da leitura.



A característica maior dos alunos que estão em defasagem é o nível da psicogênese silábico. Tem conhecimento do alfabeto, discrimina letras de números, usa uma letra para uma sílaba, ou a própria sílaba, para palavras ou frases; escreve o seu pré-nome, independente da estruturação do sistema de escrita.

Essas quatro práticas vão permear todo o projeto para envolver todos os alunos. Sem descartar a importância do desenvolvimento da psicomotricidade que é pré-requisito no processo de alfabetização, que se não ocorrer de forma natural, deve ser mediada pelo professor: espaço-temporal, lateralidade, orientação espacial, coordenação viso-motora... são habilidades básicas que sugerem conteúdos da Educação Infantil, na realidade habilidades cujo domínio é essencial no domínio da escrita e da leitura.


 Uma criança que não desenvolveu a organiza ação espaço-temporal, localização espacial e lateralidade, ela vai aprender o código, mas terá dificuldades em sistematizá-lo. Veja o exemplo: “K”, cursa o 2º ano, não desenvolveu estas habilidades espontaneamente; conhece algumas letras do alfabeto; discrimina letra de números; identifica, discrimina e nomeia as letras do pré-nome, mas usa as letras numa sequencia aleatória, da mesma forma com os números: identifica numerais até 9 (nove) e quantifica, mas não assimilou a sequencia numérica; está em defasagem em relação aos conteúdos.” Falta lateralidade (noção de direita e esquerda), noção de localização espacial...



Estes são os fundamentos para se organizar um bom projeto. Caso os professores que estão diante da defasagem de seus alunos não se apropriarem de  uma boa proposta pedagógica, ele vai dar continuidade á repetência ou vai promover um aluno defasado e contribuindo para esses alunos acabem abandonando a escola.


Em seguida veja, na próxima postagem, sugestões de atividades pedagógicas, que podem ser adequadas ás necessidades de seus alunos e organizadas em seu projeto.


Referências:

BRASIL. Ministério da Educação-Pró-Letramento, Alfabetização e Linguagem (2007)

Proposta Pedagógica do Bia – Alfabetização 9 anos (2006)

Lemle, Miriam – Guia Teórico do alfabetizador
Grossi, Ester Pilar – Didática do Nível Silábico

ESTEBAN, Maria Tereza. O que sabe quem erra? Reflexões sobre avaliação e
fracasso escolar. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
Revista Nova Escola – Edição de Abril/2011
Sites Recomendados:

CONEXÃOPROFESSOR

http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/especial.asp?EditeCodigoDaPagina=1704





Defasagem idade-série atinge metade dos alunos e provoca abandono; situação no ensino médio é pior


Leia mais sobre esse assunto em


http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/01/defasagem-idade-serie-atinge-metade-dos-alunos-provoca-abandono-situacao-no-ensino-medio-pior-924359691.asp#ixzz1LQPt6fjS


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