“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sextexting, o que tem a ver com a escola e o professor?





O Sextexting (também conhecido como “Sexting”) significa a fusão entre as palavras inglesas “sex” (sexo) e “texting” (mensagens enviadas pelo celular) é um termo inglês que se refere à divulgação de conteúdos eróticos e sensuais através de telemóveis, aparelhos portáteis – em grande maioria celulares de fácil acesso. Essa prática teve seu início através das mensagens SMS de natureza sexual direcionadas para outros usuários de telemóveis, sendo cada vez mais comum entre jovens e adolescentes, e esse termo designou uma série de ações no mundo inteiro.
Com o avanço tecnológico o aumento da prática do sextexting de envio de fotografias e vídeo (utiliza-se o mesmo termo, Sextexting, para vídeos) têm crescido e evoluído com a mesma proporção das variedades de aparelhos móveis lançados a cada dia.



No entanto, o Sextexting ou Sexting é uma prática pelo envio e divulgação de conteúdos eróticos, sensuais e sexuais com imagens pessoais pela internet utilizando-se de qualquer meio eletrônico, como câmeras fotográficas digitais, webcams, e smartphones, não deve se tornar rotineiro dado o perigo de confiar s intimidades a outra pessoa através de um aparelho que está ligada á uma rede mundial.

                                             http://www.google.com.br/8&source=og&sad imagem

O Sextexting já gerou alguns processos judiciais, assim como destruiu reputação de uma grande porcentagem de praticantes.
A partir do momento em que se envia uma foto, ela pode ser re-enviada no mesmo momento pro mundo inteiro. E isso, além do grande alcance que pode gerar, causaria, com toda certeza, muitos problemas num futuro muito próximo.

Redes Sociais, como o Facebook, possuem inúmeras páginas e grupos sobre sextexting. Dentre elas, a de um grupo chamado Legalize Sexting, que defende a adequação das leis à prática. E claro, outros grupos alertam para os perigos do envio de fotos pelo celular.


Ter cuidado com o que se coloca na internet deveria ser a regra geral para todos os usuários.

Imagem - http://www.google.com.br/8&source=og&sad


Mas, está ficando cada vez mais comuns e banais os casos, em que não foram avaliadas as conseqüências, principalmente por parte dos adolescentes, que na sua maioria adota posturas desafiadoras de regras sociais. O uso do sextexting ou Sexting tem gerado conseqüências não somente ordem legal, como psicológicas.

O caso recente no Rio Grande do Sul na cidade de Bom Retiro do Sul, o vídeo de dois adolescentes de 16 anos fazendo sexo foi espalhado quase que instantaneamente entre os moradores. As imagens, que tinham sido gravadas com o consentimento da garota, foram passadas pelo rapaz por celular a dois ou três amigos, como vingança após o término do namoro. Esses amigos repassaram, também por celular, a outros colegas. Até que o vídeo começou a circular na escola onde a garota era aluna e, depois, em celulares de trabalhadores das fábricas e do comércio da cidade. Em cerca de 48 horas, praticamente todos os moradores já tinham visto ou ouvido falar do vídeo de sexo entre os adolescentes.
Após o escândalo, a jovem parou de ir ao trabalho e, de acordo com o setor jurídico da 3ª Coordenadoria Regional de Educação, pediu transferência para uma escola de outro município. “Não sei por que isso aconteceu comigo. Eu perdi tudo, trabalho, escola. Perdi minha dignidade”, lamentou a jovem, durante uma entrevista ao programa “Domingo Espetacular”, da TV Record. Enquanto isso, o rapaz que gravou e distribuiu o vídeo agora evita sair de casa com receio de ser reconhecido na rua

O delegado de Bom Retiro do Sul, Rodrigo Reis, explicou que o inquérito sobre o caso está quase concluído e será encaminhado ao Ministério Público. Há provas materiais contra o adolescente.

Sexting é crime


Pena de reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, para quem oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. Artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente
Mas, apesar de a divulgação do material por terceiros também ser um crime – são imagens pornográficas de uma menor de idade – não há como identificar e punir as demais pessoas. “É surreal querer responsabilizar a cidade toda. O que podemos fazer é identificar o núcleo, quem fez a coisa se expandir”, explica Reis.
Caso condenado, o adolescente não ficará preso, terá como pena a prestação de serviços à comunidade, detalha Renato Opice Blum, especialista em Direito Eletrônico. Mas a família da jovem, caso queira, pode processar o rapaz por danos morais e obter indenização. Para adultos que repassarem o vídeo da menor, a pena é de três a seis anos de reclusão e multa, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Embora a pena seja branda, o crime cometido pelo rapaz ficará marcado para o restante da vida. “Sempre que ele procurar um emprego, constará um registro de que ele passou pelo Juizado da Infância e do Adolescente. É um constrangimento.”

E como se não bastasse tudo isso, as complicações vão se alastrando, causando prejuízos e danos morais sem limites. Um dos principais problemas das imagens de Sexting é que elas são usadas posteriormente por sites de pedofilia.

O papel da família e da escola
 É importante que os pais conversem com seus filhos sobre não se deixarem fotografar ou filmar em cenas íntimas, mesmo por pessoas em quem confiam namorados e namoradas. “Muitos pais se eximem da tarefa de falar sobre cidadania na internet com os filhos, dizem que não possuem o conhecimento técnico necessário.

 Os pais devem observar as orientações que estão dando aos filhos, assim como devem observar também a que programas eles assistem e que livros leem, por exemplo. O pai deve evitar uma relação de “colega” do filho, numa tentativa de se aproximar e orientar, porque além de não dar certo, vai perder a relação de pai, que já anda tão desgastada. Orientar esse adolescente é antes de tudo, impor sempre, regras e limites, e não esperar que a escola assuma um papel que é da família.

 Além da orientação dos pais, a escola pode ajudar contra a disseminação do Sexting, pois aborda dois temas importantes com os adolescentes,sexualidade e cidadania.
Numa medida emergencial, a escola estadual de Bom Retiro do Sul onde a vítima do Sexting era aluna proibiu o uso de celulares, para evitar a disseminação do vídeo.
Professores receberam orientação da 3ª Coordenadoria Regional de Educação sobre como abordar o tema com os alunos. Além disso, foram realizadas palestras dentro do eixo de cidadania do programa pedagógico com os estudantes – incluindo responsabilidade criminal e consequências legais do Sexting, com auxílio do delegado local.

Como denunciar

Quem encontra imagens pornográficas envolvendo menores de idade pode denunciar o crime pelo site da Safernet(ONG de defesa dos direitos humanos na internet)ou diretamente à polícia. É importante guardar os links e se possível capturas de tela dos sites para a denúncia.
O Impacto da Pedagogia Moderna faz desse tema, mais um dos que surgem na atual sociedade moderna, em que a disseminação e uso da tecnologia, invadem a escola e esta vai ficando cada vez mais comprometida com a educação desses jovens, com a família, enfim com toda a sociedade, que mesmo sendo a provedora dessas transformações, não sabe como direcioná-las de forma saudável.
O que se ouve, comumente, entre os professores é que “a família, cada vez mais está se isentando do seu papel de educar e orientar os filhos, principalmente, na questão dos limites, deixando a cargo da escola que acaba por ter o seu tempo de exercer sua função maior da educação formal, do letramento, prejudicado e diminuído”.

Mas vamos abordar, em seguida, um aspecto “a relação professor/aluno, muito mais determinante na formação social e moral dos alunos que a própria família”, que justifica essas intervenções que recaem sobre ele, não somente pelas consequencias que os alunos trazem para dentro da escola, mas pelo poder de formação implícita no seu papel de educador. Acompanhem!


Referências:

FERREIRA, Roberto Martins. Sociologia da Educação. Ed Moderna. São Paulo. 1993.
RANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da Educação. Ed Moderna. São Paulo.


Sites Recomendados:

http://www.safernet.com/
http://g1.globo.com/noticias
jacquelineferreira.wordpress.com/2010/01/20/sextexting/


Saiba mais sobre sexualidade na escola:
http://impactodapedagogiamoderna.blogspot.com/2010/10/crianca-e-sexualidade-precoce.html





imagensincentivando.wordpress.com incentivando.wordpress.com


http://www.google.com.br/images?hl=pt-BR&rlz=1T4GGLS_pt-BRBR409BR409&q=sextexting&um

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