“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


terça-feira, 26 de abril de 2011

O ambiente de sala de aula e a Inclusão do Deficiente Visual




O Ambiente da sala de aula e a Inclusão Social do Deficiente Visual

As necessidades do aluno, o seu potencial, a substituição de uma função que ele não tenha, ou uma função na qual ele apresente dificuldades vão direcionar os recursos que o professor vai usar em sala de aula podem servir de auxílio complementar para que ele possa exercer determinada função de forma otimizada.

 A real necessidade do aluno, dentro do seu grau de deficiência é o ponto de partida. Todos os recursos que o professor usar didaticamente devem também estar em consonância com a capacidade e experiência do aluno, com a técnica de uso de acordo com a oportunidade de ser usado com, o no limite do seu uso para que não se passe de uma excelente motivação para um desinteresse


O ambiente da sala de aula



 Previamente preparado e adequado para que o aluno possa identificar e familiarizar-se com as atividades pedagógicas que irá desenvolver. Evitar o excesso de luminosidade.

Todo o ambiente deve ser explorado com antecedência, a disposição do mobiliário, não somente da própria sala, como de todas as dependências da escola (salas de aula, cantina, biblioteca, banheiros...). A configuração do espaço físico não é percebida de forma imediata por alunos cegos, tal como ocorre com os que enxergam.   


As portas devem ficar completamente abertas ou fechadas para evitar imprevistos desagradáveis ou acidentes. O mobiliário deve ser estável e qualquer alteração deve ser avisada. Com um espaço na sala de aula com mobiliário adequado para a disposição dos instrumentos utilizados por esses alunos que devem incumbir-se da ordem e organização do material para assimilar pontos de referência úteis para eles.

As carteiras devem ser colocadas em local distanciado, (aproximadamente, há um metro) do quadro negro e onde não haja reflexo de iluminação, (para os alunos que serão beneficiados com através deste recurso), evitando iluminação excessiva em toda sala de aula, a incidência de claridade diretamente nos olhos do aluno, assim como a sua própria sombra sobre o local onde vai desenvolver suas atividades.


Inclusão Social e os Vínculos Afetivos - Comunicação e Relacionamento    

 Uma pessoa cega, adolescente, criança ou adulto desperta curiosidade, interesse e até mesmo um situação de impacto entre os demais atores da escola, quando até o próprio professor sente dificuldades em seu relacionamento com o seus alunos cegos: a aproximação, a comunicação são pouco espontâneas e naturais. Eles manifestam dificuldade de aproximação e de comunicação, costumam abordá-los falando muito alto (nem sempre o cego é também surdo), enfim não sabem o que fazer e como fazer. 

A maneira simples de quebrar as barreiras, é o professor falar sobre essa dificuldade como um fato natural de todo início de relacionamentos, (é o momento em que começam a criar os vínculos afetivos), e que no dia-a-dia tudo estará mais fácil, quando então, ele, o professor, também tendo muito a aprender com o aluno.  e a partir de um conhecimento maior tudo nesta interação se tornará mais fácil.

 Esse relacionamento aberto deve acontecer também com a família para que as necessidades, hábitos e comportamentos e a maneira de lidar com as situações de dificuldades possam ser assimiladas pelo professor. As conversações em sala de aula devem ser naturais, respondendo perguntas dos colegas evitando o hábito da comunicação gestual ou visual na interação com esses alunos, assim como a superproteção, combatendo qualquer atitude discriminatória.


 Referências

MANTOAN, M. T. E. Ensinando a turma toda - as diferenças na escola.



Revista Pátio Porto Alegre -
RS: Artes Médicas , Ano V, nº 20, Fev/Abr/2002, pp.18-28.


BRUNO, Marilda Moraes Garcia.
O desenvolvimento integral do portador de deficiência visual:
da intervenção precoce a integração escolar. 2. ed. São Paulo: Lamara, [199-]. 144 p.


Blanco, R (2005). Los docentes y el desarrollo de escuelas inclusivas. Revista PREALC. 1, 174-177
Campos, J., Carreño, C., Domínguez, R. y Pino, M. (2008). Los Maestros de la Red de Maestros de Maestros: Una mirada crítica a sus contribuciones al desarrollo profesional de sus pares. Tesis para optar la Licenciatura en Psicología y al Título de Psicólogo. Universidad Católica de V


Sites Recomendados:


http://umolhardiferente-grupo6.blogspot.com/2007/04/recursos-didticos-na-educao-especial.html
http://www.rinace.net/rlei/numeros/vol4-num1/art1_htm.httm


Veja também neste blog

Recursos didáticos e adaptações


http://impactodapedagogiamoderna.blogspot.com/2011/04/recursos-didaticos-e-adaptacoes-para.html

Didática e Tecnologia

http://impactodapedagogiamoderna.blogspot.com/2011/04/didatica-e-tecnologicos-como-usar.html



 



Nenhum comentário:

Postar um comentário

. Não seja apenas um visitante. Deixe seu comentário. Este é um espaço de intercâmbio de conhecimentos Entre educadores, e não apenas de divulgação de informações e conteúdos PARA educadores