“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Didática e tecnologia – como usar ? Deficiência Visual



Recursos didáticos tecnológicos – Deficiência Visual


Livro didático adaptado
Para as pessoas que apresentam visão reduzida, os livros didáticos devem possuir: quantidade dosada de exercícios em cada página, desenhos objetivos, tamanho ampliado das letras e contraste entre as cores. Os livros utilizados devem estar transcritos em Braille e deve-se ter cuidado para que o conteúdo, uma vez transcrito, não seja modificado ou deturpado.


Livro falado



O livro falado é gravado em fitas cassete ou CDs. Esse recurso é muito utilizado no Brasil, tido como excelente recurso didático que quando utilizado no primeiro grau, deve-se limitar, à literatura ou aos didáticos de leitura complementar.
Tecnologias assistivas
O uso de tecnologias assistivas na educação de alunos com necessidades educacionais especiais tem se mostrado um precioso recurso de apoio e suporte ao processo ensino-aprendizagem, em todos os níveis de ensino. No ensino superior, especificamente, representam uma ferramenta pedagógica indispensável ao percurso acadêmico de alunos cegos, surdos e com limitações locomotoras.
As tecnologias assistivas são os recursos que contribuem parra proporcionar vida independente aos deficientes. Com o desenvolvimento da Informática, nas últimas décadas abriram-se novas possibilidades para o processo de aprendizagem do aluno com deficiência.

Hoje é possível, para uma pessoa com deficiência visual, navegar pela internet, usufruindo de vários recursos que ela oferece, como chats, jornais e revistas. Há sites que possuem versões para deficientes, como o www.amazon.com/access, uma adaptação da livraria virtual. O www.dicionariolibras.com.br é outro exemplo. Nele os deficientes auditivos, especialmente as crianças, podem aprender a linguagem de sinais, denominada Libras.
visitem o sitee saib mais: http://amarparaincluir.blogspot.com/2010/05/dosvox.html
Um dos programas mais conhecidos para portadores de deficiências visuais é o Dosvox. Consiste de um sistema para computadores da linha PC que se comunica com o usuário através de síntese de voz; ele viabiliza o uso de computadores para o portador de necessidades visuais, que passa a ter independência no estudo e no trabalho.
O sistema Dosvox foi desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ (NCE/UFRJ), situado no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza. É destinado ao auxílio de deficientes visuais no uso do computador; o sistema conversa com o deficiente visual em português. Além de ampliar as telas para pessoas com visão reduzida, ele contém ainda programas para educação de crianças com deficiência visual e programas sonoros para acesso à internet.
Os deficientes visuais também participam como programadores na equipe de desenvolvimento. O site do NCE/UFRJ (http://caec.nce.ufrj.br/~dosvox) disponibiliza uma versão light do Dosvox para Windows.
Dosvox Pro pode ser obtido pelo centro de distribuição do programa. Essa versão contém programas de uso profissional.
impressora Braille
Entre as atividades que podem ser executadas pelo sistema estão: edição de textos para impressão Braille; leitura e audição de textos; utilização de calculadora, agenda, entre outros instrumentos; jogos.
A comunicação entre o usuário e o sistema é realizada através de um sintetizador de baixo custo. O sistema foi criado a partir do trabalho de um estudante de informática cego que desenvolveu o editor de textos do sistema.
O sucesso do projeto deve-se principalmente a: baixo custo do sistema; tecnologia simples de produção; sistema fala e escreve em português.
Com o surgimento da informática, pouco a pouco a velha máquina de escrever está cedendo lugar para novos equipamentos, que estão melhorando consideravelmente a qualidade de vida da pessoa cega. É o caso do “n speaker”, do Braille falado, das impressoras Braille computadorizadas, dos computadores (laptops) munidos de avançados sintetizadores de voz (como o Dosvox e o Virtual Vision), dos scanners e outros.    
Devemos considerar a importância desses recursos já que, segundo a (Convenção da Guatemala de 1999), as pessoas portadoras de deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que outras pessoas; estes direitos, inclusive o direito de não ser submetidas à discriminação com base na deficiência, emanam da dignidade e da igualdade que são inerentes a todo ser humano  

Recursos Táteis
Maquetes e objetos, além de poderem ser vistos, podem ser tocados e manipulados. O tato é seguramente uma via receptora de informações diversas de tradução do ambiente externo para o interno; para desenvolver uma compreensão ótima do seu mundo, essas pessoas precisam do sentido do tato, algumas vezes dependendo exclusivamente dele (Martins et al, 2007).
Recursos de Áudio
Tanto os arquivos portáteis de áudio, quanto o livro falado elaborado para utilização junto a alunos com deficiência visual são chamados recursos instrucionais.
Libâneo (1994), recursos instrucionais são “os meios e/ou materiais que auxiliam o docente na organização e condução do processo de ensino e aprendizagem”. Nos últimos anos surgiram outros recursos; poderíamos citar: equipamentos de multimeios (veículos para comunicar uma idéia, questões, imagens, áudio, informação ou um conteúdo qualquer), textos, trabalhos experimentais, computador e recursos da localidade como: biblioteca, museu, indústria, modelos de objetos e situações.
Os recursos multimeios de áudio são chamados multimeios auditivos; podem ser: rádio, disco, cd, fita magnética, computador, entre outros recursos. Livros falados são multimeios auditivos utilizados como recurso didático para alunos portadores de deficiência visual. No Brasil, a maioria dos livros existentes é de literatura.
O Trabalho do Clube de Astronomia Marcos Pontes -Fundado na cidade de Itaocara-RJ em 2006 realiza, desde sua formação, vários projetos relacionados ao ensino e divulgação de Astronomia.
No ano de 2006 desenvolveu o projeto Astronomia para crianças: um universo de descobertas, que visava levar essa ciência ao 1º segmento do Ensino Fundamental. Em 2007, desenvolveu o projeto Astronomia, arte e mitologia no Ensino Fundamental, projeto também voltado ao ensino de Astronomia nas séries iniciais; objetivava utilizar a mitologia para estimular o interesse pela Astronomia. Em 2008 foram desenvolvidos vários projetos, entre eles: Vídeos educativos para o ensino de Astronomia, Recursos didáticos para o ensino de Astronomia para deficientes visuais e Jogos educativos para o ensino de Astronomia. A revista Educação Pública já publicou vários artigos sobre o CAMP.

Com o desenvolvimento do projeto Recursos didáticos para o ensino de Astronomia, foram elaborados livros falados com conteúdos desta ciência.



Gravação do Livro Falado
A gravação do livro falado se deu em parceria entre o clube, o Colégio Estadual Jaime Queiroz de Souza e a UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro), com a participação de alunos da UENF e do Colégio nas gravações.
O material foi aplicado em turma especial do Colégio Estadual Teotônio Brandão Vilela, também de Itaocara, e no Educandário para Cegos de Campos dos Goytacazes. Em breve o material será disponibilizado na Internet.
 Referências Bibliográficas

BRASIL. Decreto Federal nº 3.298/99, de 20 de dezembro de 1999. Regulamenta a
Lei n° 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para a
Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção, e
dá outras providências.
BRASIL. Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989. Dispõe sobre o apoio às pessoas
portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para
Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE),





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