“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quinta-feira, 24 de março de 2011

“Meu aluno não fica quieto, por isso não aprende…” o diagnóstico é muito importante











No início deste estudo sobre o TDAH, foi colocada a importância de se realizar uma investigação apurada do quadro em que o aluno apresenta características do transtorno,  a fim de não cometer  erros, tais como, por exemplo, exigir da criança ou do adolescente, comportamentos e respostas inadequadas que ele não tem condições de dar, devido ás limitações que o transtorno lhe impõe, ou o extremo, dando um atendimento de uma criança que não obedece e nem aprendeu a cumprir regras e limites e até mesmo reprimir um comportamento resultante de um momento conflituoso. O correto é encaminhá-lo á uma equipe multidisciplinar na escola, constituída de um pedagogo, um orientador educacional e um psicólogo que levarão esta investigação  até um diagnóstico medico, caso haja de fato o transtorno (TDAH).


Sintomas em adultos:






A existência da forma adulta do TDAH foi oficialmente reconhecida apenas em 1980, pela Associação Psiquiátrica Americana.  Um diagnóstico que  raramente é  realizado. Hoje há uma previsão de que em  torno de 60% das crianças com TDAH ingressarão na vida adulta com alguns dos sintomas (tanto de desatenção quanto de hiperatividade-impulsividade) porém em menor número do que apresentavam quando eram crianças ou adolescentes.


Para se fazer o diagnóstico de TDAH em adultos é obrigatório demonstrar que o transtorno esteve presente desde criança. Isto pode ser difícil em algumas situações, porque o indivíduo pode não se lembrar de sua infância e também os pais podem ser falecidos ou estar bastante idosos para relatar ao médico.
Os adultos com TDAH costumam ter dificuldade de organizar e planejar suas atividades do dia a dia. Por exemplo, pode ser difícil para uma pessoa com TDAH determinar o que é mais importante dentre muitas coisas que tem para fazer, escolher o que vai fazer primeiro e o que pode deixar para depois. Em conseqüência disso, quem TDAH fica muito “estressado” quando se vê sobrecarregado (e é muito comum que se sobrecarregue com freqüência, uma vez que assume vários compromissos diferentes), pois não sabe por onde começar e tem medo de não conseguir dar conta de tudo.




O portador de TDAH fica com dificuldade para realizar sozinho suas tarefas, principalmente quando são muitas, e  precisa ser lembrado pelos outros sobre o que tem para fazer. Acaba deixando as atividades iniciadas pela metade.


Sintomas em crianças e adolescentes:


As crianças com TDAH, em especial os meninos, são agitadas ou inquietas. Elas têm dificuldades para manter atenção em atividades muito longas, repetitivas ou que não lhes sejam interessantes. Elas são facilmente distraídas por estímulos do ambiente externo, mas também se distraem com pensamentos "internos", isto é, vivem "voando". Nas provas, são visíveis os erros por distração (erram sinais, vírgulas, acentos, etc.). Como a atenção é imprescindível para o bom funcionamento da memória, elas em geral são tidas como "esquecidas": esquecem recados ou material escolar, aquilo que estudaram na véspera da prova, etc. (o "esquecimento" é uma das principais queixas dos pais). 






O que as deixa mais tranquilias são atividades de sua preferência, atividades significativas em sala de aula. Isto ocorre porque os centros de prazer no cérebro são ativados e conseguem dar um "reforço" no centro da atenção que é ligado a ele, passando a funcionar em níveis normais. O fato de uma criança conseguir ficar concentrada em alguma atividade não exclui o diagnóstico de TDAH. .
Elas também tendem a ser impulsivas (não esperam a vez, não lêem a pergunta até o final e já respondem, interrompem os outros, agem antes de pensar). .


Seu desempenho sempre parece inferior ao esperado para a sua capacidade intelectual. O TDAH não se associa necessariamente a dificuldades na vida escolar, embora esta seja uma queixa freqüente de pais e professores. É mais comum que os problemas na escola sejam de comportamento que de rendimento (notas).


Um aspecto importante: as meninas têm menos sintomas de hiperatividade-impulsividade que os meninos (embora sejam igualmente desatentas), o que fez com que se acreditasse que o TDAH só ocorresse no sexo masculino. Como as meninas não incomodam tanto, eram menos encaminhadas para diagnóstico e tratamento médicos.
                                                            
Baixa auto estima e comportamento de risco


Por ter consciência de suas limitações, seu comportamento inadequado prejudicando a concentração dos colegas gerando exclusão, pode levar o indivíduo a desenvolver problemas psicológicos podendo tornar-se introvertido ou agressivo, exibicionista e com baixa auto-estima acentuada, até mesmo comportamentos anti-sociais.


                                                                                                                    


Diagnóstico


Observar  o tempo que a criança começou a apresentar os sintomas. Segundo o DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) os sintomas deverão ser ininterruptos e com duração mínima de seis meses sem limitar-se a apenas uma situação.


Para fazer o diagnóstico, é indicado um psiquiatra, que deverá fazer uma anamnese com pais e pessoas de seu convívio como professores, empregadas e terapeutas se estiver sendo acompanhado por alguém.
De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção,(vídeo) Eletro encefalograma, o Mapeamento Cerebral, a Tomografia Computadorizada, a Ressonância Magnética e o Potencial Evocado  podem fornecer este diagnóstico!


TDAH/DDA tem cura?


Até pouco tempo acreditava-se que os sintomas de TDAH desapareciam na adolescência e na vida adulta. Muitos ainda acreditam que só ocorre no período da infância. Entretanto, recentes pesquisas mostraram que 50% a 75% dos casos continuam na idade adulta. Há casos que a hiperatividade tende a diminuir ou desaparecer devido a um amadurecimento do cérebro que acaba equilibrando a produção de dopamina
 
Em seguida vamos apresentar as sugestões dos especialistas aos pais e professores para ajudar a criança e o adolescente TDAH em suas dificuldades.
 
 
Livros recomendados pela ABDA
 
Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade: O que é? Como ajudar?
Luiz Rohde e Edyleine Benczik, Porto Alegre, Editora Artes Médicas, 1999
Transtorno do Déficit de Atenção / Hiperatividade
Barkley R. Porto Alegre: Editora Artmed, 2002.
Tendência à Distração
Hallowell, Edward e John J. Ratey.Rio de Janeiro, Rocco, 2000.
Hiperatividade: Como desenvolver a capacidade de atenção da criança.
Sam Goldstein e Michael Goldstein. Papirus Editora, 1998
Hiperatividade: como lidar
Abram Topczewski. Casa do Psicólogo, 2006.
PUBLICAÇÕES ESTRANGEIRAS
Parenting a Child with Attention Deficit/Hyperactivity Disorder - Revised Second Edition.
Nancy Boyles, Darlene Contandino. Los Angeles, Lowell House, 1999.
Power Parenting for Children with ADD/ADHD - A Practical Parent's Guide for Managing Difficult.
Sam Goldstein, Anne Teeter Ellison, 2002, Academic Press
Grad L. Flick, 2002, John Wiley Trade
Put Yourself in Their Shoes: Understanding Teenagers with Attention Deficit Hyperactivity Disorder.
Harver Parker. Plantation, FLA: Specialty Press,1999.
Taking Charge of ADHD: The Complete, Authorative Guide for Parents.
Russel Barkley. New York, NY: The Guildford Press, 1995.
Adventures in Fast Forward: Life, Love and Work for the ADD Adult.
Kathleen Nadeau, New York, NY, Brunner Mazel, 1996.
A. D. D. and Romance: : Finding Fulfillment in Love, Sex, & Relationships
Jonathan Scott Halverstadt. Taylor Trade Publishing, 1998.

PUBLICAÇÕES PARA PROFISSIONAIS



TDAH NA ESCOLA
George J. Du Paul, phd e Gary Stoner, phd, M.Books Editora
Manual de Terapia Cognitivo Comportamental no TDAH
Knapp P, Rohde L, Lyszkowski L e Johanpeter J. Porto Alegre: Editora Artmed,2002.
Cognitive-Behavioral Therapy with ADHD Children - Child, Family and School Interventions
Lauren Braswell, Michael Bloomquist, 1991, The Guilford Press
Treatment of Childhood Disorders
Eric Mash, Russel Barkley,1998, The Guilford Press
ADHD in Adulthood: A Guide to Current Theory, Diagnosis, and Treatment
Weiss, Hechtman and Weiss, 1999, John Hopkins U Press
Clinicians' Guide to Adult ADHD: Assessment and Intervention (Practical Resources for the Mental Health Professional)
Sam Goldstein, Anne Teeter Ellison, 2002, Academic Press
Manual para a Escola do TDAH: Versão para professores.
Edyleine Bellini Peroni Benczik. São Paulo, Casa do Psicólogo, 2000
Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade: Atualização Diagnóstica e Terapêutica.
Edyleine Bellini Peroni Benczik. São Paulo, Casa do Psicólogo, 2000
Manual da Escala de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade: Versão para professores.
Benzick, Edyleine B.P. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000.
Jogo Infantil e Hiperatividade
Barros, Juliana M. G. Rio de Janeiro: Editora Sprint Ltda, 2002




Referências


Fonte de Pesquisa:
Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) -
http://www.tdah.org.br/




http://jianeevs.blogspot.com/2010/10/saude-na-escola_29.html?showComment=1300986574306#c2428780117397435234


TDAH/DDA- Informações e orientações – Simaia Sampaio
http://www.profala.com/arthiper2.htm

TDAH/DDA
http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/spdslx08.htm


Veja também:

TDAH/DDA – o que há de novo?
http://impactodapedagogiamoderna.blogspot.com/2010/09/tdah-o-que-ha-de-novo.html 


Como Ajudar o TDAH
http://impactodapedagogiamoderna.blogspot.com/2010/09/como-ajudar-o-tdah.html

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