“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


segunda-feira, 7 de março de 2011

Acordo ortográfico de 2009 terá que ser cumprido até 2012

  Acordo em desacordo" "reforma ortográfica na lingua de Camões"  

imagem -http://www.google.com.br/images?hl=pt-



 Reportando-se ao decreto de setembro de 2009 em que, o então presidente da República, Luís Inácio da Silva, assinou um decreto de vigência do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Apesar do que as duas normas ortográfica, a anterior e a atual, podem ser usadas e  aceitas como corretas até dezembro de 2012.
Essa reforma ortográfica, segundo o Ministério da Educação tem a finalidade de facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico  entre os países e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesas . A ideia de unificar  o registro da grafia destes oito países da língua portuguesa, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Porto Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal, de um  projeto antigo e várias tentativas de implantação tornar-se regulamentada, finalmente.
Críticas e polêmicas não só   só em Portugal, como também noutros países que falam a língua de Camões. No Brasil, por exemplo, os principais opositores do acordo citam o Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa.
Os editores portugueses desconfiam que o acordo ortográfico é uma manobra para privilegiar o mercado brasileiro. Já, aqui,  os benefícios da unificação da língua não são um consenso entre os editores. De acordo com o presidente da Comissão de Língua Portuguesa, Godofredo Oliveira Neto, essa visão negativa não tem fundamento. “Em quatro anos é possível escoar o estoque das editoras.'” Em Lisboa, ouve-se  que o acordo é um lobby dos editores brasileiros”.
Pelo ponto de vista dos editores isso é uma realidade, pois não se pode simplificar tanto a situação. Há impactos   econômicos. Além do mais, “mexer com a cultura de um povo é algo complexo”,  analisam editores brasileiros.
A queixam em comum é a perda da identidade cultural de cada país.Para  Eduardo Salomão, editor da Imago, o maior problema para todos os países é a questão da língua ser um símbolo de cidadania. “Se o Brasil foi colonizado pelos portugueses, tomou um rumo diferente e se distanciou, criando uma língua própria, devemos abandonar esse percurso de afirmação de identidade em prol da globalização?”
Percebe-se há questões  polêmicas no nível político, econômico e sócio-cultural, mas tornou-se lei apesar das oposições no Brasil e em Portugal, e o  que  pode acontecer agora é  levar uma eternidade para se tornar uma realidade no seu aspecto amplo.
Aqui, no Brasil muitos especialistas analisam que nem as normas anteriores eram completamente adotadas e aplicadas, as atuais então…




Muitos professores, preferem   prorrogar a inserção definitiva da nova ortografia nos componentes curriculares a serem estudados em suas turmas. Parte desses, ressaltam em suas classes apenas as adequações da reforma contidas nas novas edições das coleções de livros aprovados pelo MEC e adotados pelas escolas, ou em atividades isoladas que tratam de exemplos úteis em contextos rotineiros e genéricos.
Diante das dificuldades que os professores, hoje, enfrentam no ensino da Língua Portuguesa, por várias questões, entre elas o desinteresse da linguagem  formal, quando crianças e adolescentes criam uma linguagem própria e totalmente informal usando os modernos meio da tecnologia.
Os  professores sentem a eterna reivindicação  da capacitação nunca propiciada diante das mudanças curriculares. Os educadores estão, na sua maioria  inseguros  na utilização prática do novo acordo ortográfico , mostrando que a  Reforma está longe de ser uma realidade cômoda.
O Governo de Portugal para  garantir o acesso dos cidadãos á ferramentas que possibilitem a aplicação do Acordo Ortográfico concede um  vocabulário e um conversor ortográficos gratuitos que definem os procedimentos a adotar.
Assim, o Governo, através da presente resolução determina que o Acordo Ortográfico é aplicável ao sistema educativo no ano lectivo de 2011/2012 e a partir de 1 de Janeiro de 2012 (…) Esta resolução adopta o Vocabulário Ortográfico do Português, produzido em conformidade com o Acordo Ortográfico, e o conversor Lince como ferramenta de conversão ortográfica de texto para a nova grafia, disponíveis e acessíveis de forma gratuita no sítio da Internet www.portaldalinguaportuguesa.org e nos sítios da Internet de todos os departamentos governamentais, ambos desenvolvidos pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC);…Ainda, para garantir que a aplicação do Acordo Ortográfico é efectuada de forma informada, tanto pelos  portugueses em geral como pelas entidades referidas na resolução, prevê-se, a partir de 1 de Janeiro de 2011, a realização de iniciativas de informação e de sensibilização e a divulgação de conteúdos de esclarecimento da aplicação do Acordo Ortográfico no sítio da Internet de cada departamento governamental”
No Brasil a adoção do acordo ortográfico completa um ano adotando medidas  para disseminar as novas regras, como a conversão de livros didáticos, o uso nas escolas e a mudança da forma de escrever na imprensa, nos outros países da CPLP , a reforma engatinha.
fontes:
 

Acordo Ortográfico nas escolas em setembro de 2011
e três meses depois nos demais organismos do Estado – Portugal

http://ciberduvidas.sapo.pt/noticias.php
Só o Brasil adota nova ortografia,e acordo pode vir por agua abaixo
http://www.globoms.com.br/noticia.php?id=10423
CONEXÃOPROFESSOR – Reação do Mercado Editorial Brasileiro
http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/temas-especiais-13f.asp

Reforma Ortográfica
http://aquitemeducacao.blogspot.com/

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