“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Forum de debate - Educação Especial - SEDF

SEDF abre debate sobre Educação Especial

25/02/2011
Fórum tem o objetivo de acolher as reivindicações da sociedade e promover responsabilidade socioeducacional

A Diretoria de Educação Especial (DEE), vinculada à Subsecretaria de Ensino Básico (SUBEB) da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF), realiza no dia 1º de março a abertura do Fórum Permanente de Apoio ao Estudante com Necessidades Educacionais Especiais, às 14h, no auditório do Centro de Ensino Especial 01 de Brasília, na quadra 912 da Asa Sul. O evento é aberto aos professores, autoridades, alunos e comunidade.
O Fórum tem três objetivos básicos: acolher as reivindicações da sociedade; prover subsídios à construção e aplicação do conceito de Educação Especial na perspectiva da coesão como mola do desenvolvimento de uma responsabilidade socioeducacional coletiva; e estabelecer uma parceria efetiva entre o Estado e a Sociedade.
De acordo com a gerente da DEE, Adriana Ribeiro, a intenção é que existam encontros presenciais uma vez por mês para discutir o tema. As reuniões irão acontecer na Secretaria de Educação.
Para mais informações, acesse o blog no seguinte endereço eletrônico: http://www.faedef.blogspot.com/.

Serviço:FÓRUM PERMANENTE DA EDUCAÇÃO ESPECIAL-  DEELocal: Centro de Ensino Especial 01 de BrasíliaSGAS 912 Sul –módulo D- Ao lado do CEM Setor OesteFONE: 3901-7626- Diretora Profª Adriana Ramos


Fonte:

Forum de debate - Educação Especial - SEDF

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Piso salarial nacional de professor sobe 16% Mínimo para 40 horas semanais em escola pública passa a R$ 1.187,08


Para entidade de classe, piso em 2011 teria de ser R$ 1.597,87; municípios dizem que reajuste só deveria valer em abril


ANGELA PINHO
DE BRASÍLIA

Neste ano, nenhum professor de escola pública pode ganhar menos do que R$ 1.187,08 mensais para uma jornada de trabalho de 40 horas por semana.
O valor atualizado do piso para o magistério da creche ao ensino médio, segundo o Ministério da Educação, é 16% maior que o anterior, em vigor desde janeiro de 2010.
O aumento foi ainda quase o triplo da inflação do ano passado, de 5,91%, segundo o IPCA (índice oficial usado pelo governo).
O reajuste considera o critério estabelecido na legislação, ou seja, o mesmo percentual de aumento do valor por aluno do Fundeb, fundo para a educação básica que leva em conta a arrecadação de Estados e municípios.
Há, no entanto, divergências em relação à interpretação da lei. Para a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), o piso em 2011 tem que ser de R$ 1.597,87.
A divergência se deve ao fato de que a entidade considera a variação do valor do Fundeb de 2010 para 2011, e o MEC, o de 2009 para 2010.
Do outro lado, a CNM (Confederação Nacional de Municípios) reclama da data que o MEC considera como válida para o novo valor (janeiro). A entidade afirma que o reajuste deveria valer a partir de abril, quando será publicado o balanço definitivo do Fundeb.
Apesar de não atender à reivindicação da CNM, o governo acenou com a possibilidade de ajudar Estados e municípios sem recursos.
Para pedir complementação de verba ao MEC, elas deverão cumprir exigências como comprovar que aplicam 25% de sua receita em educação, ter plano de carreira para o magistério e demonstrar o impacto nas suas finanças.
Há queixas sobre a lei do piso desde sua aprovação, em 2008, com o valor de R$ 950. Naquele ano, cinco estados pediram a suspensão da medida ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Em decisão liminar (provisória), o tribunal manteve o valor, mas que poderia englobar, além do salário base, as gratificações, ao contrário do que dizia a lei.

Fonte:




Analisando a situação dos educadores brasileiros:

É perceptível que somente após os resultados da avaliação da Educação, do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2009, divulgado no fim de 2010, pela OCDE (Organização para a Cooperação Econômica Europeia),em que concluiu-se, depois da análise dos resultados, que sistemas considerados de sucesso gastam muito dinheiro em educação e tendem a priorizar o salário docente à formação de classes menores, que alcançou a mídia internacional, o governo, a título de "iniciativa no sentido de melhorar as condições da educação, reajustando o piso salarial do professores", ensaia apenas medidas que não correspondem á realidade das necessidades salariais dos professores, e a categoria não ficou satisfeita, evidente!
Referência

Professor ganha 40% menos que média do trabalhador brasileiro com mesma escolaridade -

 

Karina Yamamoto
Editora de UOL Educação
Em São Paulo
O salário médio de um professor da educação básica é 40% menor que a remuneração, também média, de um trabalhador com o mesmo nível de escolaridade. O cálculo foi feito pela economista Fabiana de Felicio com base nos microdados da última edição da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Enquanto um assalariado, que tem escolaridade superior ao ensino médio, recebe mensalmente R$ 2.799 por 40 horas semanais de serviço, um docente com a mesma quantidade de anos de estudo tem remuneração de R$ 1.745 por mês. O salário médio mais baixo é do Estado de Pernambuco -- R$ 1.219 -- e o mais alto é do Distrito Federal -- R$ 3.472.
Fabiana faz questão de frisar: "esses são valores médios, o que significa que tem uma parcela da amostra que ganha menos que isso". Segundo ela, a ponderação é importante para não se tirar conclusões precipitadas. Outro ponto para o qual ela pede atenção é sobre a jornada padronizada para a comparação - nem todos os professores trabalham 40 horas por semana. Em geral, a carga horária é menor.
Meta do PNE
A valorização do professor -- considerada essencial para o avanço da qualidade da educação -- é um dos eixos centrais do PNE (Plano Nacional da Educação) que deve ser encaminhado ao Congresso amanhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quatro das 20 metas trazidas pelo documento são destinadas a esse fim. O PNE traça os objetivos do país na área da educação para períodos de dez anos.
O aumento do salário do professor "é o mínimo" que deve ser feito para a valorização da carreira, na opinião de Fabiana de Felicio. "Se [isso] não [acontecer], [a profissão] vai continuar atraindo quem se contenta em ganhar um pouco mais que quem tem ensino médio", afirma a economista. O incremento na renda só é significativo quando o salário do docente é comparado com essa faixa de assalariados -- enquanto um trabalhador de nível médio ganha R$ 1.009, um professor com escolaridade equivalente recebe R$ 1.624.
Na média, pelo menos
Para a pesquisadora, o salário do professor tem que alcançar "pelo menos" a média da remuneração dos outros profissionais com superior incompleto ou completo. "O salário é o sinal para atrair novos [e melhores] professores", diz Fabiana.
O tempo de resposta desse investimento na carreira docente, no entanto, é "longo". "Se aumentar hoje, não vamos ter resposta no próximo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos)",  explica a economista. Segundo ela, essa pode ser uma das justificativas para que esse tipo de medida -- que é consenso para melhoria da educação -- não tenha sido tomada ainda. Afinal, o "resultado" leva de dez a 15 anos para aparecer enquanto o mandato de um governante é de quatro anos.
Além da falta de retorno eleitoral, o investimento em educação é "caro" - ao elevar o salário dos professores, Estados e municípios têm que aumentar os gastos também com as aposentadorias desses profissionais.
Redução de jornada
Para a presidente da Apeoesp, sindicato dos professores da rede estadual de São Paulo filiado à CUT, Maria Izabel Noronha, a questão da carreira também começa com elevação do salário. Mas vai além disso. Na opinião dela, é preciso melhorar as condições de trabalho dos docentes.
"A questão central diz respeito à organização do espaço e do currículo escolares", diz Maria Izabel. "Uma jornada ideal teria 40 horas semanais, divididas em 20 horas na sala de aula, dez horas para preparo das aulas e as outras dez horas para trabalho pedagógico."
Ela admite, no entanto, que aumentar o salário e reduzir a jornada poderia ser uma política de difícil execução. "Se implantada em São Paulo, a Lei do Piso poderia ser um bom começo", afirma a dirigente sindical. Se fosse necessário escolher entre aumento de salário e redução de jornada, Maria Izabel diz que "não tem primeiro [a ser feito], tem que ser tudo junto".
Para ela, que também é conselheira do CNE (Conselho Nacional de Educação), o PNE traz "variáveis importantes para estruturar a qualidade", como a adoção do CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), a valorização docente e a meta de investimento de 7% do PIB (Produto Interno Bruto) na educação.

Inclusão numa Escola pública do Distrito Federal:. convivência com outras crianças, a aprendizagem e um professor compromissado !

 
Há pessoas que transformam o Sol, numa simples mancha amarela, mas há aqueles que fazem de uma simples mancha amarela, o próprio Sol” (Pablo Picasso)
 
 
 






Este vídeo realizado durante o evento de “Conscientização da Inclusão”"inclusão: convivência e aprendizagem" é uma pequena amostra do "know how" dos professores diante do conhecimento teórico aliado ás difíceis experiências em sala de aula, alianhadas aos vínculos da afetividade conquistados com os aluno com necessidades especiais.
Legendado, não poderia demonstrar a surpreendente capacidade destes professores, porém as imagens falam por si. São as imagens do hoje, e não as primeiras imagens da inclusão que mostravam professores totalmente desanimados diante de uma proposta nunca antes imaginada. Os educadores com longa experiência em Salas Especiais, Centros de Ensino Especial, APAEs e outras instituições similares, compreendem o ontem e o hoje destes professores, pelas simples imagens.

Inclusão Educacional no Distrito Federal – Professores Nota 10

Inclusão Educacional no Distrito Federal – Professores Nota 10 – Escola Classe 02 do Arapoanga -  Planaltina DF
O GDF foi pioneiro na Inclusão,e apesar de grande parte das escolas não possuírem adequação espacial, e de faltar a capacitação formal aos professores, diante do recente trabalho realizado numa escola pública da periferia de Planaltina – Distrito Federal, Escola Classe 02 do Arapoanga(23/02/2011), pelo apoio da escola e a Sala De Recursos da IE, uma escola recém construída, adequada em sua estrutura física e organizada pedagogicamente com vistas á Inclusão, os professores, demonstraram serem “Professores Nota 10”: compromissados, responsáveis e verdadeiros profissionais, que enfrentaram a Inclusão, buscando recursos e ferramentas adequadas, fazendo com que hoje se sintam abertos ao grande desafio educacional que é “ensinar á criança com deficiência” . Parabéns aos professores, parabéns á escola.    
                
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Deixando de ser projeto para ser realidade - a Inclusão Educacional no Distrito Federal




O Censo Escolar é um importante levantamento estatístico-educacional de âmbito nacional realizado, anualmente, pelo Instituto Nacional de Estudos e PesquisasEducacionais Anísio Teixeira (INEP). Os dados demonstram informações relevantes sobre os estabelecimentos escolares, as turmas e o rendimento escolar,informações sobre a movimentação escolar e o acesso ao transporte, transferências de recursos do MEC aos estados e municípios,programas sociais, entre outros...

Além dessas informações, com esse levantamento é possível conhecer os números da evolução das matrículas dos alunos que possuem deficiências. As informações referem-se aos estudantes tanto da rede especial de ensino como daqueles que estão incluídos na rede de escolas regulares, sejam elas públicas ou privadas.

As informações do Censo Escolar, elaborado anualmente pelo INEP,demonstram que desde 1998 existe uma tendência de queda das matrículas dos alunos no ensino fundamental, sendo uma das prováveis causas deste acontecimento a nova visão proposta pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação UFPR 233.1-

Em relação ao número de crianças e de adolescentes com deficiências matriculados em escolas no nível fundamental é constatado a cada ano um aumento, de acordo com dados do INEP em 2005. O que se percebe é que do ano de 2003 até agora, houve um avanço significativo das matrículas desses alunos, sendo que esse avanço demonstra a necessidade urgente de providências quanto à inclusão das crianças com deficiência nas escolas regulares e, principalmente,da prepararação destas escolas, pedagogicamente, espacial e organizacionalmente, para inclusão real das crianças.

Números da deficiência no Brasil

Dos mais de 500 milhões de pessoas que possuem alguma deficiência (mental, física ou sensorial) no mundo, muitos convivem com limitações e são obrigados a viver em condições desfavoráveis. Desse montante, 140 milhões são crianças (UNICEF), que, juntamente com os adultos, sobrevivem em situações marcadas
pela segregação e pela degradação,
A maioria das referências quanto ao número de pessoas com deficiência existentes em uma determinada cidade ou região cita a estimativa de 10% da população geral, e indica como fonte dessa estimativa a Organização Mundial de Saúde (OMS) ou a Organizações das Nações Unidas (ONU) (SASSAKI). Para os países em desenvolvimento, essa estimativa é um pouco maior, situando-se entre 12 e 15%, podendo chegar até mesmo a 20% do total da população (ONU, 2002).

Hoje há uma evolução perceptiva deste quadro, quando analisamos as medidas do Governo do Distrito Federal, através da Secretaria de Estado de Educação implantando a Inclusão  de crianças e adolescentes com deficiência, na faixa de 0 a 14 anos, nas escolas públicas do Ensino Fundamental, descentralizando o acesso aos Centros de Ensino Especial e reduzindo o quantitativo de crianças segregadas nos lares.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Inclusão Educacional – “Desculpe, não estamos preparados” – isso foi ontem, hoje a Escola Classe o2 do Arapoanga – DF, caminha a passos largos nos caminhos da Inclusão Educacional!

  
“Não devemos ter medo dos confrontos. Até os Planetas se chocam e do caos, nascem às estrelas”. (Charles Chaplin)


Não basta que a escola tenha espaços adaptados, garantir um lugar na sala de aula e promover uma integração com os colegas. É preciso compreender o verdadeiro sentido da inclusão, por parte de todos os atores da escola, abrir os braços, acolher e dar sentido aos conteúdos das adaptações curriculares dentro de sala, conscientes da diversidade que é própria de todo ser humano e suas limitações.

Esta foi a lição que a Escola, a Equipe Gestora e principalmente o grupo de professores de uma escola da rede pública da periferia do Distrito Federal, Escola Classe 02 do Arapoanga, passou durante as atividades propostas pela Sala de Recursos, professoras Marilene Francisco, Ieda Nunes e a Equipe de Apoio Pedagógico.


Foi um dia de grandes surpresas. Havia uma pauta de atividades, que visava sensibilizar, esclarecer, tirar dúvidas e motivar os quarenta e oito professores, quase todos os professores de turmas inclusivas, á receptividade dos alunos especiais.  Presentes representantes da Equipe Pedagógica da DREP – Diretoria Regional de Ensino de Planaltina - Professoras Mônica Angélica B. de Almeida, Coordenadora da Educação Infantil, Karla Cirlene R. Rodrigues - coordenadora de Séries Iniciais – NMP - (Núcleo de Monitoramento Pedagógico), a Equipe Gestora da Escola: Georgina F. Lopes, Marilza Mariano, a Supervisora Pedagógica France Barros, professoras da Sala de Recurso Marilene Francisco, Ieda Nunes e a Julia Virginia de Moura, pedagoga da Equipe de Apoio Pedagógico.



Na pauta, um vídeo de motivação “Você Pode Vencer”, (Maryah Carey), apresentação das atribuições da Sala de Recursos e Equipe de Apoio Pedagógico, dinâmica para discussão “O que é a Inclusão” e “Dificuldades de Aprendizagem”- Construção de um mural sobre os temas realizados pelos grupos – Conclusão e lembrancinhas do encontro.


A grande surpresa aconteceu durante a apresentação dos grupos de professores sobre temas em debate: o grupo de professores demonstrou estar preparado para continuar a trilha da Inclusão, com muito conhecimento e sensibilidade adquiridos ontem, quando se desculpavam “não estou preparado”, e hoje dominando todos meios de enfrentamento de uma realidade obrigatória, mas que está se tornando parte do cotidiano da sala de aula, com a consciência dos desafios, mas com a naturalidade e espontaneidade de quem abriu o coração para acolher e realizar.

                                                               
Apesar de todos os avanços que a Inclusão alcançou nos últimos anos, no Brasil, o Distrito Federal, principalmente nas escolas públicas foi pioneiro na Inclusão, sabe-se que há ainda muito por fazer... Porém, diante da resistência diante do novo e do desconhecido, os Professores e a Equipe Gestora, as Professoras da Sala de Recursos da Escola Classe 02 do Arapoanga, estão de parabéns por estar fazendo desta escola, uma verdadeira escola inclusiva, no sentido completo da palavra, um espaço onde as crianças com necessidades educacionais especiais além de conviver com os colegas, também aprendem.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Compreender a Inclusão–Sala de Recursos e Equipe de Apoio Pedagógico–Escola Casse 02 do Arapoanga–Planaltina–DF/2011

Em 23 de fevereiro de 2011, 4ª feira próxima, a Sala de Recursos e a Equipe de Apoio Pedagógico da Escola Classe 02 do Arapoanga, realizará um encontro com a escola para um momento de Consciência sobre Inclusão, já que a Escola recebe cerca de 48 alunos com Necessidades Educacionais Especiais, e 05 alunos com Outras Necessidades (ONs) ou seja TDAH, Dislexia…
Através de um folder e de um convite individual, o evento será realizado nas Salas do Professor, durante a coordenação de cada turno.



As professoras das Salas de Recursos, Professora Marilene,  Professora Ieda, e a representante da Equipe da Equipe de Apoio á Aprendizagem, através de sensibilização, motivação e dinâmicas oportunizará ao grupo um momento de exposição de teorias e práticas em sala de aula sobre a Inclusão Social;  sobre o trabalho da Sala de Recursos, da Equipe, e se disponibilizarão-se a tirar dúvidas dos professores, principalmente, sobre o trabalho pedagógico em sala de aula.

A Sala de Recursos e a Equipe de Apoio Pedagógico  contam com o apoio incondicional  d Equipe Gestora, Georgina, Marilza, a Supervisora Pedagógica France, a Cooordenadora do CRA Vanessa e toda a equipe de Coordenadores e o grupo de 48 professores, sempre abertos para o enfrentamento de uma nova proposta, que é a Inclusão Educacional
A Escola Classe 02 do Arapoanga está de parabéns pelo acolhimento da Inclusão Social!

Acompanhe nas próximas postagens, a realização deste evento.

IMPACTO DA PEDAGOGIA MODERNA: Adequação do Espaço –escola inclusiva - Sala de Re...

IMPACTO DA PEDAGOGIA MODERNA: Adequação do Espaço –escola inclusiva - Sala de Re...: " As professoras Marilene e Ieda prepararam o espaço, com todos os recursos que serão usados, no atendimento aos Alunos Port..."

Adequação do Espaço –escola inclusiva - Sala de Recursos - Escola Classe 02 do Arapoanga - Planaltina -DF /2011

 
SDC12901
 
As professoras Marilene e Ieda prepararam o espaço, com todos os recursos que serão usados, no atendimento aos Alunos Portadores de Necessidades Educacionais Especiais,SDC12904
na Escola Classe 02 do Arapoanga, em Panaltina - DF, que além de contarem com total apoio da Equipe Gestora á todas as necessidades á uma Sala de Recursos, a Escola é totalmente adaptada para a Inclusão de ANAEEs.
 
 
SDC12899Educar com amor, acolher o aluno especial como ele necessita, na Inclusão é o lema desta escola.
 
 
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sala Multisseriada na França - "Ser e Ter" - Vídeo




Ser e ter (Être et avoir -- França/2002) é daqueles filmes europeus que nos permitem degustar e refletir sobre cada cena. 
"Ser e ter" mostra o cotidiano de uma escola rural multisseriada francesa.


É a relação entre o professor e seus alunos e alunas no ato de alfabetização e de humanização.
O filme todo é um poema à nossa profissão. Destaquei duas cenas: a surpreendente cena inicial e o final em que, concluído o ano letivo, as crianças se despedem do professor.




Como Trabalhar com as Classe Multisseriadas nas Escolas Rurais?Claudia Molinari defende a diversidade !

classes multisseriadas - escolas rurais

Claudia Molinari defende a diversidade no avanço de classes multisseriadas

Pesquisadora argentina afirma que todos podem aprender em turmas que reúnem estudantes de diversas idades e níveis de conhecimento






CLAUDIA MOLINARI  "É preciso
imaginar as diferentes situações
e a melhor maneira de aproveitar
a diversidade em cada uma delas"
Uma das características da Educação feita em regiões rurais é a organização da turma em classes multisseriadas. Por causa das grandes distâncias entre as propriedades e do baixo número de crianças em cada ciclo ou série, é comum encontrar as que estão em fase de alfabetização estudando com quem já sabe ler e escrever - e todos sob a orientação de um só professor.

Geralmente, a diversidade de faixas etárias, de maturidade e de níveis de conhecimento é apontada como razão para o alto índice de fracasso escolar dos que moram no campo. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios divulgada em setembro do ano passado mostram que a taxa de analfabetismo das pessoas com mais de 15 anos no campo é três vezes maior do que na cidade. Atualmente, esse índice é de 7,6% nas regiões urbanas e 23,3% nas rurais.

Contudo, um programa de formação de professores desenvolvido na província de Buenos Aires - envolvendo docentes e estudantes de Pedagogia, inspetores de ensino e professores de 26 escolas rurais – mostrou que é possível conseguir bons índices de aprendizado nessas condições quando são desenvolvidos projetos ou sequências didáticas que explorem a interação a favor do ensino. Claudia Molinari, professora de Ciência da Educação da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina, e uma das coordenadoras do projeto, fala sobre o trabalho.

Muitos professores que lecionam em escolas rurais acreditam que a presença de alunos de várias faixas etárias e com níveis de conhecimento diferentes dificulta o aprendizado. Isso realmente acontece? CLAUDIA MOLINARI  Apesar de a diversidade estar presente em qualquergrupo, na escola rural ela chama muito mais a atenção por concentrar no mesmo espaço – e ao mesmo tempo – crianças de idades muito díspares, da Educação Infantil aos últimos anos do Ensino Fundamental. E, geralmente, o professor não tem um auxiliar trabalhando com ele. A responsabilização da multisseriação pelo fracasso escolar nessas turmas sempre aparece no discurso dos professores. Eles veem nisso um problema que prejudica principalmente o ensino dos menores – os que demandam mais atenção –, mas que também dificulta o dos maiores, que acabam não tendo tarefas ou atividades específicas que osajudem a progredir.

Qual é a principal dificuldade enfrentada pelos que lecionam em classes multisseriadas?CLAUDIA  O maior problema é organizar o tempo didático. Quando se deparam com crianças de várias séries ou ciclos, com diferentes necessidades de aprendizagem, dividindo o mesmo espaço e a atenção deles, os docentes pensam que a solução é fazer planejamentos distintos para cada grupo. Porém essa nunca foi uma estratégia eficiente, pois o professor, durante a aula, precisa correr de um lado para o outro tentando atender a todos e, obviamente, ele não dá conta de acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos. Se tiver de optar por dar mais atenção a um determinado grupo, certamente se dedicará aos que estão em fase de alfabetização, deixando os outros com atividades fáceis de executar para o nível deles – não demandando a intervenção docente –, o que não lhes propicia a construção de conhecimento.

Dedicar tempos iguais para os diferentes grupos seria uma solução mais adequada nesses casos? CLAUDIA  Também não. Alguns professores acham que estão sendo justos quando reservam, por exemplo, meia hora ou outra fração qualquer de tempo para cada agrupamento. Porém nem assim eles conseguem dar um bom atendimento, já que cada um pede um tipo de intervenção. Outros ainda têm a iniciativa de propor tarefas coletivas. Sem dúvida, essa é uma maneira mais interessante do que desenvolver atividades separadas, mas também fica mais fácil cair na armadilha de achar que todos estão envolvidos, quando, na verdade, a mesma proposta pode ser adequada para uns, muito fácil para alguns e difícil demais para outros. Com isso, os alunos deixam de enfrentar situações específicas que estejam de acordo com seus saberes e com os desafios que precisam enfrentar para progredir.

O que o programa elaborado para a capacitação dos educadores rurais da província de Buenos Aires propôs para resolver o problema da organização do tempo e da diversidade?
CLAUDIA  A interação entre alunos de diferentes níveis, antes considerada um obstáculo, transformou-se em vantagem pedagógica. Elaboramos um projeto didático totalmente baseado nesse princípio. E deu certo nas 26 escolas que participaram do curso de formação. Hoje sabe- se, por meio de várias pesquisas realizadas na área da Psicologia Social, que o trabalho com os pares é favorável à aprendizagem. Pesquisas conduzidas pela educadora Mirta Castedo, também da Universidade de La Plata, atestam a eficiência dos grupos. Neles, as crianças sempre apresentam desempenhos cognitivos superiores aos que mostrariam se realizassem as mesmas tarefas individualmente. E isso é verdade tanto para as mais avançadas como para as que têm algum tipo de dificuldade, para as mais velhas e para as mais novas.

As vantagens dessa organização também aparecem em turmas que estão no início da escolaridade, em que o principal objetivo do professor é promover a alfabetização?
CLAUDIA  Com certeza. A pesquisadora argentina Ana Teberosky, responsável junto com Emilia Ferreiro pelas pesquisas pioneiras sobre a psicogênese da língua escrita, analisou a maneira como os pequenos da Educação Infantil com o mesmo nível de conhecimento realizam diversos intercâmbios em atividades relacionadas à escrita. Ainda que ninguém em um determinado grupo saiba ler e escrever convencionalmente, todos se ajudam, não só permitindo mas também facilitando a socialização dos conhecimentos. Dessa forma, cria-se um ambiente favorável à aprendizagem.

Qual foi o objetivo didático do projeto desenvolvido com escolas rurais da província de Buenos Aires?
CLAUDIA 
Nosso objetivo foi fazer com que os alunos de diversas idades aprendessem a ler e a escrever em contextos de estudo. Optamos por tratar de animais em vias de extinção, mas poderíamos ter abordado qualquer outro assunto. Os estudantes tinham de produzir um texto que divulgasse o resultado dos trabalhos. Decidiu-se pela elaboração de uma enciclopédia como produto final. As crianças escolheram os destinatários: os leitores seriam os futuros estudantes da escola, colegas de outras unidades rurais e usuários da biblioteca escolar. Nos acordos feitos, os menores de 1º e 2º anos ficaram responsáveis por escrever as epígrafes, os do 3º ao 5º fizeram os textos sobre os bichos e os de 6º e 7º, a apresentação do problema relativo à ameaça de extinção de animais do nosso planeta. Juntos, todos elaborariam a página de introdução da enciclopédia. Tínhamos um só planejamento, no qual foram previstas tarefas individuais, coletivas e em grupos, menores ou maiores, que estavam sempre se alternando. Esses últimos poderiam se organizar por ciclo (ou série, de acordo com a escola) ou por níveis de conhecimento, parecidos ou não, dependendo dos objetivos de cada etapa.

Em que momentos os alunos trabalharam juntos? CLAUDIA  A turma toda participava do planejamento, dos registros em cartazes das tarefas e dos compromissos assumidos, das exposições feitas pelo professor, das discussões sobre vídeos e materiais selecionados e das decisões sobre as fontes a serem consultadas e as informações para a edição do texto final da enciclopédia. Houve também momentos em que os menores contaram aos maiores o que haviam descoberto durante a pesquisa e vice-versa. Os mais velhos, por sua vez, ouviram os colegas, leram em voz alta todo o material para os pequenos, comentaram e avaliaram com eles a pertinência das informações encontradas de acordo com o objetivo do projeto.

Quais os critérios usados para a formação de grupos? CLAUDIA  Em algumas ocasiões foi interessante juntar alunos em diferentes fases de aprendizagem, nas quais um ajudava o outro a avançar em um determinado aspecto. Noutras, era mais conveniente que crianças com grau de conhecimento equivalente da língua estivessem envolvidas na mesma tarefa para que levantassem hipóteses e discutissem sobre elas sem a presença de um membro que já tivesse se apropriado do modelo convencional de escrita. O agrupamento com crianças do mesmo nível também foi usado nos momentos em que o professor precisava intensificar o ensino de um aspecto específico, como a elaboração de notas sobre os aspectos mais relevantes dos textos lidos e a revisão conjunta dos escritos. Sozinhos, os estudantes leram parte do material de pesquisa, fizeram anotações sobre o tema e elaboraram os primeiros textos, que posteriormente foram compartilhados com toda a turma.

Como é a atuação do professor em projetos como esses? CLAUDIA  É ele quem organiza e agenda os combinados para que os trabalhos avancem – o que não significa que eles não possam ser revistos pela turma, com progressiva autonomia durante o decorrer do tempo. Ele também lê, escreve, comenta ou expõe para os alunos, planeja atividades com propósitos claros para cada etapa e cuida para que haja à disposição uma diversidade de fontes de pesquisa. Além do mais, cabe ao docente organizar a classe da forma mais interessante para atingir as metas, optando por sugerir tarefas individuais, coletivas ou em grupos. É importante também ele atuar no sentido de coordenar o intercâmbio de significados que são construídos no decorrer das atividades, compartilhar as decisões sobre os conteúdos e revisar as produções.

Qual foi a principal dificuldade encontrada ao sugerir esse projeto para classes multisseriadas? CLAUDIA  O primeiro obstáculo foi romper com a prática habitual de sala de aula. Os professores tinham consciência de que os resultados não apareciam com a prática que mantinham até então. Mesmo assim, sempre existe uma resistência natural à mudança. Certamente, o uso de projetos como o que elaboramos requer um planejamento mais detalhado e difícil, pois é preciso imaginar as diferentes situações e a melhor maneira de aproveitar a diversidade em cada uma delas. Porém tudo muda quando os docentes percebem que a aula se torna menos desgastante para eles e mais aproveitável para todos. Tivemos ainda de fazer esforços para acabar com ideias como a da fragmentação dos conteúdos, o que não pode acontecer em projetos didáticos.

Essa forma de organizar a classe e usar a heterogeneidade e a interação a favor do ensino pode ser usada em qualquer disciplina? CLAUDIA  Dá para ensinar a ler e a escrever com conteúdos de Ciências Naturais, Ciências Sociais ou de qualquer outra matéria. Também é possível ter outros objetivos e produtos finais relacionados a qualquer área do saber.

Muitas vezes os professores de escolas rurais não se animam em fazer projetos didáticos por não ter uma comunidade ao redor para compartilhar o produto final. Como é possível romper com esse isolamento? CLAUDIA  Especificamente no projeto que desenvolvemos, a interação entre escolas foi facilitada pelo contato que os professores estabeleceram durante a formação. Mas uma das coisas que eles aprenderam foi a possibilidade de criar situações didáticas que acabem com o trabalho solitário. Para isso, pensou-se no uso de diferentes mídias, que conseguem atingir até os destinatários mais distantes. As escolas que trabalharam conosco no programa de formação produziram material impresso, pois as unidades que participaram do programa tinham computador, mas não acesso à internet. Porém é possível também fazer gravações em áudio e vídeo para serem enviadas pelo correio ou eletronicamente quando houver esse recurso.

Site de Pesquisa

http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/modalidades/diversidade-ajuda-avanco-427132.shtml



Hermínio Pagotto uma referência em escola rural - modelo de inovação

Modelo de inovação


TROCA DE EXPERIÊNCIAS Escolas rurais de Matão adotaram o projeto de Araraquara e formaram uma rede de troca de informações
As transformações que fizeram da EMEF do Campo Professor Hermínio Pagotto uma referência em escola rural foram fruto de um processo de intenso diálogo com a comunidade e os parceiros envolvidos na realidade do campo. Tudo para que a escola se adequasse às exigências nacionais para o ensino rural e, ao mesmo tempo, refletisse as necessidades e os anseios dos moradores. Consolidadas as diretrizes educacionais, elas foram apresentadas no Fórum Municipal de Educação e aprovadas por unanimidade. “Todo o conhecimento que discutimos e acumulamos foi transformado no nosso projeto pedagógico, que deu origem à escola que vemos hoje, totalmente dedicada à aprendizagem dos alunos e ao desenvolvimento da região”, conta a diretora, Adriana Caravieri. Em 2002, o programa se tornou uma referência para todas as escolas rurais de Araraquara. Na época, Alexandre Luiz Martins de Freitas era coordenador da Secretaria de Educação e acompanhou a implantação do projeto em outras duas unidades da rede. Atualmente, ele é o titular do cargo no município de Matão, a apenas 35 quilômetros de distância. E já levou a experiência para três escolas dessa cidade. A EMEF do Campo Professora Helena Borsetti tem 360 alunos e é uma delas. “No início, houve alguma resistência dos professores em relação aos novos métodos de ensino, mas eles logo viram que a

                                                                       
 contextualização do saber dá resultado”, revela a diretora, Milena Ferreira. A escola monta os projetos aproveitando todos os espaços disponíveis, como a horta, que é usada para a medição de perímetro e área. A troca de informações entre as unidades rurais não para no eixo Matão-Araraquara. A Hermínio Pagotto já foi palco de seminários regionais de Educação do campo e os gestores participam de encontros municipais, regionais e nacionais para trocar experiências e criar uma rede de comunicação cada vez mais eficaz.

Pesquisa realizada pela Revista Nova Esocola

Pedagogia significativa para as escolas rurais - um modelo que está dando certo!

Ensino com a cara do campo

Com uma proposta pedagógica eficaz fez a escola rural se tornar referência em qualidade de ensino

Amanda Polato mailto:gestao@atleitor.com.br , de Araraquara, SP







CONTEÚDO E CONTEXTO Alunos da Hermínio Pagotto, em Araraquara, aprendem na sala de aula e nas plantações. Foto: Rogério Albuquerque
Pés de jaca, goiaba e maracujá estão por toda a parte ao redor da EMEF do Campo Professor Hermínio Pagotto, em Araraquara, a 270 quilômetros de São Paulo. Ela está no assentamento Bela Vista do Chibarro, região dividida em lotes que foram entregues em 1990 a 170 famílias pelo Instituto Nacional de Colonização de Reforma Agrária (Incra). As propriedades que surgiram são hoje mais do que uma fonte de renda para a comunidade: elas se tornaram laboratório e sala de aula para os filhos dos agricultores.



Tudo começou em 2001, quando as pessoas que ali moravam e trabalhavam se reuniram para resolver um problema: a escola era estadual e, para ser municipalizada e receber mais investimentos, os gestores precisavam apresentar um projeto à secretaria de Educação. Mudanças na forma de ensinar – até então baseada em livros didáticos e com conteúdos distantes da realidade local – já estavam nos planos da direção. Para atingir os objetivos, era necessário fazer a escola rural dar certo. E, no trabalho de aprofundar os conhecimentos e abrir as portas para a comunidade, nasceu um projeto vitorioso (leia mais sobre as ações que garantiram o sucesso da escola no quadro abaixo). “Precisávamos fazer com que os alunos percebessem o sentido do ensino e valorizassem o aprendizado”, lembra a diretora, Adriana Maria Lopes Morales Caravieri. Os indicadores eram preocupantes: a evasão tinha atingido 15,3%, e a taxa de reprovação, 7,14%.
Pais, alunos, professores, funcionários, lideranças comunitárias, pesquisadores de universidades e representantes da secretaria de Educação da cidade, do Incra e do Instituto de Terras do Estado de São Paulo foram chamados para participar da discussão do projeto pedagógico, batizado de Programa Escola de Campo, foram chamados O que começou como uma solução para apenas uma escola acabou virando uma política pública no município de Araraquara, um modelo tão bem-sucedido que foi adotado pela vizinha Matão (leia mais no quadro da página abaixo).
Ações para uma escola rural dar certo
• Aproximação do ensino com a realidade das crianças.
• Valorização dos saberes do campo.
• Uso de espaços alternativos de ensino, como as plantações locais.
• Aprofundamento dos conhecimentos, relacionando-os com os produzidos fora do contexto rural.
• Abertura da escola para a participação ativa da comunidade.
• Contato com outras escolas rurais para a troca de experiências.

Referência -
Pesquisa realizada pela revista Nova Escola- em 2010 - Visite o site

http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/modalidades/ensino-cara-campo-448833.shtml

IMPACTO DA PEDAGOGIA MODERNA: Professora Viviane Mosé fala sobre mudanças na soc...

IMPACTO DA PEDAGOGIA MODERNA: Professora Viviane Mosé fala sobre mudanças na soc...: "Viviane Mosé fala sobre mudanças na sociedade e na educação em palestra no SINPRO-SP Para a filósofa e professora Viviane Mosé a sociedade v..."

Professora Viviane Mosé fala sobre mudanças na sociedade e da educação e tecnologia- São Paulo-SP

video
Viviane Mosé fala sobre mudanças na sociedade e na educação em palestra no SINPRO-SP
Para a filósofa e professora Viviane Mosé a sociedade vive hoje a queda de um modelo de pensamento. Há mudanças estruturais em curso. Segundo ela, o que vemos agora é um modelo “em rede” de organização e um pensamento pautado pela simultaneidade, explicou em palestra no SINPRO-SP, no último dia 17.
Ela também falou sobre educação e sobre como a escola está atualmente em crise, um problema que não afeta apenas o Brasil, mas vários países.
Viviane conversou com o Sindicato sobre todas essas mudanças e sobre os desafios.

https://mail.google.com/mail/?hl=pt-BR&source=navclient&shva=1#inbox/12e3bbf145a174a0

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Pedagogia e tecnologia preparam o aluno para o trabalho –e a exclusão digital ?

“Pedagogia e tecnologia (entendidas como processos sociais) sempre andaram de mãos dadas: o processo de socialização das novas gerações incluem necessária e logicamente a preparação dos jovens para o uso dos meios técnicos disponíveis na sociedade, seja o arado seja o computador.” Maria Luzia Belloni - Professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). E-mail: malu@intergate.com.br


Neste momento atual em que a era da comunicação digital é a grande revolução da tecnologia, as diferenças sociais no Brasil são alarmantes e quando assunto é acesso à internet, a realidade não poderia ser diferente quando as dicotomias sócio-econômicas são muito grandes, em determinadas regiões distanciadas dos grandes centros de desenvolvimento do país, impedindo que a pedagogia moderna seja para todos, pois ficam evidentes os abismos entre riqueza e pobreza que se chama exclusão digital. Muitos alunos não têm acesso ao mundo digital, pelas condições de vida, assim como muitos professores, por não haver no país, um piso salarial, que resgatasse o máximo na média e não no mínimo. O atual piso ajudou a reduzir as desigualdades salariais entre as regiões, mas pouco alterou os vencimentos médios dos professores.

Pesquisas realizadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo Comitê para Democratização da Informática (CDI), traçaram um mapa de “exclusão digital no país e seus resultados convergiram ao grande contraste econômico existente no país, onde as riquezas estão concentradas nos grandes centros urbanos”. Através da referida pesquisa foi possível verificar que do total de 170 milhões de brasileiros, apenas 26 milhões têm acesso ao computador, ocasionando uma média nacional de 8,2% de inclusão digital.
Esta é uma realidade, também, de outros países, que como o Brasil, está procurando desenvolver políticas de inclusão digital, a fim de inserir toda a sociedade ao acesso á tecnologia de informação e comunicação.

“A integração entre Pedagogia e Tecnologia Digital desde que vista como uma estratégia de grande valor, como ferramentas pedagógicas de grande valor deve ser vista como meios e não finalidades da educação, podendo ser um tema transversal de potencial aglutinador e mobilizador” (Belloni – Educação & Sociedade, Abril /2002)
No campo da educação não, porém, como negar os desafios tanto teóricos assim como os práticos, pois as novas gerações estão inseridos em novas formas de comunicação oral e escrita, a “autodidaxia”*, e a escola não pode ignorar tal fato.
Tratamos em postagens anteriores das atividades pedagógicas, chamadas significativas, em sala de aula, voltadas para um trabalho inserido nesta “autodidaxia”, lembrando que não é a realidade da grande maioria dos estudantes e professores no Brasil.
Cientes de que a escola prepara os jovens para a tecnologia que a sua realidade vai conduzi-lo, ainda que a inclusão digital não seja a sua realidade, o educador vai usar as ferramentas que neste momento tem significado para seu aluno, isso é que é importante.

Abre-se um leque de alternativas:

Filmes, TV (animações, novelas, seriados...) vídeos, músicas, tradições regionais (carnaval, festa junina), esportes (futebol a paixão nacional)...
São todas ferramentas valiosas e significativas para se trabalhar em sala de aula, desenvolvendo projetos (na escrita, leitura...) sempre como “meios de levar o educando ao seu processo bem sucedido de alfabetização e letramento”.

Sugestões:

Esporte
 



o Brasileirão (Campionato Nacional), o futebol local, Jogos Panamericano no México neste ano, as Olimpíadas e Paraolimpíadas em Londres/2012 , (o Brasil se preparando para sediar em 2016), o Brasil sediando a Copa do Mundo em 2014;
                                         




                    






Futebol

O esporte nacional é assunto do dia-a-dia entre os meninos, se as meninas não são grandes apreciadoras, mas pode-se criar grupos competitivos esportivos – usando pesquisas: descrição da modalidade de esporte, regras, e premiações – tudo permeado e recheado de textos, fotografias, murais, torcidas... Envolvendo toda a escola, trazendo nova realidade de comportamento social em sala de aula, valores, respeito ás limitações, ás diferenças...



  
                                                                                                                    







Música

O ritmo que toca em todas as rádios:axé,  o forró, sertanejo. Trabalhando as letras das músicas, com correção de ortografias... bastante criatividade no tema (prosa, poesia, rimas paródias, sinônimos,...), interdisciplinando com história, geografia, história da arte, (regionalismo) em todos os níveis (paródias, sinônimos, rimas...; formação de bandas, grupos folclóricos..., e tudo vai terminar em música, dança e canto (regras, limites, valores)... Percebe-se o prazer e a motivação que uma atividade significativa vai trazer aos alunos e a compensação do trabalho ao professor, com os resultados positivos.
Referências:

Química do Amor (Part. Ivete Sangalo)

Luan Santana

Queria ser um peixe e mergulhar no seu aquário
Queria ser a data pra marcar seu calendário
Eu e você espera para ver
Que tal a gente agora misturar a nossa cor
Pra ver a combustão, a quimíca do nosso amor
Eu e você, quer pagar pra ver?
Me diga, que você vai entrar na minha vida
Que eu sou a sua musa preferida
Diga que eu sou seu bem me quer
Seu anjo, sua fada, o que você quiser
Fala no meu ouvido bem baixinho que me ama
E me leva de uma vez pra sua cama
Me dá uma noite de prazer
Eu topo tudo com você
Vambora, não demora
Eu quero ser o seu amor, ôô, ôô
Tô louco pra me entregar, aa, aa
E aí paixão o meu coração,
Tá xonado de tanto desejo
Eu quero ser o seu amor, ôô, ôô
Tô louca pra me entregar, aa, aa
Tudo o que eu quero agora é tá contigo e te amar
Me diga, que você vai entrar na minha vida
Que eu sou a sua musa preferida
Diga que eu sou seu bem me quer
Seu anjo, sua fada, o que você quiser
Fala no meu ouvido bem baixinho que me ama
E me leva de uma vez pra sua cama
Me dá uma noite de prazer
Eu topo tudo com você

( o seu aluno gosta desta música, sucesso do carnaval da Bahia? Você pode não gostar, mas ele precisa gostar... qual música ele gosta?  Use também o vídeo...)

*autodidaxia

-Capacidade suportada por alguém capaz de aprender sozinho sem qualquer apoio humano.

Maria Luzia Belloni  Educação & Sociedade, Abril /2002
-Concepções de Estudantes Universitários acerca das Tecnologias da Informação e Comunicação.
-Estéfano Vizconde Veraszto (Universidade Estadual de Campinas – Unicamp) e
Universidad Complutense de Madrid

- estefanovv@gmail.com
(nas próximas postagens vamos sondando novas possibilidades de atividades significativas)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A linguagem da web desenvolve a criatividade–o aluno está mais aberto para a aprendizagem criativa


REFLETINDO NOVAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
Fragmento do artigo:
LEITURA E INTERNET: DESAFIOS NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM NO SÉCULO XXI
No mundo web, surge uma nova linguagem visando facilitar e agilizar o diálogo, caracterizada pela utilização de palavras de forma reduzida, como por exemplo, „vc (você), pq (porque), q(que), ñ (não), tdb (tudo bem?)‟, ou forma diferenciada da língua, como „naum (não), kkkk/rsrsrs (risada), bm (bem ou bom), xono (sono)‟, ou figuras divertidas como um “boca” que representa um beijo, ou “um dedo apontando para o internauta”, no bate-papo, que significa você, entre outros. Isso ocorre porque o esse meio exige rapidez, habilidades para o diálogo, imagens para facilitar o entendimento e a precisão de sinais e símbolos. Muitas vezes esses “bate-papos” são realizados com vários navegadores que trocam ideias, todos no mesmo minuto, em curto período de tempo, “forçando-os” a escreverem algo, o medo de escrever desaparece nesses ambientes, marcado pela informalidade. Medo, que por diversas vezes afasta o educando da escrita e da leitura na escola e necessita ser superado.
(…) Impulsionando situações de leitura intensa, envolvente e significativa, compreende-se a leitura virtual como um recurso importante para o processo de aprendizagem, podendo contribuir para o desenvolvimento dos alunos de modo a associar seus conhecimentos adquiridos no mundo virtual ao real.

Fragmento do artigo em:
Pesquisa em Educação: Desenvolvimento, Ética e Responabilidade Social
LEITURA E INTERNET: DESAFIOS NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM NO SÉCULO XXI
Marcia Donato Santana -EEFC
marcia-donato@ig.com.br
Gisleide Alves da Silva-EEFC
professoragisleide@ig.com.br
Clésia Maria Hora Santana-EEFC
clesiahora@ig.com.br

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

sms na sala de aula – o celular como ferramenta na escrita e leitura


Sugestões:

Alunos teclam (escrevem mensagens, torpedos) o tempo todo , e até em sala de aula, sem que o professor veja. Fazer da linguagem usada nos sms pode ser uma ferramenta da tecnologia que pode ser usada para dspertar “o querer” aprender a ler e escrever.
-a troca de sms em sala de aula, uma mensagem em internetês que pode ser “traduzida”, é um caminho para a escrita de bilhetes, mensagens, na linguagem convencional. Use sua criatividade e desenvolva vários conteúdos da escrita e leitura através da prática espontânea entre as crianças de enviar e receber torpedos.
























O que que muda na portaria nº 6 de 3 de fevereiro de 2011 para professores especialistas, sala de recursos, e do SEEAA…


A SECRETÁRIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o
artigo 172 do Regimento Interno da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal e considerando a
necessidade de estabelecer critérios para a distribuição de carga horária aos professores em exercício nas
instituições educacionais da Rede Pública de Ensino e nas conveniadas, quando for o caso, observando os princípios
constitucionais de publicidade e igualdade para o regular exercício do processo de escolha de turmas, resolve:
Art. 1º Ficam aprovados na forma do Anexo I desta Portaria:


( entre outras) determina:

(…)8. Os especialistas em educação, o professor que atua no serviço especializado e o professor que atua no
atendimento educacional especializado/sala de recursos e na itinerância que trabalham 40 (quarenta) horas
semanais, ou seja, 20 (vinte) horas mais 20 (vinte) horas, deverão participar, semanalmente:
a) às quartas-feiras, da coordenação coletiva da instituição educacional, em turnos alternados
b) às sextas-feiras, no turno matutino, da coordenação pedagógica da Diretoria Regional de Ensino, sob supervisão
do Núcleo de Monitoramento Pedagógico.
8.1 As sextas-feiras, no período vespertino, e às quartas-feiras, de forma alternada, serão destinados à coordenação
individual, podendo, inclusive, serem realizadas fora do ambiente da instituição educacional.
9. O especialista em educação que atua 20 (vinte) horas semanais participará, de acordo com seu turno de trabalho,
em uma semana da coordenação pedagógica coletiva da instituição educacional, e na outra semana da coordenação
pedagógica da Diretoria Regional de Ensino. Em outro dia da semana, participará da coordenação pedagógica
individual, cujas atividades serão desenvolvidas fora do ambiente da instituição educacional.
10. O professor que trabalha 40 (quarenta) horas semanais, ou seja, 20 (vinte) horas mais 20 (vinte) horas, nos
Centros de Ensino Especial em Atendimento Educacional Especializado Complementar para alunos incluídos em
instituições educacionais comuns e/ou no Serviço de Orientação ao Trabalho (SOT) deverá , participar, às quartasfeiras,
de forma alternada, da coordenação coletiva da instituição educacional e da coordenação individual fora da
instituição educacional



leia a o texto completo
http://noticiasdarede.se.df.gov.br/wp-content/uploads/2011/02/MinutA-Portaria-Distribui%C3%A7%C3%A3o-Carga-I-030211_-VERS%C3%83O-FINAL.pdf

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Mudanças, em 2011, para as Equipes de Ápoio á Aprendizaagem–Escolas pùblicas do Df ?

PORTARIA N.º 07, DE 03 DE FEVEREIRO DE 2011



A SECRETÁRIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o
artigo 172 do Regimento Interno da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal e considerando a
necessidade de estabelecer critérios para atuação dos profissionais em exercício no Serviço de Apoio à
Aprendizagem nas instituições educacionais da Rede Pública de Ensino, observando os princípios constitucionais de
publicidade e igualdade para o regular exercício do processo de escolha de turmas, resolve:

(ENTRE OUTROS, QUE :)

(...)9. Os profissionais do Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem poderão ser dispensados no horário de
coordenação pedagógica para participarem de cursos oferecidos pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito
Federal, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Subsecretaria de Educação Básica e cujo conteúdo
programático esteja coadunado com as atribuições do serviço.
9.1. Excepcionalmente, quando se tratar de assessoria em serviço planejada pela Diretoria de Ensino Fundamental,
os profissionais que compõem o Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem podem participar de atividades de
formação, em período fora do horário de coordenação pedagógica, desde que por solicitação da Subsecretaria de
Educação Básica.
10. Os profissionais do Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem, ocupantes dos cargos de Professor de Educação Básica ou Professor Classe A, farão jus à Gratificação de Atividade em Regência de Classe, face a natureza das atividades prestadas pelo serviço, caracterizadas como de suporte técnico-pedagógico de atuação
direta junto aos alunos.
11. Os casos omissos serão analisados pela Secretária de Estado de Educação