“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

“TUDO QUE O PROFESSOR QUER, É QUE SEU ALUNO APRENDA”–METODOLOGIAS E AÇÕES PEDAGÓGICAS

  abc    No Brasil, a história da alfabetização,  desde o  inicio, que as buscas de melhores métodos de alfabetização, permeadas de  tensas disputas relacionadas com "antigas" e "novas" explicações para um mesmo problema: a dificuldade de nossas crianças em aprender a ler e a escrever, especialmente na escola pública
      O que hoje denominamos “fracasso escolar na alfabetização” se vem impondo como problema estratégico a demandar soluções urgentes,  mobilizando administradores públicos, legisladores do ensino, intelectuais de diferentes áreas de conhecimento, educadores e professores.
 
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       “A questão dos métodos passou a ser considerada tradicional, e os antigos e persistentes problemas da alfabetização vêm sendo pensados e praticados predominantemente, no âmbito das políticas públicas, a partir de outros pontos de vista, em especial a compreensão do processo de aprendizagem da criança alfabetizanda, de acordo com a psicogênese da língua escrita.(Mortatti, 2006)”1car
            No decorrer dos tempos, vários métodos foram implementado para o ensino da leitura:  métodos de marcha sintética (da "parte" para o "todo"): da soletração (alfabético), partindo do nome das letras; fônico (partindo dos sons correspondentes às letras); e da silabação (emissão de sons), partindo das sílabas.

              Iniciando o ensino da leitura com a apresentação das letras e seus nomes (método da soletração/alfabético), ou de seus sons (método fônico), ou das famílias silábicas (método da silabação), sempre de acordo com certa ordem crescente de dificuldade. Posteriormente, reunidas as letras ou os sons em sílabas, ou conhecidas as famílias silábicas, ensinava-se a ler palavras formadas com essas letras e/ou sons e/ou sílabas e, por fim, ensinavam-se frases isoladas ou agrupadas.
           Quanto à escrita, esta tinha suas bases na caligrafia e ortografia, e seu ensino, à cópia, ditados e formação de frases, enfatizando-se o desenho correto das letras.
b a ba         As primeiras cartilhas brasileiras,  sobretudo por professores fluminenses e paulistas a partir de sua experiência didática, baseavam-se nos métodos de marcha sintética (de soletração, fônico e de silabação) e circularam em várias estados do Brasil por muito tempo..
       As cartilhas passaram por modificações baseadas programaticamente no método analítico (processos da palavração e sentenciação diferentes.  No entanto, buscando conciliar os dois tipos básicos de métodos de ensino da leitura e escrita (sintéticos e analíticos),  passaram-se a utilizar: métodos mistos ou ecléticos (analítico-sintéticoou vice-versa),cart considerados mais rápidos e eficientes.
           Surge  um ecletismo processual e conceitual em alfabetização, de acordo com o qual a alfabetização (aprendizado da leitura e escrita)envolvendo uma questão de adequação, e o método de ensino se volta para o nível de maturidade das crianças em classes homogêneas.
        Em 1970  uma outra nova compreensão no ensino da leitura e da escrita: a alfabetização com uma  didática baseada na psicologica visando enfrentar o fracasso da escola na alfabetização de crianças: o pensamento construtivista sobre alfabetização, resultante das pesquisas sobre a psicogênese da língua escrita desenvolvidas pela pesquisadora argentina Emilia Ferreiro e seus colaboradores.
     Porém o que se pode conluir após a análise da hitória da alfabetização no Brasil é que o sucesso da alfabetização é uma questão de métodos, com cartilhas  ou sem cartilha dentro do que permaneceu  e das inovações, com uma ressalva: métodos de ensino tem que estar voltado para o nível de maturidade ou o processo de aprendizagem do aluno, permanecendo a psicologia como base, com fins de atender a diversidade, que vai definir as AÇÕES PEDAGÓGICAS que o professor vai usar em sala de aula.
         Porque o que cada professor mais qprofesuer, não é  formar corrrentees contrárias ou favor deste ou daquele método, o que o professor mais quer é, que o seu aluno aprenda!


Referências:
1 –Trecho extraído da * Conferência proferida durante o Seminário "Alfabetização e letramento em debate", realizado em Brasília, em 27/04/2006.
** Professora Livre-docente - FFC-UNESP-Marília; coordenadora do Grupo de Pesquisa "História do Ensino
de Língua e Literatura no Brasil"; autora de: Leitura, literatura e escola: sobre a formação do gosto (Martins
Fontes); Em sobressaltos: formação de professora (Ed. Unicamp); Os sentidos da alfabetização (São Paulo-
1876/1994) (Ed. Unesp); Educação e letramento (Ed. Unesp).
2- A Contribuição Da Psicopedagogia Para O Processo De Alfabetização E Letramento-| Publicado em: 28/12/2009
3-SIMONETTI, Amália [et. al.]. O Desafio de Alfabetizar e Letrar. Fortaleza: Edições Livro Técnico, 2005.

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