“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


sábado, 15 de janeiro de 2011

CONSTRUTIVISMO - INCOMPREENDIDO E COMBATIDO

       A fundamentação do Construtivismo é riquíssima quando traz para a Pedagogia a Psicologia, caminho de compreensão dos mecanismos de desenvolvimento do ser humano, da criança que se encontra nas escolas, cujo destino de crescimento e desenvolvimento em grande parte depende dos educadores.
    Teoricamente, o Construtivismo, é um novo caminho que se descortina na aprendizagem, nas séries iniciais, principalmente quando o professor sabe o conhecimento que já foi adquirido pela criança, sua realidade socio-afetivo-cultural, e parte de tudo que é significativo  prá ela, que vai  favorecer a construção de novos conhecimentos. Tudo que faz sentido, que tem significação é motivador e leva o individuo para mais além.
      Porém, a desinformação, assim como o direcionamento incorreto das teorias construtivista de Emilia Ferreiro, dividiram os educadores em prós e contra, sem meio termo.
        Não é um método de alfabetização, como foi passado para alguns professores, quase oficializando obrigatoriamente o seu uso. Por estas e muitas outras razões gerou sucessos e muitos fracassos. Os alunos que foram iniciados em salas de alfabetização em que os professores usaram “o método construtivista”, chegaram na série posterior indisciplinados, sem regras e limites, com “erros” difíceis de serem trabalhados e outros comportamentos na aprendizagem que assustaram os professores não-adeptos do “método construtivista”.
       Combatido e incompreendido, a contribuição, o enriquecimento que  as ações do modelo da construção do conhecimento dentro da alfabetização ficaram perdidos.
       A psicologia deve andar de mãos dadas com a pedagogia.
      Piaget não construiu um método de alfabetização, não se interessou pela pedagogia, mas a sua teoria do desenvolvimento cognitivo do individuo, da criança, não pode ser desconsiderado em momento algum pela pedagogia.


      As pesquisas de Emilia Ferreiro e o termo construtivismo começaram a ser divulgados no Brasil no início da década de 1980. As informações chegaram primeiro ao ambiente de congressos e simpósios de educadores. O livro-chave de Emilia, Psicogênese da Língua Escrita, saiu em edição brasileira em 1984.     
        As descobertas que ele apresenta tornaram-se assunto obrigatório nos meios pedagógicos e se espalharam pelo Brasil com rapidez, a ponto de a própria autora manifestar sua preocupação quanto à forma como o construtivismo estava sendo encarado e transposto para a sala de aula.




         Hoje o construtivismo é a fonte da qual derivam várias das diretrizes oficiais do Ministério da Educação. Segundo afirma a educadora Telma Weisz na apresentação de uma das reedições de Psicogênese da Língua Escrita, "a mudança da compreensão do processo pelo qual se aprende a ler e a escrever afetou todo o ensino da língua", produzindo "experimentação pedagógica suficiente para construir, a partir dela, uma didática.
      Porém, a desinformação, assim como o direcionamento incorreto das teorias construtivista de Emilia Ferreiro, dividiram os educadores em prós e contra, sem meio termo.
        Não é um método de alfabetização, como foi passado para alguns professores, quase oficializando obrigatoriamente o seu uso. Por estas e muitas outras razões gerou sucessos e muitos fracassos. Os alunos que foram iniciados em salas de alfabetização em que os professores usaram “o método construtivista”, chegaram na série posterior indisciplinados, sem regras e limites, com “erros” difíceis de serem trabalhados e outros comportamentos na aprendizagem que assustaram os professores não-adeptos do “método construtivista”.
       Combatido e incompreendido, a contribuição, o enriquecimento que  as ações do modelo da construção do conhecimento dentro da alfabetização ficaram perdidos.
       A psicologia deve andar de mãos dadas com a pedagogia.
      Piaget não construiu um método de alfabetização, não se interessou pela pedagogia, mas a sua teoria do desenvolvimento cognitivo do individuo, da criança, não pode ser desconsiderado em momento algum pela pedagogia.
  

    As pesquisas de Emilia Ferreiro e o termo construtivismo começaram a ser divulgados no Brasil no início da década de 1980. As informações chegaram primeiro ao ambiente de congressos e simpósios de educadores. O livro-chave de Emilia, Psicogênese da Língua Escrita, saiu em edição brasileira em 1984.     
        As descobertas que ele apresenta tornaram-se assunto obrigatório nos meios pedagógicos e se espalharam pelo Brasil com rapidez, a ponto de a própria autora manifestar sua preocupação quanto à forma como o construtivismo estava sendo encarado e transposto para a sala de aula.

         Hoje o construtivismo é a fonte da qual derivam várias das diretrizes oficiais do Ministério da Educação. Segundo afirma a educadora Telma Weisz na apresentação de uma das reedições de Psicogênese da Língua Escrita, "a mudança da compreensão do processo pelo qual se aprende a ler e a escrever afetou todo o ensino da língua", produzindo "experimentação pedagógica suficiente para construir, a partir dela, uma didática.

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