“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

CONSTRUTIVISMO– INCOMPREENDIDO E COMBATIDO…UM FRACASSO ?

Em recente documento do MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, de novembro de 2010
(1.2_artigo_mec_propostas_curriculares_merces - Artigo MEC ...Belo Horizonte, novembro de 2010. 1. PROPOSTAS CURRICULARES DE ESTADOS E MUNICÍPIOS .... critério de agrupamento por áreas, indicado nos parâmetros curriculares do ..... distingue uma visão construtivista e funcionalista desses termos e ...
portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc...
)

destacamos este parágrafo que diz respeito ao Ensino Fundamental, em que M. das Mercês F. Sampaio, faz referencia aos postulados construtivista:


            Ensino fundamental: alguns detalhes

“(…)No exame das propostas do ensino fundamental, é muito claro que as orientações oficiais são a referência central e consensual na elaboração das propostas curriculares, como já foi citado. Vale lembrar aqui brevemente algumas das orientações dos PCN.
Os PCN consideram que, devido a novas exigências para o reequacionamento do papel da educação no mundo contemporâneo, requer-se, na formação dos estudantes, a capacitação para aquisição e desenvolvimento de novas competências, exigidas para lidar com novas tecnologias e linguagens. Ou seja, novas relações entre conhecimento e trabalho exigem capacidade de iniciativa e inovação, exigem foco em “aprender a aprender”.
No
âmbito da perspectiva construtivista, fundamentam-se em uma série de princípios
explicativos do desenvolvimento e da aprendizagem, no marco da psicologia genética, da teoria sociointeracionista e de explicações da atividade significativa
; o núcleo dessas contribuições é o reconhecimento da importância da atividade mental construtiva nos processos de aquisição de conhecimento.
Os PCN optam por organizar a escolaridade em ciclos; enfatizam avaliação nas perspectivas diagnóstica, processual e formativa; os conteúdos são apresentados em blocos e/ou em organizações temáticas — agrupamentos que representam recortes internos à área e visam explicitar objetos de estudo essenciais à aprendizagem; para o tratamento didático, indicam que importa considerar as relações internas do bloco e entre blocos. Do ponto de vista metodológico, enfatizam a problematização, a atividade dos alunos, a necessidade de
contextualização e o tratamento interdisciplinar dos conteúdos.(…)”



     .
ANTÔNIO GOIS da Folha de S.Paulo, no Rio comenta a polêmica que ainda não tem previsão de chegar ao fim:
"Não é o método de alfabetização que determina o sucesso ou o fracasso escolar. Alunos de colégios construtivistas aprendem tanto na primeira série quanto os de unidades que priorizam o método fônico, baseado na associação entre letras e sons. O problema parece estar menos nos anos iniciais da alfabetização e mais na consolidação desse processo.
É o que mostram as primeiras evidências de estudo que acompanha a mesma geração de 19 mil alunos, ano a ano, da primeira a quarta séries do ensino fundamental. A pesquisa está sendo desenvolvida no Rio, em Belo Horizonte, em Campinas, em Salvador e em Campo Grande por seis universidades (PUC-Rio, UFMG, Unicamp, UFBA, Uems e UFJF).
Batizado de Geres (Geração Escolar), tenta identificar as causas do pífio desempenho no Saeb (exame do governo federal que avalia a educação). Em 2003, a prova mostrou que apenas 4,8% dos alunos da quarta série tinham desempenho adequado.
O debate entre os defensores de cada método reacendeu-se neste ano(2010), após o ministro Fernando Haddad (Educação) defender a revisão dos Parâmetros Curriculares Nacionais.
Os defensores do método fônico dizem que países desenvolvidos o adotam porque seria mais eficaz. Já os construtivistas afirmam que não se pode culpar o método pelos maus resultados.
Para Creso Franco e Alícia Bonamino, pesquisadores da PUC e coordenadores do Geres no Rio, os primeiros resultados, das turmas de primeira série de escolas públicas apenas, sugerem que essa "guerra da alfabetização" tem produzido mais calor do que luz.


A Revista Veja publicou um artigo comentado por Marcelo Bortoloti, onde ele assinala que:
 
Á partir dos anos 70 o Construtivismo foi disseminado nos Estados Unidos e a Europa. . Uma década mais tarde, porém, tal corrente começaria a ser gradativamente abandonada nos países que a adotaram pioneiramente. Os responsáveis pelo sistema educacional daqueles países chegaram a uma mesma conclusão: a de que a adoção de uma filosofia que não se traduzia em um método claro de ensino deixava os professores perdidos, deteriorando o desempenho dos alunos. Hoje, são poucos os países ainda entusiastas do construtivismo. Entre eles estão todos os de pior desempenho nas avaliações internacionais de educação.”
       Realmente , dá prá sentir esse efeito que a filosofia construtivista causa na maioria dos professores. A metodologia, nós educadores sabemos, que a melhor é aquela que se adapta ás diferentes necessidades e perfil dos alunos, só é muito importante conhecer as mais variadas metodologias para usar uma ou várias sem desprezar os postulados do construtivismo, na medida que se sabe como usá-lo. Na verdade não há uma formação contrária ao construtivismo. Os Métodos de Alfabetização tem seus valores quando atingem os objetivos do professor: pois o que cada professor mais quer é que seu aluno aprenda.

Referencias
-.2_artigo_mec_propostas_curriculares_merces - Artigo MEC ...Belo Horizonte, novembro de 2010. 1. PROPOSTAS CURRICULARES DE ESTADOS E MUNICÍPIOS .... critério de agrupamento por áreas, indicado nos parâmetros curriculares do ..... distingue uma visão construtivista e funcionalista desses termos e ...
portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc...

Salto no escuro – Revista VEJA, fragmento do artigo de Marcelo Bortoloti
Idéias que o Brasil adotou
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/estudiosa-revolucionou-alfabetizacao-423543.shtml?page=1
SMOLKA, Ana Luiza Bustamante. A criança na fase inicial da escrita: a Alfabetização como processo discursivo/7. ed. - São Paulo: Cortez, 1996.
Revista Nova Escola Janeiro/Fevereiro de 2001

* Citação extraída do artigo Letramento e alfabetização

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