“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO EDUCACIONAL - CRIANÇAS EM TERMINALIDADE / PLANALTINA-DF/2010

 
TERMINALIDADE DE DUAS CRIANÇAS QUE PARTICIPARAM DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PRECOCE –EQUIPE DE APOIO PEDAGÓGICO – CENTRO DE ENSINO ESPECIAL – PLANALTINA/DF- 2010
 

(este Relatório é SIGILOSO, portanto os dados do aluno serão omitidos)
 
 


GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
SUBSECRETARIA DE GESTÃO PEDAGÓGICA E INCLUSÃO EDUCACIONAL
DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE PLANALTINA – DF
NÚCLEO DE MONITORAMENTO PEDAGÓGICO
CENTRO DE ENSINO ESPECIAL
SERVIÇO ESPECIALIZADO EQUIPE DE APOIO Á APRENDIZAGEM

Relatório de Avaliação e Intervenção Educacional

1_Identificação
Aluno (a)-________________________________________
Data de Nascimento ________________________________
Turma____turno - Matutino - Professor________________
Pai:____________________________________________
Mãe:_____________________________________________
Endereço Residencial_________________________________
Telefone________________

2-Recomendações Gerais:

· Este Relatório deve permanecer na pasta do aluno e seu objetivo é subsidiar o trabalho com o educando em questão;
· Recomenda-se o zelo em relação aos dados do aluno, no sentido de evitar que os mesmos sejam divulgados a pessoas não envolvidas no processo ensino-aprendizagem, preservando dessa forma a individualidade do aluno.
· Solicita-se zelo em relação aos dados da avaliação que possam gerar dúvidas ou má interpretação. Sugerimos que neste caso, a escola procure imediatamente a Equipe responsável pelo trabalho.
· As informações contidas neste relatório foram colhidas no período do 2º Semestre de 2010. Convém ressaltar que as mesmas se referem a este momento da vida do aluno, e, portanto estão sujeitas a mudanças contínuas, de acordo com o processo de desenvolvimento dinâmico e evolutivo do ser humano.
3-Identificação da Equipe
Pedagogo (a) _________________________________________Psicólogo (a) _________________________________________
Telefone- _____________________

4- Motivo do Encaminhamento
Conclusão do Programa de Educação Precoce

5- Síntese da Investigação

As Avaliações foram realizadas com o objetivo de identificar o desenvolvimento do estudante, após atendimento na Educação Precoce, tendo como referência o motivo de seu encaminhamento para o Programa.
As análises foram realizadas na abordagem analítica e psicogenética de J. Piaget e o método descritivo de A. Gesell que enfatiza o paralelo existente entre o desenvolvimento e a organização da atividade corporal com as relações que a criança estabelece com o mundo que a rodeia, sendo observado que todos os aspectos do desenvolvimento estão ligados á organização do eu, através de sua atividade corporal que podem ser funcional ou intencional, evidenciando assim o seu desenvolvimento.
Aluna encaminhada ao Programa da Educação Precoce com diagnóstico de encefalopatia crônica não progressiva, hemiparesia á direita e cognitivo preservado.
Faz acompanhamento anual no Hospital de Reabilitação Sara Kubitschek e No Hospital de Base (Brasília – DF) semestralmente com pediatra e neurologista. No momento não faz uso de medicação e o quadro evolui satisfatoriamente.
É independente nas AVAS (Atividades da Vida Diária), com algumas dificuldades de execução devido à hemiparesia na mão. Alimentação normal.
Seu desenvolvimento motor está compatível com sua idade cronológica e comunica-se através do diálogo contextualizado, sendo
Interage e comunica-se através do diálogo contextualizado, sendo observadas dificuldades no relato de histórias.
Brinca funcionalmente, e interage com os pares. Apresenta certa resistência á situações novas e para separar-se da mãe.
Interessa-se por bonecas e em brincar de escolinha.
Aprende utilizando-se dos sentidos, evidencia atividade simbólica e socializada, mostrando-se ajustada nos contextos nos quais está inserida.
6- Conclusão

No momento, a criança evidencia desenvolvimento global compatível com sua idade cronológica.

7- Orientações Pedagógicas

A aluna em 2011 deverá ser matriculada na Educação Infantil.
8-Possibilidades de Adequação Educacional

A família deverá manter o acompanhamento médico e informar a Unidade de Ensino de sua filha sobre a sua evolução sob o ponto de vista médico, através de relatórios médicos;
A Equipe Especializada de Apoio á Aprendizagem, da Unidade de Ensino da aluna deverá estar atenta evolução da aluna, e se necessário realizar adaptações pedagógica e ou de acesso ao currículo;
A aluna deverá ser reavaliação pela Equipe Especializada de Apoio á Aprendizagem antes de iniciar o 1º ano de Ensino Fundamental.

9- Assinaturas
Pedagogo (a) ______________________________________________
Psicólogo (a) ______________________________________________
Professor Regente__________________________________________
Coordenador Geral_________________________________________
Pais ou Responsável________________________________________
Direção_________________________________________________
 
 

Segundo Relatório – UM ESTUDO DE CASO
 


SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
SUBSECRETARIA DE GESTÃO PEDAGÓGICA E INCLUSÃO EDUCACIONAL
DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE PLANALTINA – DF
NÚCLEO DE MONITORAMENTO PEDAGÓGICO
CENTRO DE ENSINO ESPECIAL
SERVIÇO ESPECIALIZADO EQUIPE DE APOIO Á APRENDIZAGEM

Relatório de Avaliação e Intervenção Educacional

1_Identificação
Aluno (a)-________________________________________
Data de Nascimento-
Turma____Turno- Matutino - Professor________________
Pai:____________________________________________
Mãe:_____________________________________________
Endereço Residencial_________________________________
Telefone________________

2-Recomendações Gerais:

· Este Relatório deve permanecer na pasta do aluno e seu objetivo é subsidiar o trabalho com o educando em questão;
· Recomenda-se o zelo em relação aos dados do aluno, no sentido de evitar que os mesmos sejam divulgados a pessoas não envolvidas no processo ensino-aprendizagem, preservando dessa forma a individualidade do aluno.
· Solicita-se zelo em relação aos dados da avaliação que possam gerar dúvidas ou má interpretação. Sugerimos que neste caso, a escola procure imediatamente a Equipe responsável pelo trabalho.
· As informações contidas neste relatório foram colhidas no período do 2º Semestre de 2010. Convém ressaltar que as mesmas se referem a este momento da vida do aluno, e, portanto estão sujeitas a mudanças contínuas, de acordo com o processo de desenvolvimento dinâmico e evolutivo do ser humano.
3-Identificação da Equipe
Pedagogo (a) _________________________________________Psicólogo (a) _________________________________________
Telefone- _____________________

4- Motivos do Encaminhamento
Conclusão do Programa de Educação Precoce

5- Síntese da Investigação

As avaliações foram realizadas com o objetivo de identificar o desenvolvimento do estudante, após atendimento na Educação Precoce, tendo como referência o motivo de seu encaminhamento para o programa.
Não foi possível aplicar testes padronizados tendo em vista o alto comprometimento da aluna. A avaliação foi realizada através de Entrevista como o responsável, professor regente, professor de Educação Física, observação da criança no contexto de seu atendimento e análise documental de relatórios de desempenho dos professores, relatórios e laudos médicos.
As análises foram realizadas na abordagem analítica e psicogenética de J. Piaget e o método descritivo de A. Gesell que enfatiza o paralelo existente entre o desenvolvimento e a organização da atividade corporal com as relações que a criança estabelece com o mundo que a rodeia, sendo observado que todos os aspectos do desenvolvimento estão ligados á organização do eu, através de sua atividade corporal que podem ser funcional ou intencional, evidenciando assim o seu desenvolvimento.
Criança Interage de formas espontâneas, com pessoas que lhe são familiares, evidenciando capacidade de adaptação ás situações novas.
Sorri, evidenciando interesse por objetos sonoros, gosta de música e atende, virando-se quando chamada pelo nome, revelando ser a audição um dos canais de percepção do mundo exterior.
Não faz uso da linguagem oral, emite sons sem significado, sendo a comunicação através de sorrisos e expressões com pessoas que lhe são familiares. Faz-se necessário a implantação da comunicação alternativa.
Quando nervosa apresenta agressividade, morde.
Evidencia interesse por música, brinquedos sonoros, TV e bonecas.
A aluna apresenta quadro de paralisia cerebral do tipo tetraplegia de controladas. O Controle cervical é precário, necessitando cadeira de rodas adaptada, com cinto. Quando sentada, fica mais confortável. Range os dentes e apresenta espasmos.
Faz acompanhamento médico mensal no Sarah (com pediatra, neurologista, fisioterapia e educação física) e em Brasilinha, onde mora tem assistência de Nutricionista, por baixo peso e fonoaudióloga para controle da baba. Faz uso de DEPAKENE (convulsão controlada) e SONOEBON como tranqüilizante. Dorme pouco, sua alimentação não tem restrições, sendo oferecida na boca: mastiga e engole. É totalmente dependente nas AVS (Atividades da Vida Diária).
7 – Conclusão
Significativo comprometimento funcional motor e da linguagem com Altas necessidades especiais. Observa-se atraso global em todo o seu desenvolvimento.
8 - Orientações para Intervenção Pedagógica

Currículo Funcional: Funcionalidade do brincar, comunicação, ampliar convívio social e autonomia.
Investigação de interesses.
Investigação do repertório de respostas.
Investigação sistemática dos movimentos e classificação dos voluntário e involuntário.
Inserir a comunicação Alternativa.
9 – Possibilidades de Adequação Educacional

Deve no momento, ser atendida no Programa de Atendimento Pedagógico Especializado Etapa I, para Estudantes com Deficiência Múltiplas (DMUs), atendimento diário, beneficiando-se do Currículo Funcional, priorizando a formação da Identidade Pessoal, Social e Cultural, no contexto escolar e familiar, com ênfase na COMUNICAÇÃO.
Elaborar um plano individual que contemple a introdução da comunicação alternativa.
Cadeira de rodas adaptada com cinto.
Elaborar o planejamento (PPI), junto com a família.
Manutenção do acompanhamento médico e uso de medicação conforme prescrição médica.
A família deverá manter a escola informada do acompanhamento médico da aluna através de parecer médico sistemático.
Data, 05/11/2010
10 – Assinaturas:

Pedagogo (a) ____________________________________________________________Psicológo (a) ____________________________________________________________
Professor Regente_______________________________________________________
Coordenador Pedagógico__________________________________________________
Pais ou Responsáveis_____________________________________________________
Direção______________________________________________________
 
####        ***********          ####           **********        #####       *********
 
          Esta contribuição da Equipe de Apoio Pedagógico do Centro de Ensino Especial de Planaltina – DF, que permitiu a divulgação destas Avaliações de duas alunas, matriculadas no Programa de Educação Precoce, dois casos diferenciados com resultados também diferenciados tem por objetivo demonstrar na prática os resultados deste Programa, que é a “menina dos olhos” da Educação Especial – Centro de Ensino Especial – Escola Pública do Distrito Federal que tem realizado um excelente trabalho, com uma equipe bem preparada para tal empreendimento.
           No final deste ano letivo, 2010, a Equipe de Apoio Pedagógico do Centro de Ensino Especial, em estudo de caso dos alunos que estão em terminalidade do Programa, reafirmando o compromisso somado à responsabilidade da inclusão social e educacional destas crianças, visando garantir um resultado correto das avaliações e da determinação do futuro destas crianças, sem o risco de um diagnóstico prematuro, incluíram as crianças aptas á Inclusão na Educação Infantil, do Ensino Regular, sem o diagnóstico de Portador de Necessidades Especiais; sendo que no findar de um ano na inclusão (Educação Infantil) serão reavaliados para a indicação ou não de Integração Inversa. Com o objetivo de adaptação sem rótulos, para que recebam as ações pedagógicas em iguais condições das crianças não-portadoras de necessidades educacionais especiais.
         Essa ressalva á Equipe de Apoio Pedagógico do Centro de Ensino á Aprendizagem, é feita, num momento crucial da Inclusão Social, em que os profissionais da educação do ensino regular, estão recebendo os Portadores de Necessidades Especiais, sem uma preparação adequada. E toda a forma de desarticulação tem acontecido como o “não saber o que faço com esse aluno”; uma vez que o Estado não investiu na preparação das escolas desde a estrutura física, aos recursos humanos, um estágio dentro dos Centros de Ensino Especial, para os professores conhecerem a clientela que estão recebendo...
           O trabalho que o Apoio á Aprendizagem está fazendo é significativo e humano, tanto em relação ás crianças como em relação aos professores.
         Agradecemos á Equipe Gestora do CEE, toda Equipe do Programa de Educação Precoce, a Coordenadora Ana Paula F. de Ataídes, a professora Aldenice que realiza um excelente trabalho e complementou as informações do PEP, e a Equipe de Apoio Pedagógico - Pedagoga Girlênia C. Brasileiro e a psicóloga Elália Maria C. de Oliveira Santos, e desejamos sempre mais sucessos.

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