“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

UM PROPOSTA QUE CAMINHA PARA O SUCESSO - ESCOLA E FAMÍLIA

       Este Projeto de Orientação Sexual foi aplicado neste ano, 2010, na escola Pública do Distrito Federal, Escola Classe 13(Planaltina-DF), pela Equipe de Apoio Pedagógico, pois as manifestações das crianças de 6 anos, (1º ano) até 9 e 10anos, (4ª séries). Turmas de Aceleração com mais de  10 anos, pelas manifestações, em grande escala, de uma sexualidade precoce, permeada de conceitos distorci os, com graves prejuízos para aprendizagem.
       É um projeto que deu excelentes resultados, mas não se trata de algo fechado. Foi trabalhado e fim. Não. A continuidade e a permanência são tão importantes, porque como a própria  sexualidade é algo que está sempre em transformações. Novas informações, novas práticas, alguma inéditas, que surgem de forma descontroladas, afetam significativamente o estado emocional das crianças.
     Foi um excelente trabalho, que mostrou resultados inesperados, como a confiabilidade dos alunos em procurar a Equipe, a qualquer momento (mesmo fora das Oficinas), porque ELES QUEREM FALAR DE SEXO, e não há entre os adultos com que sempre está em contato, alguém para ouvir, sem reprimir, orientar.
      A Família bem estruturada, começo, meio e fim, do desenvolvimento global da criança que o leva a obter ou não as estruturas de lidar com a complexidade da vida humana, é a grande parceira, neste trabalho.
       A família dos alunos que mais necessitaram deste Projeto infelizmente não tem estrutura para essa parceria, sem que isso seja regra geral.
      Portanto, deixamos na conclusão dessa série de análises de situações que justificaram a elaboração desse projeto, alguns conselhos para todas as famílias, sem exceção, quando se virem diante das situações de manifestação de sexualidade dos filhos, como proceder sem preconceitos, ganhando deles a confiança de terem sempre ao seu lado, quem vai ajudá-los nestes primeiros momentos de um longo percurso que se chama sexualidade.
     Aos pais sugerimos: sejam sempre presentes na escola. Conversar sempre é o melhor caminho. Saber escutar antes de intervir. E quando o fizer falar da importância do se estar bem informado, e não se atirar de cabeça ás experiências que surgem, sem saber bem do que se trata.
      Fale que abraçar, beijar, fazer sexo, “é muito bom”, “muito gostoso”, mas no lugar certo, na idade certa,a pessoa certa e de forma segura.
       Estejam atentos aos estímulos que julgam não serem prejudiciais: se estão imitando, procurem descobrir onde viram; se estão muito erotizados, usem meio termo para tudo: filmes, roupas, músicas, danças...; controle a programação de TV e de games... Acima de tudo acolha a sexualidade de seu filho com compreensão, apoio, limites, orientações e muita afetividade.

Fonte de Pesquisa:

Foucault, Michel-A História da Sexualidade
Kaplan. H.. S-Enciclopédia Básica da Educação Sexual
Nova Escola –Editora Abril – Fev/Mar/2010
Parâmetros Curriculares Nacionais: Orientação Sexual – Ensino Fundamental
Suplicy, Marta – Conversando sobre Sexo – Ed. Vozes


Nenhum comentário:

Postar um comentário

. Não seja apenas um visitante. Deixe seu comentário. Este é um espaço de intercâmbio de conhecimentos Entre educadores, e não apenas de divulgação de informações e conteúdos PARA educadores