“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

TRANSTORNOS EMOCIONAIS -Separação dos pais, depressão, abuso sexual, drogas...


TRANSTORNOS EMOCIONAIS

Separação dos pais, depressão, abuso sexual, drogas...



Como o professor pode identificar em seu aluno algum transtorno emocional? E o que ele pode fazer com essa criança?
        
           Os transtornos emocionais que as crianças trazem para a Escola, através de seus comportamentos diferenciados muitas vezes, levam o professor a suspeitar que o aluno possa ser portador de alguma deficiência, pois sua capacidade cognitiva e seu desempenho escolar, vão estar afetados. O aluno pode estar alheio, apático, desmotivado ou o extremo contrário, agitado, agressivo, não presta atenção, não concentra, sugerindo um quadro de hiperatividade.

             Os educadores são os primeiros a observar que alguma coisa está errada com o comportamento do seu aluno. Essa facilidade deve-se, por estar atento á todo comportamento que foge ao comportamento padrão da turma, que são: atenção, interesse, participação, interação e realização de atividades pedagógicas, entre outras.
      Os pais podem não perceber, não reconhecer, não admitir ou não aceitar problemas emocionais em seus filhos, e o professor que está numa posição mais crítica, com um envolvimento afetivo diferente do que os pais têm em relação aos filhos, percebem com a maior facilidade.

Sinais de Problemas Emocionais na Sala de Aula
          Se a criança ou adolescente que até há pouco tempo vinha mantendo um comportamento melhor ajustado, com rendimento escolar aceitável e que, de repente, modifica seu comportamento e desempenho escolar, algo pode está acontecendo; depressão, transtornos de aprendizagem, déficit de atenção e hiperatividade, transtornos de comportamento, de ansiedade, doenças psicossomáticas, problemas de personalidade e, menos freqüentemente, síndromes e sinais muito evidentes de Deficiência Intelectual.  

              A depressão, por exemplo, embora seja comum em qualquer idade e nos dois sexos, tem sintomas diferentes; nos meninos pode manifestar-se como rebeldia, agressividade e irritabilidade, nas meninas com isolamento, fobias e ansiedade.
         No Brasil, aparentemente a política do ensino público, é ensinar.  A tática de obter resultados na atual formação continuada faz com que os transtornos emocionais dos alunos, sejam considerados assunto da saúde e não da educação.

            Se, infelizmente, as crianças trazem seus estados emocionais para dentro da escola, e se o quantitativo de alunos dentro deste contexto tem crescido assustadoramente, a ponto de comprometer o desempenho escolar de uma turma em, pelo menos, 10º dos alunos, então o problema tem que ser enfrentado em primeiro lugar pela escola e família, e em última instância a saúde.

          Antes da década de 60, a família mais estruturada, impunha regras e limites e a orientação paterna  rígida até demais, era o ícone da família. Depois dessa fase, veio à época dos acordos entre pais e filhos, a recomendação politicamente correta dos diálogos, discussões e decisões conjuntas.
                                                                  A partir de 1970 a infância e adolescência passaram a ter uautonomia desmedida, algo imerecida e muitas vezes irresponsável. Liberdade era a palavra chave, muitas vezes confundida com irresponsabilidade e inconseqüência, e não apenas das próprias crianças e adolescentes, mas, inclusive, dos próprios pais...

         Hoje a estrutura familiar perdeu sua unicidade, a figura do pai foi se perdendo nas dobras do desenvolvimento da liberação feminina, onde cada um dos cônjuges procura o que é melhor prá si e os filhos ficaram em terceiro plano, e muitos ficaram em plano nenhum.
        As crianças desta geração já nasceram em uma cultura bastante marcada pela educação liberal e a delimitação dos limites de conduta se transformou em tarefa difícil, quase impossível, tamanha oposição que sofrem principalmente os professores educadores pela estrutura social moderna.



        Os pais, na maioria, separados, perderam a autonomia sobre os filhos, com o desaparecimento da figura do pai dentro de casa. Sem a pretensão de generalizar, as mães ficaram muito permissivas, para justificar a ausência do lar; e o pai, nas famílias de baixa renda, ausentes, omissos ou permissivos, e os filhos negligenciados.
      E deste contexto em que se enquadram nossas crianças de escolas públicas, é que surgem os transtornos emocionais que chegam até a escola, e que os professores, não sabem como lidar com eles, mas também não podem ignorá-los, porque está prejudicando o processo de ensino/aprendizagem.
         E as conseqüências dos transtornos emocionais, gerados pela separação dos pais, novo casamento, novo bebê na família, por pais usuários de drogas, presidiários, pela negligência, gerando abuso sexual e/ou psicológico, depressão, agressividade, apatia, baixa auto estima, drogas... entre outros.


             Há que se ter, na escola, onde as crianças passam a maior parte de seu dia, uma política comportamental global, onde a Equipe de Apoio á Aprendizagem, vai atuar intermediando entre professor, aluno e família, um trabalho multidisciplinar, através de ações positivas dentro da própria escola, e encaminhamentos aos recursos externos, como, o serviço-médico da rede pública, e o Conselho Tutelar.



Fonte de Pesquisa:
Orientações Pedagógicas – SEEAA/2010- SE-Df
Masten, A.S.et al (1988) Competence and Stress in School Children
Transtornos Emocionais na Escola - Ballone GJ, Moura EC - Problemas Emocionais na Escola, Parte 1, in.
PsiqWeb, Internet, http://www.psiqweb.med.br/site/




    








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