“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


domingo, 21 de novembro de 2010

RETOMADA DO PROCESO DE APRENDIZAGEM, POR NOVOS CAMINHOS..

        A  professora regente de “A”, no 3º ano, afastou-se por motivos de saúde, e veio para essa turma uma professora de contrato temporário, Domingas Pereira Torres para substituí-la, por todo o ano letivo.



        A professora Domingas, diagnosticando a turma que recebeu, percebeu as dificuldades de “A”, e procurou a Equipe, para obter maiores informações. Tomou conhecimento do ponto em que parou a investigação do seu diagnóstico. E que “A” continuava nas turmas das Oficinas Pedagógicas de Auto Estima, e Psicomotricidade.
       A professora assumiu o “domínio do pedagógico” com “A” e reverteu completamente o quadro, com um trabalho de recuperação, no horário contrário ás aulas, individualmente, retomando a alfabetização de “A”, através de novas formas de abordagens, partindo dos conteúdos do 1º ano, criando os vínculos afetivos e acreditando na possibilidade de “A” aprender.  

         Em Junho deste ano, “A”, durante uma Oficina Pedagógica de Auto Estima, surpreendeu a todos, quando no quadro “Como Estou me Sentindo Hoje”, ele colocou seu nome na coluna “Feliz”. E quando perguntamos por quê? A gente quer estar feliz com você também. Ele, na maior empolgação, disse “Estou Aprendendo”, “Já sei ler muitas palavras”. E aí, como fazemos em nossas Oficinas, foi à maior festa. Quando perguntei a professora ela contou o que estava fazendo junto com ele.

                              “A” chegou agora no final de 2010, liberado das Oficinas da Equipe, e estava participando da recuperação em grupos, e passando pelo nível silábico-alfabético, está no nível intermediário alfabético/ortográfico.
         Fechamos o dossiê de “A”, com terminalidade “Alunos que Saíram da Dificuldade de Aprendizagem”.
        “A” continua com defasagem de conteúdos, mas “A” não está mais na lista dos alunos que não aprendem, e com suspeita de ANAEE. (Aluno com necessidades Educacionais Especiais).


Está com a auto estima elevada.  A família, o pai, que ainda não tinha ido á Escola, chorou e agradeceu a professora.
       Daí, refletimos e reafirmamos a nossa concepção da gravidade de fechar um diagnóstico psicopedagógico, antes de acreditar “que todos aprendem se ensinarem.”
      “A” foi alfabetizado com 9 anos, no 3º ano e Feliz da Vida! Era tudo o que ele mais queria “ser igual a todo mundo”.
      E mais felizes ainda, ficamos nós, por ver, há educadores que acreditam no que fazem!


 

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