“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Por Lídia Freire
Em plena era da globalização, o assunto “Educação Sexual” ainda é tabu para muita gente. Talvez porque grande parte da população ainda tenha uma idéia errada e imprecisa do que significa, de fato, essa orientação e que implicações traz para o desenvolvimento psicológico e emocional do estudante. Mas, para as turmas de 3.ª e 4.ª séries do primeiro segmento do Ensino Fundamental da Escola Municipal Diogo Feijó, é ensinado o caminho das pedras.

Em meio a maior floresta tropical urbana da mundo, a da Tijuca, fica a Escola Diogo Feijó, que atende a cerca de 80 crianças do Ensino Fundamental. É para lá, também, que, às segundas e quintas-feiras, a professora Josefina Maria Albino de Souza se dirige, com muita idéia na cabeça e vontade de preparar cidadãos conscientes.

Especialista em Sexualidade Humana, Josefina desenvolveu um projeto de Educação Sexual, submetido e aprovado pela Secretaria Municipal de Educação, que vem sendo aplicado para crianças de 3.ª e 4.ª séries desde 2000. A iniciativa deu tão certo que hoje já está em sua segunda fase, batizada de Crescendo e Aprendendo a Amar.

O projeto apóia-se na metodologia participativa criada pela professora Vera Filgueiras, mestre em Sexualidade Humana pela UERJ, e inclui atividades lúdicas, dinâmicas de grupo e a própria experiência dos alunos. Além disso, Josefina Souza explica que o projeto se estrutura em três estágios: primeiro, identifica os diferentes sentimentos da criança; segundo, possibilita a cada um sentir e amadurecer esse sentimento dentro de si; e, terceiro, desenvolve a capacidade de amar e de respeitar o outro.

Em geral, Educação Sexual é um tema direcionado para adolescentes, mas, na visão de especialistas, é necessário se fazer um trabalho preventivo, para que as crianças, tão expostas à mídia e ao consumismo desenfreado, comecem a perceber que sexo por sexo não traz nenhuma vantagem e nem significa liberdade.

“É preciso despertar o sentimento, para se viver a sexualidade com prazer e responsabilidade”, explica Josefina, que, em outubro passado, foi convidada a participar do Congresso Latino-Americano de Sexologia, na Venezuela, onde atuou como conferencista. E, em apenas dois anos, já podem ser percebidas as conquistas na comunidade local, conhecida como Taquara do Alto.

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