“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO

        DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO


          Vamos falar de Diagnóstico Psicopedagógico.   
         Para se compreender o que vai ser exposto, é importante situar o contexto, em que a Equipe de Apoio á Aprendizagem, recebe as chamadas queixas dos professores, de alunos com Dificuldades de Aprendizagem, e suspeitas de serem a Alunos Especiais.
       Pertencemos á escolas públicas do Distrito Federal e nossos alunos vêm de famílias situadas num nível de médio-baixa renda, com vivências culturais diferenciadas, famílias em sua maioria, desorganizadas, cujos filhos estão quase sempre dentro de questões psicológicas. 
         O contexto dessas crianças é um caminho livre que leva ao fracasso escolar, pois os educadores que os recebem não estão preparados para lidar com crianças que não obtém sucesso nas séries iniciais, pelos motivos que estas crianças trazem, passíveis de serem confundidos com crianças com deficiência intelectual.
       “Quando estas crianças passam por várias derrotas, que o sistema educacional atual facilita pela formação continuada, onde o aluno é promovido da 1º ao 2º ano e deste ao 3º ano, quando poderá ficar retido, elas começam a ficar marginalizadas nas próprias escolas, ou as abandonam” Maria Lúcia e Alba Weiss - Vencendo as Dificuldades de Aprendizagem.
         O professor procura a Equipe, muitas vezes, como uma última esperança de ajuda efetiva. Então procuramos, dentro das orientações teóricas dos grandes estudiosos como Jean Piaget, Vigotski, Jorge Visca, Weiss, Souza, Luckesi, entre outros, adequar um modelo de atendimento, lembrando que as nossas limitações são muito grandes, porque as Equipes funcionam desprovidas de profissionais como a psicóloga, a orientadora educacional; assim como todos os outros recursos que necessitamos, como o atendimento médico da rede pública, o conselho tutelar funcionando de forma precária.

       Ainda assim estabelecemos um roteiro:
- o “acolhimento” á criança, momento da escuta;
- orientações aos professores sobre novas maneiras de abordagens pedagógicas;
- entrevistas com as famílias, e a busca desta parceria;
- as avaliações pedagógicas;                               
- as oficinas pedagógicas de auto estima;
- o trabalho da psicomotricidade, principalmente com as crianças das séries iniciais;
- a conscientização da recuperação paralela;
- encaminhamentos médicos;                
                                                                          
 -E em último caso a busca de uma psicóloga itinerante para os testes que vão fechar um diagnóstico, caso seja necessário.
        As experiências do dia-a-dia, é que, na verdade, tem nos ensinado muito e norteado nosso cuidadoso trabalho interventivo, a fim de corrermos o mínimo de risco de fechar prematuramente um diagnóstico. E dessa forma temos alcançado mais sucessos, que fracassos.
                  

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