“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


terça-feira, 2 de novembro de 2010

AS PERGUNTAS GERAM PROJETOS

             AS PERGUNTAS GERAM PROJETOS



"TEREMOS UMA EDUCAÇÃO COM MAIS QUALIDADE QUANDO ENFRENTARMOS, COM DETERMINAÇÃO, OS PROBLEMAS REAIS SURGIDOS NO DIA A DIA" Luiz Carlos de Menezes - Físico e Educador da Universidade de São Paulo-www.ne.org.br


Os Projetos Pedagógicos são elaborados em função de questões, que embora estejam dentro dos conteúdos  dos Parâmetros Curriculares, justificam-se pela necessidade de se ter um objetivo destacado do processo de letramento dos alunos, ainda que interdisciplinado, com uma proposta de alcance geral de uma turma  e que poderá  ser estendido á toda a escola. Geralmente estão inseridos nos Temas Transversais.
       A Orientação Sexual, torna-se um tema prazeroso de elaboração de  um Projeto, pelo mais desejável objetivo de uma ação pedagógica: a motivação, o interesse, o desejo dos alunos, pela curiosidade e pela magia do tema. Eles estarão supermotivados, se essa motivação partiu deles para o professor, ao invés do professor para o aluno, o seu significado tem espaço garantido.
        A motivação, a sugestão dos temas surgem no cotidiano das salas de aula, e deverão passar por vários crivos: desde á origem,a forma sugerida, ao quantitativo de alunos vivendo este momento, esta experiência, a intencionalidade e a necessidade de situá-lo dentro de apenas "uma escuta", uma intervenção com cumplicidade, á um projeto de grande alcance e participatividade, envolvendo toda a escola e a família, que é o ideal.
        O perfil da clientela vai definir  as abordagens, as técnicas e dinâmicas.
          Crianças e adolescentes  de escolas públicas tem um perfil muito peculiar, dentro de uma regra geral que é "O Conhecer a Sexualidade". Alunos de escolas da rede privada tem outro perfil, não muito diferenciado no que se refere aos estímulos externos e não fogem á regra do "Querer Saber", por mais que as sugestões chegam disfarçadas.
          Há diferenciais que devem ser levados em consideração,  os pontos cruciais da Orientação Sexual, que são as estruturas dos laços parentais, onde tudo começa, e onde o educador vai ou não poder contar com  tão importante e imprescíndivel parceria.
        Porém o ponto de partida vai estar  no aluno, do qual partiu a pergunta, a questão. De imediato, há que haver uma escuta particular, pelo próprio professor ou pela Equipe de Apoio, quando sem repressões se chega ao âmago da questão.
        De acordo com a idade do aluno, sabemos que ele está, ou não, reproduzindo por imitação, sem compreender bem, uma manifestação de sexualidade, qualificada de inadequada ao espaço da sala de aula, recreação... a intencionalidade de influenciar, ou simplesmente comunicar o desconhecimento  da sexualidade "como uma manifestação da natureza humana, como tantas outras, que ele aprendeu o significado e as condições de serem realizadas em um espaço público ou privado, estando sozinho ou compartilhando".
        Sempre tendo em mente os estímulos que recebe de fora da escola, assim como a a convivência com uma família desprovida de valores morais, permissiva; o gráu de liberdade ao acesso ás informações televisivas,  aos games, publicidades , á internet...
        É um desafio que não pode ficar esquecido...
         Se é partir dos motivos... lembrando que projetos prontos podem dar certo se se adaptam, caso contrário, na questão da sexualidade, pode-se tirar idéias, mas ela é sempre única para o indivíduo, a turma, a escola... pois envolve sentimentos e emoções...

Vejamos:  "Olha o bilhete que "D"(8 anos) entregou para "J"(8 anos"...
          Vamos ler o bilhete e "escutar" "D".


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