“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O BULLIYNG SOB O PONTO DE VISTA DA PSICOLOGIA

   BULLY 2    Dados os impactos do bullying no desenvolvimento, na saúde mental e no futuro de suas vítimas, considera-se relevante averiguar o que tem sido publicado na literatura nacional e internacional, bem como o status dos conhecimentos disponíveis, suas tendências e lacunas e sua extensão a programas e medidas sociais que visem conscientizar a população sobre os riscos do fenômeno e BULLY 1busquem sua erradicação.
    Os parâmetros desta pesquisa revelou dados importantíssimos, para a commpreensão do BULLYING, um fenômeno tão antigo, mas que só agora tem sido investigado de forma científica, trazendo elucidações necessárias para encontrar soluções efetivas.
Psicologia em Pediatria
Fenômeno Bullying: análise de pesquisas em Psicologia publicadas no período de 2000 a 2006
Bullying phenomenon: analysis of Psychology articles published in the time period from 2000 to 2006
Carmen Maria Bueno Neme
Psicóloga. Assistente doutora do Departamento de Psicologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Bauru, SP. Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Camp). Doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Pós-doutorado no Laboratório de Estudos Psicofisiológicos do Stress - PUC- Camp.
Lucinéia Crepaldi de Mello, Rangel Antônio Gazzola, Mirella Martins Justi
Psicólogos. Alunos do Programa de Mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru.
Departamento de Pós-graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Av.
Unitermos: bullying, psicologia, vítimas, intervenção
Unterms: bullying, psichology, victms, intervention.

INTRODUÇÃO

A violência social atual se manifesta de variadas formas e cresce em todos os segmentos e contextos humanos. Além da violência explícita(1), há violências veladas, representadas por comportamentos cruéis, intimidadores e repetitivos contra uma mesma vítima. O bullying é um tipo de violência velada que gera e alimenta a violência explícita, causando danos individuais e sociais significativos.
Bullying é palavra de origem inglesa, adotada em muitos países para definir o desejo consciente e deliberado de maltratar outra pessoa e colocá-la sob tensão. Designa comportamentos agressivos e anti-sociais, sendo utilizado pela literatura psicológica anglo-saxônica nos estudos sobre o problema da violência. Outros termos são utilizados para denominar esses comportamentos: mobbing (Noruega e Dinamarca) e bulismo (Itália).
O bullying pode ser definido como um conjunto de comportamentos agressivos caracterizado por repetição e desequilíbrio de poder, no qual a vítima não consegue se defender com facilidade, devido a fatores como: ser de menor estatura ou força física estar em minoria falta de assertividade e pouca flexibilidade psicológica perante o agressor(2,3).
Embora seja fenômeno antigo, o bullying é objeto novo de investigação, presente em estudos das últimas décadas tem despertado a atenção da sociedade para suas conseqüências nefastas, sendo talvez a mais grave, a capacidade de causar traumas psíquicos e a de que pode ocorrer em vários contextos: escolas, famílias, locais de trabalho, asilos, prisões e outras situações interpessoais. O sofrimento das vítimas pode acarretar conseqüências dramáticas(1).

       Nas últimas décadas, o bullying vem sendo foco de preocupação nos meios educacionais e sociais, encontrando-se estudos, páginas na web, chats e linhas telefônicas para esclarecer dúvidas e receber denúncias.
       Pesquisas e programas de intervenção anti-bullying vêm sendo desenvolvidas na Europa e América do Norte, visando conscientizar comunidades escolares sobre o fenômeno, sensibilizando-as para a importância do apoio às vítimas.
        No Brasil são raros os programas educacionais para combater e prevenir o bullying. No Rio de Janeiro, entre 2002 e 2003, a ABRAPIA (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência), em parceria com a Petrobrás Social, desenvolveu em 11 escolas o Programa de Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes. As escolas traçaram estratégias incluindo a abordagem de alunos por professores em sala de aula e sua participação ativa em atividades práticas(1).
         Destaca-se também o programa “Educar para a Paz”, em São José do Rio Preto (SP), composto por estratégias psicopedagógicas e socioeducacionais que visam a prevenção da violência nas escolas, com enfoque específico na redução do bullying(1).

O campo desta pesquisa foi delimitado entre alunos(crianças e adolescentes), do Brasil (América do Sul) Bugária (Europa)e Turquia (Oriente Médio), como pode ser visto no quadro abaixo:
607 adolescentes(11 a 17 anos)
Foram analisados:

atitudes públicas frente a gagueira:
– que apresentaram diferenças sujeitas ás influenciações pertinentes á etinia, nacionalidade e cultura, religião e língua materna.

Freqüência de comportamentos agressivos á alunos com maior pontuação na escala de agressão:
-Maior número de agressividade física e verba entre meninos do que meninas.
Examinar natureza e a prevalência do bullying, vitimização por colegas e professores:

-Alunos vitimizados por seus pares, mostraram altos níveis de alienação, social . auto estima, auto conceito e auto imagem pobres. Vítimas de professores foram classificadas como menos aptas, com menor intenção de, e conclusão dos estudos ,mais comportamentos de alto risco(jogos de apostas , uso de drogas e álcool.
Meninos foram mais significativamente , mais caracterizados como autores de bullying.
        Entre outros dados da pesquisas foram encontradas outras causas:
-bullying aos portadores de necessidades especiais, pelas próprias necessidades que trazem.
-violência doméstica;
- problemas de ajustamento á escola;

         É muito importante na elaboração dos enfrentamentos á questão do bullying, conhecer suas causas, pois lá estão as respostas. Fala-se muito do bullying entre os alunos, e esta pesquisa não deixou de fora os bullying do professor  e suas consequências, tão graves quanto as que são geradas pela violencia familiar, e entre os próprios colegas.
       Quando se fala em Bullying, sente-se que está mais relacionado entre adolescentes nas escolas de ensino médioe  universidades, porém ns escolas de ensino  fundamental , entre crianças, há uma agressividade, tanto verbal quanto física, que sem dúvida, após serem descartadas como indisciplina, com certeza é um começo do bulliyng.
    

 
 
 
 

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