“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


domingo, 24 de outubro de 2010

O APOIO PEDAGÓGICO CONTA HISTÓRIAS DO DIA-A-DIA … MAS, ANTES…

 
        Durante o I Congresso Internacional Adolescência e Violência, que aconteceu em Agosto deste ano, aqui em Brasília, quando François Marty, em sua comunicação oral explicitava sobre o tema “A Função do Agir na Adolescência”,expondo conceitos e contextos,laços parentais, transformações físicas e psíquicas exigindo uma nova reorganização da identidade; a violência interna resultante de tudo isso e a maneira como o adolescente procura lidar com essa nova realidade; a vulnerabilidade que o coloca no risco da drogadição e ao tráfico de drogas, trouxe-me á memória um fato recente de violência entre adolescentes que foi levado á Equipe de Apoio Pedagógico, que se encaixava bem, dentro dos muitos aspectos expostos.
       A grande maioria de educadores, pais, e a sociedade de uma maneira geral, sabe que a fase da adolescência, por não ser bem compreendida, é rejeitada ou ignorada, como alguma coisa de quer se ver livre.
A própria escola , nem todas, é claro, fecha os olhos á amplitude do problema. A maioria, resolvendo caso a caso, no velho sistema tradicional de repressão, advertências, conversas com a família...
      A família, quando convocada, demonstrando perda completa do controle sobre a vida familiar: diz “não sei mais o que fazer com meu filho, já fiz tudo que podia... eu não dou conta mais...”, frases permeadas de desistência, rejeição e desespero...
      Quando faltam-lhe o apoio do adulto, principalmente de “pais permissivos, de acordo com os estilos parentais, que comunicam-se bem com os filhos e utilizam o diálogo para conseguir inibir comportamentos indesejáveis, exigem pouco e permitem que os filhos regulem suas próprias atividades, levando-os a raciocinarem sobre suas ações.” É que o adolescente tem tudo para ser um problema para si mesmo, a família, a escola e toda a sociedade.
       De todas as pesquisas relacionadas á violência, ao bullying entre adolescentes, estes estudos psicanalíticos são os que conseguem interpretar estas e outras situações de violência e os referenciais de enfrentamento que podem ser usados, de acordo com suas origens. A pedagogia precisa da psicologia, nos enfrentamentos do sucesso escolar.

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