“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


domingo, 31 de outubro de 2010

A CRIANÇA E A SEXUALIDADE

Para que se possa compreender as os caminhos que tomaram a sexualidade da criança e do adolescente, hoje, é impossível deixar de voltarmos aos postulados de um dos pioneiros do estudo do prazer corporal, criador da psicanálise, o neurologista Sigmund Freud.
           Freud escandalizou a sociedade, na época, quando  mudou a imagem da criança inocente, para uma criança que
como todo ser humano, que sente prazer corporal. Estruturou o desenvolvimento da sexualidade em diferentes fases, cada uma valorizando o prazer em uma região do corpo.
        A Fase Oral, de 0 a 2 anos, em que o prazer se concentra na boca, no ato da amamentação, da chupeta , da alimentação...Em torno de 3 e 4 anos vem a fase anal, quando normalmente a criança adquire controle dos esfíncteres, abandona as fraldas e sente prazer em eliminar os resíduos de fezes e urina.
     A próxima etapa das descobertas da sexualidade infantil, segundo Freud, é o prazer genital, e as crianças vão investir e explorar essa nova fonte de prazer corporal, num período que vai de 3 aos 5 anos.
Essa separação por fases, tem seu valor , no sentido da compreensão da naturalidade  e do amadurecimento do processo na criança.
      Dos 5 anos até a puberdade vai haver uma período de latência. Estes períodos divididos por idade é com certeza, uma faixa de média, para se ter em conta que as grandes discrepâncias vão cair na patologia.
        Este processo se inicia na infância desde o nascimento e vai se estender por toda a vida do indivíduo.
         O prazer vinculado ao afetivo e as interações sociais vai surgir com a percepção dos relacionamentos dos casais, principalmente, na família, nos laços parentais, em que a criança mesmo sendo ter a compreensão plena dos significados, vai reproduzir por imitação. É o que vem a ser "o faz de conta" citado pela educadora sexual Maria Helena Vilela,"um passeio de mãos dadas" com um colega são representações do namoro e do interesse pelos relacionamentos.
        A sexualidade está em tudo que é pertinente ao ser humano. Na criança desde o saborear de um algodão doce, de abraços, beijos, rizos, cócegas... são momentos de prazer corporal. E assim é a criança e assim ela vai chegar á escola, e esta, deve estar preparada para dar continuidade, no que for precioso, orientando esse desenvolvimento que é inerente ao ser humano.
        O professor assim como delimita os espaços públicos e privados, desde a educação Infantil, ao que a criança deve e pode, como em relação ás necessidades biológicas de defecar e urinar, também será com a masturbação. Sem repressões.
as orientar o  local privado apropriado.
       Não deixa de ser um desafio muito grande ao professor, pois deverá adotar uma posição, muitas vezes diferenciada da que recebeu, e á preparação que não teve, para esta nova roupagem ante o desenvolvimento da sexualidade de seu aluno: sem culpabilidades, pré-conceitos, preservando a intimidade da criança, as diversidades das manifestações, tanto na infância, quanto á adolescência, quando então , na puberdade a carga de sensualidade volta com toda força. E quando mais do que nunca  eles vão querer falar, serem ouvidos e necessitam ser orientados.
        E toda os atores da escola devem estar empenhado nesse trabalho de orientação correta dos direcionamentos das manifestações da sexualidade das crianças e dos adolescentes.

Fonte de pesquisa:
Freud e a Educação- O Mestre do Imposssível
Sexualidade e Infância - Claudia Ribeiro
http://www.ne.or.br/



         

 

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