“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


domingo, 17 de outubro de 2010

- CONCEITUALIZAÇÕES E TEORIAS SOBRE A VIOLÊNCIA

      violencia
     Se a violência deixou de uma condição das classes sociais menos privilegiadas, e se estende por todos os setores da sociedade, causando grandes preocupações, principalmente, por estar presente nas escolas, entre jovens e crianças, é  preciso ir a fundo nesta questão, pois se tornou um desafio que não pode mais ser ignorado e considerado como parte das mudanças da sociedade moderna, ou com os problemas ecológicos irreversíveis e incontroláveis com a qual tem que se conviver, porque foge ao controle de toda uma sociedade.
      Todos os estudiosos concordam em um ponto: as causas são múltiplas e complexas, envolvendo cada individuo ou grupos de indivíduos de forma peculiar. O que não é razão para não tomar iniciativas sócio- educativas num enfrentamento efetivo que mostre resultados satisfatórios.
       As teorias sobre a origem da violência e sua conceitualização também são diversas.
       O 44º Conselho Diretor da OMS (Organização Mundial da Saúde) e OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), em Setembro/2003, sobre a Repercussão da Violência na Saúde das Populações  Americanas, definiu, “Os atos violentos como atos intencionais “aprendidos”, de causas múltiplas, mas por isso mesmo preventivos, evitáveis ou que podem ser desaprendidos”.http://www.paho.org/portuguese/gov/cd/cd44-15-p.pd
       Das teorias biológicas duas merecem ser mencionadas: aquela que é proveniente da moderna genética, em que poder-se-ia determinar que genes estariam relacionados com a violência, com a agressividade e com a delinquência.
A outra versão moderna da teoria biológica é aquela que nos é dada pelos hormônios. Assim como alguns neuro transmissores estão relacionados com o humor, deixando as vezes a pessoa mais triste ou mais alegre, também eles poderiam contribuir para que um determinado sujeito sofresse de uma alteração neuroquímica e viesse a ser mais violento, mais agressivo ou agir de modo delinquente. Cesare Lombroso, biologicista, determinista e positivista, bem ao sabor do final do século XIX
        O também italiano, jurista Enrico Ferri adotou a posição contrária, afirmando que o homem não nasce delinqüente, mas que ele torna-se delinqüente. Torna-se delinqüente ao longo da vida, porque o meio social, o meio ambiente, os fatores externos, os fatores exógenos, convergem no sentido de que essa pessoa venha a ser violenta.
       A outra versão moderna da teoria sociológica, é dada por um americano chamado Merton, que assim diz: "a sociedade, sobretudo a sociedade moderna capitalista, sugere muitas coisas. Supõe que consigamos atingir muitos fins, como dinheiro, sucesso, patrimônio, automóveis, roupas etc... A desigualdade entre meios e metas gera a violência. O espaço existente entre os meios que a sociedade dá a alguns e as metas ideais, que sugere para todos, é preenchido pela conduta agressiva, que, assim, cumpre o papel de aproximar meios e metas."
       Jorge Trindade:Graduado em Psicologia e em Ciências Jurídicas e Sociais. Filosofia e Letras;Mestre pela Universidade da Extremadura,Espanha;http://www.psicologia.org.br/internacional/pscl5.htm
Dentro do modelo psicológico,  explicitar algumas facetas da conduta antissocial.”E, tratando do modelo psicológico, obrigatoriamente, temos de nos reportar ao pai da psicanálise, Sigmund Freud, que descobriu que existe um tipo de delinqüência que denominou delinqüência por sentimento de culpa. Via de consequência, a violência também pode ser uma violência responsiva à culpa. Inconscientemente, a criança faz determinados atos agressivos, violentos, para receber o castigo por aquele sentimento inadequado que teve na infância. Ao receber o castigo, a criança ou o adolescente, e mesmo o adulto, expiam, aplacam aquela culpa inconsciente.
       Aqui estão algumas poucas teorias e conceitos elaborados, ao longo do tempo, mas que pode favorecer uma base para se agrupar ou reconhecer individualmente, o que está gerando violência, na escola, na sala de aula ou fora da sala de aula, e a partir daí realizar um planejamento que envolta escola, família e alunos.
       E para não terminar:”
Como pais precisamos compreender que nossos filhos precisam de limites e disciplina, mas que as mesmas não devem ser executadas através da violência que irá gerar mais violência. Deve ser regada pelo amor gerando equilíbrio entre disciplina e amor. Como pais devemos ter coragem de impor limite aos nossos filhos quanto a canais de violência dentro do nosso lar: programas de televisão, vídeos, internet, jogos, etc.
Como escola e professores precisamos compreender que a educação deve ser regada pelo diálogo e não pela imposição. Pois a imposição é arbitraria e como tal lança sementes de violência no coração do aluno.
E como Estado medidas restritivas, pois os exemplos de impunidade desarticulam todo os outros caminhos percorridos

Nenhum comentário:

Postar um comentário

. Não seja apenas um visitante. Deixe seu comentário. Este é um espaço de intercâmbio de conhecimentos Entre educadores, e não apenas de divulgação de informações e conteúdos PARA educadores