“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

BULLYING–Uma das Práticas mais antigas do Mundo

 
           BULLY 3
    Dois estudos de revisão sobre conseqüências do bullying em crianças indicaram relações entre essa agressão e depressão, baixos níveis de bem-estar e ajustamento social e altos níveis de angústia, aflição e sintomas físicos adversos. Estudo longitudinal mostrou evidências de efeitos de longa duração da vitimização e suas relações com comportamentos anti-sociais subseqüentes.
Os dois estudos de revisão sobre aspectos que aumentam a vulnerabilidade infantil ao bullying indicaram necessidade de mais estudos e possíveis relações entre vulnerabilidade, condições das relações parentais e baixo autoconceito.
Encontrou-se ainda três estudos de campo: 1) Comparação do impacto de programa de antiviolência de quatro anos em escola elementar com escola-controle com características equivalentes. A intervenção na escola experimental foi baseada em tolerância zero para bullying e a escola-controle recebeu apenas orientação regular. Os resultados quanto à disciplina e progresso acadêmico mostraram que na escola experimental houve redução significativa de bullying e aumento nos índices de disciplina e realizações acadêmicas. Intervenções antiviolência de baixo custo não focalizadas na patologia individual podem melhorar o ambiente e as condições de aprendizagem 2) Professores (N= 214) responderam questionário anônimo sobre suas percepções sobre bullying em professores e estudantes. Os professores foram agrupados de acordo com as taxas (baixas, médias ou elevadas) de suspensão de alunos. Testes estatísticos mostraram diferenças significativas entre respostas de professores de escolas com altas taxas de suspensão de alunos e os demais.
Professores de escolas com altas taxas de suspensão relataram que eles mesmos praticavam bullying sobre os alunos, tinham experimentado o bullying quando estudavam e tinham trabalhado com professores que também praticavam o bullying, indicando importante papel dos professores na etiologia de problemas de comportamento em escolares 3) Comparação de variáveis sociodemográficas de 160 pacientes psiquiátricos adultos em tratamento ambulatorial que relataram bullying na infância com os que não apresentavam este histórico.
Foi utilizado questionário auto-administrado sobre status habitacional, nível de instrução, trabalho e ocupação. Resultados mostraram que pacientes que sofreram bullying na infância tinham significativamente níveis mais baixos de escolaridade e ajustamento psicossocial, ocupações menos qualificadas e necessitavam mais de benefícios sociais que os pacientes que não sofreram bullying.
Também foram encontradas 13 pesquisas com crianças e/ou adolescentes na faixa etária de 5 a 17 anos de idade (Quadro 2).
Entre outros dados da pesquisas foram encontradas outras causas:
-bullying aos portadores de necessidades especiais, pelas próprias necessidades que trazem.
-violência doméstica;
- problemas de ajustamento á escola;
Conclusão
Concluiu-se pela relevância de estudos sobre bullying nas áreas da saúde e educação, além da necessidade de maior número de pesquisas elucidando os fatores de risco e mecanismos de proteção para a redução de danos psicossociais nas vítimas. Sugere-se a realização de estudos sobre o papel dos pais fdiante do comportamento de bullying e/ou vitimização de seus filhos e a realização e avaliação de intervenções profissionais sistematizadas nos vários contextos sociais em que o bullying se manifesta.

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Bibliografia
1. Fante C. Fenômeno bullying: como prevenir a violência e educar para a paz. São Paulo: Verus, 2005.
2. Figueira IS. Bullying: o problema do abuso de poder e vitimização de alunos em escolas públicas do Rio de Janeiro. Dissertação de Mestrado em Desenvolvimento da Criança. Lisboa: Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Motricidade Humana, 2002.
3. Lopes Neto AA, Saavedra LH. Diga não para o bullying – programa de redução do comportamento agressivo entre estudantes. Rio de Janeiro: ABRAPIA, 2003.
4. Moreno, J Rodriguez-Munoz, A. Garrosa-Hernandez, E. et al. Gender differences in workplace bullying: a study in a spanish sample. Psicol. estud., jan./ abr. 2005, vol.10, no.1,

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