“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

BULLYING NAS ESCOLAS

BULLYING NAS ESCOLAS
A violência nas escolas da rede pública e privada, têm sido atualmente a grande preocupação de toda a sociedade: educadores, psicólogos, sociólogos, psicanalistas, tem dedicado estudos e pesquisas sobre as causas e como a escola poderá minimizar as ações violentas de crianças e adolescentes, que tem causado danos,alguns irreparáveis, a toda comunidade escolar,.
A gravidade dos atos físicos, verbais ou virtuais tem se agravado a tal ponto, em escolas de vários estados brasileiros, demonstrando que a violência não é apenas uma questão socio-cultural e psicológico proveniente das classes sociais mais baixas.
Alguns estados brasileiros através de seus representantes nas câmaras legislativas já elaboraram projetos de leis, como São Paulo, Pernanbuco,Espírito Santo;  alguns já foram homologados como no Rio Grande Sul. Projetos que tem finalidades que vão desde a elaboração de projetos pedagógicos, capacitação de professores, sensibilização se esclarecimentos aos alunos, envolvimento das famílias, e de toda a sociedade.
Todas as medidas, dos vários segmentos da sociedade são válidos, pois a violência não é um fenômeno fatalista da delinquência juvenil. Essa visão simplista não leva ás transformações dessa realidade.
A violência tem que ser vista e entendida como o resultados de diferentes causas, em que as relações que existem nas escolas são as relações reproduzidas na sociedade.
A escola não está preparada para este enfrentamento, que exige uma transformação global. Ela exerce o seu papel de acolhimento, de construção de respeito mútuo, e não o contrário, onde impera a lei do mais forte, da submissão, com consequências inimagináveis, uma vez que a violência que lá dentro se manifesta tem origens diversas, que fogem á ação unicamente do educador.
O clima que predomina nas escolas , em consequência aos atos violentos constantes, é um clima de medo, em que os próprios professores sentem-se envolvidos em uma condição de ameaça, seja ela real ou imaginária, que pode gerar em contrapartida, a violência do professor, num instinto de autopreservação, de onde pode surgir um círculo vicioso.
“Um ambiente de medo e insegurança, tanto para os que estudam como para os que trabalham nas escolas. O bullying é um grande entrave no processo educacional, podendo resultar em déficit de aprendizagem, desmotivação para os estudos, absentismo, evasão e reprovação escolar”CLÉO FANTE Graduada em História e Pedagogia, pós graduada em didática do ensino superior e doutoranda em Ciências da Comunicação, é autora do programa antibullying Educar para a Paz.(entrevista no NetEducação,março/2010)
Antes de tudo é preciso não só criar medidas inibidoras da violência. Em suas origens ela pode já ser proveniente não do autoritarismo, reflexo ou ação contra-violência.
Estudar suas causas, suas origens, e elaborar ações pedagógicas acolhedoras, pois quando estamos dentro deste contexto de violência na escola, sentimos que as crianças e os adolescentes, assim estão agindo, como um grito de socorro, por algo que falta ou que excede.
A humanização, a escuta, a orientação dessa energia, canalizada para a construção de um indivíduo socializado, que está de alguma forma demonstrando alguma insatisfação e desconhece outra maneira de ser ouvido.
A busca da compreensão do respeito a diversidade e a identidade de cada indivíduo, e seu papel na sociedade. Não é a repressão , mas a compreensão decada indivíduo, e qual sua busca através deseus atos agressivos ao outro.
A Escola precisa de ajuda. A pedagogia mais do que nunca precisa estreitar laços á psicologia, pois trata-se de seres humanos, e seres humanos tem que ser compreendidos, amados, e reconhecidos como tal.

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