“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A EQUIPE DE APOIO Á APRENDIZAGEM CONTA HISTÓRIAS DO SEU COTIDIANO...


UM CASO DE UM ALUNO TDAH


      L tem 12 anos, cursa a 4ª série e foi encaminhado ao SEEAA, em 2009, na 3ª série, coma queixa da professora e um receituário médico para criança TDAH. Medicação que Luizinho não estava tomando. É importante lembrar que havia um receituário (cópia), mas não havia laudo médico e nem exames complementares.
As queixas desesperadoras da professora tinham completa fundamentação de que o aluno deveria receber a medicação, pois além de estar com seu desempenho escolar baixo, não deixava que os colegas se concentrassem e realizar as atividades em sala de aula. Enfim, pela descrição havia “um furacão em sua sala de aula". E toda a escola concordava.
      Lera aluno da escola desde a 1ª série, e levantando a historia de vida dele na escola, na família. Ficou realmente constatado que o problema era muito sério. Havia queixas e encaminhamentos diversos, desde os anos anteriores, e nada havia sido feito, pois todos concordavam que Luizinho deveria tomar a medicação. Porém a mãe se recusava a dar ao filho o medicamento... Mas, então, por quê? Seria mais cômodo e até evitaria as inúmeras vezes em que era chamada na escola, para ouvir queixas...

A Pedagoga da Equipe de Apoio chamou a família (a mãe), no sentido de colaborar em relação ao Transtorno de que é portador, especificamente, em relação ao uso do medicamento indicado.
A família, resistente em tomar estas providências, afirmando que o filho não fez todos os exames médicos necessários que justificasse o laudo médico. Então foram feitos novos encaminhamentos á Unidade de Saúde. Porém a Rede Pública pouco oferece aos médicos e pais em relação á exames... E até as consultas médicas são difíceis, pois numa cidade como Planaltina, existe apenas um neuropediatra para atender toda a população infantil, e exames só se forem feitos nas clinicas particulares, ou ficarem inscritos para quando houver vagas em Brasília... Uma espera, digamos de anos...   Foi feito um apelo até ao Conselho Tutelar para que no sentido de que atendessem a justa reivindicação da mãe, quanto aos exames complementares, sem que obtivesse sucesso.
          O aluno é uma criança, afetuosa, demonstra uma boa socialização, embora com uma baixa auto estima, própria do transtorno, pela defasagem que traz o déficit de atenção e a falta de controle, involuntária, sobre a concentração.
        No ano em curso, a atual professora tem realizado um trabalho excelente com o aluno dentro dos recursos indicados pelos especialistas da saúde, em TDAH, que é a rotina, regras, limites, afetividade, valorização das superações, apoiada pela família. E a queixa que a professora tem de Luizinho são algumas dificuldades motora fina na grafia das letras.
        Até aqui fica muito claro a “questão dos vínculos afetivos”. O sucesso do aluno com ou sem transtorno depende muito, muito mesmo do professor e o compromisso que ele tem com seu aluno.
      Nesse ano, em 2010, 'L' tem um projeto interventivo também. Participa das Oficinas Pedagógicas Grupos de Vivência e Auto Estima, e tem um atendimento individualizado de psicomotricidade para amenizar a dificuldade da coordenação motora fina, na Equipe de Apoio à Aprendizagem. Assim como atividades de jogos de informática, pela professora da Sala de Recursos.
        Desde então, o aluno apresentou resultados no seu processo de letramento, significativos, melhora na sua auto estima e em sua inclusão Social.
        Luizinho, pelos motivos relatados, não voltou ao médico, e Luizinho “não está tomando medicamento”.
        A história de 'L' é a história de 'L', neste momento.
        Cada TDAH tem sua história.
        Com ou sem medicamentos a afetividade, a compreensão e ajuda do professor e da  família é muito importante. Sempre será para todos.

                                                          
jogos interativos
oficinas de auto estima

trabalhando a psicomotricidade

                                  
 
aperfeiçoando a coordenação motora fina




Planaltina, 16 de Setembro de 2010
Equipe de Apoio á Aprendizagem – Júlia Virginia de Moura-Pedagoga



 

                                                                                                                       

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