“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

COMO AJUDAR O TDAH

MELHOR CAMINHO PARA AJUDAR OS TDAHs - TRATAMENTO EM DEBATE
       É preciso que fique claro que o uso de medicação em grande parte necessário, mas que não muda muito a situação: a criança vai durante algumas horas em que dure o efeito do medicamento, ter um desempenho melhor em sala de aula e uma melhora na sua auto confiança, enfim consigo mesma. Porém o medicamento não vai mudar as causas orgânicas no cérebro.
       O medo que os pais têm, de que o uso prolongado de psicoestimulantes possa tornar seja um risco á dependência de drogas, no futuro, foi motivo de pesquisa por Timothy E. Wilens, da Faculdade de Harvard, que descartou totalmente essa possibilidade e constatou este risco entre os que não fizeram uso de medicamentos, enquanto crianças. 
        O psicólogo alemão Schultz diz que “... procuro fugir dos medicamentos sempre que possível. Esse tipo de tratamento nada oferece para a vida da criança; ela não aprende coisa alguma sobre si mesma nem sobre como lidar melhor com seus problemas. Na minha opinião a psicoterapia deveria ser o centro do tratamento.” (Mente &Cérebro,2010)
      A terapia comportamental não pode ser descartada, pois ela ensina a criança a superar qualquer tipo de comportamento problemático que possa surgir mais tarde. Os pais precisam tentar trabalhar o comportamento delas  no dia-a-dia.
        Com ou sem drogas, pais e educadores podem ajudar melhor crianças com TDAH, ensinando-as a lidar com as tarefas com mais organização e menos impulsividades . 
        A rotina diária, em casa, e em sala de aula, tem demonstrado excelentes resultados. Estabelece-se o que a criança vai realizar diariamente, e quando houver quebra de retina, prepará-la para isso. O uso de poucos estímulos visuais, para evitar a facilidade de dispersão. Regras claras, expectativas específicas e conseqüências previstas. Cronogramas escritos. Regras e limites e sempre elevando a auto estima da criança com TDAH.
         E o que há de mais novo é o “neurofeedback”, que é uma alternativa  de tratamento para combater o TDAH. Jogos especiais de computador ensinam crianças  a influenciar conscientemente suas ondas cerebrais, e portanto, seu comportamento. Podem se beneficiar d terapia por neurofeedback, principalmente no que diz respeito á atenção, á concentração, á impulsividade e ás formas leves de hiperatividade. Também há progresso na auto estima dessas crianças, porque elas vêem que são capazes de controlar o comportamento. Muitas transferem para a escola a capacidade de concentração que desenvolveram.
         E para os pais e até irmãos, terapia familiar, principalmente quando se trata de adolescentes com TDAH.  

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