“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Paulo Freire


domingo, 27 de novembro de 2016

Aprovar ou Reprovar o Aluno - Final de Ano letivo

Aprovar ou Reprovar o Aluno - Final de Ano letivo


 aprovar ou reprovar o aluno - final de ano letivo
Não há como negar a angústia do professor no final do ano quando sabe que vai ter que reprovar alguns alunos, ou vai ter que aprovar pela “promoção continuada”, sabendo que não aprenderam tudo que deveriam. Uma análise sobre ações já conhecidas, neste momento, pode abrir possibilidades. 
Retornando a questão da “avaliação” é bom lembrar novamente a possibilidade que ela traz de ser referência para “recuperação” para os que não aprenderam. 
E outro ponto a ser relembrado em relação ás provas, como ferramenta avaliativa: "Não é possível ser construtivista na hora de ensinar e tradicional na hora de avaliar”, esse ponto a ser repensado pode diminuir o número de alunos da lista dos antecipadamente reprovados. 
Dicas para se trabalhar com os alunos que ainda não aprenderam   
Os alunos já foram avaliados pelo professor. Uma auto-avaliação, individual ou em grupo, oral e/ou escrita pelos próprios alunos sobre suas dificuldades vai apontar, exatamente, “os que ainda não aprenderam”, que será o ponto de partida de novas ações. 
Em um clima de descontração, em que premiação ou punição fiquem claramente excluídas e o verdadeiro objetivo seja claro: “ninguém aqui quer ser reprovado, então vamos ver o que está faltando, certo?” E realize a auto avaliação de acordo com a facilidade ou dificuldade de cada um em se expressar sinceramente. Anote tudo: alunos e pontos a serem trabalhados. E analise bem os resultados, pois as condições de ajudá-los serão maiores. 
Trabalhar dificuldades em grupos: 
Envolva toda a turma. Forme 4 grupos: um grupo dos que só precisam avançar mais, e 4 grupos que temgrupodificuldades semelhantes. Deixe que escolham entre si as formações, por afinidades, os resultados serão maiores. Retome o conteúdo de forma diferente, use as diversas técnicas de trabalho em grupo: recursos áudios-visuais, revistas, jornais, trabalhe escrita, oralidade, expressões matemáticas e expressão artística, e apresentações á toda a sala (o tema deverá ser o mesmo). E deixe claro qual o objeto e o resultado que espera no final. 
Distribuindo atribuições dentro dos grupos: Duplas: o que aprendeu melhor com o que não aprendeu, ou aprendeu em parte, as dúvidas deste, leva o outro á avançar mais. Subgrupos: com a finalidade organizativa, de acordo com as necessidades específicas, sempre com um participante que lidera e tem mais domínio. Individuais: as atribuições individuais dentro do grupo, provoca a autonomia e segurança com mais chance de resultados. 
Organização das atividades para os grupos: O primeiro grupo terá atividades mais complexas (dentro do mesmo conteúdo. As atividades de um grupo deverá ser dentro de uma sequencia. Nunca a mesma atividade para todos os grupos. No momento da exposição, do resultado final, que seja na ordem. Sendo que o grupo de atividades mais complexas fará o fechamento.      
Duração de 1 hora, sem a necessidade de que seja todos os dias. 
2- Remanejar os alunos na sala da seguinte forma: 
No fundo da sala – os mais adiantados; no centro os que ainda necessitam de reforço, e na frente os que tem mais dificuldades. Durante as atividades percorra a sala, questione a maneira como estão realizando as atividades e permita que troquem idéias á esse respeito um com outro. Intervenção no momento da dificuldade e a escuta dos pares é uma receita que dá certo. 

3- Reforço no horário contrário ás aulas 

Pode-se obter grandes avanços com alunos que estão defasagem: por exemplo, alunos de 3º ano, séries iniciais, pré-silábicos ou alfabéticos. Se o professor se dispuser a retornar aos conteúdos não adquiridos das séries anteriores, vai ter alunos a menos na reprovação. Comprovadamente as chances são grandes. 
4- Tarefa prá casa. Ajuda? 
Ajuda como fixação de conteúdo que foram revistos em sala e exercitados e se houver alguém que possa tirar dúvidas, caso contrário, é tempo perdido. E quando se fala em casa, é preciso lembrar que se a família inteirada da situação do aluno, da necessidade de ajuda, não colaborar, a escola e o professor não obterão grande avanço com estes alunos. 
Há casos de famílias que no final do ano querem a todo custo a recuperação do filho, pois não aceitam a reprovação e se propõem a pagar um reforço, por outro profissional da comunidade. Pode dar certo? Sim, se as dificuldades a serem trabalhadas forem as reais necessidades do aluno. É comum um educador ser contratado para um reforço e trabalhar atividades do livro da série cursada, quando se sabe que a maior dificuldade do aluno que está preste a ser reprovado está em conteúdos não dominados em séries anteriores. É recomendável que o professor deste reforço entre em contato com o professor da escola que o aluno estuda. 
A recuperação pode dar certo?